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Brasília, de de . Ano: -2004

 
Matérias em Meio Ambiente 
MEIO AMBIENTE
Rondônia revoga proteção a florestas

A pedido do governo, a Assembleia Legislativa de Rondônia revogou a proteção estadual de quase 1 milhão de hectares da Amazônia.O ato foi formalizado por leis complementares, aprovadas há dez dias. Elas extinguiram sete unidades de conservação que somam pouco mais de 973 mil hectares - o equivalente a mais de seis cidades de São Paulo.

As revogações são parte do processo de redefinição das áreas protegidas no Estado. Em junho, outras quatro haviam sido revogadas e incorporadas a florestas protegidas pelo governo federal. Neste último caso, a incorporação não aconteceu.Dados do ISA (Instituto Socioambiental) indicam que, antes das mudanças, havia aproximadamente 4,4 milhões de hectares sob proteção estadual em Rondônia. Agora, são 3,1 milhões.

De acordo com o governo, a revogação das sete unidades (uma delas com 425 mil hectares) apenas formalizou uma situação que já existe.Luiz Cláudio Fernandes, coordenador de unidades de conservação da Secretaria do Meio Ambiente do Estado, disse que as áreas não eram consideradas protegidas desde 2000, quando foi aprovado o ordenamento territorial de Rondônia.

"Só existiam no papel. Foram criadas na década de 90, por decreto, mas nunca fizeram nada para pôr em prática [a proteção]. Estamos tecnicamente aliviados", disse."Foi uma decisão de técnicos imbuídos do melhor espírito ambientalista", afirmou.O coordenador negou que fosse possível adequar a antiga legislação, pois, segundo ele, as unidades estão quase inteiramente ocupadas por produtores rurais.

Fernandes disse que mesmo o Incra (Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária) já assentou pessoas nas ex-unidades."Ele assentava, mas, na hora de tirar o título da terra, não conseguia", afirmou.Dados do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia) indicam que Rondônia é o terceiro Estado que mais desmata suas florestas, atrás somente de Mato Grosso e Pará. Informações da Folha de S.Paulo.

 
Da redação Blog em 08/08/2010 08:24:20

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MEIO AMBIENTE
Novo Código Florestal coloca espécies em risco

Se for implantado o novo Código Florestal, aprovado no mês passado por uma comissão da Câmara, os impactos negativos na fauna brasileira -como redução e até extinção de algumas espécies- poderão ser sentidos já nos próximos cinco anos.A análise é de cientistas que lotaram ontem o auditório da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) para discutir o projeto de lei proposto pelo deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP). De acordo com eles, o código não contou com a comunidade científica para ser elaborado.

O novo código, que ainda precisa ser votado no Congresso, encolhe as APPs (áreas de proteção permanente), entre outras medidas. A redução de 30 m para 15 m das APPs nas margens dos riachos (com até 5 m de largura), que compõem 90% da malha hidrográfica nacional, é um dos pontos críticos.

Matas na beira dos rios são importantes para os bichos terrestres e os debaixo d‘água, pois fornecem insetos e material orgânico aos peixes."Em São Paulo, 45 das 66 espécies de peixes de água doce ameaçadas de extinção estão justamente nos riachos", relata a bióloga Lilian Casatti, da Unesp. Informações da Folha.

 
Da redação Blog em 04/08/2010 07:56:58

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AMAZÔNIA
Satélites mostram queda de 47% do desmatamento

Dados coletados por satélites do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) mostram queda de 47% do desmatamento na Amazônia entre agosto de 2009 e maio deste ano. A queda, registrada a dois meses da coleta da taxa anual, é maior que a registrada no ano passado (42%), e, se confirmada nos próximos meses, poderá representar redução recorde.

Comparando maio a abril, porém, verifica-se que o desmatamento da Amazônica mais que dobrou, passando de 51 km² para 109,6 km² nos dois meses.

Em maio, Mato Grosso foi o Estado que mais registrou destruição da vegetação nativa: 51,9 km², seguido por Pará (37,2), Rondônia (10,7 km) e Amazonas (9,8 km).

Os números podem ser maiores, pois 45% das áreas dos nove Estados da Amazônia Legal estavam encobertas por nuvens, o que impediu os satélites de detectar todo o desmatamento.

Deter e Prodes

O Deter, sistema de detecção do desmatamento do Inpe em tempo real, captou durante o período de agosto de 2009 e maio deste ano o corte de 1.567 km² da Floresta Amazônica, área maior do que a cidade de São Paulo. O sistema serve de alerta para que o Ibama faça operações onde o problema está concentrado.

O sistema não capta desmatamentos em áreas com menos de 50 hectares, o que pode gerar diferenças entre os dados obtidos em tempo real e o Prodes, usado para calcular a taxa oficial do desmatamento, divulgada anualmente. No ano passado, o Prodes mediu redução recorde de 42% no ritmo do desmatamento. Informções eBand.

 
Da redação Blog em 23/07/2010 18:01:48

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Tempestade derrubou meio bilhão de árvores na Amazônia, diz estudo

Uma única, violenta e avassaladora tempestade que varreu toda a floresta amazônica em 2005 pode ter destruído meio bilhão de árvores, diz um estudo americano. As informações são da BBC Brasil. Embora tempestades sejam uma causa conhecida de mortes de árvores na Amazônia, o novo estudo - feito por especialistas da Tulane University, em Nova Orleans, em parceria com cientistas brasileiros do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) e da Unesp - é o primeiro a oferecer uma contagem mais precisa.

Segundo seus autores, o trabalho revela perdas muito maiores do que se pensava, sugerindo que tempestades cumprem um papel bem mais importante do que se supunha na dinâmica da floresta amazônica.

Fatores

Os cientistas advertem que, por causa das mudanças climáticas, tempestades violentas deverão se tornar mais frequentes na região, matando mais árvores e, consequentemente, aumentando as concentrações de carbono na atmosfera. O estudo será publicado na revista científica Geophysical Research Letters.

Uma pesquisa anterior tinha atribuído um aumento na mortalidade de árvores em 2005 na região a uma seca prolongada que afetou partes da floresta naquele ano. Mas o estudo recente identificou uma área não atingida pela seca onde houve grande perda de árvores (a região de Manaus).

Segundo os cientistas, entre 16 e 18 de janeiro de 2005, uma única linha de instabilidade com 1000 km de comprimento e 200 km de largura cruzou toda a bacia amazônica de sudoeste a nordeste, levando tempestades violentas, com raios e chuvas pesadas, provocando várias mortes nas cidades de Manaus, Manacaparu e Santarém.

Ventos verticais fortes, com velocidades de 145 km/hora, arrancaram ou partiram árvores ao meio. Em muitos casos, ao cair, as árvores atingidas derrubaram outras a seu redor.

Cálculos

Para calcular o número de árvores mortas, os pesquisadores usaram uma combinação de imagens de satélite, contagens feitas por especialistas em áreas pré-selecionadas da floresta e modelos matemáticos.

O uso associado de imagens de satélite e observações feitas no campo permitiu que os pesquisadores incluíssem quedas de grupos menores de árvores (menos de dez unidades) que não podem ser detectadas pelo satélite.

Os cálculos iniciais, relativos a áreas afetadas pela tempestade na região de Manaus, foram depois usados como base para se chegar ao número total de mortes em toda a floresta.

Os cientistas concluíram que entre 441 e 663 milhões de árvores foram destruídas em toda a floresta. Nas regiões mais atingidas, cerca de 80% das árvores foram atingidas.

 
Carlos Honorato Blog em 16/07/2010 14:10:22

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MEIO AMBIENTE
BP falha mais uma vez em contenção do vazamento no golfo do México

A BP falhou mais uma vez nas últimas tentativas de cessar o vazamento de óleo no golfo do México, a partir de uma técnica denominada "top kill", o que configura o segundo fracasso ocorrido neste sábado. O chefe de operações da BP, Doug Suttles, informou o insucesso da manobra.

Trata-se do pior vazamento da história dos Estados Unidos, que ocorre desde o dia 20 de abriu e já despejou entre 18 milhões e 40 milhões de galões de óleo no golfo, segundo estimativas do governo.

Por volta de 25% da zona econômica do Golfo do México foi posta em restrição, de acordo com a National Oceanic and Atmospheric Administration, segundo a rede de notícias CNN.

Para efetuar o "top kill", a BP vinha lançando uma grande quantidade de um fluido de alta densidade --uma espécie de híbrido de lama com cimento-- no local do vazamento desde quarta-feira (26).

A estratégia nunca havia sido testada numa profundidade tão grande quanto a do poço no Golfo do México (1.500 metros).

A BP disse que já está preparando o próximo procedimento na tentativa de conter o vazamento. O novo plano consiste no uso de submarinos robôs junto a uma válvula de contenção. A companhia estima que o procedimento leve quatro dias para ficar completo.

"Estamos confiantes que o trabalho vai funcionar, mas obviamente nós não podemos garantir o sucesso", declarou Suttles sobre o novo plano. Hoje, os engenheiros da BP (British Petroleum) falharam mais uma vez. A BP fez a terceira tentativa de conter o problema jogando uma mistura de bolas de golfe velhas, pedaços de pneus e cordas no poço de petróleo rompido.Informações da Folha com agências internacionais.

 
Da Redação Blog em 29/05/2010 21:55:28

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Plano de regularização na Amazônia vende terras a R$ 2,99 o hectare

Marta Salomon - O Estado de S.Paulo

Um pedaço de terra pública na Amazônia pode custar R$ 2,99 por hectare (a dimensão de um campo de futebol) ao atual ocupante, de acordo com a nova tabela de preços definida pelo governo. Até o fim deste ano eleitoral, a meta é regularizar 50 mil posses irregulares na região. O preço mais barato dos terrenos foi objeto de intenso lobby ruralista.

Portaria do Ministério do Desenvolvimento Agrário, publicada no Diário Oficial, definiu descontos aos candidatos a títulos de terras na Amazônia por meio do programa de regularização fundiária. O programa Terra Legal começou a cadastrar os candidatos aos títulos em junho do ano passado.

De acordo com simulações de preços a que o Estado teve acesso, um terreno de 200 hectares no município de Manoel Urbano, no Acre, poderá ser vendido ao atual ocupante por menos de R$ 600, a serem pagos em 20 anos em parcelas anuais, com três anos de carência e juros de 1% ao ano.

Neste caso, o hectare terá desconto de mais de 80% e sairá por R$ 2,99. O preço pode ser ainda menor, caso o terreno ocupado irregularmente esteja mais distante da sede do município e não seja acessível por estrada permanente, calcula Carlos Guedes, coordenador do Programa Terra Legal.

Acessíveis. Guedes apresentou anteontem a nova tabela de preços ao Tribunal de Contas da União (TCU) e a procuradores do Ministério Público. As simulações levaram em conta terrenos ocupados há cerca de 15 anos, localizados a mais de 50 km da sede do município e acessíveis por estradas permanentes.

Os descontos em relação ao valor mínimo da terra sem benfeitorias na região estabelecidos por tabela do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) variam de 54,50% e 83,40%, segundo as simulações sobre as novas regras de cálculo do preço da terra.

Os descontos maiores beneficiam quem ocupou até dezembro de 2004 terrenos públicos menores, de até dois módulos fiscais. O tamanho do módulo varia entre os municípios. Na Amazônia, os módulos podem ter de 60 a 100 hectares.

Um terreno de 1.350 hectares no município de Nova Ubiratã, no Mato Grosso, será vendido por R$ 638.820, de acordo com as novas regras do programa, que também alcançarão os primeiros 276 ocupantes de terras públicas que já receberam títulos de terras na Amazônia.

O mais recente balanço do programa Terra Legal, divulgado no início do mês, indica que a maioria dos ocupantes de terras já cadastrados receberá títulos de propriedade sem pagar nada. Eles ocupam atualmente pouco mais de 1,4 milhão de hectares da Amazônia em terrenos de até um módulo rural. Isso equivale a 19% do total de terras cujos ocupantes já foram cadastrados pelo governo.

O programa de regularização fundiária prevê a venda sem licitação de terrenos com até 1.500 hectares. O balanço do Terra Legal mostra que é maior a fatia de terras públicas entre 4 e 15 módulos a caminho da regularização - 40,8% da área já cadastrada - do que os terrenos menores, de até quatro módulos, atribuídos à agricultura familiar, que somam 35,1% da área cadastrada.

O balanço registra ainda o cadastramento de 33 candidatos à regularização cujos terrenos extrapolam o limite de venda de terras públicas fixado pela Constituição, de 2,5 mil hectares. Eles ocupam 165 mil hectares da Amazônia. E deverão ter as terras retomadas pelo Estado, de acordo com as regras do Terra Legal.

Até a terça-feira, 25, haviam sido cadastrados pouco mais de 72 mil candidatos no programa de regularização fundiária. Eles ocupam área pública de pouco mais de 8 milhões de hectares. Isso equivale à terça parte do território do Estado de São Paulo.

Derrota. O programa de regularização fundiária foi aprovado no ano passado pelo Congresso. Foi alvo de críticas de ambientalistas e ruralistas. Os ambientalistas temiam que a doação ou a venda de terras públicas a preço baixo poderia estimular ainda mais o desmatamento. Os ruralistas defenderam preços ainda mais baixos, mas saíram derrotados na votação final. Essa derrota foi revertida agora, pelo menos parcialmente.

Para o governo, o principal objetivo do programa é combater o desmatamento na Amazônia. O governo alega que não tem como punir por desmatamento irregular terras irregularmente ocupadas. Por meio da regularização, seria possível punir quem abater a floresta.

A grilagem de terras na Amazônia é um dos resultados da ocupação desordenada da região, estimulada pelo regime militar, sobretudo no início dos anos 70. Nos documentos levados ao TCU anteontem, a coordenação do Terra Legal aponta risco de fracasso da regularização fundiária caso o preço da terra não fosse reduzido.

As considerações apresentadas não incluem eventuais pressões em ano eleitoral. Se limitam ao risco de inadimplência e desinteresse daqueles que ocuparam terras públicas sem pagar por elas quando se deparassem com a conta agora.

 
Da Redação Blog em 26/05/2010 01:34:29

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Usinas alagarão áreas protegidas no Pará

As cinco hidrelétricas que o governo planeja construir na região do rio Tapajós, no Pará, afetarão diretamente 871 km2 de áreas protegidas de floresta, uma área equivalente a metade da cidade de São Paulo. O cálculo foi feito pela Folha com base em dados do estudo de inventário hidrelétrico dos rios Tapajós e Jamanxim, produzido pela Eletronorte e pela Camargo Corrêa. Segundo o relatório, preliminar, deverão ser alagadas pelos reservatórios das usinas porções de dois parques nacionais e três florestas nacionais.Somados, os reservatórios das cinco hidrelétricas terão 1.979 km2 de área.

Parques nacionais são unidades de conservação integral. Nenhum tipo de atividade que não seja a pesquisa científica ou o turismo é permitido nessa categoria de área protegida. Na área de influência das usinas existem dois: o parque nacional da Amazônia, o primeiro a ser criado na região Norte, em 1974; e o parque nacional do Jamanxim, criado em 2006. As Flonas permitem exploração econômica sustentável, mas não permitem a instalação de usinas hidrelétricas.

Isso, porém, está mudando. No dia 9 de abril, o governo publicou um decreto que permite autorizar estudos para hidrelétricas em quaisquer unidades de conservação, bem como instalar linhas de transmissão em unidades de uso sustentável.

O decreto tem por objetivo liberar a realização dos estudos e relatório de impacto ambiental (EIA-Rima) das usinas do Tapajós, condição necessária para o licenciamento das obras. Hoje, eles não podem ser feitos porque a lei do Snuc (Sistema Nacional de Unidades de Conservação) não permite que um parque autorize atividades que visam alterá-lo. Ou seja, os técnicos da Eletronorte não podem nem mesmo entrar nos parques para fazer, por exemplo, levantamentos das áreas a serem afetadas. No inventário, as estimativas foram feitas com base em fotos aéreas e medições feitas de dentro dos rios.

Zona sensível
Após as polêmicas ambientais envolvendo as usinas do rio Madeira (RO) e Belo Monte (PA), o governo estuda com cautela seus próximos passos energéticos na Amazônia. A região do Tapajós tem, por um lado, um potencial enorme: é a última área de queda entre o Planalto Central e a bacia amazônica que ainda não tem uma megausina. Esta, São Luiz do Tapajós, a principal do complexo, deverá ser a terceira maior do país, com 6.133 megawatts de potência instalada.

Por outro lado, a região é rica em biodiversidade e abriga uma das principais porções de floresta intocada do Pará.Praticamente toda a zona de influência das hidrelétricas está em unidades de conservação, a maioria no rio Jamanxim. Elas foram criadas em 2006, como parte do plano de contenção do desmatamento no eixo da rodovia BR-163.

Só no parque nacional da Amazônia foram registradas 425 espécies de ave, 370 de planta e 103 de mamífero. "Essas informações são parciais, porque os levantamentos só foram feitos nas áreas de fácil acesso", ressalta Allyne Rodolfo, bióloga do parque. O ministério de Minas e Energia aposta em um novo conceito de hidrelétrica para essas áreas sensíveis: as "usinas-plataforma".

Segundo o ministro Márcio Zimmermann, as usinas-plataforma são construídas de forma a minimizar o desmate. Após a construção, os canteiros de obras são abandonados para que a floresta se regenere (leia texto à direita).

O conceito ainda não foi testado em lugar nenhum do mundo. "Parece ser mais um exercício de "greenwash" [propaganda enganosa verde] do que uma proposta séria", afirma Aviva Imhof, da ONG International Rivers Network.

Mesmo minimizando o desmatamento no entorno, as usinas-plataforma causarão impacto direto à fauna e à flora na área dos reservatórios."Muitas espécies de peixes migratórios não vão conseguir mais subir o rio para desovar. Muitas espécies de peixes ornamentais que habitam as margens protegidas e rasas vão desaparecer. Muitas espécies de araras que habitam os buritizais e outras palmeiras das várzeas vão perder seus ninhos", diz Maria Lúcia Carvalho, diretora do parque da Amazônia. Informações da Folha.

 
Da Redação Blog em 15/05/2010 10:07:18

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DISTRITO FEDERAL
Proibidas obras na 212/213 Norte

Está suspenso qualquer tipo de construção na entrequadra 212/213 Norte, próxima ao Parque Olhos D’Água (413/414 Norte). A Administração de Brasília acatou recomendação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e não emitirá alvará para obras na área, onde há dois terrenos vagos — um de 6,8 mil metros quadrados e outro de 10 mil metros quadrados. O menor pertence, desde 2000, ao empresário Carlos Habib Chater. Ele comprou o lote por R$ 1,9 milhão e pretendia erguer no local um centro de lazer, inclusive com cinema. Ontem, adiantou que vai recorrer da proibição.

Moradores das quadras vizinhas acionaram o MPDFT após perceberam que o terreno estava sendo medido. A Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística (Prourb) pediu informações ao Instituto Brasília Ambiental (Ibram). Na última quarta-feira, em reunião com representantes das partes envolvidas, o promotor Paulo Leite recomendou a proibição de qualquer edificação na área. A administração acatou o pedido, a ser formalizado na próxima semana, esclareceu não ter autorizado obras nos terrenos e reforçou que nem vai autorizá-las.

O maior dos dois lotes foi doado pela Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) ao Governo do DF em 1974, para a construção de uma escola-parque. A Terracap informou que vendeu o menor terreno porque entende que ele não está em área de proteção permanente. Carlos Chater, dono do espaço, garantiu possuir estudos técnicos que mostram não haver qualquer impedimento para construir no local. “A população tem seus propósitos. Mas eu vou correr atrás do meu direito. A determinação do MP é questionável”, afirmou ao Correio.

Água e vegetação
A administração e o MP se basearam em informações técnicas do Ibram. De acordo com o promotor Paulo Leite, os terrenos em questão estão em uma área de recarga de aquífero(1). A água acumulada ali, explica ele, é usada para abastecer a Bacia do Lago Paranoá. O local foi projetado para drenagem urbana. Nos lotes, passam valas interligadas às galerias de águas pluviais que vão desembocar no lago. “Se algo for construído ali, a drenagem será interrompida”, sustentou o promotor. Além disso, Leite afirma que há nascentes na entrequadra. “Se elas forem afetadas, a Lagoa dos Sapos, no Parque Olhos D’Água, ficará comprometida.”

O Ibram sugeriu ainda que a vegetação na região seja recuperada. “Os terrenos ficam perto de nascentes. Há um grande potencial de erosão”, acrescentou Leite. A suspensão de obras, apesar de não ser definitiva, agradou aos moradores, que contribuem para a preservação da área há anos. Costumam até plantar árvores nos terrenos. “Essa recomendação já é um caminho para manter a região preservada. Não queremos shopping, prédio, nada. A ideia é manter a área verde”, reforçou o presidente do Conselho Comunitário da Asa Norte, Rafael Rio.

1 - Infiltração benéfica
A recarga de um aquífero ocorre com a infiltração natural da água da chuva em áreas permeáveis, sendo armazenada no solo ou nas rochas. O aquífero é todo material geológico passível de armazenar e circular água. Construções em regiões de recarga concentram o fluxo da água, o que pode provocar problemas como enchentes e inundações.

Memória
Mobilização pelo verde

Uma polêmica semelhante a que agora toma conta da região próxima ao Parque Olhos d’Água ocorreu em 2005 em várias comerciais da Asa Sul. Na época da construção da nova capital, a Terracap vendeu lotes de esquina voltados para as quadras 400, definidos como Restaurante de Unidade de Vizinhança (RUV). Durante muito tempo, os compradores mantiveram as áreas verdes intactas. Quando, há cinco anos, construtoras começaram a erguer tapumes para construir prédios, a população das quadras residenciais vizinhas reagiu. Moradores não queriam mais comércio e temiam perder qualidade de vida com as novas edificações. A pressão fez com que as obras fossem suspensas. O governo determinou, na época, que a Terracap indenizasse os compradores dos lotes. Informações do Correio Braziliense.

 
Da Redação Blog em 15/05/2010 09:46:20

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Desmatamento cai 42% na Amazônia Legal e aumenta 14% no PA

De acordo com um levantamento divulgado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) nesta quinta-feira, a área desmatada em toda a Amazônia Legal, entre agosto de 2008 e julho de 2009, foi de 7.464 km². De acordo com a entidade, o número representa uma queda de 42% no desflorestamento em relação ao mesmo período de 2007-2008. No Entanto o Estado do Pará teve aumento de 14% na derrubada da floresta.

Segundo o INPE, essa é maior queda no índice total registrado desde o início do monitoramento sistemático da Amazônia, em 1988. A medição foi feita pelo Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal, com base em 400 imagens dos satélites LANDSAT, CBERS e DMC.

A queda no desflorestamento tem sido registrada desde 2004. No entanto, em 2007, o sistema de detecção de desmatamento em tempo real apontou crescimento no desmatamento.

O Mato Grosso e o Pará concentraram 70% do desmatamento na Amazônia Legal nos anos de 2008 e 2009.

O Pará responde por 57% do desmatamento registrado entre 2008 e 2009, índice maior do que os 43% registrados entre 2007 e 2008. No mesmo período, o Estado do Mato Grosso reduziu sua participação no desmatamento total de 25% para 14%.

Em 2009, o Maranhão respondeu por 11% do desmatamento total, 1% maior do que o registrado no ano anterior. Rondônia teve desflorestamento menor que 1 mil km ² pela primeira vez desde 1988. Os demais estados somam 11% do desmatamento total na Amazônia legal em 2009.

 
Da Redação Blog em 30/04/2010 09:03:19

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Goiás em busca de águas profundas

Erosão na região de Mineiros, onde o Aquífero Guarani tem águas expostasA escassez de água para consumo, os altos índices de contaminação dos principais mananciais e os custos elevados para tratamento levam a uma exploração intensa em Goiás de fontes subterrâneas de água, em especial do Aquífero Guarani, um reservatório gigante que, até há bem pouco tempo, não passava de uma citação nos livros de geografia. O aquífero já abastece cidades no sul e no sudoeste goianos, por onde ele se estende, atendendo a demandas do turismo, da indústria, da agropecuária e do próprio consumo humano. A preocupação, agora, é com o uso intenso do Guarani e com a contaminação por agrotóxicos dos poços abertos e dos locais onde ele aflora, principalmente nas regiões de Mineiros e de Jataí.

Uma pesquisa da Universidade de Brasília (Unb), concluída em dezembro do ano passado pelo professor de Hidrogeologia José Eloi Guimarães Campos, mapeou onde a água do Aquífero Guarani já é intensamente utilizada. Antes do levantamento, o que se sabia era de um uso recorrente em São Paulo e no Paraná, principalmente. O estudo da Unb identificou pelo menos sete cidades goianas que fazem uso dessas águas subterrâneas em atividades econômicas ou para consumo dos moradores. O POPULAR apurou que outras três cidades, não citadas na pesquisa da Unb, também já exploram o Aquífero Guarani.

As usinas de açúcar e álcool Boa Vista e São Francisco, em Quirinópolis, perfuraram profundos poços em busca de uma água de qualidade. Para isso, chegaram até o Aquífero Guarani, conforme o levantamento do pesquisador da Unb. Outra usina de álcool, em São Simão, também explora as águas do Guarani. Em Mineiros, o uso também é econômico: grandes criadouros de suínos e de aves dependem exclusivamente do aquífero. “E esse uso está em ampla expansão”, afirma o professor José Eloi, doutor em Geologia. Um assentamento que abriga pessoas atingidas por barragens na região de Caçu perfurou um poço para chegar até as águas do Guarani.

O aproveitamento turístico também tem avançado, em razão das águas termais oferecidas pelo reservatório. O principal atrativo de Lagoa Santa, o lago de águas quentes existente na cidade, é abastecido pelo Guarani. A cidade de pouco mais de 2 mil habitantes não usa água de mananciais superficiais, somente do aquífero. Em Cachoeira Dourada, a água também é quente, mas muito salgada, rica em sódio e cálcio. Se não é apropriada para o consumo, abastece os clubes da cidade. Mineiros e Jataí têm acesso ao Guarani sem precisar perfurar poços muito profundos. Nas duas cidades, o aqüífero aflora no solo.

“Os maiores usuários em Goiás são as usinas de álcool. Noventa por cento da área do Guarani é recoberta por basalto, e é preciso fazer perfurações de até 800 metros, o que é muito caro”, afirma o pesquisador da Unb José Eloi. “Um único poço pode custar até R$ 1 milhão.” Mesmo com o alto custo para se chegar às águas do Guarani, tem sido mais vantajoso para usinas explorar o aquífero em vez de mananciais superficiais, principalmente em razão da qualidade da água e da longa distância para captações em ribeirões da região. “Na maior parte da área de ocorrência em Goiás, o Aquífero Guarani apresenta boa qualidade química”, diz José Eloi.

Outras fontes subterrâneas vêm sendo intensamente exploradas em Goiás. A Secretaria Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) já concedeu mais de mil outorgas para extração de água subterrânea, num ritmo crescente de autorizações. “Os pedidos são cada vez maiores por causa da qualidade da água. É uma estratégia quando a água dos ribeirões está escassa e distante”, ressalta o superintendente de Recursos Hídricos da Semarh, Harlen Inácio dos Santos. Cidades no nordeste do Estado são abastecidas por outro reservatório, o Aquífero Urucuia, que se estende principalmente pela Bahia e por Minas Gerais. Informações de O Popular

 
Da Redação Blog em 22/03/2010 07:30:28

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Pantanal deve registrar maior enchente em 15 anos

O Pantanal de Mato Grosso está passando por uma temporada de chuvas bem acima do normal. A região deve registrar a maior enchente em 15 anos. Muitas fazendas estão ilhadas. É época de mudança no Pantanal. Nesta fazenda, a água subiu de repente e deixou o gado ilhado. A enchente cobriu a cerca e boa parte das áreas de pastagem. Os peões tiveram de agir rapidamente para salvar os animais. As informações são do G1.

Só aqui são 400 cabeças de gados e os bezerros tiveram dificuldade para passar.O gado é transferido para uma parte mais alta da propriedade, onde ainda há alimentação. Só assim o gado não perde peso. Distante três quilômetros do rio, a fazenda está cercada pela água.

Os fazendeiros deixam o gado em terra firme, mas continuam monitorando o nível da água. Se o rio voltar a encher, uma nova operação de transferência dos animais pode ser deflagrada e o rebanho deve continuar aqui por mais 60 dias, até que a água volte a baixar.

 
Da Redação Blog em 28/02/2010 08:35:52

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Ibama vai recuperar nascente do Araguaia

CBN Goiânia

O Ibama se prepara para desenvolver um projeto de recuperação da nascente do rio Araguaia na região do Parque Nacional das Emas. A mais importante unidade de conservação do bioma Cerrado voltará a ter conexão com o rio depois de mais de três décadas de isolamento.

Um proprietário rural vai disponibilizar uma área de cerca de 150 hectares produtivos, sediada nos limites do parque, para reflorestamento com espécies nativas. Segundo o superintendente do Ibama em Goiás, Ari Soares dos Santos, o empresário já havia assinado uma Termo de Ajustamento de Conduta com o órgão e o Ministério Público Federal para recuperação da reserva legal.

De acordo com superintendente, o fazendeiro resolveu disponiblizar uma área que vai além das obrigações que ele tem com a lei, o que pode servir de exemplo para outros proprietários. O resultado será a expansão da biodiversidade do parque.

Segundo o Ibama, um dos maiores problemas ecológicos do Cerrado é a fragmentação de seus habitats. Esta ocorrência entre o Parque Nacional das Emas e o rio Araguaia é um exemplo disso. Os dois ambientes foram isolados em decorrência de dois fatores que mais contribuíram para a fragmentação do Cerrado por todo o país: a expansão da fronteira agrícola e a construção de rodovias.

 
Da Redação Blog em 22/02/2010 10:30:43

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No Amazonas, os extremos da seca e da cheia

Os rios do Amazonas registraram, em menos de seis meses, marcas históricas de cheia e seca dos últimos cem anos, com uma variação de 13,88 metros de altura. É o que aponta levantamento sobre registros da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais no Amazonas (CPRM) do Serviço Geológico do Brasil (SGB).

Para os especialistas, a variação extrema no clima na Amazônia pode ser um indício das mudanças climáticas causadas pelo aquecimento global.

De acordo com a CPRM, em junho, o Rio Negro alcançou marca de 29,7 metros (considerada a maior cheia dos últimos cem anos). Mês passado, o mesmo rio registrou uma cota de 15,89 metros, considerada a quinta maior vazante dos últimos cem anos, ligeiramente abaixo da cota mínima de segurança, de 16 metros. Em 1963, o Rio Negro teve seu menor nível, com 13,64 metros.

Segundo o meteorologista Marcondes Gama, durante mais de dez anos, as rigorosas secas e cheias do Amazonas eram associadas ao El Niño, fenômeno que ocorre nas águas do Pacífico e que altera as condições climáticas em diversas partes do mundo. Ele afirmou que, até este ano, nunca se havia registrado uma mudança climática (chuva x seca) tão veloz como foi nos rios do Amazonas: — O El Niño produz um padrão de inundações e secas ao redor do mundo, e no Brasil causa secas na Amazônia, inundações no Sul, mas de forma gradativa e não tão violenta como ocorreu nos últimos seis meses.

Não tenho dúvidas de que essa variação extrema de chuva e tempo seco tem mais a ver com o aquecimento global.

O geólogo da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) Ricardo Gomes também defendeu a mesma ideia: — Este ano, a seca na Amazônia está mais associada a uma variabilidade natural. Com as mudanças climáticas, esses fenômenos podem se tornar mais intensos, como indicam os modelos climáticos já registrados em pesquisas científicas de importantes órgãos como o Instituto Nacional da Amazônia.

A cheia histórica nos rios do Amazonas em junho, deste ano, deixou mais de cem mil pessoas desabrigadas e outras dez mil desalojadas em 55 dos 62 municípios do estado, segundo levantamento da Coordenação de Defesa Civil do Amazonas.

Menos de seis meses depois, as famílias sofrem, agora, com a seca intensa dos rios. A Defesa Civil informou que já são 15 municípios em situação de emergência por causa da seca, afetando 215 mil pessoas. Informações de O Globo.

 
Da Redação Blog em 28/12/2009 10:42:18

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COP15
Ban Ki-moon diz que o Brasil pode fazer mais pelo clima

Em entrevista exclusiva ao Globo, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirma que o Brasil pode fazer mais. O sul-coreano de 65 anos - diplomata de carreira, de fala mansa, que hoje que comanda uma organização de 192 países membros -- transformou as mudanças climáticas na grande bandeira de sua gestão. Ele defende abertamente um novo tratado "robusto e amplo", diz que os chineses - segundo maiores poluidores do Planeta - não estão fazendo o suficiente, e toca num ponto delicado: para ele, seja quais forem as medidas que Brasil, China ou ricos anunciarem, "têm que ser internacionalmente verificáveis".

O GLOBO: Em novembro, o senhor afirmou que Copenhague não produziria um acordo legalmente vinculante (que tenha metas obrigatórias). Que resultado espera daqui?


BAN: Estamos trabalhando para obtermos um acordo justo, robusto e amplo em Copenhague, que teria um efeito operacional imediato, inclusive ajuda financeira de curto prazo para os paÍses em desenvolvimento. Isso levaria a um tratado legalmente vinculante o mais cedo possÍvel em 2010. A maioria dos países concordam com isso.

O GLOBO:A morte do Protocolo de Kioto está apenas sendo adiada?


BAN: Não, não estamos mudando, não estamos comprometendo nossos princípios. Vamos ter um amplo e ambicioso tratado legalmente vinculante.

O GLOBO:Japão e Rússia estão quase saindo do Protocolo de Kioto. O Canadá está ignorando seus compromissos e os europeus dizem que não querem ficar sozinhos. Quem está levando Kioto a sério, além dos países em desenvolvimento?

BAN: O entendimento geral dos paí$membros é de continuar com o Protocolo de Kioto. Teremos um acordo para uma convenção mais rápido que pudermos em 2010. Mas aqui (em Copenhague) vamos ter um acordo politicamente vinculante cobrindo todos os quatro elementos: metas ambiciosas para os países desenvolvidos e países em desenvolvimento devem limitar suas emissões, através de ações nacionais para mitigação. Será preciso um importante pacote de ações para os mais vulneráveis, e ajuda financeira e tecnológi$para os países em desenvolvimento. Precisamos ter também um estrutura de governança global. Tudo isso nos vai nos permitir limitar que a temperatura suba além de 2 graus.

O GLOBO:Países em desenvolvimento temem que nações ricas estejam transferindo para eles as suas responsabilidades de cortar emissões, quando pressionam China e Brasil para agir mais. O que o senhor acha?


BAN:Não é hora de jogo político de transferir responsabilidades de um $outro. Estamos diante de um desafio global que precisa de uma resposta global. O grande problema é que a mudança do clima está atingindo mais os países em desenvolvimento que não têm capacidade para se adaptar. Faço um apelo para que países desenvolvidos providenciem a ajuda financeira.

O GLOBO:É hora para países emergentes que emitem muito, como China, de concordarem com metas?


BAN:China e Índia anunciaram metas. A China vai reduzir em 40% a 45% sua intensidade energética, e a Índia, em 20% a 25%. É uma boa contribuição. Mas, neste momento, países desenvolvidos e em desenvolvimento podem e devem fazer mais.

O GLOBO:O Brasil anunciou que vai reduzir suas emissões entre 36% e 39%. O Brasil também precisa fazer mais?

BAN:O Brasil também anunciou que vai reduzir em 80% o desmatamento. No entanto, acho que pode fazer mais. Seria bem-vindo.

O GLOBO:Estas ações de Brasil, China e outros países em desenvolvimento devem ser medidas e verificadas internacionalmente?

BAN:O plano de ação de Bali diz que países desenvolvidos e em desenvolvimento precisam adotar nacionalmente ações para mitigação, de uma forma que possam ser medidas, reportadas e verificadas. Seja lá o que fizerem, isso tem que ser feito de uma forma verificável.

O GLOBO:A verificação não colocaria os países em desenvolvimento em pé de igualdade com os países ricos?

BAN: Neste momento, precisamos que Copenhague chegue a um acordo. Se deixarmos esta conferência sem um acordo, vai ser muito, mas muito pior. Precisamos de um acordo. $isso, bom senso, compromisso e coragem têm que prevalecer.

O GLOBO:Países desenvolvidos concordaram com um pacote de US$ 10 bilhões nos próximos três anos, mas não há sombra de um acordo para financiamento a longo prazo. A batalha por dinheiro pode levar ao fracasso da conferência?


BAN: Acho que a ajuda financeira de curto prazo de US$ 10 bilhões está conseguindo apoio entre os países-membros, apesar de certos membros do G-77 (países em desenvolvimento) quererem mais. Quanto ao longo prazo, as negociações têm que começar o mais rapidamente possível. Sem ajuda financeira de longo prazo, um acordo não sera eficaz.

O GLOBO:Muito está sendo deixado para os líderes decidirem. Há o risco de não haver acordo algum?

BAN: Estou convencido que vamos ter um acordo. Não estamos aqui para o fracasso. Estamos aqui para o sucesso.

O GLOBO:A mudança climática virou uma prioridade na sua gestão, mas há 1 bilhão de pessoas vivendo com menos de US$ 1 por dia. Por que o clima é sua prioridade?


BAN: A mudança climática afeta cada aspecto de nossas vidas, incluindo a segurança alimentar que você mencionou. Há 1 bilhão de pessoas que vão para a cama com fome todas as noites. E há 1 bilhão de pessoas que não têm acesso a água. Os efeitos não são só econômicos, cria-se instabilidade política por causa das consequências negativas da mudança do clima. Portanto, enfrentar a questão da mudança climática vai ser chave para a solução de muitas questões que estão interconectadas, como comida, energia, falta de água, segurança, saúde, instabilidade politica.

 
Da Redação Blog em 16/12/2009 02:13:48

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COP15
UE acena para corte de 30% nas emissões na próxima década

Bob Strong / Reuters

 O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, defenderam nesta sexta-feira, 11, que a União Europeia corte suas emissões em 30% ao longo da próxima década, tomando por base os níveis de 1990. Os países da UE já se comprometeram com uma redução de 20% nas emissões até 2020, que pode subir para 30%, caso os países em desenvolvimento façam ofertas similares nas conversas em Copenhague.

Brown e Sarkozy realizaram entrevista coletiva conjunta em Bruxelas. Brown também disse que os dois países oferecerão 1,5 bilhão de libras, ao longo dos próximos três anos, para um fundo de combate às mudanças climáticas.

No outro fato relevante desta sexta-feira em Copenhague, um rascunho de um acordo climático do COP-15 afirma que os países em desenvolvimento devem tomar medidas para limitar suas emissões de gases causadores do efeito estufa. O texto prevê que as emissões de gases do efeito estufa deverão ser reduzidas entre 75% e 95% até 2050, comparados aos níveis de 1990. A minuta também cita que a temperatura da Terra não suba mais que entre 1,5º e 2º Celsius, comparando-se ao níveis anteriores à Era Industrial.

Já os países ricos devem se comprometer com metas com força de lei para reduzir suas emissões de gases causadores do efeito estufa, defende o documento.A meta internacional de reduzir as emissões de CO2 para conter a mudança climática "deveria ser baseada no melhor conhecimento científico disponível e apoiada por metas de médio prazo para reduções da emissão, levando em conta responsabilidades históricas", sustenta o texto, datado de 11 de dezembro.

O rascunho é a primeira tentativa oficial de se trabalhar por um acordo final para o combate ao aquecimento global no encontro, na primeira das duas semanas de duração da conferência.
Os países desenvolvidos devem fornecer tecnologia e recursos para auxiliar os em desenvolvimento na luta contra a mudança climática, nota o texto. Além disso, as nações industrializadas devem cortar suas emissões em pelo menos 25% até 2020, comparando-se com os níveis de 1990, com a possibilidade de um corte "na ordem de 30%", ou mesmo maior.

Os países em desenvolvimento - uma definição que normalmente inclui importantes economias em desenvolvimento, como China, Índia e Brasil - não terão metas específicas com força de lei, mas "devem tomar ações autônomas" para enfrentar o problema. Isso poderia implicar uma redução nas emissões nesses países da ordem de 15% a 30% até 2020, segundo essa versão.  (Com Dow Jones e Efe)

 
Da Redação Blog em 11/12/2009 09:51:16

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Ministério anuncia plano de ações contra queimadas

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) anunciou nesta segunda-feira um plano de integração das ações de combate às queimadas no país. A meta é reduzir em 25% a área dos incêndios de 2009 a 2010 e em até 75% até 2013. A diminuição das queimadas faz parte das metas brasileiras para reduzir a emissão de gases do efeito estufa em 39% até 2020. O plano será levado à 15ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-15), que começou na segunda-feira em Copenhague, na Dinamarca. A previsão é de um investimento de R$ 20 milhões até 2011.

As queimadas representam entre metade e 70% da emissão de dióxido de carbono (CO2) no Brasil, dependendo do ano em que é feita a avaliação. Hoje, o país tem apenas 2,8 mil brigadistas contratados pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e pelo Instituto Chico Mendes para proteger as reservas ambientais. O plano pretende contratar mais 2,5 mil nos municípios que atualmente não têm unidades do corpo de bombeiros.

Além disso, o governo federal pretende equipar as unidades estaduais com aeronaves, lanchas e viaturas para a criação de grupos específicos de socorro florestal. "Hoje existem muitas ações independentes. O que precisamos é de uma ação que não seja pulverizada e casual, mas organizada", disse o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. O governo pretende fazer um plano nacional de ação e planos estaduais para prevenir as queimadas em cada região. (AE).

 
Da Redação Blog em 09/12/2009 00:44:12

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COP15
Países ricos devem financiar projetos do Brasil

O secretário-geral da 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), Yvo de Boer, afirmou nesta terça-feira que os projetos para reduzir a emissão de gases que provocam o efeito estufa, financiados com dinheiro público das nações ricas, também devem servir aos grandes países em desenvolvimento, como o Brasil, a China e a Índia.

“O dinheiro deve ser focalizado para projetos em todos os países pobres e em desenvolvimento. Os grandes países também devem ter acesso, mas isso vai depender de cada projeto apresentado”, afirmou durante entrevista coletiva no segundo dia da conferência.

Os negociadores brasileiros em Copenhague já anunciaram que não será aceito um acordo que exclua os projetos dessas nações em desenvolvimento para que o compromisso financeiro dos países ricos com as medidas de adaptação das economias emergentes seja restrito. O Brasil teme que os países ricos estejam procurando um acordo apenas para garantir fundos de curto prazo da ordem de US$ 10 bilhões por ano entre 2010 e 2013.

De Boer ressaltou, no entanto, que é preciso aumentar a participação dos fundos nos países pobres, já que atualmente 80% dos recursos chegam apenas a oito nações.

Conferência


O secretário-geral ainda lamentou que as conversas “sérias” só começaram nas duas semanas que antecederam o encontro, o que torna mais complicado um entendimento antes da chegada dos chefes de Estado, no próximo dia 15.

Até o próximo dia 18, negociadores de mais de 190 países vão buscar um consenso sobre o novo acordo climático para complementar o Protocolo de Kyoto depois de 2012. Além de governos, participam do evento representantes de organizações não governamentais, observadores internacionais e ativistas de todo o mundo. Informações da Agência Brasil.

 
Da Redação Blog em 08/12/2009 15:52:47

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MEIO AMBIENTE
Começa a Conferência da ONU sobre o Clima

Da AFP

A Conferência das Nações Unidas sobre o Clima, que pretende definir a resposta mundial ao aquecimento global que ameaça o planeta, teve início nesta segunda-feira em Copenhague. O primeiro-ministro dinamarquês, Lars Loekke Rasmussen, abriu o encontro afirmando que a conferência será "depositária das esperanças da humanidade" nas próximas duas semanas. "No final devemos devolver ao mundo o que nos dá hoje: a esperança de um futuro melhor", completou.

Os representantes de 192 países assistiram em sessão plenária ao início de duas semanas de negociações, que chegarão ao fim em 18 de dezembro na presença de mais de 100 chefes de Estado e de governo.

A conferência começou, com 45 minutos de atraso, com a exibição de um filme sobre os povos do mundo que enfrentam as consequências do aquecimento global.

Os delegados que chegaram para participar do evento foram apresentados a duas opções para entrar no Bella Center, onde acontecem os debates: uma entrada vermelha para quem é a favor do aquecimento global e outra verde para que é a favor da Terra.

Após passar pelos controles, os participantes cruzam por um tapete cinza que representa uma estrada com uma bifurcação que leva às portas vermelha e verde instaladas pela organização ecológica WWF.

Por superstição ou convicção, ninguém passou pela porta vermelha, apesar dos esforços de jovens vestidos totalmente de cinza e que tentavam atrair os visitantes com cartazes afirmando "Protejam seus interesses".

A missão da conferência, histórica por seu tamanho, é limitar a dois graus centígrados o aumento da temperatura média da superfície da Terra, o que faz necessária uma drástica redução das emissões de gases do efeito estufa.

O caso das mensagens eletrônicas de especialistas sobre o aquecimento global que teriam sido manipuladas, conhecido como "Climagate", também foi comentado neste primeiro dia de conferência, e foi definido como uma tentativa de desacreditar o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática).

"O recente incidente de roubo de e-mails de cientistas da Universidade de East Anglia demonstra que algumas pessoas estão dispostas a recorrer à ilegalidade, talvez para desacreditar IPCC", afirmou o presidente do grupo de especialistas premiados em 2007 com o Nobel da Paz, Rajendra Pachauri, na abertura da Conferência das Nações Unidas sobre o Clima.

"Mas nosso painel dispõe de um histórico de avaliações transparentes e objetivas de mais de 21 anos, estabelecidas por dezenas de milhares de cientistas em todos os cantos do mundo", insistiu.

O IPCC está investigando as recentes acusações contra um reconhecido climatologista britânico suspeito de ter manipulado dados de pesquisas para exagerar os efeitos da mudança climática no mundo.

O professor Phil Jones, diretor da CRU (Unidade de Pesquisas sobre o Clima) da Universidade de East Anglia, renunciou temporariamente a seu cargo esta semana depois da publicação na internet de uma série de mensagens que supostamente demonstrariam uma alteração de dados para exagerar o efeito da atividade humana sobre a mudança do clima.

Mas o chefe da delegação da Arábia Saudita na conferência de Copenhague, Mohamed Al Sabban, afirmou que o escândalo terá consequências sobre a confiança nos estudos científicos sobre as mudanças climáticas. "O nível de confiança se vê afetado", declarou Sabban, cujo país lidera o grupo de Estados produtores de petróleo.

 
Da Redação Blog em 07/12/2009 11:49:39

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Economista diz que só taxa sobre CO2 tornará energias renováveis competitivas

Apenas um imposto especial sobre os combustíveis fósseis e o dióxido de carbono (CO2) permitirá que as energias renováveis se tornem plenamente competitivas e ocupem um lugar mais importante na combinação energética para frear a mudança climática. A opinião é do diretor-geral da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Onudi), o leonês Kandeh Yumkella, que falou à Agência Efe às vésperas da cúpula sobre a mudança climática, que começa esta semana em Copenhague (Dinamarca).

 "Devemos começar a aplicar medidas contra a mudança climática agora se quisermos solucionar este problema antes de 2030", disse o economista na sede da Onudi, em Viena.  "Não podemos esperar. A indústria precisa de tempo para se adaptar. Se esperarmos agora, teremos de responder a uma crise", acrescentou.

 Segundo Yumkella, o custo das energias renováveis, como a eólica ou a solar, continua sendo muito elevado em comparação com a geração de energia a partir do carvão e dos combustíveis fósseis.  "Precisamos continuar com as atividades de pesquisa e desenvolvimento para reduzir os custos e podermos competir com o petróleo e o carvão", destacou.

 O leonês lembrou que alguns países, como a Noruega, aplicam impostos sobre o CO2 como uma compensação à poluição.  "Lá, a indústria se adaptou imediatamente e começou a pesquisar formas de captar o dióxido de carbono", disse Yumkella.  As energias renováveis "são apenas uma solução de longo prazo, já que, até 2050, o mundo provavelmente continuará dependendo do petróleo e do carvão", acrescentou. "Por isso, a captação e o depósito de carbono é tão importante.

As ONGs não gostam (dessa solução) porque ela tira o foco da redução das emissões de gases poluentes. Mas o essencial é que precisamos de combustíveis e tecnologias de transição", disse Yumkella.  Segundo o diretor-geral da Onudi, os líderes em pesquisas sobre as energias renováveis são a China e a União Europeia
(UE), que, ao contrário dos Estados Unidos, "dispõem de uma clara política pública para fomentar e criar um mercado para essas tecnologias".

"Conheço banqueiros que investem em energias renováveis devido à clareza dos objetivos da UE", afirmou Yumkella, que também dirige um fórum interdisciplinar da ONU relacionado a energia e desenvolvimento sustentável e vai assessorar o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, durante a Cúpula de Copenhague.
 "Infelizmente, os EUA não têm um objetivo claro em nível federal, mas, sim, em nível de estados e municípios", afirmou Yumkella.

 "Mas o que é realmente interessante nos EUA são as empresas que veem no setor uma oportunidade de negócio, já que, se não se movimentarem, outros vão desenvolver a tecnologia do futuro e elas ficarão para atrás", explicou.  Segundo o diplomata, a China é o país com mais ativos neste setor, por isso ninguém deveria vê-lo como principal poluidor do planeta, já que o gigante asiático está investindo mais recursos que ninguém nas energias renováveis.

 "A China se movimenta porque precisa assegurar suas fontes energéticas. Vemos a mesma coisa na Europa, onde os países se movimentam pela competitividade (econômica)", explicou.  "Estamos vivendo uma revolução da energia limpa, lentamente, no mundo todo, porque todos sabem que, se ficarem para trás, os outros desenvelvarão as tecnologias", concluiu Yumkella.Informações da Agência EFE.

 

 
Da Redação Blog em 06/12/2009 10:48:17

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Governo federal comete erro em dados sobre o desmatamento do Cerrado

Os números do Ministério do Meio Ambiente (MMA) sobre o desmatamento no Cerrado, divulgados em setembro, estavam errados. A média anual de devastação, inicialmente estimada em 21.260 quilômetros quadrados para o período 2002-2008 foi corrigida para 14.179 km² - um erro de 33%.

Os dados originais haviam sido divulgados com grande alarde pelo ministro Carlos Minc, em entrevista coletiva, no dia 10 de setembro, véspera do Dia do Cerrado. Os novos dados, corrigidos, foram divulgados anteontem, sem nenhum alarde, por meio de uma nota oficial nos sites do Ibama e do MMA.

Segundo a nota, o erro deveu-se a uma "inconsistência na atribuição da data do desmatamento". Metade do desmate registrado como tendo ocorrido no período 2002-2008, na verdade, era anterior a 2002. "Em resumo, a revisão demonstrou que no período 2002-2008 houve um desmatamento de 85.075 km² e não de 127.564 km²", informa a nota. Os cálculos são do Centro de Sensoriamento Remoto (CSR) do Ibama.

Mesmo com a correção, a média de 14 mil km² ainda está muito acima da calculada por pesquisadores do Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (Lapig) da Universidade Federal de Goiás (UFG). Pelos dados do Lapig, noticiados no dia 27 de setembro com exclusividade pelo Estado, a média anual de desmatamento no Cerrado no mesmo período foi de 5.600 km².

Três especialistas em sensoriamento remoto consultados ontem pelo Estado disseram que os números do MMA ainda parecem "altos demais", apesar de serem baseados em imagens de satélite de melhor resolução do que os do Lapig.

Os números têm influência direta sobre a meta de reduzir 40% do desmatamento no Cerrado até 2020, que o governo levará à Convenção do Clima de Copenhague como parte de sua estratégia nacional de combate ao aquecimento global. Se a linha de base estivesse superestimada, a redução "real" necessária para cumprir a meta seria menor.

Segundo a nota do Ibama, os cálculos da meta nacional para Copenhague já levam em conta os números corrigidos para o período 2002-2008. A estimativa do desmatamento histórico no Cerrado não foi alterada - permanece em 975.711 km², o que equivale a quase 48% da área do bioma. Informações do Estadão

 
Da Redação Blog em 28/11/2009 10:53:08

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