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Brasília, de de . Ano: -2004

 
Matérias em Ciência e Saúde 
SAÚDE
Pesquisa mostra que 35% das mulheres no Brasil sofrem com disfunção sexual

Nunca se falou tanto de sexo. Jamais ele foi considerado tão importante. O dinheiro que se gasta com isso não para de crescer. E nunca se faz tanto sexo como agora. Boa parte das mulheres, porém, parece não aproveitar a festa como poderia. Dados da mais ampla pesquisa feita sobre sexo já realizada no país — o estudo Mosaico Brasil —, em 2008, mostram que 35% das mulheres adultas sofrem de algum tipo de disfunção sexual. Os estudiosos no assunto revelam que, a cada 100 mulheres, 35 nunca atingiram o orgasmo e uma em 10 tem problemas de desejo sexual. Na vida de cada uma, isso torna-se um problema que atrapalha não só a relação conjugal, mas também a saúde mental e física.

Segundo especialistas, as causas das disfunções sexuais femininas podem ser tanto orgânicas — como doenças e uso de drogas — quanto psicológicas. É consenso nos consultórios, contudo, que grande parte dos problemas sexuais são provocados justamente por razões emocionais. “Isso envolve as várias nuances do relacionamento a dois e a construção da sexualidade individual”, diz o psicólogo e sexólogo Paulo Bonança. São traumas, culpas e até desentendimentos com o parceiro que acabam agravando o quadro de disfunção sexual.

Entre os fatores orgânicos, há elementos como a fisiologia da mulher — má formação congênita, questões hormonais e até doenças como o diabetes, a hipertensão e a depressão — e o uso de remédios. Já os fatores emocionais passam pelo âmbito cultural, influenciado pela sociedade — com seus valores e preconceitos —, pela herança herdada dos pais e até mesmo pela religião.

Gérson Lopes, ginecologista e presidente da Comissão de Sexologia da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), destaca que, primeiro, é necessário a mulher conhecer e entender o seu corpo e, principalmente, não ignorar os problemas que surgem. Ou seja, a mulher deve procurar um médico quando aparecer qualquer tipo de problema que a incomode em relação ao sexo. “Esses problemas são muito mais comuns do que se imagina. O melhor de tudo é que eles têm tratamento. Se forem orgânicos e fisiológicos, o ginecologista resolve. Se for na esfera emocional, o sexólogo trata rápido, dependendo dos fatores causadores. Se não for tratado, a mulher pode entrar em depressão”, esclarece Lopes.

Libido
As duas maiores queixas que o ginecologista recebe em seu consultório são a falta de desejo sexual e a falta de excitação, ou ausência de prazer. “Isso afeta, principalmente, mulheres a partir dos 40 anos, que começam a ter a libido reduzida(1) por conta do início do climatério”, esclarece. O médico explica que essa ausência se dá de duas formas: quando a mulher tem desejo, mas não sente prazer, o que, possivelmente, está associado a fatores emocionais; e quando ela consegue ter prazer, mas não há lubrificação vaginal adequada, o que faz com que a relação sexual se torne dolorida. Essa segunda situação, de acordo com Lopes, na maioria da vezes, está relacionada à deficiência na produção do hormônio estrogênio.

Mesmo sabendo das consequências decorrentes da menopausa, a comerciante Maria*, 50 anos, se assustou quando começou a sentir dor no ato sexual. “Ficava me perguntando o que havia de errado, pois eu sentia desejo, mas o sexo me machucava. Procurei o médico e ele me disse que minha lubrificação vaginal havia diminuído e que iria diminuir mais com a idade — na época, tinha 42 anos. Ele me passou alguns remédios, para acertar meus hormônios, e me receitou lubrificantes. A partir daí, retomei minha vida sexual e não tive mais dores”, relata a comerciante.

Contudo, uma disfunção chama a atenção dos especialistas: a falta de orgasmo. Esse problema, segundo Lopes, atinge mulheres jovens de 20 anos a 30 anos e, possivelmente, é causado pela “ditadura” do orgasmo e pela ansiedade do desempenho sexual. Paulo Bonança acrescenta que a pressão sobre a mulher para que ela se enquadre nos padrões de beleza e para que ela corresponda à imagem da “mulher dos sonhos” — a mais bonita, a melhor de cama, a que está sempre com vontade e tem prazer o tempo todo. “Se espera que as pessoas sigam os padrões de comportamento. Isso é negar o que ela sente de verdade. Esses aspectos são externos e não representam o que a pessoa sente e quer”, diz o sexólogo. Informações do Correio Braziliense.

 
Da redação Blog em 01/09/2010 13:28:47

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Estudo revela uma bactéria mutante resistente a antibióticos

Uma nova linhagem de bactéria que tem se espalhado rapidamente e vem se mostrando resistente à maioria dos antibióticos está deixando a comunidade médica de todo o mundo em alerta, anunciaram os cientistas num artigo publicado nesta quarta-feira na revista Lancet.

Turistas que viajaram ao sul da Ásia com o objetivo de fazer cirurgias estéticas levaram consigo para a Grã-Bretanha este novo tipo de bactéria mutante. As infecções hospitalares que já eram difíceis de ser tratadas tornaram-se ainda mais resistentes aos medicamentos em consequência de uma enzima descoberta recentemente e que deixa a bactéria muito resistente.

A enzima chamada de NDM-1 foi identificada pela primeira vez ano passado pelo professor Timothy Walsh, da Universidade de Cardiff, em dois tipos de bactéria - Klebsiella pneumoniae e Escherichia coli (E.coli) - em um paciente sueco internado em um hospital da Índia.

As bactérias NDM-1 são resistentes até ao ‘‘carbapenem‘‘, um grupo de antibióticos utilizado como última tentativa em tratamentos de emergência contra bactérias resistentes a muitos remédios.

Os cientistas afirmaram que as bactérias foram introduzidas na Grã-Bretanha por pacientes que viajaram a Índia e Paquistão para fazer cirurgias estéticas.

"Se estas infecções continuassem sem o tratamento apropriado, com certeza poderíamos esperar algum tipo de mortalidade", declarou Walsh, professor de microbiologia, à rádio BBC.

"Vai ser muito difícil tratar as infecções nos pacientes com este tipo de bactéria. Você não vai ficar bem".

No estudo, coordenado por Walsh e pela Universidade Karthikeyan Kumarasamy de Madras, os cientistas tentaram determinar a presença da NDM-1 no sul da Ásia e no Reino Unido.

Examinando pacientes com sintomas suspeitos em hospitais, eles detectaram 44 casos - 1,5% dos pesquisados - em Chennai, e 26 (8% dos pesquisados) em Haryana, cidades da Índia.

Também encontraram a superbactéria em Bangladesh e no Paquistão, assim como 37 casos na Grã-Bretanha, alguns em pacientes que haviam retornado recentemente de cirurgias estéticas na Índia e Paquistão.

"A Índia também é responsável por cirurgias estéticas de outros cidadãos europeus e americanos, e é provável que a NDM-1 se espalhe pelo mundo", afirma o estudo, publicado na na revista médica britânica Lancet.  Com informações das agências internaciona

 
Da redação Blog em 11/08/2010 16:42:36

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MEDICINA
Brasil descarta quase 51% das córneas doadas, diz Anvisa

Um levantamento feito pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a partir de dados enviados pelos Bancos de Tecidos Oculares (BTOC), apontou que quase 51% das córneas doadas no Brasil em 2009 foram descartadas. Do número total de 21.012 córneas preservadas, vindas de 13.376 doadores, 10.635 não puderam ser usadas.

Os principais motivos para o descarte, de acordo com o relatório, são a qualidade imprópria do tecido e a sorologia reagente para hepatite B, responsáveis por 7.208 casos, quase 68% do total descartado. Outros motivos são validade, hepatite C, contra-indicação, HIV e contaminação, entre outros.

O relatório apontou ainda que 11.814 córneas foram fornecidas para transplante no ano passado. São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná são os Estados com maior número de doações de tecidos oculares e também registraram o maior índice de descarte. Os Estados do Pará e Mato Grosso foram os que menos descartaram, cada um com 21 casos.

Um resolução que dispõe sobre o regulamento técnico para funcionamento dos BTOC, determina que esses serviços enviem trimestralmente seus dados de produção. No ano de 2009, em média, 50% dos bancos enviaram seus dados. Informações do Terra.

 
Da redação Blog em 04/08/2010 12:59:28

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MEDICINA
Cai monopólio para produção de radioisótops para diagnóstico de câncer

O Senado aprovou, em dois turnos de votação ontem, a Proposta de Emenda Constitucional 100/2010 que retira da União o monopólio sobre a produção, comercialização e uso de radioisótopos para fins medicinais. Os elementos radioativos são fundamentais para a detecção e tratamento de vários tipos de câncer, além de serem usados na cardiologia e neurologia.

A aprovação da proposta representa uma permissão a empresas privadas para produzir e comercializar os radioisótopos, que, por sua curta duração, costumam ficar atualmente restritos aos grandes centros urbanos.

A matéria segue agora para a Câmara dos Deputados, onde deve ser aprovada em dois turnos por pelo menos 3/5 dos deputados. Caso sofra alterações, a PEC volta para apreciação do Senado.

 
Da redação Blog em 04/08/2010 08:26:12

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CIÊNCIA E SAÚDE
Quase 60% dos portadores de HIV em SP têm relacionamento estável

 Quase 60% das pessoas que vivem com HIV possuem relacionamento afetivo estável - a maioria delas com parceiros que não têm o vírus da Aids. Cerca de 75% estão empregados e 68% moram com familiares ou amigos, ou seja, contam com apoio de pessoas próximas. Os dados são de um levantamento feito com 292 pacientes em tratamento na Casa da Aids, do Hospital da Clínicas de São Paulo.

Eliana Gutierrez, diretora da Casa da Aids, diz que "os infectados pelo vírus já se permitem pensar no futuro"

– Os resultados mostram que esses pacientes estão inseridos na sociedade do ponto de vista afetivo e econômico, seja porque dissimulam sua condição ou porque estão sendo aceitos.

Para ela, isso pode ser explicado pelo fato de os soropositivos, hoje, estarem fisicamente mais aptos para o trabalho e demais atividades do dia a dia.

– Com os avanços na terapia antirretroviral, a Aids se tornou uma doença crônica. Muitos portadores estão envelhecendo e se tornando pacientes complexos.

A maioria dos 3.300 pacientes acompanhados pelo serviço é formada por homens (70%) que têm, em média, 44 anos e convivem com a doença há mais de uma década. Mais da metade tem 11 anos ou mais de estudo.

No entanto, especialistas afirmam que a realidade dos soropositivos no país, de forma geral, não é tão animadora.  O infectologista Ronaldo Hallal, assessor técnico do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, diz que "a epidemia está crescendo principalmente entre aqueles com baixa escolaridade e menor acesso à informação".

– Ainda se percebe uma grande fragilidade no que se refere ao apoio social a esses pacientes.

 
Da redação Blog em 28/07/2010 08:41:43

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CIÊNCIA E SAÚDE
Brasileiros sequenciam genoma de célula cancerosa

Pesquisadores brasileiros sequenciaram, pela primeira vez no País, o genoma humano completo. O feito coincide com os dez anos do projeto que desvendou o DNA da bactéria Xylella fastidiosa e iniciou a pesquisa genômica no Brasil.Na realidade, os cientistas sequenciaram dois genomas completos: o de uma célula tumoral e o de um linfócito sadio - célula de defesa do sangue. Ambos vieram da mesma pessoa, uma mulher indiana de 61 anos com câncer de mama. O objetivo foi identificar diferenças no DNA que ajudem a entender a doença.

O Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer, em São Paulo, coordenou o estudo. As amostras vieram de um banco de células em Nova York. O Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em Petrópolis (RJ), sequenciou os dois tipos de células e gerou dados que permitiram a identificação de mutações pontuais.

Uma filial do Ludwig em San Diego, na Califórnia, também realizou o sequenciamento completo, mas produziu informações para o estudo de rearranjos nos cromossomos. As sequências geradas nos dois centros foram enviadas para a unidade paulistana do Ludwig, que realizou uma análise minuciosa. Os resultados serão publicados em uma revista científica internacional.

"Um dos motivos pelos quais escolhemos o câncer de mama é sua prevalência entre as mulheres brasileiras", explica Anamaria Camargo, coordenadora do estudo, que recebeu cerca de R$ 2 milhões em financiamento dos Ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia, por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O Ludwig aportou quantia semelhante. Até agora, só foram publicados nove artigos sobre o genoma do câncer. Todos a partir de dezembro. O estudo brasileiro será o décimo e o primeiro a comparar o DNA completo de um tumor com o de uma célula sadia. Informações da AE.

 
Da redação Blog em 12/07/2010 13:40:40

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Pfizer corta preço do Viagra pela metade para enfrentar genéricos

Naiana Oscar - O Estado de S.Paulo

Na tentativa de driblar a concorrência dos medicamentos genéricos e similares contra a disfunção erétil, a Pfizer anunciou ontem uma redução de 50% no preço do Viagra. Cada comprimido, que custava em média R$ 30, será vendido por R$ 15 a partir de hoje. O laboratório chegou a divulgar ontem que o novo preço seria mais baixo que o da versão genérica. Mas a medida, na verdade, fará com que os valores dos novos medicamentos também sejam reduzidos.

A Agência Nacional de Saúde (ANS) determina que a versão genérica de qualquer um desses produtos seja pelo menos 35% mais barata que o medicamento de referência. "Isso não vai impedir que os genéricos sejam fabricados", diz Odnir Finotti, vice-presidente da Pró Genéricos. "Se esse for mesmo o preço praticado, vai haver um ajuste de todos os lados."

Com o Viagra mais barato, os primeiros genéricos devem chegar às farmácias até o fim do mês com um preço 67% inferior ao que é encontrado hoje. Finotti diz que ainda não conversou com os laboratórios brasileiros para saber se a margem de lucro será viável daqui em diante. "Se ficar clara a prática de uma concorrência desleal, vamos procurar a Justiça."

Fim da patente. A estratégia da Pfizer de vender o Viagra a preços mais baixos foi anunciada um mês depois da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que impôs o fim da patente do medicamento para o dia 20 de junho. A determinação judicial permite a produção de novas drogas para o tratamento de disfunção erétil, com base no mesmo princípio ativo das conhecidas pílulas azuis. O laboratório alega que a patente deveria vigorar até junho do ano que vem.

Toda a discussão está em torno da data em que o pedido de patente foi depositado. O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) considera junho de 1990, quando o primeiro pedido foi feito na Inglaterra. Mas a empresa diz que esse processo não foi concluído e que vale o depósito feito em 1991 no escritório da União Europeia.

A Lei de Propriedade Industrial, de 1996, prevê que a patente de invenção vigore pelo prazo de 20 anos a partir da data de depósito. No caso das patentes pipeline (dispositivo que permitiu que patentes de outros países fossem reconhecidas no Brasil), como é o caso do Viagra, a data considerada é a do lugar onde foi feito o depósito. A Pfizer pode recorrer, mas ainda não decidiu se vai continuar brigando na Justiça pela prorrogação do prazo. A empresa aguarda ser notificada oficialmente da decisão, o que ainda não aconteceu.

Estratégia. "Com a antecipação do vencimento da patente, começamos a analisar formas de deixar o produto mais competitivo", diz Adilson Montaneira, diretor da Unidade de Negócios da Pfizer Brasil. A empresa pretende compensar a perda da margem de lucro com um incremento nas vendas.

Nos últimos 12 meses, o laboratório faturou R$ 180 milhões com o Viagra no País. Para perder menos receita, a empresa faz planos de triplicar as vendas em três anos. "Com o fim da patente, a tendência é que os produtos percam 70% do mercado. Estamos trabalhando para perder no máximo 40%", diz Montaneira.

Além de baixar o preço do Viagra, a Pfizer lançou também o comprimido unitário, como uma estratégia de expandir o alcance do medicamento. Até agora, as caixas vinham com duas, quatro ou oito pílulas. O medicamento só pode ser vendido sob prescrição médica, mas não é difícil conseguir o comprimido sem apresentar receita.

Desde a determinação do STJ, cinco laboratórios já entraram com pedidos de registro para medicamentos genéricos e similares ao Viagra. A EMS, maior fabricante nacional, foi a primeira a conseguir. A produção começa no dia seguinte ao fim da patente e os medicamentos devem chegar às farmácias uma semana depois. "Independentemente do preço, vamos estar sempre 35% abaixo do preço deles", diz o vice-presidente de mercado do laboratório, Waldir Eschberger Júnior. Segundo ele, o preço só será definido depois de analisadas as movimentações do setor.

Em 2009, a Pfizer vendeu 7 milhões de comprimidos no Brasil, seu terceiro maior mercado no mundo, atrás de Estados Unidos e Inglaterra. O laboratório calcula vender o produto para cerca de 1,5 milhão de brasileiros, de um universo de 25 milhões que apresentam algum tipo de disfunção erétil. Informações do Estadão.

 
Da Redação Blog em 09/06/2010 00:51:44

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Spray contra a ejaculação precoce

Um spray para tratar a ejaculação precoce, que deve ser aplicado cinco minutos antes da relação sexual, tornou-se o grande destaque do Congresso Americano de Urologia, em São Francisco, nesta semana, por apresentar ótimos resultados e prometer revolucionar o tratamento do problema, que atinge cerca de 30% dos homens no mundo todo. Segundo reportagem do El Mundo , novos dados de duas pesquisas indicam que o medicamento PSD502, composto de anestésicos de uso tópico (lidocaína e prilocaína), ajuda muito no controle da ejaculação.

Um dos ensaios envolveu 1.092 homens de EUA, Canadá e Europa. O estudo durou três meses e os participantes que usaram o PSD502 cinco minutos antes do ato sexual mantiveram a relação por mais tempo, em média 5,5 vezes mais que o grupo placebo. Num outro teste com 70 participantes, quem usou o spray manteve a ereção dentro da vagina por 3m30s, em média, enquanto o grupo com a droga inócua alcançou 90 segundos.
Ainda sem aprovação

O spray, porém, apresenta alguns efeitos adversos: entre aqueles que usaram o spray, 6,1% sentiram uma sensação de queimação no pênis. A mesma porcentagem de mulheres reclamou da ardência. No grupo que usou o placebo, apenas 0,6% relataram efeitos adversos. Ainda assim, os médicos consideraram as queixas se resumiram a um grupo muito pequeno.

- Esses resultados são realmente excitantes - disse a médica Ira D. Sharlip, pesquisadora de um dos estudos e professora de urologista da Universidade da Califórnia, em São Francisco.

O PSD502, que ainda está sob investigação e não foi aprovado pelo FDA, foi desenvolvido pela companhia japonesa Shionogi & Co a partir de dois produtos anestésicos que já têm a venda autorizada. A grande inovação do spray foi justamente combinar as duas substâncias. Informações de O Globo e agências internacionais.

 
Da Redação Blog em 02/06/2010 16:41:48

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Anvisa aumenta controle de medicamentos para emagrecer

 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta terça-feira (30) no "Diário Oficial da União" uma resolução que determina que os remédios fabricados com base na substância sibutramina só poderão ser vendidos com a apresentação de receita azul, de controle especial.

Até então, a subitramina, utilizada em remédios para emagrecer, era classificada na classe C1, de controle comum, e sua venda era permitida mediante apresentação de receita branca (simples).Com a mudança, a sibutramina passar a ser classificada como psicotrópico anorexígeno e a tarja do medicamento muda de vermelha para preta.

Pela resolução, as empresas detentoras de registro de medicamentos a base de sibutramina terão o prazo de 180 dias para efetuar as alterações necessárias nas bulas e embalagens. As farmácias e drogarias podem vender, mediante retenção da receita azul os medicamentos a base de sibutramina que estejam em embalagens com tarja vermelha, desde que respeitado o prazo definido na resolução.

Em janeiro, a Agência de Medicamentos da Europa recomendou a suspensão da venda de remédios para emagrecer que contenham a sibutramina.Estudos indicaram que a substância aumenta os riscos de problemas cardiovasculares. A Anvisa optou por não proibir o remédio, alegando que os estudos que fundamentaram a decisão do Emea foram feitos em pacientes que já tinham riscos cardíacos. Ainda assim, a agência lançou um alerta sobre os riscos cardiovasculares do medicamento. Informações do G1

 
Da Redação Blog em 30/03/2010 15:00:00

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Cientistas desenvolvem técnica para regenerar mama afetada por câncer

da Efe, em Sydney (Austrália)

Cientistas australianos anunciaram nesta quinta-feira (12) a criação de uma técnica cirúrgica, ainda em fase experimental, que permitirá às mulheres que tiveram extirpado uma mama regenerar o peito sem necessidade de reconstrução ou implantes.

Phillip Marzella, médico do Instituto de Microcirugia Bernard O‘Brien da cidade de Melbourne, explicou através da rádio "ABC" que, após o êxito dos testes pré-clínicos com porcos, que regeneraram a mama em seis semanas, o próximo passo será realizar os experimentos em humanos.

Dentro de seis meses, pelo menos seis pacientes receberão o molde sintético com a forma do peito que estará conectado a um copo sanguíneo com células que permitem a geração controlada de gordura internamente.

Segundo Marzella, o peito cresceria entre seis e oito meses, e depois, naturalmente, o molde se dissolveria, evitando uma segunda intervenção cirúrgica para extraí-lo. Nos próximos dois anos, os cientistas esperam desenvolver o protótipo e conseguir que o molde seja biodegradável.

Por enquanto, os especialistas não sabem quanto tempo seria necessário para o corpo gerar a gordura suficiente para preencher o peito, resposta que os cientistas esperam ter em no máximo quatro meses. Se ficar demonstrado que funciona, o projeto será ampliado para criar outros órgãos utilizando o mesmo princípio.

 
Da Redação Blog em 12/11/2009 21:23:34

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SAÚDE
Conselho Nacional de Saúde considera ilegal cirurgia de diabetes

Da revista Época

Pelo menos 450 pacientes no Brasil já passaram por uma controversa cirurgia criada pelo médico goiano Aureo Ludovico de Paula com o objetivo de se livrar do diabetes tipo 2. Talvez o mais conhecido seja o apresentador de TV Fausto Silva, operado em julho. Faustão diz que está bem mas não fala sobre seu caso. A técnica é chamada de interposição do íleo. O íleo é a porção final do intestino delgado onde são secretados hormônios que estimulam a ação da insulina no pâncreas. Paula acredita que uma mudança nessa região do intestino possa controlar o diabetes e manter os pacientes livres dos remédios.

Desde 2007, a técnica tem sido apresentada em reportagens como uma esperança de cura. Nesta semana, o Conselho Nacional de Saúde se manifestou oficialmente sobre o assunto. Segundo o órgão que faz parte do Ministério da Saúde, a operação é ilegal.

Na quarta-feira (4), o Conselho Nacional de Saúde entrou com uma representação no Ministério Público Federal, em Goiânia, pedindo providências à procuradora Léa Batista de Oliveira. O presidente do Conselho Nacional de Saúde, Francisco Batista Júnior, espera que a procuradora entre com uma ação judicial impedindo a realização desse procedimento no Brasil.

A cirurgia não é regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina como são todas as técnicas cirúrgicas consagradas. Poderia ser considerada experimental. Para isso o médico precisaria ter registrado um protocolo de pesquisa na Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). Esse registro nunca existiu.

“Se a técnica não está formalizada nem é experimental, ela é ilegal”, afirma Batista Júnior. Segundo ele, o Conselho Nacional de Saúde está preocupado com as pessoas que fizeram a cirurgia e acham que estão bem. “A cirurgia atua sobre uma porção do intestino que é fundamental para a absorção de nutrientes. Essas pessoas precisam saber que correm o risco de desenvolver complicações imprevisíveis que podem até levar à morte.” Batista Júnior afirma que o Conselho Nacional de Saúde pretende mapear todos os pacientes que passaram pela cirurgia e acompanhar a evolução deles.

Feita por laparoscopia, a cirurgia consiste em aproximar do estômago uma parte do íleo (porção final do intestino delgado). O objetivo é intensificar a produção de hormônios existentes no íleo que estimulam a ação de insulina no pâncreas. Durante a operação, o médico faz também uma redução de cerca de 40% do estômago. O paciente perde peso e, com isso, diminui a resistência do organismo à insulina. O diabetes melhora.

Paula tem apresentado resultados positivos em congressos médicos e em revistas científicas. Em um artigo publicado em agosto de 2007 no periódico Surgical Endoscopy, ele afirma que, em um grupo de 39 pacientes submetidos à técnica, 90% ficaram completamente livres do diabetes. A técnica tem sido divulgada em reportagens. Mas a falta de estudos clínicos registrados e acompanhados por outros especialistas impede a avaliação criteriosa de possíveis riscos e benefícios.

“Não existe substrato na literatura científica para que essa técnica seja oferecida à população. Ela é feita por um único cirurgião que apresenta resultados sem auditoria”, diz Thomaz Szegö, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. Segundo Szegö, não é possível dizer nesse momento se a técnica é boa ou ruim.

“Ninguém está dizendo que a técnica é ruim. Estamos dizendo que é preciso comprovar se ela é boa ou ruim antes de oferecê-la aos pacientes”, diz. “Se for comprovado que ela é segura e eficaz, vamos incorporá-la ao arsenal médico”.

Segundo o presidente do Conselho Nacional de Saúde, Francisco Batista Júnior, os pacientes de Paula não estão sendo devidamente informados sobre a falta de aprovação da cirurgia e sobre o risco de aparecimento de resultados inesperados.

A principal motivação da providência tomada pelo Conselho Nacional de Saúde foi a denúncia feita pela advogada Daliana Kristel Gonçalves Camargo, de 31 anos, moradora de Goiânia. Em 2005, Daliana decidiu fazer uma cirurgia de redução de estômago. Ela mede 1m58 e, na ocasião, estava com 95 quilos. Segundo Daliana, o médico Aureo Ludovico de Paula disse que usaria a técnica convencional. Daliana assinou um termo de ciência, segundo o qual seria submetida a uma gastroplastia laparoscópica para tratamento de obesidade mórbida. Gastroplastia é um nome genérico que indica redução de estômago.

A informação que aparece no relatório assinado pelo médico no final da cirurgia é outra: ele afirma ter feito uma “gastroplastia vertical associada a interposição ileal”. A família de Daliana diz que não foi informada de que ela tinha sido submetida a uma cirurgia não-regulamentada. “O médico não nos explicou nada sobre isso. Achamos que minha filha faria uma redução de estômago convencional, a mesma que tanta gente já fez”, diz a mãe de Daliana, a funcionária pública Vera Lúcia Gonçalves de Camargo. “Vimos o termo interposição ileal no relatório dele mas não estranhamos nada. Somos leigos.” A família diz ter pago R$ 28 mil pela cirurgia.
Conheça o caso de outros pacientes e leia mais sobre cirurgias de obesidade na revista ÉPOCA que estará nas bancas neste sábado: que tipos de cirurgias existem, quanto elas custam, para que pacientes elas são indicadas e quais os riscos envolvidos.

A família não entende também por que Daliana foi submetida à interposição do íleo se ela nunca foi diabética. Teoricamente, a interposição do íleo poderia contribuir para a liberação de hormônios que aumentam a sensação de saciedade. Essa é uma hipótese levantada pelos cientistas. Mas não há comprovação de que seja seguro recorrer a esse expediente para reduzir a vontade de comer. Para obter exclusivamente esse efeito, existem as cirurgias clássicas de redução de estômago que já foram testadas, reproduzidas por muitos grupos ao redor do mundo e regulamentadas.

Daliana diz que sua vida nunca mais voltou ao normal depois da cirurgia. “Mesmo comendo devagarzinho, eu só vomitava. Eu procurava o médico e ele dizia que o problema era meu, que eu não sabia comer direito.” Nos últimos anos, ela foi submetida a vários procedimentos para tentar fechar uma fístula em seu estômago. Ficou internada por longos períodos, inclusive na UTI.

Desde o início do ano, Daliana não come nada. Não pode sequer beber água. É alimentada por uma sonda que leva uma solução proteica diretamente ao seu intestino. A família entrou na justiça de Goiânia com uma ação contra o médico. Pede o pagamento das despesas médicas e uma indenização de R$ 10 milhões. “Esse não é um caso de erro médico. É um caso grave de experiência médica sem consentimento”, diz o advogado da família Marcelo Di Rezende Bernardes.

A procuradora Léa Batista de Oliveira, do Ministério Público Federal, em Goiânia, investiga o caso desde julho. Recebeu nesta semana a representação do Conselho Nacional de Saúde. Pretende entrar com uma ação penal de lesão corporal e exercício ilegal da medicina contra Aureo Ludovico de Paula. Antes disso, vai solicitar que Daliana seja submetida a uma perícia médica e vai ouvir o médico. “Com base nas investigações que fizemos até agora tudo indica que esse é um caso de grave violação dos direitos humanos”, diz Léa.

“Estamos diante de experiências realizadas em desconformidade com todas as normas vigentes. O médico não informa devidamente os pacientes sobre os riscos da cirurgia, não tem protocolo de pesquisa, faz publicidade de uma técnica não-regulamentada e cobra por ela”, diz Léa. O caso de Daliana também está sendo investigado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

Na quarta-feira, ÉPOCA esteve no consultório do médico Aureo Ludovico de Paula, em Goiânia. Ele se recusou a dar entrevista. Disse que não fala sobre sua técnica nem sobre o caso Daliana. Em sua defesa no processo que corre no Tribunal de Justiça de Goiás, o médico alega que “a cirurgia não é experimental e sim uma variante técnica de uma cirurgia consagrada há mais de 20 anos”.

Afirma também que “a paciente não foi objeto de nenhuma pesquisa e sim de terapêutica para obesidade e que a complicação ocorrida aparece na mesma frequência em outras operações bariátricas”. Alega ainda que “a fístula é uma resposta orgânica espontânea da paciente. É intercorrência imprevisível, uma complicação pós-operatória sem nenhum nexo com o procedimento realizado adequadamente”. Leia mais na revista Época

 
Da Redação Blog em 09/11/2009 09:20:35

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Vacina ajuda a prevenir contágio por HIV

Pela primeira vez, uma vacina experimental evitou a infecção pelo vírus da Aids, um acontecimento que é um divisor de águas no combate à epidemia e com um resultado surpreendente. Fracassos recentes levaram muitos cientistas a pensar que tal vacina nunca seria possível.

A vacina cortou o risco de infectar-se com o vírus HIV em mais de 31% dos 16 mil voluntários da Tailândia, que participaram do maior teste já realizado no mundo com uma vacina contra a Aids, anunciaram pesquisadores nesta quinta-feira em Bangcoc.

- Apesar do benefício modesto, é a primeira evidência de que poderíamos ter uma vacina preventiva segura e efetiva - disse o coronel Jerom Kim. Ele ajudou a encabeçar o estudo para o Exército americano, que o patrocinou junto com o Instituto Nacional de Alergias e Enfermidades Infecciosas dos Estados Unidos.

    " É a primeira evidência de que poderíamos ter uma vacina preventiva segura e efetiva "

O diretor do instituto, o médico Anthony Fauci, advertiu que este não é o fim do caminho, mas destacou que estava surpreso e muito satisfeito com o resultado.

- A possibilidade de melhorar este resultado me proporciona um prudente otimismo para desenvolver uma vacina mais efetiva contra a Aids - afirmou Fauci.

- Este dia marca um fato histórico - disse Mitchell Warren, diretor executivo da Coalizão para a Propagação de uma vacina para a Aids, um grupo internacional que tem trabalhado para o desenvolvimento de uma vacina.

"Levará tempo e recursos para analisar e compreender os dados em sua totalidade, mas existe pouca dúvida de que este descobrimento revitalizará o campo da vacina da Aids", destacou Warren em um comunicado.

O Ministério de Saúde Pública da Tailândia dirigiu o estudo, o qual utilizou cepas do HIV comum na Tailândia. Não se sabe se tal vacina funcionaria contra outras cepas nos Estados Unidos, África e outras regiões, destacaram os cientistas.

Todos os dias cerca de 7.500 pessoas se infectam no mundo com o vírus HIV e dois milhões de pessoas morreram de Aids em 2007, calcula a agência da ONU encarregada da matéria, a ONUSIDA. (AP)

 
Da Redação Blog em 24/09/2009 09:04:18

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Cirurgia de Faustão é experimental

A técnica cirúrgica de redução do estômago a que o apresentador Fausto Silva se submeteu há cerca de duas semanas não está regulamentada nem é reconhecida por entidades médicas, como o CFM (Conselho Federal de Medicina) e a SBCBM (Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica). A advogada paulista Daliana Kristel Gonçalves Camargo, 31 anos, está processando o médico Áureo de Paula, que operou Faustão, por problemas de saúde após ter passado pela mesma cirurgia.

Daliana foi submetida à intervenção em 2005, para perder peso. Segundo seu advogado, Marcelo Di Rezende, ela pagou R$ 20 mil pelo procedimento. Após a cirurgia, não conseguia comer e passou a vomitar várias vezes ao dia. Daliana teve uma úlcera perfurada e uma fístula (orifício) no estômago. Já passou por 9 cirurgias e 17 microcirurgias, mas ainda não foi possível fechar a fístula. “Há mais de dois anos ela não pode comer nada. Ela se alimenta por sonda e está aposentada por invalidez”, diz. O médico não quis comentar o assunto com a imprensa.

Faustão anunciou em seu programa do último domingo o método, mas não tem dado entrevistas sob o argumento de não querer fazer apologia de um procedimento que não sabe se funciona. Chamada de ‘gastrectomia vertical com interposição de íleo’, a técnica é para curar o diabetes tipo 2, e não para tratar apenas a obesidade. Fausto já perdeu 10 kg desde que fez a cirurgia (antes dela, pesava 130 kg). Ele sofre de diabetes tipo 2 e de hipertensão e, desde a operação, não toma mais remédios para as doenças. O Hospital Albert Einstein (SP), onde o apresentador foi operado, diz que procedimento cirúrgico é reconhecido como experimental e realizado dentro de critérios de segurança da instituição. Informações de O Dia.

 
Da Redação Blog em 07/08/2009 19:07:11

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Estrutura do genoma do vírus da Aids é decodificada

Da AFP

Pesquisadores americanos decodificaram a estrutura do genoma completo do vírus da Aids, o que poderá acelerar a pesquisa para o desenvolvimento de novos medicamentos antivirais, segundo artigos publicados nesta quinta-feira pela revista científica britânica Nature.Este trabalho abre caminho para novas pesquisas que deverão favorecer uma compreensão melhor das estratégias de infecção do vírus.

O HIV-1, o principal causador da pandemia da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, tem sua informação genética em estruturas mais complexas que a de outros organismos. O HIV, como os vírus da gripe, da hepatite C ou da pólio, tem sua informação armazenada em uma molécula de RNA (ácido ribonucléico), enquanto que o genoma dos mamíferos consta da dupla hélice de DNA (ácido desoxirribonucléico). Acontece que a informação contida no RNA é mais complexa.

Isso torna muito mais difícil a decodificação porque, ao contrário do DNA, o RNA é capaz de assumir intricados padrões tridimensionais.

Estudos anteriores conseguiram com sucesso modelar pequenas regiões do genoma do HIV, que contêm cerca de 10 mil nucleotídeos, os blocos estruturais básicos tanto do DNA como do RNA.

Kevin Weeks, da Universidade da Carolina do Norte, e seus colegas, usando uma nova técnica, produziram imagens que, apesar da baixa resolução, abrangeram uma área muito maior da arquitetura do genoma do vírus e de suas funções possíveis.

"Começamos a compreender as estratégias do genoma que permitem ao vírus escapar da detecção de seu anfitrião humano", explica Weeks.

Hashim Al-Hashimi, da Universidade de Michigan, também escrevendo na Nature, afirmou que essa descoberta é um avanço considerável, já que proporciona uma "vista aérea" da estrutura geral do genoma.

Pesquisadores mostram assim que a formação de proteínas está influenciada por elementos da estrutura interna do RNA. O que sugere que a estrutura em si do RNA pode ter um papel, até agora desconhecido, na expressão do código genético, segundo conclusões dos pesquisadores.

 
Da Redação Blog em 06/08/2009 15:58:45

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Orgânicos não são mais saudáveis que alimentos convencionais

Da AFP

As pessoas que apregoam os benefícios do consumo de produtos cultivados naturalmente não vão ficar muito satisfeitas. Um novo estudo revela que esse tipo de alimento não é mais saudável que os produzidos de forma convencional.

Na pesquisa, publicada esta semana em uma revista americana, os especialistas da London School of Hygiene and Tropical Medicine afirmaram que não existem diferenças importantes entre os alimentos orgânicos e os produzidos de maneira convencional.

"Foi encontrado um pequeno número de diferenças no conteúdo de nutrientes entre cultivos e gados controlados organicamente e os de maneira convencional", declarou o principal autor do estudo, Alan Dangour. "Mas é pouco provável que tenham alguma importância na saúde pública", continuou.

"Nossa pesquisa indica que atualmente não há nenhuma prova que apoie a escolha de comida produzida organicamente sobre a produzida convencionalmente com base em sua superioridade nutritiva", acrescentou.

Os alimentos orgânicos, ou seja, os que não levam aditivos e são produzidos sem produtos químicos, como fertilizantes ou agrotóxicos, e sem modificações genéticas se multiplicaram nos últimos anos nos supermercados.

Mas são geralmente mais caros que os alimentos normais e, por isso, também sofreram duramente o impacto da crise econômica, que faz com que os consumidores pensem duas vezes antes de pagar mais por verduras cultivadas organicamente ou outros produtos similares.

O estudo, encomendado pela FSA (Agência Alimentar britânica) e publicado no American Journal of Clinical Nutrition, ameaça atingir novamente em cheio o lobby da comida orgânica. Mas seus defensores destacam outros benefícios dos produtos desse tipo, em particular para o meio ambiente.

"A agricultura e o gado orgânicos são uma aproximação integral e integrada que conserva as terras e a biodiversidade, reduz a eliminação de nitrogênio dos gases de efeito estufa, e proporciona mais rendas ao produtor", afirmou Andrew Lee, da Comissão para o Desenvolvimento Sustentável.

"E, para arrematar, provavelmente é mais saudável", acrescentou em carta publicada no jornal "The Guardian". Molly Connisbe, da Associação Terra, assinala que as fazendas orgânicas têm em média 30% a mais de espécies, e 50% a mais de pássaros, borboletas e abelhas.

"Outros benefícios para o meio ambiente são evidentes. Há menos lixo tóxico nas fazendas orgânicas e quase não são usados pesticidas. O adubo com nitrogênio artificial é proibido na produção orgânica, ou seja, há menos perda de nutrientes", explicou.

O estudo britânico revisou todos os estudos publicados nos últimos 50 anos sobre o conteúdo nutritivo e as diferenças para a saúde de ambos os produtos.

 
Da Redação Blog em 02/08/2009 17:08:16

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Células-tronco permitem reparar lesões do coração

Da AFP

Cientistas conseguiram pela primeira vez reparar lesões no coração causadas por uma crise cardíaca, por meio da utilização de células-tronco, segundo estudo publicado nesta segunda-feira na revista norte-americana Circulation.

Pesquisas com ratos constituem uma primeira tentativa de utilização de células pluripotentes induzidas (conhecidas como células iPS, na sigla em inglês) para tratar enfermidades cardíacas.

O objetivo deste estudo é garantir, para algum dia, a utilização de células-tronco de um paciente para reparar o próprio coração, em vez de se recorrer a transplantes, uma intervenção de risco e complicada pela escassez de doadores de órgãos e pelos perigos de rejeição a um órgão estranho.

As iPS adultas, que servem para a renovação de tecidos e são capazes de produzir diferentes tipos de células humanas, representam uma alternativa promissora às células-tronco embrionárias por não apresentarem os problemas éticos destas últimas, que exigem a destruição do embrião.

"Poderíamos ser capazes de modificar células adultas e fabricar ‘‘a pedidos‘‘ um tratamento regenerativo cardiovascular", assegura o autor dos estudos, Andre Terzic, da Clínica Mayo de Rochester.

O cientista e sua equipe reprogramaram células geneticamente de modo a convertê-las em células-tronco capazes de se desenvolverem no músculo cardíaco.

Em seguida, foram transplantadas para o coração lesionado de ratos; em quatro semanas, a equipe comprovou que as células conseguiram paralisar o aumento de danos estruturais provocados pela crise cardíaca, além de restabelecer a capacidade do músculo cardíaco e regenerar os tecidos danificados.

Cientistas americanos e japonenes conseguiram, em 2007, transformar células da pele humana em células iPS, inaugurando um acesso potencialmente ilimitado à substituição de tecidos e órgãos destruídos. Até agora, não foram autorizadas os testes dessas terapias em humanos.

 
Da Redação Blog em 21/07/2009 00:16:40

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Sexo diário melhora o esperma e aumenta chances de gravidez

Sexo diário melhor saúde dos espermatozóidesRio - Pesquisadores da Sociedade Europeia para Reprodução e Embriologia afirmam em novo estudo australiano que fazer sexo todos os dias melhora a qualidade do esperma e aumenta as chances de gravidez.O estudo foi apresentado em um seminário na Holanda. De acordo com os cientistas, análises apontam que oito em cada dez homens apresentaram uma melhora média de 12% nos danos do DNA do esperma depois de sete dias de ejaculação diária. O conselho geral para os casais tem sido de fazer sexo a cada dois ou três dias.

 
Da Redação Blog em 01/07/2009 04:08:57

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Fiocruz anuncia teste rápido para diagnóstico da aids

No Dia Mundial da Luta contra a aids, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou avanços na área de pesquisa e desenvolvimento de medicamentos e diagnósticos voltados para o tratamento de pacientes com o vírus HIV. Uma das novidades é a nacionalização do teste rápido para diagnóstico da aids que dispensa estrutura laboratorial.

A tecnologia foi desenvolvida pelo laboratório norte-americano Chembio e vinha sendo  transferida para a Fiocruz, por meio de convênio, desde 2004, quando o fornecimento do teste foi incorporado ao programa de aids do Brasil. As etapas de transferência foram concluídas neste ano e o teste rápido para a doença agora é 100% brasileiro.

O presidente da fundação, Paulo Marchiori Buss, explicou que a incorporação desse conhecimento ajuda a democratizar o acesso ao diagnóstico e agiliza o atendimento emergencial.

“O kit rápido é muito importante em situações de acidentes, em situações em que não sabemos se o paciente voltará ao local de atendimento, são muitas situações que demandam o teste. Além disso, ele tem 99% de segurança e o resultado sai em 15 minutos.”

Outra novidade anunciada pela Fiocruz nesta segunda-feira foi o desenvolvimento de uma pílula que combina três (Lamivudina, Zidovudina e Nevirapina) dos 17 medicamentos que compõem o coquetel contra o HIV. A expectativa é de que o pedido de registro na Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa) saia no primeiro semestre de 2009.

Além da versão para adultos, está sendo desenvolvida uma infantil. O primeiro anti-retroviral para crianças já está em fase de registro e combina dois medicamentos em uma única pílula (Lamivudina e Zidovudina). No Brasil, cerca de 7 mil meninos e meninas recebem tratamento anti-retroviral.

Segundo o presidente da Fiocruz, o país economizará anualmente cerca de US$ 12 milhões ao nacionalizar tecnologia de produção de medicamentos que antes eram importados.As informações são da Agência Brasil

 
Da Redação Blog em 01/12/2008 19:27:56

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Cientistas dizem ter identificado gene ligado a transexualismo

Pesquisadores australianos dizem ter identificado uma importante conexão entre um gene que interfere na ação do hormônio testosterona e o transexualismo masculino. O estudo, realizado por especialistas em genética molecular do Prince Henry's Institute of Medical Research, em Melbourne, na Austrália, foi publicado na mais recente edição da revista científica Biological Psychiatry. Ao todo, 112 transexuais masculinos (homens que mudaram de sexo) participaram da pesquisa.

A análise do DNA dos voluntários revelou uma maior probabilidade de que eles apresentassem uma versão mais longa do gene receptor de andrógeno. Essa diferença genética pode resultar em sinais de testosterona menos eficientes, de acordo com o artigo escrito pela equipe de pesquisadores.

Os cientistas enfatizam, no entanto, que há grande probabilidade de que outros genes também influenciem o processo.

Fatores biológicos

Cada vez mais, estudos científicos vêm apontando fatores biológicos envolvidos na identidade sexual. Uma dessas pesquisas revelou, por exemplo, que certas estruturas no cérebro de homens transexuais são mais "femininas".

No novo estudo, os cientistas analisaram possíveis diferenças em três genes envolvidos no desenvolvimento sexual - o receptor de andrógeno, o receptor de estrogênio e uma enzima que converte a testosterona em estrogênio.

Comparações entre os DNAs dos voluntários transexuais e os de 258 indivíduos não-transexuais revelou uma forte associação entre uma versão mais longa do receptor de andrógeno e o transexualismo.

Testosterona

Os cientistas sabem já há algum tempo que versões mais longas do receptor de andrógeno estão associadas a sinais de testosterona menos eficientes.

Esta ação reduzida do hormônio masculino pode interferir no desenvolvimento sexual do feto no útero, avaliam alguns especialistas.

"Nós achamos que essas diferenças genéticas podem reduzir a ação da testosterona e sub-masculinizar o cérebro durante o desenvolvimento fetal", disse a pesquisadora Lauren Hare, do Prince Henry's Institute of Medical Research.

Outro pesquisador, Vincent Harley, diz que a sociedade tende a estigmatizar transexuais.

"É como se o transexualismo fosse uma escolha, um estilo de vida", afirmou. "Nossos resultados, no entanto, indicam que há uma base biológica para a forma como a identidade sexual se desenvolve."

Base biológica

Segundo os pesquisadores, este foi o maior estudo genético sobre o transexualismo já realizado. Eles planejam agora tentar verificar se esses resultados podem ser repetidos em um novo estudo com uma população maior.

Uma representante da Gender Identity Research and Education Society - entidade britânica que promove pesquisa e educação sobre transexualismo - disse estar convencida de que o transexualismo tem uma base biológica.

"Este estudo parece reforçar pesquisas anteriores que indicaram que, em alguns transexuais, pode haver um desencadeador genético para o desenvolvimento de uma identidade sexual atípica", disse Terry Reed.

"Esta pode ser uma entre várias causas", acrescentou Reed. "Embora pareça extremamente provável que um elemento biológico esteja sempre presente no transexualismo, é pouco provável que as rotas de desenvolvimento sejam as mesmas em todos os indivíduos."

 
Da Redação Blog em 30/10/2008 18:10:21

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Vivendo mais e mal

A esperança de vida do brasileiro tem aumentado nas últimas décadas (em 1980 era de 62,5 anos, subindo para 72,3 anos em 2006), mas isso não significa que todas as crianças nascidas recentemente chegarão saudáveis à velhice ou mesmo conseguirão alcançá-la. Tal situação pressionará ainda mais os gastos com saúde e previdência social, pode reduzir a capacidade econômica do país e vai pôr a economia em desvantagem diante dos principais países emergentes. Esta é a principal conclusão de uma pesquisa recém-concluída pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), cujo teor é revelado nesta segunda-feira pelo GLOBO.

A pesquisa aponta que o homem brasileiro passa, em média, 11,1 anos de sua vida com a saúde comprometida e as mulheres, 13,5 anos. Cerca de um em cada 7,7 anos de vida deverá, para os que nasceram em 2003, ocorrer em condições de vida precárias. Nos Estados Unidos, por exemplo, são 9,4 anos para os homens e 8,2 para as mulheres. No caso da Rússia, Africa do Sul e Índia, esse tempo de vida é menor, mas a razão é outra, mais dramática:

- Ali, em média, a população não saudável tem menor assistência e morre rapidamente - explica Maria Piñon Dias, co-autora do estudo.

 
Carlos Honorato Blog em 22/09/2008 08:09:23

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