Por nove votos a um, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu na noite desta quinta-feira manter preso o governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM). Seguindo entendimento do relator do pedido de habeas-corpus, Marco Aurélio Mello, o Plenário da Suprema Corte defendeu a legalidade da detenção do político e citou por diversas vezes a importância de se combater a impunidade no País. Arruda está na Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde o dia 11 de fevereiro. O governador foi preso por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e à revelia da Câmara Legislativa do Distrito Federal por suspeita de corrupção de testemunhas e por supostamente utilizar a máquina pública para impedir a tramitação de processos de impeachment contra ele na Câmara Distrital. Apontado pela Polícia Federal como o coordenador do esquema do mensalão do DEM em Brasília, ele chega a aparecer em um vídeo colocando maços de dinheiro, supostamente fruto de propina, em uma sacola.Apenas o ministro Dias Toffoli, magistrado mais novo nos quadros da Corte, votou pela revogação da prisão de Arruda. Ele destacou que a Lei Orgânica do DF exige uma autorização prévia da Câmara Legislativa para abertura de ação penal contra o governador, o que não ocorreu.O ministro Marco Aurélio Mello fez um detalhado relato sobre as tentativas de impedimento de investigação, supostamente orquestradas pelo governador afastado, elencando o suborno frustrado de uma das testemunhas do caso do mensalão do DEM no DF, a fraude em documentos e a influência política sobre a Câmara local, instância responsável por analisar os processos de impeachment que tramitam contra o gestor."Dói em cada um de nós, na alma e no coração, ver um governador sair do palácio para a cadeia. Acabrunha o País como um todo e constrange cada um de nós como seres humanos. Há quem chegue às mais altas alturas para cometer as maiores baixezas", disse o ministro Carlos Ayres Britto, também favorável à manutenção da prisão de Arruda.A operação Caixa de Pandora, que desbaratou o esquema supostamente comandado pelo governador José Roberto Arruda, revelou que deputados distritais da base governista recebiam propinas constantes em troca de apoio político. Vídeos gravados pelo então secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, mostram, por exemplo, o deputado Leonardo Prudente, que chegou a ser presidente da Câmara Legislativa, colocando maços de dinheiro até nas meias. Outros parlamentares foram filmados fazendo a "oração da propina", um agradecimento a Durval por seu papel no governo. No início da noite, a Câmara Legislativa aprovou por 19 votos a zero a abertura de um processo de impedimento contra o governador afastado.Cerceamento de defesaNo início do julgamento, o advogado de defesa de Arruda, Nélio Machado, fez duras críticas do Poder Judiciário por conta de um suposto cerceamento de defesa e disse que a análise do pedido de liberdade do governo "se aproxima de um linchamento moral". "Estamos trabalhando com um tratamento sob o emblemático sinete da presunção de culpa. O tratamento é díspar e desigual para o governador Arruda", afirmou.O Ministério Público Federal, por sua vez, representado pela vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, defendeu a prisão do governador, afirmando que não havia nada de "anormal" na detenção do político. Informações do Terra.
Após a decisão de 9 a 1 do STF pela manutenção da prisão do governador licenciado José Roberto Arruda, o senador Adelmir Santana (DEM) postou no Twitter o seguinte recado: "A manutenção da prisão do governador Arruda, amplia a liberdade do governador Wilson Lima"
A Polícia Federal cumpriu seis mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (4), um deles na Câmara do DF. A busca foi para obter a quebra de sigilo do e-mail do ex-deputado distrital Geraldo Naves (DEM), preso por tentar subornar testemunha do esquema de pagamento de propina no governo do DF. Ele nega a acusação. A PF confirma que foram cumpridos cinco mandados em Brasília e um em Goiânia, mas não confirmou todos os endereços.O R7 apurou que, em Goiânia, a PF foi até a Linknet, empresa apontada como financiadora do esquema, e em Brasília, um dos endereços foi a sede da Companhia Energética de Brasília (CEB). No ofício o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Fernando Gonçalves determina “amplo e imediato acesso à autoridade policial federal, portadora deste ofício, a todas as mensagens remetidas e recebidas durante o período compreendido entre 1º de janeiro e 4 de fevereiro de 2010”.O mandado foi emitido no dia 11 de fevereiro. Segundo a procuradoria-geral da República, esse seria um dos mandados pendentes do caso. A Polícia Federal informou que a Justiça autorizou mais dois mandados de busca e apreensão, mas não informou os locais onde estão sendo realizados.Geraldo Naves foi preso do dia 13 de fevereiro. A prisão do ex-deputado foi decretada pelo STJ junto com a prisão preventiva do governador licenciado do DF, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM). Ambos são suspeitos de uma suposta tentativa de suborno do jornalista Edmilson Edson dos Santos, o Edson Sombra.Sombra é uma das principais testemunhas do inquérito que investiga um suposto esquema de pagamento de propina dentro do governo do DF. Ele é apontado pela PF como o responsável por incentivar o ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, a renunciar o esquema.O escândalo que resultou na prisão de Arruda começou no dia 27 de novembro de 2009, quando a PF deflagrou a Operação Caixa de Pandora. No dia foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, quando foram apreendidos mais de R$ 700 mil nas casas e gabinetes de políticos supostamente envolvidos no esquema. Informações do R7
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), descartou nesta quinta-feira a possibilidade de assumir a Presidência da República caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva peça licença do cargo para se dedicar à campanha da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) ao Palácio do Planalto.Sarney disse que a possibilidade "não existe", até mesmo porque, como ex-presidente, não lutaria para assumir interinamente o cargo. "Quem foi presidente da República vai lutar para ser presidente interino? Isso é procurar cabelo em casca de ovo", afirmou.Sarney disse que nunca foi procurado por Lula para conversar sobre a possibilidade de assumir a Presidência da República. "Isso não existe, não tem fundamento. Se o presidente não se licenciou para a candidatura dele [em 2006], por que vai se licenciar para a candidatura de uma outra pessoa?", questionou, ao lembrar a reeleição de Lula, quando o presidente se manteve no cargo mesmo candidato.Nota publicada nesta quinta-feira pelo jornal "O Globo" afirma que Lula pretende se licenciar do cargo nos meses de agosto e setembro para se dedicar à campanha de Dilma.O objetivo do presidente seria evitar problemas com a Justiça Eleitoral, tendo liberdade para participar ativamente da campanha de Dilma. Com a licença, Sarney assumiria a presidência já que o vice-presidente, José Alencar (PRB), e o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), pretendem disputar as eleições de outubro --por isso não poderiam assumir o cargo.Pela Constituição Federal, Sarney é o terceiro na linha sucessória, atrás do vice-presidente da República e do presidente da Câmara. Depois de Sarney, cabe ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, assumir o comando do país na ausência do titular.Alencar é cotado para disputar o governo de Minas Gerais ou uma vaga no Senado. Já Michel Temer é o nome escolhido pela cúpula do PMDB para ser indicado à vice-presidência da República na chapa de Dilma.RepercussãoA oposição reagiu à possibilidade de Lula se licenciar do cargo para se dedicar à campanha de Dilma. Para o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), a decisão seria "coerente" se o presidente se afastasse desde já das suas funções --uma vez que avalia que o petista já deu início à campanha da pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto."Acho que, se o presidente quer ser isento da máquina, tem que se afastar agora. Se quer demonstrar isenção, tem que sair agora. Licença em setembro é golpe eleitoral", disse.Aliado de Lula, o senador Delcídio Amaral (PT-MS) disse não acreditar na possibilidade de o petista deixar o cargo. "Pelas informações que me deu, disse que não tiraria licença. Isso poderia ocorrer para evitar a conotação de uso da máquina do Estado para favorecer uma candidata. Se o presidente for para a rua, aí o trem vai complicar", disse.Na opinião de Delcídio, Lula é o cabo eleitoral mais desejado por todos os candidatos à sua sucessão. "Imagina o Lula andando na rua pedindo voto, entregando santinho? Imagina o que vai representar para a campanha. É um cabo eleitoral que todos nós queremos", afirmou.Para o senador Renato Casagrande (PSB-ES), a licença é um instrumento previsto na Constituição Federal, mas cabe ao presidente decidir se irá utilizá-lo este ano. "Com a licença, ele não estaria usando a máquina a favor de uma candidatura. Mas tem que ver quem vai assumir, se tem condições à altura de conduzir o governo. O Brasil não pode ficar prejudicado", afirmou. Informações da Folha Online.
O plenário do Supremo Tribunal Federal ainda não começou a julgar o pedido de habeas corpus do governador licenciado do DF, José Roberto Arruda. Salvo engano, a tendência é que a prisão do governador seja mantida. Alguns juristas acreditam que a tese da defesa de usar o mandato como barganha para a soltura do governador não agradou em nada os ministros do STF.A nova manifestação da Procuradoria Geral da República é pela manutenção da prisão. Na verdade, o parecer da subprocuradora Débora Duprat é o segundo defendendo a prisão de Arruda, preso desde o dia 11 de fevereiro nas dependências da Polícia Federal sob acusação de tentar subornar uma testemunha.
da Agência BrasilO corregedor da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputado Raimundo Ribeiro (PSDB), afirmou nesta quarta-feira que vai convocar na próxima semana representantes de empresas acusadas de envolvimento no escândalo de corrupção no DF.A princípio, ele estima que cerca de dez pessoas serão chamados a depor para fornecer elementos à CPI da Corrupção e à Comissão Especial, criadas para investigar as denúncias de corrupção contra deputados e o governador afastado, José Roberto Arruda (sem partido), preso na Polícia Federal.Ribeiro lembrou que a CPI tem prazo de 120 dias para realizar seu trabalho. Nesse tempo ouvirá depoimentos e convocará pessoas que forem citadas eventualmente durante as oitivas como envolvidas nas irregularidades.Ele próprio disse que se for arrolado para ser ouvido em qualquer instância, durante as investigações, seja na Câmara ou em outros órgãos, estará pronto para colaborar.
Angelina Jolie, nua, sendo ‘beijada‘ por um cavalo. Esta imagem é uma dentre as quase cem que integram a exposição ‘Controvérsias‘, inaugurada nesta quinta-feira (04), no museu Kunsthaus, em Viena, Áustria. A mostra traz fotos feitas desde o século dezenove e que são consideradas polêmicas.
Atriz Angelina Jolie na foto polêmica de David Lachapelle
A imagem, feita em 2001, é mais uma das criações do renomado fotógrafo David Lachapelle, que já fotografou dezenas de celebridades, como Madonna e Leonardo DiCaprio, entre outros.
Os deputados distritais resolveram suspender a sessão de abertura do processo de impeachment do governador licenciado José Roberto Arruda, preso na Polícia Federal. Caso não aconteça qualquer novidade, a sessão recomeça às 18 horas. Será que até lá o STF já resolveu se solta ou mantém Arruda preso?
O desembargador Otávio Augusto Barbosa, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, negou o Mandado de Segurança dos advogados de José Roberto Arruda para adiar a sessão da manhã desta quarta-feira (4/3), que analisará o relatório de impeachment do governador do DF, preso há cerca de três semanas. A informação é da Agência Brasil.A defesa de Arruda defendeu o adiamento da sessão ao alegar que deveria ser cumpridas as 48 horas da publicação do relatório no Diário da Câmara Legislativa, o que ocorreu apenas às 17h da terça-feira (2/3). Assim, a sessão deveria ocorrer no fim da tarde, de acordo com os advogados.A sessão ocorre na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Neste momento, 11h50, o deputado Batista das Cooperativas (PRP), relator da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e da comissão que analisa os quatro processos contra Arruda, lê a defesa do governador afastado.
Em conversas desde a noite de terça-feira, o governador de São Paulo, José Serra, admitiu à cúpula do PSDB que é candidato à Presidência da República. Serra -que até já discute a data para o anúncio oficial da candidatura- deixou clara sua disposição de concorrer num jantar na noite de anteontem com o governador de Minas e vice de seus sonhos, Aécio Neves. No encontro, Serra agiu como candidato ao convidar pela primeira vez de forma direta Aécio para ser companheiro de chapa. Mais uma vez, o mineiro disse não, mas o paulista não desistiu de convencê-lo.Aécio afirmou ontem a interlocutores que não tem mais dúvida da candidatura Serra. "Pode esquecer. O Serra é o candidato", comentou, depois da sessão solene do Senado em homenagem ao centenário de seu avô, Tancredo Neves. Na conversa, que invadiu a madrugada de ontem e contou com a presença do presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), Aécio desencorajou Serra a insistir em seu nome para a vice. Alegando que poderia contribuir mais para o partido concorrendo ao Senado, argumentou que seria prejudicial à campanha criar falsa expectativa. Aécio se comprometeu ainda a obter a vitória do PSDB em Minas e defendeu o nome de Tasso Jereissatti (CE) para vice. Horas depois, numa conversa com os senadores do partido, repetiu seus argumentos. E apelou: "Por favor, não insistam no meu nome para a vice".Serra também demonstrou a intenção de concorrer em diferentes conversas ontem, durante sua passagem por Brasília. Sentado a seu lado, um senador lhe disse que a bancada do PSDB está à espera de sua definição. "Sou candidato. Só espero a data ideal para o anúncio", respondeu Serra, segundo esse senador. Em outra conversa, o tucano reconheceu a hipótese de lançar sua candidatura antes do prazo fatal para o anúncio, 2 de abril. Como a data-limite de desincompatibilização coincide com a Semana Santa, a decisão não teria impacto se formalizada em pleno feriado. Até lá, ele se valerá da exposição como governador de São Paulo.Sinais e discursoO roteiro cumprido em Brasília atende a pedido de PSDB, DEM e PPS para que Serra dê sinais claros de que será candidato, ainda que não anuncie. Aliados do governador admitem que o espaço para um eventual recuo é pequeno, mas ressalvam que ele pode reavaliar a candidatura caso não consiga ter Aécio na vice ou se Dilma Rousseff (PT) ultrapassá-lo em pesquisas antes do prazo de desincompatibilização.Além das conversas internas, o discurso público do governador de São Paulo já toca explicitamente num dos temas centrais da campanha: a comparação entre os governos do PT e do PSDB. Em seu pronunciamento na sessão de homenagem a Tancredo, ele criticou o rótulo de "herança maldita" usado pelo PT para rechaçar um possível retorno tucano ao Palácio do Planalto."O PT acabou por ser, por paradoxal que pareça, um dos principais beneficiários da eleição do primeiro presidente civil e das conquistas sociais e culturais da Constituição e soube, posteriormente, colher bons frutos de mudanças institucionais e práticas, como o Plano Real, o Proer [programa de ajuda a bancos de FHC] e a Lei de Responsabilidade Fiscal", disse, repetindo trechos de artigo seu na revista "Veja".Ele enalteceu conquistas do governo FHC sem, no entanto, fazer críticas à gestão de Lula. Disse que não se deve negar o passado, e sim "superá-lo, a fim de fazer mais e melhor". Na volta a São Paulo, ainda que demonstrando certa impaciência e desconforto diante da avalanche de perguntas sobre quando definirá se será candidato, Serra deu uma rara declaração: "Eu nunca afastei a possibilidade de vir a ser candidato, coisa que declarei há mais tempo. Existe a possibilidade de eu ser candidato? Existe sim. Ela não foi afastada", disse, após participar de inauguração na unidade neonatal do hospital de Sapopemba (zona leste). Informações da Folha de S.Paulo.
Ana Maria Campos, do Correio BrazilienseUm imbróglio jurídico pode complicar o julgamento do processo por crime de responsabilidade contra o governador afastado José Roberto Arruda (sem partido). Está nas mãos do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, para julgamento um recurso da Mesa Diretora da Câmara Legislativa contra a liminar que determinou a convocação de suplentes para substituir os deputados distritais investigados no inquérito nº 650, em curso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que deu origem à Operação Caixa de Pandora.Marcada para ocorrer hoje, a votação sobre o recebimento do relatório que trata da admissibilidade do processo de impeachment ocorrerá com a presença de oito suplentes. Eles, no entanto, estão respaldados apenas por uma liminar em ação civil pública. O juiz Vinícius Santos Silva, da 7ª Vara de Fazenda Pública, concedeu uma antecipação de tutela, ou seja, do possível mérito da ação que teve como efeito o afastamento imediato dos deputados Eurides Brito (PMDB), Rôney Nemer (PMDB), Benedito Domingos (PP), Benício Tavares (PMDB), Aylton Gomes (PR), Rogério Ulysses (sem partido) e dos ex-distritais Júnior Brunelli (DEM) e Leonardo Prudente (sem partido) de todas as decisões relacionadas ao processo de impeachment.O assunto, no entanto, ainda não se esgotou. O presidente do Tribunal de Justiça do DF, Nívio Gonçalves, ao julgar recurso da Câmara Legislativa, manteve a decisão de primeira instância. Mas o caso está agora com Gilmar Mendes, que tem o poder de decidir monocraticamente. Qualquer recurso contra a decisão que ele tomará ainda poderá ser submetida ao plenário do STF. Enquanto não houver deliberação da Corte Suprema sobre o assunto, haverá insegurança jurídica quanto a qualquer votação com a presença dos suplentes.Segundo a assessoria do STF, a decisão de Gilmar Mendes, a depender do conteúdo, poderá ter impacto nas votações que contarem com os suplentes, na eventualidade de o presidente do Supremo considerar que a convocação foi ilegal. Nesse caso, as sessões poderão ser anuladas. De acordo com especialistas em direito constitucional consultados pelo Correio, há jurisprudência no STF segundo a qual parlamentares não podem ser afastados por liminar. Mas o caso é atípico.RenúnciaAs acusações contra Arruda envolvem diretamente os deputados afastados pela 7ª Vara de Fazenda Pública, uma vez que a denúncia é de que havia um esquema de pagamento desses distritais em troca de apoio na Câmara Legislativa. Em conversa interceptada pela Polícia Federal, com autorização do ministro Fernando Gonçalves, relator do caso no STJ, Arruda e o então chefe da Casa Civil, José Geraldo Maciel, falam de pagamentos feitos a deputados por meio do então assessor de imprensa do GDF, Omézio Pontes, e do conselheiro Domingos Lamoglia, do Tribunal de Contas do DF.Dessa forma, Gilmar Mendes poderá manter a liminar, cassá-la ou escolher um caminho alternativo. Considerar a suspeição dos distritais, afastando-os, mas sem convocar os suplentes. Assim, apenas 16 dos 24 deputados poderiam votar. Na verdade, com a renúncia de Leonardo Prudente, o deputado distrital que aparece em vídeos guardando dinheiro nas meias, 17 distritais estão aptos a votar. O suplente de Júnior Brunelli, que também renunciou, está impedido. É Geraldo Naves (DEM), que está preso preventivamente no Complexo Penitenciário da Papuda, sob a acusação de intermediar suborno ao jornalista Edson Sombra.
Lilian Tahan, do Correio BrazilienseOficialmente, está marcada para as 10h de hoje a votação em plenário do parecer da Comissão Especial que sugere a abertura do processo de impeachment contra o governador afastado e preso, José Roberto Arruda (sem partido). Mas, na prática, o julgamento na Câmara Legislativa só ocorrerá no fim da tarde, quando provavelmente já houver uma definição do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o pedido de habeas corpus em favor do chefe do Executivo detido preventivamente. A alteração atenderá a um dos quatro argumentos apresentados ontem pela defesa de Arruda na tentativa de adiar a votação do parecer do pedido de impeachment.A base para a defesa de Arruda questionar o cumprimento do rito processual na Câmara foi entregue de bandeja pelos distritais. A aprovação do parecer da Comissão Especial, que pede a abertura das ações de impeachment contra Arruda, ocorreu na sexta-feira da semana passada. Segunda-feira, o relatório foi lido em plenário. A votação em plenário com a convocação de todos os distritais ocorreria um dia depois. Mas acabou adiada para o cumprimento de uma etapa prevista no regimento. A que prevê o prazo de 48 horas entre a publicação no Diário Oficial da Câmara e o julgamento.Para que fosse votado às 10h de hoje como assegurado pelo presidente da Câmara Legislativa, Cabo Patrício (PT), na tarde de ontem, o conteúdo do parecer elaborado por Chico Leite (PT) teria de ter sido publicado na manhã de terça-feira. Mas por um vacilo dos distritais isso não ocorreu. A publicação oficial só circulou no fim da tarde daquele dia. Com o atraso, as 48 horas só serão completadas a partir das 17h30 de hoje. Horário que deve coincidir com a votação do pedido de habeas corpus no plenário do STF.É conveniente para os distritais, especialmente para aqueles que formavam a antiga base de apoio a Arruda, saber qual o posicionamento do Supremo antes de prosseguir o julgamento político do governador preso. Nos bastidores há quem aposte que parte dos deputados se sentirá mais à vontade para votar pelo impeachment se o chefe do Executivo continuar preso. A pressão para adiar ou mesmo reverter a tendência de cassação será maior com Arruda solto, como avaliam os distritais.HorárioA hora permitida para o início da votação, no entanto, é apenas um dos argumentos levantados pela defesa de Arruda, que apresentará outras três justificativas para a suspensão do julgamento: a situação dos oito suplentes convocados pela Justiça, que está em fase de recurso no Supremo; o alegado cerceamento de defesa, já que Arruda encontra-se preso; e a publicação do inteiro teor do Inquérito nº 650, base para o pedido de cassação. Os quatro pontos serão debatidos e votados na sessão de hoje como preliminares, ou seja, antes da análise do impeachment.De acordo com o relator do caso na Câmara, o petista Chico Leite, o único questionamento para o qual não há resposta é o que reclama o prazo das 48 horas. “Todos os demais temos como responder com embasamento jurídico. Quanto ao horário previsto no regimento, esse terá de ser respeitado”, adiantou o deputado, que acredita na votação ainda hoje do processo. Se isso de fato ocorrer, a tendência é de unanimidade pelo andamento do processo de impeachment contra Arruda.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se licenciar do cargo, em agosto e setembro, para participar da campanha de Dilma Rousseff à Presidência. A informação é de Ilimar Franco, da coluna Panorama Político, do jornal O Globo. De acordo com o colunista, com o pedido de licença o presidente Lula quer evitar problemas com a Justiça Eleitoral e se dedicar à tarefa de eleger o seu sucessor. Durante o período de licença, o cargo deverá ser exercido pelo presidente do Senado, José Sarney. O vice José Alencar e o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), deverão ser candidatos e não poderiam assumir o cargo.
O PT tem pronta a composição de sua nova chapa para a eleição em São Paulo, enquanto aguarda para enterrar definitivamente o projeto de lançar o deputado Ciro Gomes (PSB) ao Palácio dos Bandeirantes. Quase certo de que Ciro vai recusar o convite para sair candidato no maior colégio eleitoral do País, o partido bateu o martelo no nome do senador Aloizio Mercadante (SP) para disputar o governo paulista. Já a candidata ao Senado será a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy.A estratégia será estampada nas próximas inserções estaduais a que o PT tem direito no rádio e na televisão. Marta e Mercadante vão dividir com Lula e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, os vídeos que vão ao ar nos dias 12,15,17 e 19 deste mês.A chapa foi chancelada durante a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Montevidéu, no início desta semana, para a posse do novo presidente uruguaio José Mujica. A convite de Lula, Mercadante foi o único parlamentar a integrar a comitiva. O objetivo era arrematar o trabalho de convencimento para que ele aceite abrir mão de disputar mais um mandato no Senado. Dias antes, a ideia de levar de imediato a nova chapa para a televisão havia passado pelo crivo da Direção Nacional do PT e do marqueteiro João Santana.Desde que retornou da viagem ao Uruguai, Mercadante evitou exposição, depois de ter sido submetido a uma cirurgia na próstata. Marta, por sua vez, mantém o discurso de que aceita a tarefa que lhe for designada. "Estou à disposição para ocupar a posição que o partido achar mais conveniente", afirmou a ex-prefeita, dizendo não enxergar possibilidade de disputa na formação da chapa. "As coisas estão acontecendo com muita tranquilidade.""Foi uma decisão do PT de São Paulo colocar o presidente Lula e a ministra Dilma ao lado de nossos principais nomes no Estado, Marta e Mercadante", emendou o presidente estadual do PT, Edinho Silva, que desviou do viés eleitoral do programa, alegando que o plano é mostrar avanços do governo Lula.ESPERACiro ainda não deu uma resposta definitiva ao convite que recebeu de Lula para abandonar a corrida presidencial e se lançar candidato em São Paulo. Ainda assim, o comando petista acredita que já não pode mais adiar os preparativos para a corrida estadual. Avalia, por exemplo, que a definição da chapa ajudará a manter a base do governo Lula unida em São Paulo. Diante da demora de Ciro, siglas como o PDT já ameaçam se retirar do bloco.Caso Ciro surpreenda e anuncie que tem interesse no Palácio dos Bandeirantes, líderes petistas avaliam que o esforço para promover Mercadante e Marta não será perdido. Afinal, os dois poderão aproveitar a exposição em suas campanhas para outros cargos. Nesse caso, Mercadante tem a reeleição como destino certo. Já Marta deve tentar ficar com a segunda vaga ao Senado ou embarcará em uma candidatura a deputada. Informações do Estadão.