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Brasília, de Junho de 2008. Ano: 4
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LUZIÂNIA
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Fechada aliança com apoio de Roriz
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Fechada a aliança em Luziânia (GO). Com apoio do ex-governador do DF, Joaquim Roriz, o atual prefeito Célio Silveira (PSDB) é candidato à reeleição, tendo como vice o peemedebista Eliseu Melo (PMDB), irmão do deputado federal Marcelo Melo (PMDB). A chapa terá o apoio de 12 partidos. inclundo o PT, PT do B, PMN, PTB. A chapa conta ainda com o apoio do senador tucano Marconi Perillo e do governador do DF, José Roberto Arruda.
O ex-diretor do Detran e aliado de Roriz, Edmar Braz, desistiu da disputa. Arrependido, ainda tentou pleitear a vice, mas já era tarde. Durante a convenção do PMDB, surgiu uma pesquisa em que o atual prefeito tucano aparecia com 66% das intenções de voto. Foi um verdadeiro banho de água fria nos peemdebistas que defendiam uma candidatura própria.
Caso consiga ser reeleito, Célio Silveira terá aberto o caminho para tentar ser o vice de Marconi Perillo na disputa pelo governo de Goiás em 2010.
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Carlos Honorato
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30/06/2008 21:00:47
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Líderes vão discutir votações até início do recesso
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Depois de uma semana de recesso branco, o Senado retoma as votações em plenário. Com esse objetivo, foi convocada para esta terça-feira uma reunião de líderes, que vai discutir a pauta de votações até o recesso parlamentar, que começa em 17 de julho. A reunião de líderes está marcada para as 14h. O primeiro item da pauta é o projeto de lei conhecido como Projeto dos Sacoleiros, que institui o RTU (Regime de Tributação Unificada) na importação de mercadorias provenientes do Paraguai.
Também aguarda votação no plenário do Senado o projeto que cria a secretaria de Assuntos Especiais da Presidência da República, que tem como ministro o filósofo Mangabeira Unger. Em outubro do ano passado, depois de um embate no plenário do Senado, a oposição conseguiu derrubar a medida provisória que criava a Secretaria de Planejamento de Ações de Longo Prazo, que estava sob o comando de Mangabeira. A partir daí, tramitou no Congresso um projeto de lei mudando o nome da secretaria e mantendo Unger no posto.
Os senadores também podem analisar dois projetos que alteram o regimento interno do Senado. O primeiro, acaba com o voto secreto parlamentar. Se aprovado, votações, como as de perda de mandato de parlamentar, passarão a ser abertas. O segundo determina a análise de vetos presidenciais em separado pela Câmara e pelo Senado. Atualmente, os vetos são analisados em sessão conjunta do Congresso Nacional, com a presença das duas Casas Legislativas.Os senadores ainda têm pela frente projetos considerados polêmicos, como o que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos de idade. Há até um projeto que permite a responsabilização criminal de adolescentes entre 16 e 18 anos, que cometam crimes considerados hediondos. Para isso, será necessário um laudo técnico atestando que o adolescente tem plenas condições de entender o caráter ilícito do crime cometido.
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Carlos Honorato
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30/06/2008 20:17:19
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Sardenberg fica na Anatel até 2010
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O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ronaldo Sardemberg, vai continuar no cargo até novembro de 2010. Ele foi nomeado presidente da agência em julho de 2007, com mandato de um ano, e teve seu nome mantido no cargo por um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicado na edição de hoje do Diário Oficial da União (DOU).
Sardenberg foi ministro da Ciência e Tecnologia de 1999 a 2002, depois de ter chefiado a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, de 1995 a 1998. Na carreira diplomática, atuou como embaixador do Brasil em Moscou e em Madri, de 1985 a 1990. Foi ainda representante permanente do Brasil junto à Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, de 1990 a 1994 e de 2003 a 2007.
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Da Redação
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30/06/2008 20:04:19
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Lambança municipal
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Pelo menos 89 dos 709 vereadores de capitais estão com problemas na Justiça ou foram punidos por Tribunais de Contas. De acordo com o levantamento do site "Excelências", da ONG Transparência Brasil, o número corresponde a 13% do total. Mas ele pode ser maior, já que em Tribunais de Contas e Tribunais de Justiça de alguns estados não é possível ter acesso, pela internet, a informações sobre processos.
Apesar da dificuldade para se ter acesso à informações na maioria das Câmaras municipais, o projeto Excelências vai monitorar o comportamento de seus ocupantes. São mais de 2,2 mil parlamentares brasileiros constantes no site. Além dos mais de 700 vereadores, o projeto reúne informações sobre todos os deputados estaduais, senadores e deputados federais.
Muitos desses parlamentares serão candidatos em outubro, por isso é importante que o eleitor recolha informações sobre esses políticos, para conhecer melhor quem pedirá seu voto. No projeto Excelências, cada parlamentar tem uma ficha, onde há dados como processos na Justiça, citações em matérias jornalísticas sobre corrupção e perfil do financiamento eleitoral.
As Câmaras municipais de Goiânia, onde 32% dos vereadores são réus ou foram punidos por Tribunais de Contas, e Porto Velho (25%) são as que contam com a maior parcela de vereadores com problemas na Justiça. Em seguida vêm São Paulo, João Pessoa e Manaus. Nessas três cidades, 24% dos vereadores têm a ficha suja.
Outras três Câmaras de capitais contam com ao menos 15% de seus integrantes nessa categoria: Belém, Palmas e Boa Vista. Onze Câmaras têm menos de 10% de seus integrantes com problemas na Justiça. Porém, em quatro desses locais (Macapá, Teresina, Aracaju e Maceió), é dificultado o acesso ao respectivo Tribunal de Justiça ou Tribunal de Contas. Portanto, o número de ocorrências pode ser maior no caso dos vereadores destas cidades. Informações do Correio Braziliense
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Da Redação
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30/06/2008 19:59:01
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RIO DE JANEIRO
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DEM desiste de apoiar Rosinha em Campos
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A Direção Nacional do DEM decidiu nesta segunda-feira (30/06) intervir no diretório municipal de Campos dos Goytacazes, no norte do Rio, reduto político dos ex-governadores Rosinha e Anthony Garotinho (PMDB), e anular a pré-convenção que indicou o médico e empresário Paulo Hirano (DEM) como candidato a vice-prefeito na chapa do PMDB. A coligação é encabeçada por Rosinha. Com a decisão da ex-governadora do Rio de concorrer à prefeitura de Campos, a disputa pela vaga de candidato a vice-prefeito na chapa pôs em campos opostos Anthony Garotinho e o irmão dele, o vereador Nelson Nahim (PMDB).
Na tentativa de ampliar o arco de alianças em torno de Rosinha, o ex-governador do Rio trocou Nahim por Hirano na vaga. O vereador do PMDB de Campos dos Goytacazes saiu criticando o irmão e não compareceu ao lançamento da candidatura da cunhada, neste domingo. A decisão também não agradou ao prefeito da capital fluminense, Cesar Maia (DEM), principal adversário político do casal. Com a intervenção, segundo Maia, o partido indicará o candidato a vice na chapa do deputado Arnaldo Vianna (PDT), desafeto e principal adversário dos Garotinhos na cidade, que teve a candidatura lançada nesta tarde.
Nahim era pré-candidato a prefeito pelo PMDB até que o ex-governador resolveu lançar Rosinha, como fizera com sucesso em 2002 ao governo do Rio. No desterro desde que ela deixou o governo do Estado, Garotinho quer reconquistar a prefeitura de Campos, que dirigiu duas vezes antes de se tornar governador, em 1999. O município é o maior colégio eleitoral do interior fluminense. Agora, o cargo é ainda mais atraente, uma vez que Campos teve o cofre vitaminado por royalties do petróleo que fizeram o orçamento anual passar de R$ 1 bilhão.
Para fazer o irmão desistir da candidatura em favor da ex-governadora, Garotinho havia prometido a ele a vaga de vice-prefeito. Com a troca por Hirano, Nahim faltou à convenção que lançou Rosinha ontem e acusou o irmão de "traição" numa rádio local. "Sou um homem de palavra. Para mim, palavra vale mais do que papel", queixou-se Nahim, informando que pretende abandonar a política. O ex-governador não comentou o assunto. Da AE.
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Da Redação
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30/06/2008 19:48:40
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TCU suspende licitação do Banco Central
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O Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu, por medida cautelar, licitação do Banco Central do Brasil (BC) para registro de preços para compra de solução de rede local sem fio (WLAN). O TCU aceitou a representação de empresa que teve as condições de habilitação aceitas pelo Bacen e foi posteriormente desabilitada por não possuir comprovante de solidariedade com o fabricante.
A exigência que desabilitou a empresa, apesar de constar no edital do pregão eletrônico promovido pelo Bacen, é indevida e desaprovada pelo TCU. A licitação ficará suspensa até que o tribunal decida sobre a questão. O TCU solicitou que o pregoeiro responsável apresente as justificativas para tal exigência no prazo de 15 dias. O ministro Valmir Campelo é o relator do processo.
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Carlos Honorato
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30/06/2008 18:44:39
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Distrito Federal
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Arruda e Roriz para 2010
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A anunciada entrada do ex-ministro do Esporte Agnelo Queiroz no PT já começou a provocar problemas. A aliança entre o PMDB e o PT na cidade de Luziânia, terra do ex-governador Joaquim Roriz, melou. Alguns peemedebistas já vislumbram dificuldades até mesmo de uma possível aliança em 2010. Já existem até os que acreditam que o movimento aproximou Joaquim Roriz do governador José Roberto Arruda. Os mais apressados até imaginam uma chapa tendo Roriz e Arruda para 2010, tida como imbatível.
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Carlos Honorato
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30/06/2008 18:20:36
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DISTRITO FEDERAL
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Emivaldo Silva está na UTI do Hospital Brasília
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O famoso colunista social Emivaldo Silva está internado na UTI do Hospital Brasília. As primeiras notícias dão conta de que ele teria sofrido um AVC e que a situação é grave. Até o final da tarde o hospital deverá divulgar um boletim médico sobre a real situação do colunista. Emivaldo Silva tem coluna no Jornal de Brasília e em várias outras publicações.
O acidente vascular cerebral, o AVC, é provocado pela interrupção do fluxo sangüíneo, em determinada parte do cérebro, resulta em súbita lesão da mesma, ocasionando o conjunto de sintomas que caracterizam o "derrame". é freqüente o uso de outros nomes, tais como: choque, apoplexia, espasmo cerebral, trombose cerebral e acidente vascular cerebral.
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Carlos Honorato
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30/06/2008 17:08:51
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Intimação e depoimento
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Carlos Velloso reclama da PF para presidente do Supremo
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O ministro aposentado Carlos Velloso, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, enviou na sexta-feira (27/6) mensagem ao atual ocupante do cargo, ministro Gilmar Mendes, no qual detalha as circunstâncias sobre a intimação que recebeu para prestar depoimento como testemunha à Polícia Federal, em Belo Horizonte.
Na sexta, Velloso foi ouvido pelo delegado Mário Alexandre Veloso Aguiar, coordenador do inquérito da Operação Pasárgada, que investiga supostos desvios de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
Como já adiantou ao site Consultor Jurídico (Clique aqui para ler), Velloso diz acreditar em retaliação na intimação da PF. Ele foi intimado porque teria concedido, segundo as investigações, decisão favorável ao prefeito da cidade de Timóteo (MG), Geraldo Nascimento (PT).
Na mensagem, o ministro afirma que esteve com o prefeito de Timóteo (MG) na qualidade de advogado consultado, e que não aceitou a causa proposta porque estava no período de quarentena do TSE. A decisão teria sido concedida no segundo semestre de 2007. O ministro esclarece que se aposentou em 2006. Logo, seria impossível ele ter dado a liminar.
A informação, no entanto, foi divulgada por uma rádio. “Por que mandaram essa notícia à imprensa? Eu havia combinado com o delegado prestar meu depoimento, com os esclarecimentos necessários, na tarde de hoje. Por que alguém se adiantou? É incompreensível a razão dessa divulgação incorreta”, afirma na mensagem.
Ele acredita em retaliação por causa de seus pronunciamentos sobre as prisões de advogados. “Tenho verberado contra as invasões de escritórios de advocacia, sugerindo inclusive à Ordem dos Advogados do Brasil que processe as autoridades que se conduzirem com abuso de poder. Não posso admitir que, por estar defendendo prerrogativas dos advogados, eu seja alvo de retaliações. Não as temo. Não as aceito”, diz a nota.
Ele também reclamou dos termos usados pela PF na intimação, que tinha tom ameaçador. Como ex-presidente do Supremo, Velloso tem a prerrogativa de marcar dia, hora e local para o depoimento. Depois de comunicar o fato a Gilmar Mendes, ele marcou o depoimento para a tarde da mesma sexta no Centro Jurídico Brasileiro.
Velloso afirma que adotará outra atitude a partir de agora. “Vou pensar como agir. Claro que não vou deixar esse episódio passar em branco, pois se trata de uma tentativa de arranhar a minha imagem, construída, como disse, durante longos anos.”
A operação
O grupo investigado na Operação Pasárgada é acusado de desviar recursos do Fundo de Participação dos Municípios. O prejuízo pode ter ultrapassado R$ 200 milhões, segundo a PF. A operação foi feita em abril e prendeu mais de 50 pessoas, entre prefeitos, advogados, procuradores e um juiz. Foram apreendidos dois aviões, 36 automóveis de luxo, duas motocicletas, cerca de R$ 1,3 milhão e US$ 20 mil.
Em junho, a PF deflagrou a segunda fase da operação, denominada De Volta pra Pasárgada. Na ocasião, o ex-prefeito de Juiz de Fora Carlos Alberto Bejani (PTB) foi preso novamente, depois de já ter sido detido na primeira fase da operação, e liberado, após decisão da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Após a segunda prisão, ele renunciou ao cargo.
Leia a íntegra da mensagem
Não pude aceitar os termos da intimação que me enviou a Polícia Federal, deixada em meu apartamento e recebida ontem à noite, quando cheguei a Belo Horizonte para participar do casamento de um sobrinho. O mandado de intimação, datado de 25 do corrente, marcava meu depoimento para o dia 27, sexta-feira, às 9 horas da manhã, na sede da Superintendência em Minas Gerais, com a advertência de que o meu não comparecimento, sem motivo justificado, poderia ser passível de condução coercitiva, caracterizando ocorrência de delitos de resistência (art. 329), desobediência (art. 330) e desacato (art. 331), todos do Código Penal. Não é desse modo, evidentemente, que a Polícia deve se dirigir a um ex-Presidente do Supremo Tribunal Federal e ex-Presidente do Tribunal Superior Eleitoral.
Comuniquei-me com o Presidente do STF, Ministro Gilmar Mendes, para dar-lhe ciência de que não me disporia, em defesa das Instituições que presidi, mesmo porque a lei me concede a prerrogativa de marcar dia, hora e local para o depoimento, a atender a tal e ameaçadora convocação. As medidas encetadas pelo Presidente da Corte Suprema foram eficientes, pois recebi, às 8 horas de hoje, comunicação do delegado, que polidamente se justificava e me indagava se pretendia receber um ofício marcando dia, hora e local por mim designados.
Decidi que o meu depoimento seria dado ainda hoje, no horário de 16 horas, mas no escritório do Centro Jurídico Brasileiro, em Belo Horizonte, que freqüento para receber pessoas e, muitas vezes, emitir pareceres.
Órgão expressivo de comunicação radiofônica divulgou, na parte da manhã, a notícia falsa de que eu havia concedido medida liminar a ex-prefeito envolvido e preso na chamada operação ‘Pasárgada’. Quando essa liminar foi concedida, em fins de 2007, eu me encontrava aposentado desde 19 de janeiro de 2006. Vejam como tais informações são maliciosas e podem tisnar a imagem das pessoas. Estou demonstrando que essa notícia não é verdadeira, pois não poderia conceder liminar um magistrado que se encontrava aposentado. Por que mandaram essa notícia à imprensa? Eu havia combinado com o delegado prestar meu depoimento, com os esclarecimentos necessários, na tarde de hoje. Por que alguém se adiantou? É incompreensível a razão dessa divulgação incorreta.
Respondo à indagação de um repórter, se estaria existindo uma retaliação contra meus últimos pronunciamentos sobre prisões espetaculares de advogados — presos e algemados — e de outros cidadãos suspeitos, aprisionados por cinco dias para deporem, prorrogáveis por outros cinco dias, nas operações policiais que recebem nomes, aparatos e convocações de centenas de agentes. Tenho verberado contra as invasões de escritórios de advocacia, sugerindo inclusive à Ordem dos Advogados do Brasil que processe as autoridades que se conduzirem com abuso de poder. Não posso admitir que, por estar defendendo prerrogativas dos advogados, eu seja alvo de retaliações. Não as temo. Não as aceito.
Tenho quarenta anos de exercício, límpido e digno, na magistratura brasileira, e cinqüenta e um anos de serviço público. Voltei ao exercício da advocacia para continuar a servir ao Direito e à Justiça.
Respondo a outra indagação sobre qual atitude adotarei a partir de agora. Vou pensar como agir. Claro que não vou deixar esse episódio passar em branco, pois se trata de uma tentativa de arranhar a minha imagem, construída, como disse, durante longos anos. A dignidade é o exemplo que deixarei para a minha família e os meus amigos.
O tema principal foi mesmo a questão do prefeito de Timóteo. Esclareci que fui procurado por um grupo de pessoas – dentre as quais se incluía o prefeito – levado ao meu escritório pelo Deputado Virgílio Guimarães, com quem mantenho relações de amizade e de respeito. Após ouvir a exposição feita pelos advogados, disse a eles que não poderia aceitar o patrocínio da causa, porque mantenho quarentena de três anos a partir da aposentadoria no TSE. Disse-lhes que em Brasília há uma constelação de advogados especializados na área eleitoral, como os advogados Fernando Neves, Henrique Neves, Torquato Jardim e Sérgio Banhos, dentre outros, que poderiam cuidar do caso.
Eles se despediram e não tive notícia do caso.
Fiz questão de responder às perguntas que me foram formuladas, prestando meus esclarecimentos à Polícia Federal que poderá divulgá-los amplamente.
Brasília, 27 de junho de 2008.
Carlos Mário da Silva Velloso
Ministro aposentado do STF
Revista Consultor Jurídico, 30 de junho de 2008
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Da Redação
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30/06/2008 16:40:24
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PESQUISA CNI/Ibope
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Só 3% lembram de casos Varig e dossiê
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Com a aprovação de 58% do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, algumas das denúncias mais emblemáticas do ano, como a produção de um suposto dossiê pela Casa Civil com dados sigilosos da gestão Fernando Henrique Cardoso e a suspeita de tráfico de influência da ministra Dilma Rousseff no processo de venda da Varig e da Variglog, foram lembradas por 3% da população. Os dados foram divulgados hoje pela pesquisa CNI/Ibope."Isso tem a ver com a importância que as pessoas estão dando ao assunto. Entre inflação e essas questões, o que mais afeta a vida das pessoas é a inflação", justificou Amauri Teixeira, representante da MCI Consultores.
"As questões econômicas impactam diretamente na vida das pessoas, mas eu não menosprezaria essas lembranças (dos casos dossiê e Varig). Nas questões de natureza política, que não afetam diretamente a vida das pessoas, o fato de ter uma lembrança de 3 pontos percentuais não é tão desprezível assim", destacou o diretor de Relações Institucionais da CNI, Marco Antonio Guarita.
Apesar da baixa percepção da população sobre os dois temas, a Comissão de Ética Pública da Presidência analisa na tarde de hoje a eventual participação da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, na produção do suposto dossiê e na articulação para a venda da Varig e da Variglog. O colegiado não tem função punitiva, mas pode sugerir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sanções à ministra, que vão de advertências até a exoneração dela.
Na pesquisa espontânea do CNI/Ibope, em que o entrevistado deveria apontar duas opções, o noticiário mais recordado foi o episódio da Providência, com 15%, seguido de temas econômicos, como a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS), com 9%, a alta da inflação, com 8%, e o aumento da taxa de juros, com 7%. A pesquisa CNI/Ibope foi realizada entre os dias 20 a 23 de junho, com 2002 eleitores em 141 municípios situados nas cinco regiões do País. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais. As informações são de Laryssa Borges, do Terra
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Carlos Honorato
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30/06/2008 15:52:07
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PESQUISA CNI/Ibope
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Avaliação do governo Lula segue estável
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Segundo pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta segunda-feira, o governo Lula segue com um índice de aprovação estável. Nesta pesquisa, 58% dos entrevistados avaliaram o governo Lula como ótimo ou bom. Para 29%, o governo é apenas regular. E 12% consideram o governo ruim ou péssimo.
No último levantamento, divulgado em março deste ano, o número de entrevistados que avaliou o governo como ótimo ou bom foi o mesmo: 58%. O conceito regular foi dado por 30% dos entrevistados, e 11% avaliaram como ruim ou péssimo.
Há três meses, o levantamento mostrou que 73% dos entrevistados aprovavam a performance do governo Lula. Hoje, este percentual é de 72%. Segundo a pesquisa, a avaliação pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva permanece inalterada. Em uma escala de 1 a 10, as pessoas mantiveram a nota 7 para o presidente.
O índice de confiança no presidente Lula se manteve estável em 68%. Afirmaram não confiar em Lula 29% dos entrevistados. A pesquisa ouviu 2002 pessoas entre os dias 20 e 23 de junho, em 141 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
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Carlos Honorato
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30/06/2008 15:45:49
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Polícia prende 296 motoristas por embriaguez em 10 dias
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A Polícia Rodoviária Federal prendeu 296 motoristas e multou outros 369 nos primeiros 10 dias de vigor da nova "lei seca". Apenas neste fim de semana, 189 pessoas foram presas na Operação Grau Zero, que começou às 21h de sexta-feira e terminou às 6h de domingo. Foi a primeira operação nacional contra motoristas embriagados nas rodovias do país desde o início da nova lei. Minas Gerais foi o estado com o maior número de prisões, 34 no total.
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Da Redação
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30/06/2008 15:42:05
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Impasse em Luziânia. Edmar Braz não será candidato
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Está acontecendo uma grande reviravolta para a escolha de candidatos na cidade goiana de Luziânia. O ex-diretor do Detran-DF e aliado do ex-governador do DF, Joaquim Roriz, Edmar Braz não deve mais ser candidato a prefeito. Ainda não se pode falar no que irá acontecer. Até o final da tarde daremos mais informações.
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Carlos Honorato
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30/06/2008 15:37:27
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RIO DE JANEIRO
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Cesar parte para o ataque
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Durante convenção do DEM que oficializou a candidatura da deputada Solange Amaral à prefeitura do Rio, Cesar Maia fez mea-culpa e atacou o governador Sérgio Cabral. O prefeito admitiu ter falhado no atendimento à saúde e nos transportes. Ao mesmo tempo, criticou as viagens do governador ao exterior e disse que seu partido vai tentar anular a candidatura de Eduardo Paes (PMDB), o candidato de Sérgio Cabral.
“Nós acertamos e erramos. Fizemos chapa da área de saúde porque temos a humildade para saber que precisamos avançar nessa área, como na de transportes também”, declarou Cesar na quadra de escola de samba Arrastão de Cascadura, onde foi feita a convenção, referindo-se ao fato de Solange ser psicóloga e seu vice, Pedro Fernandes, dentista. Durante sua gestão, houve intervenção federal no setor de saúde e o atendimento hospitalar chegou ao caos. Este ano, epidemia de dengue foi considerada a pior dos últimos anos em termos de mortalidade.
A candidata prometeu retomar projetos não executados por Cesar, como o do Corredor T-5 (entre a Penha e a Barra) e o túnel da Grota Funda, e implantar uma gestão metropolitana na área de saúde. Ela recebeu o apoio do PTC e do PMN. Demonstrando estar pronto para a batalha política, Cesar atacou o governador por ter dado prioridade às viagens internacionais no início de seu governo. Para o prefeito, seria melhor concentrar esforços em “adquirir experiência administrativa”. Segundo ele, Cabral deveria, nesse período, ter enviado representantes nas missões ao estrangeiro.
“O tempo que você tem para adquirir experiência em leitura de processo e em execução orçamentária-financeira é o primeiro ano de governo. E ele jogou esse primeiro ano fora”, acusou. Conforme O DIA informou ontem, o governador já fez 15 viagens ao exterior em um ano e meio, o que levou o vice Luiz Fernando Pezão a assumir o Palácio Guanabara por quase 90 dias ao todo.
O prefeito disse que seu partido, o DEM, vai entrar na Justiça Eleitoral pedindo a anulação da candidatura de Eduardo Paes. Segundo ele,houve fraude no Diário Oficial para a exoneração do ex-secretário ser feita dentro do prazo legal. Paes, que recebeu ontem, na convenção do PP, em Irajá o apoio do partido, acusou Cesar de estar tentando ganhar no “tapetão” e não comentou a polêmica por sua exoneração. Já Cabral preferiu atacar a gestão do prefeito, que qualificou como “caótica”. “A cidade está vivendo uma crise, está agonizando com os problemas de violência, educação e saúde”, disse. Informações de O Dia
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Carlos Honorato
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30/06/2008 15:11:19
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1958 a 2008
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Homenagem aos heróis da conquista da primeira Copa do Mundo
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De pé - Djalma Santos, Zito, Belini, Nilton Santos, Orlando e Gilmar. Agachados - Garrincha, Didi, Pelé, Vavá, Zagalo e Mário Américo
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Carlos Honorato
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30/06/2008 10:48:28
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Revolução Russa de Stálin devorou Maiakóvski
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Euler Belém, do jornal Opção
A Editora Record lança, depois de longa demora, Maiakóvski — O Poeta da Revolução (559 páginas), do russo Aleksandr Mikhailov, com prefácio de Alexei Bueno e tradução esmerada de Zoia Prestes.
No prefácio, Bueno nota “a riqueza metafórica e rítmica da poesia de Vladímir Maiakóvski, sua mestria no uso de hipérboles, seu humor cáustico, seu virtuosismo no jogo de palavras”. Àquele leitor que não quer apenas saber os fatos da vida do poeta, que dizia detestar fofocas, recomendo três livros: Poemas, de Maiakóvski, com traduções de Boris Schnaiderman, Augusto e Haroldo de Campos, Poesia Russa Moderna, com traduções do mesmo trio, e Antologia Poética, de Maiakóvski, com tradução de E. Carrera Guerra.
Maiakóvski matou-se, aos 36 anos, em 1930, quando Stálin, senhor do poder, havia expurgado adversários de peso como Liev Trotski e enquadrava aqueles que pensavam diferentemente da ortodoxia do partido.
Por que Maiakóvski se matou, com um tiro no peito, se havia condenado o suicídio do poeta Sierguéi Iessiênin, em 1925? Mikhailov escreve, com pertinência: “A pessoa que deixa voluntariamente a vida leva consigo o mistério de sua decisão. Nenhuma explicação (inclusive as de Maiakóvski) penetra na essência real da atitude tomada. Elas somente entreabrem a cortina sobre o segredo, mas o próprio segredo permanece escondido atrás do final triste da vida. (...) Encontramos os motivos, mas o segredo permanece em segredo”.
Há dois pontos centrais. Primeiro, a Revolução que Maiakóvski havia colaborado para criar e formular saía dos eixos e trabalhava para enquadrar, cercar e subordinar a literatura, sugerindo que só a literatura proletária era literatura. O poeta tentou se enquadrar, fez poemas engajados-proletários, produziu cartazes revolucionários, mas sua criatividade, tida como excessiva e contagiante, chocava os comunistas retrógrados e não era entendida pelas massas. Escritores geniais como Maiakóvski têm seu estoque de ingenuidade política e acreditam que podem influenciar as revoluções e os políticos, sem perceberem que, adiante, as revoluções, como a Bolchevique, começam a devorar seus próprios filhos. O saturno comunista de Lênin e Stálin devastou escritores, matando-os, enviando-os para morrer no Gulag ou exilando-os. Maiakóvski avaliou, errado, que poderia se adaptar. Acabou rejeitado pela política da literatura proletária, mais proletária, em termos de qualidade, do que literatura.Chegaram a boicotar a encenação de sua peça teatral Os Banhos. O biógrafo Mikhailov diz: “...as circunstâncias de sua vida pessoal eram-lhe incontornáveis. Vivia em profundo estado de depressão e passava por uma crise de criação em face de confronto com o poder soviético, mesmo sem ainda ter a consciência do que seria no futuro, mas sentindo uma enorme pressão que privava a literatura do ar de liberdade”. Imagine, para um criador do porte de Maiakóvski, ter de produzir uma poesia de baixa qualidade, para ser compreendido pelas maiorias e aceito pela burocracia, que ele abominava. Essa burocracia medíocre não aceitava a sua sátira, seu modernismo.
Segundo, Maiakóvski nutria paixão por duas mulheres casadas — Lília Brik e, nos últimos anos, Verônica Vitoldovna Polonskaia, a Nora. Quis se casar com Nora, chegou a procurar um apartamento, mas sua depressão e certa violência, assustadora num gigante como ele, incomodavam a atriz, que o amava. Provavelmente, ao sentir que a Revolução não era o paraíso libertário que imaginara e que era infeliz no amor, roído pela depressão, Maiakóvski optou por matar-se. Tinha certa consciência de que o futuro o aguardava... para entendê-lo. Mas, depois de sua morte, quando não mais incomodava, Stálin o transformou no poeta da revolução e, numa carta a Iejov, escreveu: “Peço que dê atenção à carta de Lília Brik. Maiakóvski foi e continua sendo o melhor e mais talentoso poeta da época soviética. A indiferença com a sua obra é um crime”.
Só não entendo porque Zoia Prestes não acentua o nome Maiakóvski, se outros tradutores gabaritados, como Boris Schnaiderman, Augusto de Campos e Haroldo de Campos, acentuam. No caso de Stálin, também não acentuado, a filha de Luiz Carlos Prestes, ótima tradutora de Doutor Jivago, o romance-vingança de Boris Pasternak, segue o inglês, língua sem acentos. Em português, Stálin tem acento.
A Vladimir Maiakóvski
MARINA TZVIETÁIEVA
Acima das cruzes e dos topos, Arcanjo sólido, passo firme, Batizado a fumaça e a fogo — Salve, pelos séculos, Vladímir!
Ele é dois: a lei e a exceção, Ele é dois: cavalo e cavaleiro. Toma fôlego, cospe nas mãos: Resiste, triunfo carreteiro.
Escura altivez, soberba tosca, Tribuno dos prodígios da praça, Que trocou pela pedra mais fosca O diamante lavrado e sem jaça.
Saúdo-te, trovão pedregoso! Boceja, cumprimenta — e ligeiro Toma o timão, rema no teu vôo Áspero de arcanjo carreteiro.
(Poema de 1921) Tradução de Haroldo de Campos
O bilhete do suicida
Vladímir Maiakóvski matou-se no dia 14 de abril de 1930 e deixou um bilhete.
"A todos
"De minha morte não acusem ninguém, por favor, não façam fofocas. O defunto odiava isso.
"Mãe, irmãs e companheiros, me desculpem, este não é o melhor método (não recomendo a ninguém), mas não tenho saída.
"Lília, ame-me. "Ao governo: minha família são Lília Brik, minha mãe, minhas irmãs e Verônica Vitoldovna Polonskaia.
"Caso torne a vida delas suportável, obrigado.
"Os poemas inacabados entreguem aos Brik, eles saberão o que fazer.
´Como dizem:
caso encerrado, O barco do amor espatifou-se na rotina. Acertei as contas com a vida inútil a lista de dores, desgraças e mágoas mútuas.´
Felicidade para quem fica.
Vladímir Maiakóvski 12/IV/30
Não entendem nada
MAIAKÓVSKI
Entrei na barbearia e disse, sem espera: "Por gentileza, penteie-me as orelhas." O meloso barbeiro ficou cheio de abelhas, seu rosto se alongou com uma pêra. "Mentecapto! Palhaço!" — saltaram as palavras. Insultos relincharam pelo espaço, e l-o-o-o-o-ngamente ouviu-se o rinchavelho de uma cabeça que brotou por entre a gente como um rabanete velho.
(O poema é de 1913, quatro anos antes da Revolução Russa de 1917. Mas a burocracia soviética, que queria poemas úteis à causa, podia compreender a sátira de Maiakóvski? Não, certamente.)
Tradução de Augusto de Campo
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Carlos Honorato
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30/06/2008 09:31:14
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LUZIÂNIA, GOIÁS
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O efeito Célio Silveira na família Roriz
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Parece um passe de ilusionismo a "divisão" da família Roriz na eleição de Luziânia. Ninguém realmente sabe o que é verdadeiro e o que é jogo de cena. Toda essa correria foi provocada pelo rompimento da tradicional aliança PMDB/PSDB que mantinha os Roriz, de várias siglas, na base do prefeito Célio Silveira (PSDB).
Com a decisão do PMDB em lançar candidatura própria encabeçada por Edmar Braz, ex-auxiliar e amigo de Joaquim Roriz, o clima na família esquentou. Todos correram à casa de Joaquim, o Roriz mais ilustre e líder político, não só da família mas da região do Entorno, querendo saber quem ele iria apoiar. Roriz, raposa felpuda e matreira, nem sob tortura diz o nome do candidato de sua preferência. Todos sabem que ele, discretamente, articula enquadrar o PMDB de Luziânia e da região mantendo distância do PSDB. Esta estratégia faz parte de um plano engendrado pela executiva nacional do partido visando o grande embate de 2010, quando o PMDB quer chegar ao Congresso como o partido com a maior bancada e, portanto cacifado para um projeto maior de se ter um candidato a presidente. Além disso, isolar ou conquistar prefeituras importantes que estão sob a administração tucana em todo o País.
No plano regional, além de oxigenar o partido lançando candidatura em quase todos os municípios, o PMDB também quer chegar em 2010 com musculatura suficiente para entrar na disputa com chances reais de vencer.
Luziânia é uma cidade estratégica para os planos peemedebista, pois além da densidade eleitoral é a quinta no PIB de Goiás e a mais influente na região. Célio Silveira tem plena consciência de que será uma disputa acirrada e difícil e não tem medido esforço para minar estas pretensões. Célio tem como trunfo a boa avaliação dos eleitores, conforme as últimas pesquisas, e a adesão da maioria dos Roriz ao seu projeto político. Começando pelo seu vice, Hélio Roriz, vereador Beto Roriz (PP), Dedé Roriz e a ex-primeira dama Weslian Roriz, só para citar os mais representativos. Célio ainda conta o secretário de Administração e Finanças, Edson Braz de Queiroz, irmão de Edmar Braz. Para segurar ainda mais o apoio tanto dos Roriz como dos Braz, Célio vai se licenciar do cargo para que o vice, Hélio Roriz, assuma a Prefeitura de Luziânia.
Célio Silveira foi mais rápido na articulação para manter a família junto ao seu projeto político, mesmo que os adversários digam que os Roriz não têm tanto voto assim, eles representam um simbolismo de poder que em política vale muito.
Os aliados de Edmar Braz alegam que é bom Joaquim Roriz se manter distante da disputa em Luziânia. A participação dele, mesmo que discreta, na candidatura de Edmar pode gerar problemas com a ala petista do vice Didi Viana. Eles dizem que no município 50 por cento ama Roriz e a outra metade odeia. Informações do jornal Opção, Goiânia
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Da Redação
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30/06/2008 09:25:56
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GOIÂNIA
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Iris admite largar cargo
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Em meio aos discursos pregando a manutenção da aliança dos partidos que compõem a base de Iris até 2010, o prefeito de Goiânia admitiu ontem, em entrevista à imprensa, que, se reeleito, pode deixar a administração municipal antes de completar os quatro anos do mandato. O peemedebista já é cotado entre aliados como possível candidato ao governo do Estado em 2010.
“Hoje me encontro numa posição de instrumento nas mãos de meu povo. Sairei da Prefeitura se porventura uma circunstância qualquer impuser isso”, afirmou o prefeito Iris Rezende. “Mas só com a aprovação absoluta da vontade popular de Goiânia. Não estou a serviço de sigla política, mas da comunidade”, ressaltou. A declaração contraria a própria postura do prefeito, que sempre relutou em admitir a possibilidade de deixar o Paço Municipal antes de encerrar o mandato.
Lideranças petistas foram enfáticas ao dizer ontem que a aliança com o PMDB não deve se restringir apenas às eleições municipais. “Nossa aliança é a médio e longo prazo. Vamos trabalhar dentro do projeto político que tem à frente o presidente Lula”, afirmou Paulo Garcia.
Em seu discurso, o presidente regional do PT, Valdi Camárcio, seguiu o mesmo tom. “Temos todas as condições de fazer em 2010 uma aliança histórica e manter um projeto mais longo, que vá ainda além de 2010”, afirmou o petista. Informações de O Popular.
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Da Redação
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30/06/2008 09:17:36
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A dor de cabeça do governo Arruda
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Wilson Silvestre, do jornal Opção
A integração administrativa de um governo quase sempre envolve escolhas difíceis e rupturas com o passado, mesmo que isso represente enormes obstáculos no futuro. Algo semelhante está acontecendo com o governo de José Roberto Arruda (DEM), não com uma proporção de catástrofe, mas como sinal de que o governo está "batendo cabeça", diferente daquilo que se imaginava ao desmontar "a máquina rorizista" demitindo, numa canetada só, 14 mil cargos comissionados, 11 mil só no Instituto Candango de Solidariedade (ICS).
Mesmo dando "um choque de gestão" e tentando dar agilidade administrativa ao governo, no campo político, verdadeiro desafio para quem deseja se manter no topo do podium da aprovação popular, Arruda começa a perder fôlego. Mesmo que pesquisas recentes apontem números animadores. Talvez isso seja a causa principal do baixo humor de Arruda, que atualmente vem sendo afetado pela "encefalia” de governo".
Começando pela sua base de sustentação na Câmara Legislativa do Distrito Federal, onde tem maioria folgada, mas não se vê nenhum deputado "vendendo a alma para defender o governo". Tudo bem, todo legislativo no País é complacente e manso como cordeiro com quem tem o poder da caneta, principalmente quando vota matérias de interesse do executivo. Estes mesmo senhores se transformam em lobos à noite, criticando o modo Arruda de governar. Os mais recentes tropeços nos pedregulhos de denúncias que começam a pipocar nos vários quadrantes do governo certamente ajudam a alimentar esta rede de futricas conspiratória. Leia mais no jornal Opção.
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Da Redação
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30/06/2008 09:08:04
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BARRADOS NO CONGRESSO
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Campanha do programa 'CQC' reúne mais de 200 mil assinaturas
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Já está com 223 mil e 284 assinaturas (até às 21h30 de domingo) a campanha virtual ‘CQC no Congresso’, organizada pela equipe do programa da Band para lutar pelo direito de fazer reportagens no Congresso Nacional. Se a trupe de Marcelos Tas, que dobrou a audiência da emissora nas noites de segunda-feira, ganha fãs em todo o Brasil desde sua estréia em março, o mesmo não se pode dizer da Câmara dos Deputados, onde os jornalistas foram considerados ‘persona non grata’.
A trupe foi descredenciada para entrar na casa depois de ter gravado com os deputados em março. Na reportagem que foi ao ar, o repórter Danilo Gentilli fazia um tour pela Câmara e ironizava a ausência de alguns deputados em seus escritórios no horário de trabalho. A justificativa para não liberar o credenciamento do ‘CQC’ se baseou na proibição de utilizar espaços públicos para a gravação de programas não-jornalísticos.
“O nome disso é censura. E existe um comitê na Câmara para decidir o que é jornalismo? Afinal, cabe a um deputado ou a Associação Brasileira de Imprensa dizer o que é humor e o que é jornalismo? Estamos vivendo momento grave. Censuraram a ‘Folha de São Paulo’ por entrevistar a Marta Suplicy, o ‘Jornal da Tarde’ foi impedido de publicar reportagem sobre Conselho Regional de Medicina”, vocifera Danilo, que destaca o caráter dúbio da decisão porque o programa já foi credenciado para viajar com a comitiva do presidente Lula.
“O político tem um discurso pronto e fica com medo de perguntas irreverentes. Se não nos querem lá, é porque têm algo a esconder. O programa dá uma oxigenada na cobertura política. E se formos humoristas? Quer dizer que o Tom Cavalcante não pode entrar no Congresso, na casa do povo?”, questiona Marcelo Tas. De fato, a proibição é estendida a outros humoristas. Cid Queiroz, responsável pela Assessoria de Imprensa da Câmara dos Deputados, explica que produtores da ‘Praça É Nossa’, do SBT, e do quadro ‘Central de Boatos’, do ‘Fantástico’, pediram credenciamento e tiveram um não como resposta.
“O Congresso não é locação de cinema e teatro. Tudo que é gravado aqui, que não é jornalismo, precisa ter um roteiro para vermos se não afeta a imagem da casa. É assim em qualquer lugar”, diz ele, acrescentando que a passagem do ‘CQC’ pelo Congresso provocou mal-estar. “Eles foram muito descorteses com os deputados, entraram sem permissão nos gabinetes. E perguntas sobre o mensalão já são feitas aqui”, avalia. A disputa pode parar nos tribunais. Marcelo Tas garante ter recebido propostas de grandes escritórios de advocacia. “O nome do programa é ‘custe o que custar’ e vamos lutar por nosso direito”. Informações de O Dia
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Da Redação
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em
30/06/2008 09:04:01
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