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Brasília, de Maio de 2010. Ano: 6
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ELEIÇÕES 2010 - DISTRITO FEDERAL
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PSDB define futuro
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A polêmica aliança entre o PSDB e o PSC, do ex-governador Joaquim Roriz, poderá ser definida amanhã, durante uma reunião entre o presidente regional tucano, Márcio Machado, e o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra. Ninguém aposta num possível desfecho, mas a conversa será no sentido de definir qual caminho os tucanos deverão tomar no DF.
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Da Redação
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31/05/2010 17:02:21
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ELEIÇÕES 2010 - GOIÁS
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Serpes mostra Marconi com 4,4 pontos de vantagem sobre Iris
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Carlos Eduardo Reche, de O Popular
O senador Marconi Perillo (PSDB) aumentou para 4,4 pontos porcentuais a vantagem sobre o ex-prefeito Iris Rezende (PMDB) na corrida pelo governo estadual, mostra a última rodada da pesquisa Serpes/O POPULAR, realizada entre os dias 22 e 27 de maio. O tucano aparece com 45% das intenções de votos, diante de 40,6% do ex-prefeito de Goiânia. Na rodada anterior, publicada em 15 de abril, Marconi aparecia com 43,7% e Iris, com 39,9% das intenções.
O candidato do PR, Vanderlan Cardoso, ex-prefeito de Senador Canedo, aparece com 4,4% das intenções de voto na rodada atual, diante de 3,7% registrados na pesquisa anterior. Nas últimas posições aparecem Ênio Tatico (PRP), com 1,3% das menções, Washington Fraga (PSOL), com 0,9%, e Santana Pires (PRTB), que na semana passada retirou a pré-candidatura, com 0,6%.
O Serpes ouviu 1.001 eleitores em todas as regiões do Estado. A margem de erro da pesquisa é de 3,1 pontos porcentuais, para mais ou para menos. Os eleitores que afirmam que votariam em branco ou nulo eram 4,4% e agora somam 2,4%. Na rodada anterior, 7,2% dos eleitores se diziam indecisos, índice que caiu para 4,9% dos entrevistados na pesquisa atual.
Variações
Tanto Marconi quanto Iris cresceram dentro da margem de erro, mas a distância entre os dois, que na rodada anterior era de 3,8 pontos porcentuais, está agora em 4,4 pontos. Apesar disso, o índice alcançado pelo tucano não é suficiente para uma vitória no primeiro turno (3 de outubro), já que, para isso, ele teria de ter mais intenções de voto do que as de todos os seus adversários somadas. Assim, os números indicam que a disputa pelo Palácio das Esmeraldas continua polarizada entre o tucano e o peemedebista. Ambos já foram governadores por duas vezes e está será a segunda vez que se enfrentam. A primeira foi em 1998, quando Marconi, então deputado federal, derrotou o à época senador peemedebista.
O crescimento de Vanderlan, de 0,7 ponto porcentual, também se deu dentro da margem de erro. O pré-candidato do PR é apoiado pelo governador Alcides Rodrigues (PP). O pepista se elegeu em 2006 com o apoio de Marconi, então candidato ao Senado, mas PSDB e PP romperam após as eleições e, no final de março, Alcides lançou Vanderlan.
Na divisão da pesquisa por sexo, faixa etária e nível de escolaridade, Marconi está mais bem posicionado entre as eleitoras (52,1% das intenções, diante de 37,6% entre os eleitores do sexo masculino) e com ensino médio (49,8%). Nas faixas de idade, as intenções de voto do tucano têm poucas variações: vão de 43,8% entre os entrevistados com 60 anos de idade ou mais e chegam a 45,5% entre os eleitores que têm entre 35 e 44 anos de idade.
No caso de Iris Rezende, a recepção é maior entre o eleitorado do sexo masculino (48,4% a 33,1%) e com menor nível de instrução (44,2% entre os que têm ensino fundamental). O desempenho do pré-candidato peemedebista também é melhor entre os eleitores mais velhos. Ele têm 43% das intenções entre os eleitores com 60 anos ou mais e 43,2% entre aqueles de 45 a 59 anos de idade.
Disputa acirrada no 2º turno
A disputa entre o senador Marconi Perillo (PSDB) e o ex-prefeito Iris Rezende (PMDB) também é acirrada na simulação de segundo turno entre os dois pré-candidatos, mostra a última rodada da pesquisa Serpes/O POPULAR, realizada entre os dias 22 e 27de maio. Segundo os números, o tucano venceria o peemedebista, mas com vantagem ainda menor que a da simulação do 1º turno: 48,3% a 44,4% das intenções, diferença de 3,9 pontos porcentuais.
Os eleitores que disseram indecisos somam 4,4% e os que afirmaram que votariam em branco ou nulo, 3%. A margem de erro da pesquisa, que entrevistou 1.001 eleitores, é de 3,1 pontos porcentuais, para mais ou para menos.
Na divisão da pesquisa por regiões, Iris vence Marconi em Goiânia (55,7% a 37,6%), no Centro (53,3% a 41,9%) e no Norte do Estado (50,5% a 43,6%). Já o tucano ganha do peemedebista nas outras quatro regiões. São elas o Entorno do Distrito Federal (57,4% a 25,4%), na Região Sul (60% a 38,2%), no Sudoeste (58,2% a 35,5%) e no Noroeste de Goiás (51,2% a 42,5% das intenções).
Vanderlan
Iris venceria a eleição se a disputa de segundo turno fosse contra Vanderlan Cardoso (PR). O ex-prefeito de Goiânia obtém 69,2% das intenções, diante de 14% do ex-prefeito de Senador Canedo. Os eleitores que afirmam que votarão em branco ou nulo somam 8,5% e outros 8,3% não responderam.
Em caso de segundo turno entre Marconi e Vanderlan, o tucano vence o republicano por 70,5% a 15%, afirma a pesquisa. Os eleitores indecisos somam 8,2% dos entrevistados e os que afirmam que anulariam o voto, 6,3%.
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Da Redação
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31/05/2010 16:56:05
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ELEIÇÕES 2010 - DISTRITO FEDERAL
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Pesquisa Exata: Cristovam lidera com folga corrida ao Senado
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O senador Cristovam Buarque (PDT) lidera com folga a corrida ao Senado com 42,6%, segundo a pesquisa do Instituto Exata Opinião Pública. O percentual é semelhante ao da pesquisa realizada em abril.
Confira os números:
Cristovam Buarque – 42,6% Maria de Lourdes Abadia (PSDB) – 22,9% Tadeu Filippelli (PMDB) – 16,6% Rodrigo Rollemberg (PSB) – 14,2% Jofran Frejat (PR) – 14,2% Robson Rodovalho (PP) – 10,2% Alberto Fraga (DEM) – 9,7% Gim Argello (PTB) – 7,4%
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Da Redação
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31/05/2010 16:10:01
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ELEIÇÕES 2010 - DISTRITO FEDERAL
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Pesquisa Exata: Fraga é a novidade com 10,4%
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O deputado federal Alberto Fraga (DEM) é a grande novidade da corrida eleitoral ao Buriti da nova rodada de pesquisas do Instituto Exata Opinião Pública, publicada hoje pelo Jornal de Brasília. Registrada no TRE-DF sob o número 13.663/2010, a pesquisa mostra uma certa estagnação dos votos dos dois lideres da corrida eleitoral, o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) e o ex-ministro Agnelo Queiroz (PT) em relação a pesquisa realizada em abril. Só que Roriz ainda lidera em todos os cenários.
A pesquisa ouviu 3.020 eleitores entre os dias 24 e 27 deste mês. A margem de erro é de 2,5% para mais ou para menos.
Confira os números:
Simulação 1
Joaquim Roriz – 35,1% Agnelo Queiroz – 25,7% Alberto Fraga – 10,4% Toninho do PSOL – 2,9% Indecisos – 13,4% Nulos – 12,5%
Simulação 2
Joaquim Roriz – 36,8 Agnelo Queiroz – 25,7% Tadeu Filippelli – 6,0% Toninho do PSOL – 2,6% Indecisos – 16,8% Nulos – 12,2%
Simulação 3
Joaquim Roriz – 36,8% Agnelo Queiroz – 25,7% Gim Argello – 6,2% Toninho do PSOL – 2,6% Indecisos – 16,8% Nulos – 11,9%
Simulação 4 - Segundo turno
Joaquim Roriz (PSC) - 42,4%
Agnelo Queiroz (PT) - 40,05%
Indecisos - 7,1%
Nulos - 9,9%
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Da Redação
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31/05/2010 15:58:41
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OPERAÇÃO CAIXA DE PANDORA - DISTRITO FEDERAL
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De bolsa e armário cheios
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Lilian Tahan, do Correio Braziliense
O resultado das buscas realizadas pela Polícia Federal durante a Operação Caixa de Pandora indica que na bolsa de deputada Eurides Brito não tem miséria. Anda sempre recheada. Alguns dos itens apreendidos pelos policiais em novembro do ano passado e em poder da PF para análise foram maços totalizando R$ 9,8 mil, guardados dentro da bolsa da parlamentar afastada. Imagens obtidas pelo Correio foram registradas pelos agentes, que também descobriram na época o lugar onde a política estocava dinheiro vivo.
O cantinho de Eurides é o maleiro do closet no quarto da deputada. No lugar, a PF encontrou uma caixa metálica cheia de dinheiro, notas de R$ 50 e R$ 100 e dólares. Ao todo, os delegados recolheram do esconderijo R$ 84 mil, além de US$ 9 mil. A bolsa de Eurides — de outro modelo daquela em que a então candidata guardou os maços entregues por Durval Barbosa em 2006 — também virou objeto de interesse dos investigadores. Nela, estavam guardados 98 cédulas de R$ 100, segundo o item nº 12 do auto de apreensão da PF.
Os valores foram encaminhados para o Instituto Nacional de Criminalística (INC) para perícia. O objetivo da polícia e do Ministério Público é conhecer a origem do dinheiro, comparando, por exemplo, se os valores coincidem com notas marcadas pela PF no contexto da Operação Caixa de Pandora. A relatora do processo por quebra de decoro parlamentar contra Eurides, Érika Kokay (PT), pediu acesso aos laudos do INC sobre o material encontrado na casa da deputada afastada. O resultado dessas análises, porém, não foi encaminhado à petista antes de ela recomendar a cassação da distrital do PMDB. O parecer — que já passou pela Comissão de Ética — está na Comissão de Justiça e Cidadania da Câmara Legislativa e deve seguir para votação em plenário.
Agenda A Polícia Federal apreendeu na casa de Eurides um total de 18 itens. Um deles é uma agenda de 2007, ano em que José Roberto Arruda assumiu o GDF, onde há anotações de valores feitas à mão. O título do registro é retiradas. A coluna da esquerda está numerada de um a 13 e mostra, supostamente, compromissos financeiros. A coluna da direita indica os valores. Café da manhã e faixas — R$ 10 mil; Dia das Mães — R$ 10 mil; carro — R$ 30 mil; pagamento de gasolina — R$ 5 mil. O nome de Eurides aparece três vezes, em duas delas (com valores de R$ 15 mil) especificado que se trata da campanha. A última menção a Eurides vem apenas acompanhada do valor — R$ 5 mil. Confira a reprodução da agenda ao lado.
Na análise dos dados retirados da casa de Eurides, a PF conclui que, na página da agenda referente a 17 de dezembro de 2007, estão relacionadas várias retiradas, inclusive destinadas ao senhor Odécio, a quem a Polícia acredita que “provavelmente seja Odécio Rossafa Garcia, assessor técnico da Centcooop”, a Central de Cooperativas de Materiais Recicláveis do DF. Ao lado do item 12 dessas anotações, está escrita palavra dólares na coluna da esquerda e 10 mil na coluna da direita. Os valores descritos como retiradas, somados, chegam a R$ 133 mil.
Em outro documento, separado em saldo e dívidas, mas sem indicar a que os valores estão ligados, há a inscrição feita em máquina registradora de 93.665 e 1.272 na coluna de dívidas e onde se lê saldo de “290.000 e 100.000”. Dos 18 itens apreendidos, em apenas quatro “após a análise, não se encontrou relevância com o foco da investigação”, segundo a PF. Os demais foram considerados suspeitos no contexto da Caixa de Pandora, que apura suposto esquema de corrupção envolvendo a cúpula do governo passado, distritais e empresários.
O Correio tentou falar com Eurides Brito ontem, por meio de sua assessoria, mas não conseguiu fazer o contato.
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Carlos Honorato
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31/05/2010 08:51:18
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ELEIÇÕES 2010 - DISTRITO FEDERAL
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Sindicatos reagem contra declarações petistas
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Os dois sindicatos com maior representatividade da Polícia Civil do Distrito Federal também rechaçaram as “acusações” feitas pelo pré-candidato petista ao GDF. Em nota, o presidente do Sindicato dos Policiais Civis, Wellington Luiz, afirma que Agnelo acusa de forma detestável e injustificável os servidores da instituição policial. “A Polícia Civil do Distrito Federal sempre foi reconhecida por sua imparcialidade na condução de investigações que buscam a evidência da verdade em seu bojo, doa a quem doer”, afirma.
Wellington resume como “erro estratégico” a forma com que o candidato se refere ao Ministério Público e à Polícia Civil. “Para tais enfermidades políticas, o silêncio e a humildade ainda continuam sendo o melhor remédio”, diz o texto. O presidente do Sinpol adiantou que já fez uma consulta ao departamento jurídico da entidade para procurar medidas judiciais cabíveis para sanar a ferida aberta com as acusações.
Presidente do Sindicato dos Delegados, Mauro Cezar Lima rebateu o texto de Agnelo , o qual definiu como “leviano” e “infeliz”. “A polícia nunca usou as investigações para prejudicar ou apoiar alguém do cenário político. Criou-se uma crise desnecessária contra a Polícia Civil, que sempre atuou de forma independente e responsável. O investigador não pode e não vai escolher quem será investigado”, afirmou.
Mauro Cezar afirma que há cinco anos tramita no Congresso Nacional o projeto da Lei Orgânica da Polícia Civil que, entre outros pontos, dará maior autonomia e liberdade de investigação aos policiais. “Por isso, defendo que sejamos uma polícia de Estado e não uma polícia de Governo”, sustenta.
Procurado pela reportagem, o pré-candidato petista ao Palácio do Buriti, Agnelo Queiroz, passou praticamente o dia inteiro sem atender as ligações no celular. Até o fechamento desta edição, o petista não foi localizado para comentar a repercussão da nota divulgada no sábado. Dentro do PT, o clima é de instabilidade. Alguns aliados de Agnelo temem que a má repercussão do caso resulte na inviabilidade eleitoral do petista para concorrer ao Buriti em outubro. Informações de O Distrital.
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Da Redação
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31/05/2010 08:44:49
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ELEIÇÕES 2010 - DISTRITO FEDERAL
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Denúncias contra Agnelo abrem crise na Polícia Civil
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Caio Barbieri, do jornal O Distrital
Uma nota oficial assinada pelo diretório regional do Partido dos Trabalhadores e pelo pré-candidato petista ao Buriti, Agnelo Queiroz, despertou a fúria de representantes, principalmente da Polícia Civil do Distrito Federal. O texto, divulgado no site do partido, é uma resposta às denúncias publicadas pela revista Época desta semana, sobre opossível envolvimento de Agnelo em esquemas de corrupção e de desvio de recursos públicos do Ministério dos Esportes.
Em tom carregado, a nota faz ataques à polícia e ao Ministério Público e coloca em xeque a credibilidade dos agentes públicos ao conduzirem o processo de investigação na batizada Operação Shaolin. “O que está em curso nos intestinos da Polícia Civil do Distrito Federal, e que conta com a anuência de facção do Ministério Público do Distrito Federal, é um procedimento de destruição de reputações que guarda similaridade a atos de barbárie cometidos pelos fascistas”, afirma um trecho do documento.
De acordo com o comunicado petista, a investigação tem finalidade política e acusa as instituições de terem sofrido poder de influência de José Roberto Arruda, exgovernador do Distrito Federal acusado de corrupção, mas que teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral por infidelidade partidária.
Em outra parte do texto, Agnelo e os integrantes do diretório petista afirmam que a operação Shaolin “é um procedimento investigatório ilegal e clandestino, produzido sob o patrocínio de agentes públicos incompetentes, mas domesticados e adestrados por interesses subalternos para alcançar resultados manipulados, em claro desafio à Constituição Federal”. Ainda segundo a nota, o objetivo da investigação seria de interromper a ascensão de Agnelo Queiroz nas pesquisas de intenção de voto para governador.
As declarações petistas irritaram representantes das categorias policiais. Ex-diretor da Polícia Civil do DF, o deputado federal Laerte Bessa (PSC-DF) afirmou que as declarações petistas são “irresponsáveis” e “inconsequentes”. “O précandidato petista precisa ter cuidado com o que fala. Como delegado, sei que todos os bandidos sempre criticam a polícia. Eles não gostam de polícia.
O comportamento do pré-candidato parece não estar muito diferente dos meliantes”, ironizou o deputado federal Laerte Bessa (PSC-DF). Delegado aposentado, Bessa condenou a estratégia petista ao afirmar que a Polícia Civil “jamais se curvou para proteger políticos desonestos, sejam eles de partidos de situação ou oposição”. Outro parlamentar que se incomodou com as declarações do Partido dos Trabalhadores foi o deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF). Mesmo sendo coronel da Polícia Militar, Fraga disparou severas críticas.
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Da Redação
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31/05/2010 08:37:54
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ELEIÇÕES 2010
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Por voto, vale até apoio constrangedor
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A cerca de quatro meses das eleições, os dois principais pré-candidatos à Presidência, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), têm um ponto em comum: as alianças nacionais e regionais "envergonhadas". São aqueles apoios constrangedores, mas necessários para a caminhada eleitoral. Dilma já distribuiu afagos ao ex-governador do Rio Anthony Garotinho, pré-candidato do PR ao governo. Parte do PT não gostou e outra respaldou.
Garotinho e sua mulher, a ex-governadora Rosinha Matheus, são investigados por suposto envolvimento em corrupção, como o uso de ONGs para desvio de dinheiro público, entre outras suspeitas. Na quinta-feira, o casal foi cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio por abuso do poder econômico e uso indevido de meio de comunicação nas eleições de 2008. Se a decisão for confirmada, eles ficarão inelegíveis até 2011. Mesmo assim, Dilma quer os votos de Garotinho, embora caminhe para um apoio oficial à reeleição de Sérgio Cabral (PMDB).
Do Rio surge outro apoio incômodo, mas importante para José Serra: o do deputado cassado Roberto Jefferson, presidente do PTB. Ele denunciou o mensalão do PT, em 2005, e acabou sendo cassado por envolvimento no escândalo de distribuição de propinas. Agora, declarou apoio a Serra. Esteve no lançamento de sua pré-candidatura em Brasília.
Em Alagoas, Dilma tem um aliado de peso político, que recentemente foi alvo de diversos escândalos. O senador - e candidato à reeleição - Renan Calheiros (PMDB-AL) foi acusado de manter ligação com o lobista de uma grande empreiteira para custear despesas pessoais.
No mesmo Estado, Dilma não deve jogar fora a chance de subir no palanque do senador e ex-presidente Fernando Collor, pré-candidato a governador. Em 1992, ele deixou antes do tempo o mesmo palácio que Dilma quer ocupar a partir de 2011.
Quando se dirige ao Norte, a candidata do PT se depara com Jader Barbalho (PMDB), um "neoamigo" do comando petista. Preso em 2002 por ligação com esquema de corrupção na extinta Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), Jader quer ser candidato a governador. E já ofereceu a Dilma o seu palanque.
Fronteira. "É ingenuidade imaginar que só se trabalha com pessoas de bem na política. A questão é saber o limite dessas companhias", avalia o deputado tucano Gustavo Fruet (PR).
Seu colega de Câmara, Flávio Dino (PC do B-MA), aliado de Dilma, diz que é preciso estabelecer, de alguma maneira, o limite. "Não se pode imaginar critérios normativos para os políticos. O importante é ter noção de fronteira. A fronteira, no meu caso, é saber o programa do candidato."
Pré-candidato ao governo do Maranhão, Dino é adversário dos Sarney. Mas sabe que corre o risco de subir com eles no palanque de Dilma (ver box abaixo).
No centro de sua chapa presidencial, o tucano terá de conviver com um fantasma que pode assombrá-lo na corrida eleitoral: o esquema de corrupção no Distrito Federal, batizado de "mensalão do DEM". Eram do DEM o ex-governador (José Roberto Arruda) e o vice (Paulo Octávio), investigados em Brasília.
Sem palanque no DF, Serra recebeu a oferta do apoio do ex-governador Joaquim Roriz (PSC), que responde a denúncias de corrupção, mas é favorito nas pesquisas. Roriz, aliás, esteve recentemente com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em São Paulo. Até agora, nenhum tucano de alta plumagem desprezou o seu palanque. Infomaçõs do Estadão.
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Da Redação
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31/05/2010 08:30:36
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DISTRITO FEDERAL
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Governo quer reduzir áreas de embaixadas
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Helena Mader, do Correio Braziliense
Uma das áreas mais nobres do Plano Piloto tem 56% de seus terrenos vazios ou com baixa utilização. Os setores de embaixadas Sul e Norte, nas quadras 800, foram criados para abrigar as sedes de representações diplomáticas mas, meio século depois da inauguração de Brasília, muitos países ainda não ocuparam lotes na região. Diante da ociosidade desses espaços, a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) quer debater a mudança de destinação dos terrenos para permitir outros usos, como a criação de empreendimentos imobiliários. Já tem até um projeto para liberar uma área para a construção de hotéis. O Ministério das Relações Exteriores (MRE) é contra a medida e defende que esses setores continuem de uso exclusivo dos diplomatas estrangeiros. Hoje, 114 nações têm representação em Brasília, mas apenas 54 estão instaladas na região destinada a abrigá-las.
O Setor de Embaixadas Sul tem 62 lotes, dos quais 32 estão ocupados e 18, vazios. Além disso, 12 imóveis têm baixa utilização ou seja, as construções ocupam um percentual muito baixo do espaço total. Já no Setor de Embaixadas Norte, o percentual de áreas ociosas é ainda maior. Dos 31 lotes, nove estão em uso atualmente, 15 permanecem vagos e sete têm subutilização. Os terrenos destinados às representações diplomáticas são muito grandes para a média brasiliense e têm pelo menos 25 mil metros quadrados — o equivalente a 2,5 campos oficiais de futebol. A Terracap também quer reduzir os imóveis doados para 2,5 mil metros quadrados.
A área vazia que a Terracap planejar desafetar fica no Setor de Embaixadas Norte, próximo ao Iate Clube. Quatro hotéis de luxo seriam erguidos no espaço, que hoje não é subdividido nem tem lotes registrados em cartório. A ideia da empresa é oferecer parte da área para a criação de terrenos de 2,5 mil metros quadrados para embaixadas e destinar o restante a futuros negócios. “Cada um desses hotéis poderia ter até 200 leitos. A criação desses empreendimentos seria importante para a cidade, já que vamos abrigar jogos da Copa do Mundo de 2014”, explica o gerente de Formatação de Novos Empreendimentos, Valdo César. “Com os recursos arrecadados, o governo poderá construir uma via ligando o Setor de Embaixadas Norte à W3, uma obra viária importante”, acrescenta.
Pelo projeto original de Brasília e de acordo com a legislação atualmente em vigência, os terrenos dessa região são de uso exclusivo de representações diplomáticas. Os países interessados em estruturar sua embaixada no Brasil devem pedir a cessão de uma área ao Itamaraty, que então entra em contato com a Terracap e com a Secretaria de Patrimônio da União. Ao fim das negociações, o MRE providencia a transferência do lote para o outro Estado. Atualmente, não há prazo para ocupação dos imóveis doados nos setores de embaixadas Sul e Norte.
Alto preço Localizados no centro de Brasília, ao lado da Esplanada dos Ministérios, os terrenos destinados às representações estrangeiras seriam disputados pelo mercado imobiliário, caso houvesse mudanças na lei para autorizar a licitação e posterior ocupação. Especialistas não têm estimativa do valor que o lote poderia alcançar antes da definição das regras de uso. Mas nos prédios de escritórios e consultórios médicos localizados na L2 Sul, vizinhos ao Setor de Embaixadas, o metro quadrado custa entre R$ 6 mil e R$ 8 mil.
O presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), Adalberto Valadão, afirma que o interesse entre os empresários por essa região seria enorme. Ele acredita que, se aprovada a construção de outros empreendimentos na área, o preço do metro quadrado construído seria semelhante aos dos imóveis negociados na L2 Sul. “O uso dos lotes dos setores de embaixadas seria bom para o governo e para a população. Os cidadãos pagaram pela construção da infraestrutura dessa região, os impostos foram usados para fazer vias, redes de água e iluminação, mas os terrenos não são usados”, diz Adalberto.
Ele destaca que é possível fazer empreendimentos nesses setores sem colocar em risco a segurança das embaixadas. “Seria adequado destinar para escritórios ou alguns tipos de comércio, por exemplo, o que não criaria problema para as embaixadas. Muito pelo contrário, esses diplomatas não têm hoje nenhum tipo de serviço à disposição nas proximidades”, justifica o presidente da Ademi.
O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis, Hermes Rodrigues de Alcântara Filho, concorda que a procura por terrenos na região seria alta. “A localização é muito nobre e esses lotes teriam uma liquidez muito grande”, analisa. Mas ele não acredita na mudança de destinação da área: “Está no plano original da cidade que aquele setor só pode ser ocupado por embaixadas. Acho que novos empreendimentos não serão bem-vindos pelos estrangeiros que vivem ali”.
Hoje, 60 das 114 representações de países instaladas no Brasil se localizam fora dos setores de embaixada — a maioria no Lago Sul. Muitos embaixadores e diplomatas preferem alugar mansões para criar a sua missão diplomática por conta da proximidade com áreas comerciais e oferta de serviços. Além disso, os aluguéis acabam saindo mais em conta do que construir na terra doada.
O QUE DIZ A LEI De acordo com a Lei nº 6.294/1975, a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) fica autorizada a doar imóvel a Estado com o qual o Brasil mantenha relações diplomáticas para o estabelecimento de sua missão, desde que o donatário faça doação de imóvel à República Federativa do Brasil para instalar missão diplomática brasileira na capital da país em questão. Caberá ao Ministério das Relações Exteriores entabular as negociações necessárias a fim de assegurar que a transação se cumpra de forma válida e em conformidade com os interesses da União.
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Da Redação
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31/05/2010 08:25:38
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FUTEBOL
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Zico é o novo diretor de futebol do Flamengo
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O sonho da torcida do Flamengo se tornou realidade. O ex-craque Zico, maior ídolo do clube, anunciou neste domingo, no Twitter e em seu site oficial, que será o próximo diretor de futebol rubro-negro, remunerado com recursos dos patrocinadores do clube. O convite foi aceito após uma reunião de três horas de duração com a presidente do Fla, Patrícia Amorim, no CFZ.
- É um grande desafio pela frente. A meta é profissionalizar o futebol do Flamengo, concluir o CT, dar melhores condições ao time e elevar o nome do clube como uma referência. Eu já tinha vontade de ficar no Brasil e colaborar. Conversei muito tempo com a Patrícia, temos muito trabalho pela frente e minha única exigência era não ser remunerado pelo clube - disse Zico em seu site oficial.
De acordo com o colunista do GLOBO Renato Maurício Prado, que conversou com a presidente Patrícia Amorim, caberá a Zico todo o planejamento estratégico do clube a partir de agora, passando a ser o responsável, inclusive, pela escolha do técnico e dos futuros reforços. O eterno camisa 10 rubro-negro assumirá o cargo oficialmente terça-feira.
Patrícia Amorim comemorou o ‘reforço‘ fora de campo:
- Estou muito feliz. A nação rubro-negra merecia essa contratação de peso. Ninguém melhor do que o Zico para comandar o futebol. Ele vem para tocar um projeto. A formação de jogadores da base é uma das nossas principais metas - comentou.
Demitido no fim de janeiro do Olympiacos, da Grécia, Zico voltou ao Brasil e decidiu interromper temporariamente a carreira de treinador fora do país para ficar mais tempo com a família. Foi a deixa para a reaproximação com o Flamengo. Em março, ele firmou uma parceria entre o CFZ e o clube da Gávea, mas disse que não se imaginava trabalhando como técnico do rubro-negro. No entanto, deixou aberta a possibilidade de ser dirigente ‘no futuro‘. Informações de O Globo.
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Da Redação
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31/05/2010 00:20:57
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OPERAÇÃO HARÉM
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PF investiga prostituição de garotas de TV
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FLÁVIO FERREIRA, DA FOLHA DE S.PAULO
O cliente do Paraná liga e diz que quer sair com "alguém consagrado". A agenciadora cita os nomes de uma modelo, de uma dançarina de um programa de TV, de uma ex-capa de revista masculina. E lista os preços: R$ 6.000, R$ 4.000...Em outra ligação, uma famosa assistente de palco de TV relata a uma agenciadora detalhes do programa que lhe rendeu R$ 10 mil.Diálogos interceptados pela Polícia Federal mostram que uma rede de prostituição de luxo, descoberta em uma operação de 2009, intitulada Harém, cooptou modelos, atrizes e dançarinas de programas de TV, oferecendo cachês de até R$ 20 mil.
A Operação Harém chegou a ser divulgada pela PF no ano passado, mas agora a Folha teve acesso às escutas que mostram detalhes do filão mais lucrativo da quadrilha: o das "famosas" da TV e de revistas. E também de seus principais clientes: políticos, empresários e jogadores de futebol.
Em uma das gravações, um agenciador diz que um governador está interessado em uma dançarina de um programa de TV. Outra aliciadora diz que não seria possível, pois ela estava "namorando um playboyzinho".
Em outra escuta, uma paulista que já posou várias vezes para revistas masculinas e é destaque de escolas de samba foi enviada à França pelo grupo para atender a um jogador de futebol francês. Ganhou R$ 6.000.
O preço mais alto discutido pelos agenciadores grampeados pelos agentes da Polícia Federal foi de cerca de R$ 20 mil. Eles negociaram uma a noite com uma mulher casada e com filhos. Nas escutas, os aliciadores citam também muitas mulheres que consideram impossíveis ou difíceis de serem cooptadas pela rede de prostituição de luxo.
INVESTIGAÇÃO
Das 12 mulheres indicadas como testemunhas de acusação pelo Ministério Público, três frequentam as telas da TV e duas já foram capa de revistas masculinas.O caso da modelo que foi para França foi usado nos relatórios da PF para comprovar que os aliciadores cometeram crimes de tráfico internacional de pessoas para exploração sexual.
De acordo com a PF, o esquema era liderado por Yzamak Amaro da Silva, conhecido como "Mazinho", e Luiz Carlos Oliveira Machado, o "Luiz da Paulista".Ao todo, 11 pessoas foram denunciadas à Justiça por quatro crimes ligados à exploração da prostituição, além de formação de quadrilha. As penas podem chegar a 26 anos de prisão.
O processo criminal do caso está na fase de depoimento de testemunhas.Como a prostituição não é crime, nem as garotas nem os clientes foram denunciados, e a Folha decidiu não publicar seus nomes.
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Da Redação
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30/05/2010 18:23:34
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Futebol
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Corinthians vence o Santos por 4 a 2
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Mistério e polêmica cercavam o clássico deste domingo, 30, no Pacaembu. Com a bola rolando, o Corinthians levou a melhor sobre o Santos, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro. Jorge Henrique, Bruno César, Ralf e Paulinho construíram o 4 a 2. André e Marcel marcaram para o time visitante. Com o resultado, o Corinthians mantém a liderança da competição, com 13 pontos. O time da Vila Belmiro soma 8.
Durante a semana, Mano Menezes não quis revelar o time que levaria à campo. Ainda assim, atendeu a torcida e colocou Jorge Henrique no time titular. Além do atacante, o meia Bruno César - que garantiu o empate contra o Grêmio Prudente logo na sua estreia, logo no seu primeiro lance - foi a outra surpresa. E ambos os jogadores corresponderam. (AE)
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Da Redação
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30/05/2010 18:13:18
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OPERAÇÃO CAIXA DE PANDORA - DISTRITO FEDERAL
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Sujeira no esquema de limpeza
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Carlos Carone, do Jornal de Brasília
Muitos documentos, grandes quantias em dinheiro e dezenas de textos e gravações foram apreendidas durante o cumprimento de 29 mandados de busca e apreensão nas casas, gabinetes e escritórias das pessoas investigadas pela Polícia Federal na Operação Caixa de Pandora. Muitas provas ainda estão sendo analisadas, mas já foi feita a análise de boa parte do material apreendido. Há muitos documentos que comprometem políticos que faziam parte da base aliada do então governador José Roberto Arruda.
O Jornal de Brasília teve acesso completo a todos os laudos elaborados pelos agentes que estiveram em cada um dos pontos que foram alvo da operação. Algumas apreensões resultaram na abertura de inquéritos paralelos, como ocorreu com a descoberta do que pode ser esquema de pagamento de propina a pessoas ligadas ao Serviço de Ajardinamento e Limpeza Urbana do Distrito Federal (Belacap).
Os policiais federais acharam no gabinete de Fábio Simão, à época chefe de Gabinete do governador , um arquivo de áudio com um diálogo gravado entre duas pessoas, das quais um homem e uma mulher. A conversa tem como assunto principal o repasse de dinheiro da empresa Qualix, que teria como seu principal dirigente um ex-diretor do Sebrae e criador de cavalos, acostumado a vir para o DF distribuir propina a servidores da Belacap.
AGENDA DO PATRÃO
A mulher que aparece no áudio foi identificada pela PF apenas como "Dominga". A mulher em questão seria uma auxiliar de serviços gerais que depois passou a ser secretária do criador de cavalos, sendo contratada pela Qualix. Desde então, "Dominga" passou a comandar a agenda do patrão.
A mando do chefe, a mulher manteria contatos frequentes com senadores, como o líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), e o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE). O ex-governador Joaquim Roriz (PSC) também teria tido muitos contatos com a secretária. Havia época em os telefonemas eram muito frequentes, tanto de dia quanto durante a noite.
Dinheiro em caixas
De acordo com as gravações apreendidas pela Polícia Federal, quando a Qualix estava para receber valores de contratos da Belacap, os telefonemas se intensificariam e ocorreriam durante dia e noite. Ainda de acordo com a gravação, o homem que estava à frente do pagamento contataria um doleiro identificado como Fayed Antoine Traboulsi, para saber quando ele poderia entregar o dinheiro, que seria repassados em dólares e reais. Na análise do auto de apreensão feita pelos policiais federais no gabinete de Fábio Simão, ex-chefe de Gabinete do governador Arruda, a mídia com a gravação ainda indica que o ato ligando a Qualix à Belacap, seria um contrato vinculado a licitação comum, que se renova automaticamente desde os dois ultimos mandatos de Roriz.
A propina seria repassada nas entrequadras de Brasília ou no Restaurante Piantella. O dinheiro era acondicionado em caixas de arquivo feitas de papelão e colocadas nos porta-malas dos carros e, depois, repassadas para as pessoas que faziam parte do esquema. Quem entregaria o dinheiro seria o próprio criador de cavalos que exercia cargo na Qualix. Cada caixa seria entregue com cerca de R$ 50 mil.
O áudio apreendido pela Polícia Federal ainda aponta que outro diretor da Qualix em Brasília, Pedro Gonzales Campoamor, e Roberto Medeiros, da Qualix em São Paulo, também receberiam a propina. "Dominga" cita na gravação que os recursos que eram distribuidos passavam por agências bancárias no Setor Comercial Sul.
"Dominga" ainda revela que o homem responsável pelo esquema mora em São Paulo, e quando vem à Brasília fica hopedado no Hotel Meliá, mas chegou a alugar uma casa no Lago Sul para promover reuniões mais privadas. Houve até assalto na residência alugada, mas a Qualix sequer registrou ocorrência policial.
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Carlos Honorato
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30/05/2010 13:44:38
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ELEIÇÕES 2010 - DISTRITO FEDERAL
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PMDB pode repetir 2006
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Uma avaliação curiosa feita por um peemedebista sobre o fato do partido ter indicado o presidente Tadeu Filippelli como o nome para uma futura composição para as eleições de outubro. Ele diz que nas eleições de 2006, Filippelli ficou com Maria de Lourdes Abadia (PSDB) e o resto do PMDB debandou para apoiar o candidato José Roberto Arruda. A previsão é que aconteça a mesma coisa nas próximas eleições. Só que o preferido agora pode ser o ex-governador Joaquim Roriz, candidato do PSC ao GDF.
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Carlos Honorato
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30/05/2010 09:37:45
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ELEIÇÕES 2010
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Rosso é o melhor nome do PMDB
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| Qual melhor
nome do PMDB para ser vice na chapa do PT-DF |
| Rogério Rosso |
51.85 % (337) |
| Ivelise Longhi |
21.54 % (140) |
| Tadeu Filippelli |
17.23 % (112) |
| Benício Tavares |
6.31 % (41) |
| Divino Alves |
3.08 % (20) |
Total
de votos:
650 |
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Carlos Honorato
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30/05/2010 08:26:18
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ELEIÇÕES 2010
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Aécio: "Não haverá alguém tão dedicado à vitória"
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Adriana Vasconcelos, de O Globo
Preterido pelo PSDB na disputa pela vaga de candidato a presidente, o exgovernador Aécio Neves ocupou, nos últimos dias, o posto de um dos principais personagens da campanha tucana rumo ao Planalto. Especialmente depois que o presidenciável José Serra perdeu a dianteira nas pesquisas de intenção de voto, o que desencadeou uma nova ofensiva dentro e fora do PSDB no sentido de convencê-lo a ser o vice da chapa. Mesmo após três semanas de férias no exterior e sob pressão, ele resiste à ideia e afirma, nesta entrevista ao GLOBO, que não será vice de Serra. Para se justificar, apresenta números de pesquisas do PSDB indicando que sua presença na chapa presidencial tucana garantiria, no máximo, acréscimo de 5% nas intenções de votos em favor de Serra. A seguir, trechos da entrevista, feita na sexta-feira à noite, por telefone.
O GLOBO: O senhor diz que política é destino, e o seu parece que está lhe empurrando para ser vice de Serra. Isso pode ocorrer?
AÉCIO NEVES: No ano passado, apresentei ao meu partido uma alternativa de candidatura presidencial. No momento em que percebi que uma maioria partidária caminhava na direção da candidatura do governador Serra, fiz um gesto em favor da unidade, que foi abdicar desta candidatura. Acima de projetos pessoais deve haver algo, hoje em falta na política, que é uma visão patriótica. Em dezembro anunciei minha candidatura ao Senado. De lá para cá, nada mudou, nem minha convicção de que Serra é o melhor candidato para vencer as eleições, e que como candidato ao Senado tenho mais condições de ajudá-lo.
Não teme ser responsabilizado por uma eventual derrota de Serra?
AÉCIO: De forma alguma. Na vida devemos ter convicções e lutar por elas. Precisamos fortalecer diariamente nossas convicções e resistir às pressões que nos afastam delas. Estou absolutamente seguro de que tomei a melhor decisão, pensando no meu país.
Que fato poderia levar o senhor a mudar de ideia? Há quem diga que o fato de o gover nador Anastasia estar atrás nas pesquisas...
AÉCIO: Quando retornei (das férias), me deparei com uma grande confusão entre opinião e análise. E com três fatos que me eram colocados à frente. O primeiro de que a eleição se definiria em Minas. Qualquer análise pode mostrar que a eleição pode ser definida no Nordeste, que tem 27% do eleitorado. Minas tem 10%. O segundo fato é que a má situação de Anastasia poderia me fazer mudar de opinião. O governador tem 25% de conhecimento e, na pesquisa espontânea, tem os mesmos 5% de intenções de votos de seu adversário. É uma situação extraordinária, e estamos preparados para vencer no primeiro turno. A terceira, de que minha candidatura a vice seria fundamental para eleger Serra. Tenho pesquisas que mostram que isso poderia aumentar em no máximo 5% as intenções de votos em favor de Serra em Minas.
Mas já ajudaria...
AÉCIO: Isso significa meio por cento dos votos nacionais e com risco de desguarnecermos a nossa retaguarda e termos outras perdas, se eu não estiver em Minas. Não haverá no meu partido ou fora dele alguém tão dedicado à vitória de Serra.Temos o melhor candidato e condições para vencer em Minas e no Brasil.
O empate entre Serra e Dilma pesou na sua decisão?
AÉCIO: Minha decisão foi tomada em dezembro, quando Serra tinha uma vantagem expressiva em todas as pesquisas.
É preciso haver mais serenidade por parte dos nossos próprios companheiros. Vejo uma ansiedade excessiva.
A subida de Dilma confirma o poder de transferência de votos de Lula?
AÉCIO: Reconheço que o governante bem avaliado tem algum poder de transferência de voto. E servirá, certamente, para o nosso caso em Minas. Mas essa transferência é limitada.
Quem define a eleição não são os apoiadores, é o eleitor.
Que outras opções Ser ra tem para vice?
AÉCIO: É uma questão que tem de ser vista com serenidade.
Existem alternativas dentro do partido, como o senador Tasso Jereissati, ou mesmo dentro da coligação. Não é isso que vai mudar o rumo da eleição.
O senhor ainda acredita num distensionamento entre PT e PSDB no futuro?
AÉCIO: Acredito. Acho que vai chegar um momento em que vamos perceber que temos mais identidade do que imaginamos, e que hoje o que nos separa mais profundamente é a disputa pelo poder. Mostramos em Belo Horizonte, quase como um laboratório, que é possível construir um projeto conjunto em favor de uma cidade. Acho que a sociedade brasileira aprovaria a construção de um projeto em que o PT e o PSDB pudessem fazer parte.
Pelo papel que o senhor está tendo nesta eleição, dá para dizer que os mineiros poderão ter um candidato à Presidência em 2014?
AÉCIO: Não projeto o futuro com tanta antecedência. Durante oito anos fomos o governo mais bem avaliado do país. Agora estou engajado em outro projeto. Se eu não tivesse convicção da capacidade de Serra de governar o país, talvez estivesse até hoje na disputa.
O PT e o PMDB estão encomendando pesquisa para definir seu candidato à sucessão mineira. Quem daria mais trabalho para Anastasia: Fernando Pimentel ou Hélio Costa?
AÉCIO: Não posso me intrometer na discussão que está no outro campo. Tenho boa relação com ambos, mas tenho um enorme compromisso com Minas e não tenho a menor dúvida ao afirmar que, para Minas, a melhor alternativa é Antonio Anastasia. Os mineiros saberão fazer a opção. Estou confiante que Anastasia continuará governando pelos próximos quatro anos, qualquer que seja o seu adversário.
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Carlos Honorato
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30/05/2010 08:20:20
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ELEIÇÕES 2010 - DISTRITO FEDERAL
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PSDB e DEM estão próximos de entrar no barco de Roriz
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Wilson Silvestre, do jornal Opção
Embora não tenha ainda uma definição se o PSDB realmente vai se coligar com Joaquim Roriz, tudo indica que, se não houver uma reviravolta nas articulações políticas no DF, os tucanos vão mesmo apoiar a coligação com o PSC, seguindo a aliança nacional. “Está muito difícil montar uma chapa competitiva com PMDB, PSDB, DEM, PP, PPS e PTB, por conta de compromissos de algumas destas legendas com adversários dos tucanos”, conta um membro da executiva local. Tudo leva a crer que o caminho será mesmo a polarização entre Joaquim Roriz e o PT.
Enquanto as articulações para que o PSDB embarque ou não na campanha rorizista não se define, o presidente dos tucanos no Distrito Federal, Márcio Machado, reassume o posto do qual estava licenciado. Na semana passada, Márcio foi confirmado no cargo pelo senador Sérgio Guerra, presidente do PSDB nacional. Márcio disse ao Jornal Opção na sexta-feira, 28, que “os partidos ainda estão conversando para que se viabilize uma via principal”. Ou seja, o PMDB é quem está com a posse da bola.
Algumas lideranças dos partidos que poderão construir esta possível via não veem chances de construir uma candidatura viável para disputar com o PT e PSC. “Os interesses de cada legenda no campo nacional são conflitantes. Como o PMDB, por exemplo, que apoia a pré-candidata Dilma Rousseff vai abandoná-la em favor de José Serra? Indaga um peemedebista pró-aliança com o PT. O mesmo caso se aplica ao DEM, que precisa mostrar que está vivo e para isso busca desesperadamente montar um palanque para o presidenciável tucano José Serra. Caso não seja possível, o caminho será coligar com Joaquim Roriz, algo que dá arrepios em alguns caciques da legenda, que forçaram a renúncia de muita gente em nome da “depuração ética”.
Soma-se a estas questões a pressão dos pré-candidatos do PSDB e do DEM a deputado distrital, federal e, possivelmente, ao Senado, que aguardam ansiosos uma definição. A situação do DEM é a mais desesperadora, pois tem muita gente que era do grupo de Paulo Octávio conversando com Roriz. “Se não houver uma definição logo, o DEM pode, no máximo, conseguir eleger apenas uns dois deputados federais e três distritais”, avalia um militante que já teve papel graduado no extinto governo de José Roberto Arruda. Quanto ao PSDB, tem gente querendo que a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia se candidate a governadora novamente. “Esta ideia não a empolga nem um segundo. Nem ao governo nem o Senado. O que ela quer mesmo e se candidatar a deputada federal, cargo no qual ela tem chances de vitória e sem correr risco de comprometer seu futuro político”, conta uma amiga histórica.
Pelas últimas movimentações, DEM e PSDB vão acabar mesmo tendo que subir no barco de Joaquim Roriz para não ficarem isolados e sem rumo. Bem que o deputado federal Alberto Fraga tenta ser o salvador da pátria, mas está tendo dificuldades para convencer outras legendas, principalmente o PMDB. Fraga, de acordo com amigos, está dando sinais de desânimo e vai mesmo investir em sua reeleição.
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Da Redação
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30/05/2010 08:04:50
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DISTRITO FEDERAL
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Sem tempo para pensar em eleições
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Ana Maria Campos, do Correio Braziliense
Sem apontar abertamente que caminho o PMDB deve seguir nas eleições de outubro, Rogério Rosso dá sinais de sua preferência. Garante que a prioridade de seu partido deve ser governar. A legenda vive uma encruzilhada a ser definida na convenção marcada para 19 de junho, quando decidirá se lançará candidato próprio ao Executivo ou se optará por uma coligação com o PT na qual indicaria o vice. O governador do Distrito Federal afirma que os desafios de administrar uma unidade da Federação herdada em meio ao caos provocado pela Operação Caixa de Pandora não deixam espaço para pensar em outubro. E desconversa quando o tema eleitoral vem à baila.
Rosso sustenta que persegue como meta principal o equilíbrio fiscal para entregar o governo em 31 de dezembro sem dívidas. Mas ele também quer deixar a sua marca. Deu continuidade às obras, embora saiba que essas já têm a cara de seus antecessores, Joaquim Roriz (PSC) e José Roberto Arruda (sem partido). Elegeu a saúde o setor para tentar mostrar resultados concretos. Uma de suas preocupações é enfrentar o ano eleitoral com uma base na Câmara Legislativa voltada para as urnas. A mudança nos critérios para o passe livre estudantil está entre os temas de destaque a serem discutidos na Casa. Para Rosso, a lei que criou o programa deu origem a um saco sem fundo de recursos públicos que precisa ser contido sob pena de atrapalhar outros projetos.
O governador recebeu o Correio na residência oficial de Águas Claras. Músico, ele ainda consegue reservar alguns minutos por dia para tocar — uma forma de driblar o estresse. A seguir, um ponto a ponto com Rogério Rosso:
40 dias de trabalho “Não tivemos tempo de fazer transição. Tomamos posse e começamos a encarar os problemas do GDF. Não pudemos deixar o governo parar e tivemos de planejar ações, além de manter o controle fiscal onde é necessário acompanhamento rígido. Ainda fizemos readequação da estrutura administrativa, sem deixar de dar prosseguimento às obras.”
Extinção da Brasiliatur “A empresa foi criada para ser focada no turismo, mas passou a ser uma empresa de shows e festas, com uma estrutura muito cara de pessoal. Espetáculos e grandes eventos devem ser organizados pela Secretaria de Cultura e com prioridade para artistas locais. A Brasiliatur tinha de cuidar do receptivo e da infraestrutura turística e fortalecer a vocação de Brasília, que é o turismo de eventos e de negócios. Por isso, extingui a empresa e recriei a Secretaria de Turismo.”
Pedetista na Educação “Foi uma escolha pessoal minha. Conheci o Marcelo Aguiar nesse período de governo (Arruda) e nos tornamos amigos. Ele tem uma visão fantástica de educação integral. Não convidei o partido. Convidei o Marcelo, pelo histórico do trabalho. Ele é do PDT, mas poderia ser do PMDB, do PT ou de qualquer outro partido.”
Fim da pasta de Habitação “Todo projeto habitacional exige um projeto urbanístico antes. É uma área muito técnica. Por isso, esse setor sempre foi vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Urbano, com braço operacional na Codhab (antigo Idhab). Na minha opinião, a Secretaria de Habitação não tinha por que existir. Havia indicações políticas. Mas também pessoas técnicas que foram reaproveitadas.”
Partilha de cargos “Acontece com o governador, o prefeito, o presidente da República, o presidente dos Estados Unidos. Os poderes Executivo e Legislativo têm de funcionar em harmonia porque senão o Executivo não consegue exercer na plenitude as suas funções, pelo conjunto de leis que precisa aprovar. A composição política é natural e faz parte da democracia. Mas numa área técnica pode haver indicação política desde que a pessoa trabalhe em prol do objetivo daquela pasta.”
Desafio “Nosso desafio é deixar para a próxima legislatura um governo equilibrado, dentro das regras da responsabilidade fiscal. É conseguir terminar o conjunto de obras sem precisar interromper programas sociais.”
Relação com a Câmara “Conseguimos aprovar projeto que tem interesse gigantesco, que é o crédito para o passe livre, inclusive com os votos do PT. E para equilibrar as contas do governo, vou precisar muito do apoio dos deputados. Encaminhei para a Câmara um conjunto de projetos, que chamo de pacote fiscal, que vai de remissão de dívidas a extensão do prazo de pagamentos. Esse pacote é uma política fiscal com alteração permanente de regras, não apenas por um período, como o Refaz. Nossa expectativa é arrecadar R$ 230 milhões até o fim do ano.”
Passe livre “A lei vigente transformou o programa num saco sem fundo. No início do ano, o governo tinha uma previsão de subsídio de R$ 4,3 milhões por mês. Estamos chegando a R$ 12 milhões e crescendo. Mandamos um projeto de lei para a Câmara. Estamos discutindo a melhor forma de equacionar esse problema e dentro disso está a alteração de cláusulas da lei. Colocar os empresários para gerenciar o próprio sistema de transporte, eu não concordo. E entendo também que devemos criar um limitador social para o beneficiário, de renda de três salários mínimos.”
Suspeita de propina “Essa questão (denúncia de que os distritais receberam propina para ampliar o passe livre para portadores de deficiência) está sendo investigada pelo Ministério Público e vamos aguardar as conclusões. Minha responsabilidade é mostrar para a sociedade que, da forma como foi aprovada a Lei do Passe Livre, o governo vai acabar gastando R$ 200 milhões por ano e vamos ter de tirar de obras. Por isso, precisamos mudar a lei.”
Saúde pública “A saúde é nossa prioridade política, orçamentária e financeira. Os últimos governos deram prioridade a obras. Mas saúde é o ponto em que mais precisamos evoluir. Quando temos desabastecimentos de medicamentos, há dois problemas: não há dinheiro ou se compra mal. Diria que não falta dinheiro para remédios. Se há uma crise de abastecimento, precisamos melhorar a compra. Outro problema é que os diretores de hospitais precisavam se preocupar com o dia a dia, com coisas básicas, como a falta de uma lâmpada que ficava sob a responsabilidade da Secretaria, já tão atolada de problemas. Agora, descentralizamos o orçamento, demos autonomia aos hospitais. Fizemos também um convênio com os Correios, para entrega de medicamentos. E estamos chamando médicos e outros profissionais concursados.”
Corrida às urnas “Nossa prioridade é governar com olhos em 31 de dezembro, não em outubro. Prefiro pensar em fazer o melhor que puder. Estamos a pouco tempo das convenções, mas estou fora da questão eleitoral. Espero que os deputados, independentemente da formação majoritária das chapas, compreendam que os projetos que serão enviados para a Câmara são essenciais para que Brasília volte à normalidade. Estamos entregando obras sem festas e foguetórios, justamente para evitar uma associação político-eleitoral.”
Opções do PMDB “O PMDB é o maior partido do Brasil. Aqui, pode se coligar ou não para as eleições. O partido tem quadros e experiência para ter candidato próprio. A convenção vai decidir. Não gostaria de dizer para qual caminho o PMDB deve tender. Nossa prioridade é governar.”
Intervenção “Respeito a posição do procurador-geral da República e também a dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Compete ao STF julgar a intervenção. O que nos cabe é governar da forma mais transparente. Lançamos o Portal da Transparência e tudo o que podemos fazer em relação a órgãos de fiscalização e controle estamos fazendo. Entendo que o DF está no rumo da normalidade.”
Caixa de Pandora “O Inquérito nº 650 está em curso, a investigação está sendo feita. Da nossa parte, a qualquer foco de problema, agimos imediatamente. Exemplifico: o Metrô. Houve uma operação no órgão já na nossa gestão, mas relacionada a problemas anteriores, e afastamos toda a diretoria do Metrô imediatamente. E assim será. O governo está aberto a disponibilizar todas as informações para ajudar nas investigações. E estamos fazendo auditorias em todos os contratos suspeitos.”
Cassação de Eurides “Esse é um assunto que não compete ao governador e sim à Câmara Legislativa. Qualquer decisão dos deputados distritais será respeitada.”
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Carlos Honorato
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30/05/2010 07:38:03
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Colômbia vai às urnas hoje mirando 2º turno
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A Colômbia começa hoje a escolher o sucessor de Álvaro Uribe após a campanha mais curta da história e já mirando alianças do segundo turno.Pelas pesquisas, estão tecnicamente empatados Juan Manuel Santos, candidato do governo -que tem aprovação acima de 70%-, e Antanas Mockus (Partido Verde).
Sem confrontar as principais bandeiras do uribismo na segurança e na economia, Mockus, ex-prefeito de Bogotá, arrebatou jovens e principalmente a classe média urbana ao propor ética de uma maneira quase religiosa."Dado os casos de corrupção dos últimos anos, o simples fato de propor legalidade tem apelo forte na Colômbia", diz Mauricio Romero, professor da Universidade Javeriana de Bogotá.
Para Javier Restrepo, do instituto Ipsos Napelón Franco, a votação alcança o candidato verde em descenso, se considerada a tendência da última pesquisa de opinião.É também no que aposta o centro Invamer Gallup."Houve efeito da propaganda negativa de Santos, que explorou as hesitações do oponente. E isso, numa campanha tão apertada, faz diferença", diz Restrepo. Ex-ministro da Defesa de Uribe, Santos apoia-se na ofensiva do governo Uribe contra as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e diz que só ele poderá dar continuidade a ela. Na última semana, a investida governista tem aparecido também em forma de várias promessas setoriais, principalmente nas cidades, onde Mockus tem estreita vantagem.
Só na semana passada, o governista prometeu proteção aos ambulantes e aos mototaxistas, por exemplo.Os verdes, porém, acreditam que os jovens arregimentados no Facebook serão responsáveis pela menor abstenção em 12 anos, diante da maquinaria partidária. Segundo a ONG Missão de Observação Eleitoral, os riscos à lisura do processo de hoje são: interferência de funcionários do governo e coação de grupos armados.
SEGUNDO TURNO Em caso de segundo turno, os próximos dias serão dedicados à busca de alianças com candidatos que conseguiram manter fatias pequenas, mas, nesta conjuntura, cruciais, do eleitorado.
Dois deles, Noemí Sanín (Partido Conservador) e o bom orador Germán Vargas Lleras (Cambio Radical), fazem parte da coalizão atual uribista. No último debate na TV, porém, integraram o bloco "todos contra Santos".Já Mockus, diz Boris Salazar, da Universidade do Valle, cometeu o erro ao atacar o candidato esquerdista, senador Gustavo Petro (Polo Democrático), há 15 dias. Informações da Folha.
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Da Redação
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30/05/2010 07:35:05
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ELEIÇÕES 2010
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Escândalo do DEM no DF faz partido perder influência
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Além das turbulências na relação com o PSDB, o DEM também terá de lidar, nas eleições deste ano, com avarias em suas próprias engrenagens. O partido deverá ter candidato próprio em apenas quatro Estados. Em outros sete não deve concorrer nem mesmo para o Senado.O escândalo do mensalão no Distrito Federal, que culminou na prisão e renúncia de José Roberto Arruda, único governador do partido eleito em 2006, levou o Democratas a perder influência na definição das coligações. O partido defende-se dizendo que expurgou Arruda de seus quadros com rapidez.
Numa tentativa de repaginação, mudou-se até o nome do partido, que até 2007 chamava-se PFL e era posicionado no espectro político como um partido de direita.Na presidência da legenda, Jorge Bornhausen, 72, passou o cetro para Rodrigo Maia, que completa 40 anos na mesma data em que José Serra será oficializado candidato a presidente da República, no próximo dia 12.
"Nós somos um partido de centro moderno. O PSDB é uma esquerda moderna, e o PT é populismo", classifica o deputado José Carlos Aleluia (BA), designado como o homem do DEM na elaboração do programa de governo do candidato tucano.Até o momento, o partido não entregou ao DEM uma proposta fechada de plataformas para um eventual governo Serra. O PPS, também fechado na coligação, já fez o gesto. Propôs até a adoção do parlamentarismo no país.
A ideia que mais chamou a atenção do PSDB até agora foi a de criar políticas públicas prioritárias para crianças entre 0 e 3 anos. Mas não há nada muito elaborado nesse sentido ainda. E a última palavra será de Serra.
Esse estilo centralizador e reservado do tucano também contribui para a afonia do DEM nas definições do rumo da campanha. Hoje, basicamente, apenas dois democratas podem ser chamados de "interlocutores" de Serra: o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e o próprio Jorge Bornhausen. Informações da Folha de S.Paulo.
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Carlos Honorato
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em
30/05/2010 07:31:01
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