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Brasília, de Maio de 2006. Ano: 2
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PPS está dividido
O PPS vem sofrendo da mesma síndrome do PTB. Ambos estão divididos em apoio a três pré-candidatos ao Palácio do Buriti. No PPS, que deve dar um indicativo amanhã se lança candidato à Presidência da República, dirigentes regionais chamaram o candidato do PCdoB, Agnelo Queiroz, ao GDF para conversar. Foi o primeiro partido a declarar que gostaria de apoiar Agnelo Queiroz , o que só seria possível sem candidato à presidência. Agora, já não descarta apoio ao pré-candidato do PFL, José Roberto Arruda, e à pré-candidata do PSDB, Maria de Lourdes Abadia, com quem também irá conversar. A única aliança que o PPS descarta é com o PT. "Nada, nacionalmente, aponta que a gente viesse a ter uma aliança com o PT. Isso já interditaria, de certa forma, entendimentos nessa área", explica o presidente do PPS-DF, Amaury Pessoa. Agnelo acredita que o apoio do PPS virá, formal ou não. "Nós vamos esperar uma decisão nacional. Caso não haja impedimento de uma aliança, vamos trabalhar para estar juntos. Caso o impedimento legal imponha a aliança, podemos trabalhar uma aliança informal", disse Agnelo Queiroz.
Com Lula
Além das alianças com outras legendas, o PCdoB acredita ser importante contar com o apoio do PT. "Trabalhamos para reeleger o Lula, apoiamos o partido em alguns estados e queremos o PT nos apoiando aqui. Nosso esforço é para ter PT e PCdoB lutando pelos direitos do Distrito Federal, com Agnelo na cabeça de chapa", comenta Apolinário Rebelo, presidente do partido comunista. A preferência por Agnelo na cabeça de chapa existe, mas não foi excluída a negociação com o PT, caso a deputada Arlete Sampaio não abra mão da sua candidatura ao governo do DF. "Apostamos que a união dos partidos de esquerda é a grande alternativa do DF", diz Agnelo.
Costurar apoio
O PFL dá mais uma cartada para tentar unir o grupo do ex-governador Joaquim Roriz. O partido tenta costurar nacionalmente o apoio à candidatura de José Roberto Arruda e Paulo Octávio. Essa missão ficou por conta do presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen. Ele tentará convencer o candidato tucano Geraldo Alckmin a demover a governadora Maria de Lourdes Abadia de concorrer à reeleição em favor de Arruda. A missão não é nada fácil.
Recado ao PFL
O presidente regional do PSDB no DF, Geraldo Campos, manda um recado ao PFL e afirma que os tucanos irão defender a pré-candidatura de Maria de Lourdes Abadia em todas as instâncias do partido. Se for preciso, até no conselho político da candidatura à presidência da República.
Gesto político
Por decisão do Tribunal Superior Eleitoral, todos os programas eleitorais deste ano deverão adotar obrigatoriamente a Linguagem Brasileira de Sinais.
Coisa de amador
O ranço da disputa interna do PFL ainda mostra sinais entre José Roberto Arruda e o senador Paulo Octávio. Em alguns lugares, os assessores ficam contando se tem mais propaganda de Arruda do que de Paulo Octávio. Coisa de amador. Afinal de contas, cada um tem que sair para um lado e fazer campanha.
Coisa estranha
Os carroceiros do Recanto das Emas reclamaram ontem para o candidato Paulo Fona que estão sem ter como dar água para os cavalos, pois a administração mandou cortar a água. O curioso é que para voltar a água terão que cumprir uma exigência: participar de uma reunião política com o ex-secretário de Obras, Roney Nemer. Coisa feia.
Creches já
Hoje será realizado um ato público por "Creches Já", às 17h, em frente ao Palácio do Buriti. O ato é organizado pela Comissão de Direitos Humanos e Comissão de Educação e Saúde da Câmara Legislativa, presididas pelas deputadas distritais Erika Kokay e Arlete Sampaio, ambas do PT.
Anestesiado
O deputado cassado Roberto Jefferson faz uma análise da atual situação política no País e aponta que o brasileiro está "anestesiado". Para Jefferson, o Brasil "perdeu a capacidade de reagir".
Pacote agrícola
Para a senadora Heloísa Helena (PSOL-AL), o recente "pacote agrícola" anunciado pelo governo federal não atende sequer a 2% dos produtores rurais da Região Nordeste. Ela diz que o governo deve proporcionar ao setor, com urgência, a correção das distorções do saldo devedor dos produtores, a viabilização do zoneamento agrícola no Brasil e a repactuação das dívidas.
Bolsa para o MST
A clientela da reforma agrária pode ser a próxima beneficiada do Bolsa-Família. Um estudo no governo federal propõe a inclusão de trabalhadores rurais sem terra no programa petista de transferência de renda. O objetivo seria trocar as cestas básicas pelo cartão do programa. Em 2005, por exemplo, o governo distribuiu 1,3 milhão de cestas a 226,2 mil famílias acampadas. Cada cesta tem um custo de R$ 45. "Seria melhor para os acampados e para o governo", diz o ministro Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário).
Cosme e Damião
Alguns marqueteiros de plantão alertam que se José Roberto Arruda e Paulo Ocávio continuarem andando juntos vão terminar ganhando o apelido de Cosme e Damião.
Justiça lenta
A falta de magistrados e servidores no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) e a baixa aprovação em concursos públicos para juízes causam o acúmulo de processos nas varas cíveis de Brasília. Atualmente, mais de 350 mil processos estão acumulados nas 20 varas cíveis do Plano Piloto.
Nova sede
O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), partido do ex-presidente Fernando Collor e presidido no DF por Abdon Henrique Araújo, inaugurou sua nova sede em Brasília, no SIG. Na festa de inauguração, vários presidentes de partido, entre eles Apolinário Rebelo (PCdoB-DF), Chico Vigilante (PT-DF), Eduardo Brandão (PV-DF), Benedito Domingos (PP-DF), além dos secretários gerais Osiel Ribeiro (PSC) e Ronaldo Seggiaro (PSB).
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Carlos Honorato
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31/05/2006 14:31:31
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Senador denuncia desvio de recursos públicos no TO
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Da Agência Senado
O senador Eduardo Siqueira Campos (PSDB- TO), em discurso em Plenário nesta terça-feira, denunciou desvio de R$ 25 milhões em recursos públicos feito pelo Instituto Geral de Previdência Social do Estado do Tocantins.
Segundo o senador, o instituto teria contratado a Corretora Euro, acusada pela Comissão Parlamentar de Inquérito Mista dos Correios, de ser a responsável pela quebra de, pelo menos, três fundos de pensão, para negociar ações do Tesouro Nacional por valores inferiores a seu valor de mercado. Os recursos que estariam sob a custódia do Banco do Brasil teriam sido transferidos para outros bancos.
"Quem está fazendo esta fraude já não imagina precisar da Previdência. Os funcionários do estado do Tocantins precisam", disse o parlamentar.
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Carlos Honorato
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30/05/2006 22:36:44
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Jefferson: 'Fui procurado para fazer mais denúncias ao PT'
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O ex-deputado e ex-presidente do PTB Roberto Jefferson confidenciou que foi procurado por um advogado do banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, para fazer denúncias contra o PT. Jefferson participou no início da madrugada desta terça do programa Roda Viva, da TV Cultura.
"Na época das denúncias (do mensalão), fui procurado por um advogado de Dantas, por uma deputada, querendo um encontro, que ele queria me municiar, me dar documentos para colocar à opinião pública", afirmou Jefferson. Ele disse não saber que documentos eram esses.
Jefferson afirmou que não aceitou o suposto convite de Dantas. "Eu disse que não queria. Ia levar minha luta pelo que eu sabia e tinha vivenciado", afirmou.
O ex-deputado também comentou o temor que Dantas provocaria, tanto entre políticos do governo Lula, quanto do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). "Dantas deve ter alguma relação que permita a ele ameaçar tanto a oposição quanto a governo", disse. Dantas acusa o governo Lula de ter cobrado cerca de US$ 50 milhões em propina do seu banco.
Ainda segundo o ex-presidente do PTB, foi feito "um acordão entre PSDB, PFL e PT" para impedir a convocação de Dantas na CPI dos Bingos, no dia 23 de maio. O acordo, de acordo com ele, foi feito para livrar o governo atual e o de Fernando Henrique das denúncias do banqueiro. "Ele vem de participações recentes nas privatizações, nos fundos de pensão e atualmente na estrutura de relacionamento com o PT", afirmou.
Lula - Peça-chave das denúncias do mensalão, Jefferson discorreu sobre as repercussões causadas com a formação das CPIs e cassações de alguns deputados – inclusive a sua – , das decisões do Congresso, que inocentou 11 deputados até agora e novamente preservou o presidente Lula.
”Ele conseguiu se descolar do PT. Mas também esteve muito perto de ser cassado na época. Realmente creio que Lula não participou daquele esquema todo. Era uma coisa mais do José Dirceu, Antônio Palocci, Luiz Gushiken, José Genoino, Silvinho Pereira e do Delúbio Soares. E ele se surpreendeu realmente com isso", ressaltou Jefferson sobre a participação do presidente Lula no episódio da cooptação de deputados.
Roberto Jefferson, porém, não poupou o presidente no tocante às críticas de conduta. “Ele não gosta de administrar. Atua mais como um chefe de Estado. Os supostos ‘homens de confiança dele estão todos envolvidos em irregularidades de financiamento partidário”.
Conhecido pelas denúncias que apresentou, o ex-deputado disse que a oposição perdeu a oportunidade de pedir o impeachment do presidente Lula na hora em que Duda Mendonça chegou à CPI e confessou que recebeu a campanha do presidente com contas em paraíso fiscal fora do Brasil. "Se entra o impeachment, passava e até com o apoio da opinião pública, no ato de rendição do PT naquela revelação muito forte", prosseguiu.
"Mas todo mundo começou a dizer para deixar ele (Lula) ‘sangrando’ até as eleições", disse. "E passou o momento do impeachment, não tem mais condições de ser feito. "Embora reconheça que com as novas regras a campanha deva ficar mais barata este ano, Roberto Jefferson garantiu que o caixa dois deverá continuar firme e forte.
"A mobilização é feita muito no caixa dois. E não há nenhuma regra que impeça", ponderou o ex-deputado. "Pelo que eu estou vendo, as coisas deverão se repetir, não tão abusivamente como no passado, mas vão se repetir." Na opinião do deputado cassado, haverá uma tendência da população em não votar nos nomes marcados pelas investigações do mensalão.
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Carlos Honorato
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30/05/2006 22:34:51
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Morais diz que prorroga CPI dos Bingos se houver 'manobra do governo'
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O presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Bingos, senador Efraim Morais (PFL-PB) voltou ameaçar nesta terça-feira prorrogar os trabalhos da comissão até outubro, caso o governo apresente manobras políticas para modificar o relatório final da comissão. “Se houver um ‘rolo compressor’ para proteger figurões que estiveram ou estão no governo, vamos prorrogar a CPI por mais 120 dias”, afirmou o Morais, ao saber que um possível relatório paralelo ao do senador Garibaldi Alves (PMDB – RN). Se não houver alteração, a CPI será encerrada dia 24 de junho.
O senador descartou qualquer possibilidade de a CPI terminar sem um relatório por causa das divergências e fez mistério sobre se o resultado final será apresentado na próxima quinta-feira. "Não sei, isso é com o relator, mas acho que ainda tem novidades", disse ele sem fornecer detalhes.
Ainda de acordo com Efraim Morais, há informações de que o texto alternativo estaria sendo elaborado por pessoas de fora do Congresso, ou seja, que não têm relação com a comissão.
"Vamos reagir a qualquer tentativa de desqualificar o relatório de Garibaldi por meio de um relatório feito por pessoas que não participaram, de fora da comissão e que tem como objetivo proteger figurões que passaram ou estão no governo", disse.
A comissão foi impedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de analisar os dados da quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico do presidente de Okamotto, a CPI dos Bingos encontrou uma forma de pedir seu indiciamento: apontará as denúncias de que o amigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva comandou, a partir de 1995, um esquema de desvio de dinheiro de prefeituras petistas para abastecer o caixa 2 do partido.
Desde o fim da manhã desta terça-feira, a CPI ouve o depoimento de Elza Buratti, ex-mulher do advogado Rogério Buratti, que denunciou o esquema de desvio de verbas em prefeituras petistas para montar o caixa 2 do PT durante a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002.
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Carlos Honorato
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30/05/2006 22:33:05
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Renan Calheiros pede novas assinaturas para CPI
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Durante a sessão, o presidente do Senado, Renan Calheiros, pediu que PV, PPS, e Psol elaborem novo pedido de criação de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para investigar as fraudes nas licitações para compra de ambulâncias superfaturadas e que podem ter o envolvimento de deputados e senadores. O motivo alegado por Renan foi que o pedido não obdece as normas regimentais ao classificar as assinaturas como "apoiadores" e não como "signatários".
Questionado pelo deputado Raul Jungmann (PPS-PE) se iria instalar a CPI, Renan Calheiros disse que sempre "obdeceu as normas regimentais" e, como o pedido estaria irregular, deu prazo de cinco dias para os partidos colherem novas assinaturas. "Caso entrasse com o mandato de segurança, o Supremo Tribunal Federal iria interferir e dizer que se trataria de questão interna da casa", disse Renan.
Após o anúncio do presidente do Senado, o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) ficou irritado e insultou Renan Calheiros na sessão. "Isso se tratava de um detalhe", disse. Segundo ele, ao apresentar um pedido de CPI, os parlamentares haviam consultado a secretaria da mesa e confirmado que estava tudo correto. Após um início de discussão, Renan desligou os microfones e encerrou a sessão.
Caso o presidente do Senado não aceitasse a instalação da CPI, parlamentares do PPS, PSOL e PV iriam ingressar nesta terça no STF (Supremo Tribunal Federal). Os partido poderiam acusar Renan Calheiros de omissão por não cumprir a Constituição, já que a CPI tem fato determinado e as assinaturas necessárias para funcionar.
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Carlos Honorato
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30/05/2006 22:30:53
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Iris Rezende: “Está quase tudo errado no Brasil”
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Ulisses Aesse, do Diário da Manhã
Uma visita surpresa que durou a manhã inteira e o começo da tarde do último sábado. Assim foi o encontro do prefeito Iris Rezende na casa do jornalista Batista Custódio, editor-geral do Diário da Manhã, numa rua arborizada e tranqüila do alto do setor Nova Suiça.
Em cerca de duas horas e meia (o prefeito chegou à residência do jornalista às 9 da manhã e saiu às 13h40) Iris manteve uma conversa reservada com o editor-geral do DM, até às 11h30. Só depois o prefeito atendeu aos jornalistas, onde aproveitou o resto de sua permanência no local para ativar, numa sessão reminicëncias, algumas situações vividas ao lado de Batista Custódio. Na entrevista que se segue abaixo, o prefeito traçou seus planos para a Goiânia, que deseja ver na prática, além de revelar projetos futuros para a cidade. Ele continua o mesmo de sempre: fleumático, quando se critica suas gestões; polêmico, quando o tema é administração dos outros; esclarecedor, quando o assunto são soluções para o conjunto de problemas da Capital, e, por fim, apaixonado, quando o assunto é o povo goiano, que diz, conhece como ninguém.
Sem perceber a passagem das horas no seu Bulova quartz e vestido numa calça creme e camisa de manga curta (bem ao estilo de sua estampa popular desde os tempos de moço), Iris, em gestos enfáticos, falou de tudo. Criticou o excesso de cheques (programa social) e que, em vez de ajudar a população, faz é prejudicá-la, lembrou da necessidade de se concentrar esforços na educação básica das crianças, disse ser seu objetivo estimular ainda mais a criação dos centros municipais de educação infantil (os Cmeis) e afirmou estar disposto a concluir o monumento em homenagem a Pedro Ludovico, da falecida artista plástica Neusa Moraes, além de lutar pela preservação da moreira da Rua 24 (primeiro palácio estadual, abrigado nas proximidades da Praça do Botafogo e onde Pedro Ludovico, como interventor, fez seus primeiros despachos em Goiânia).
Numa visceral análise do ser humano, Iris se mostra angustiado e diz que quase tudo está errado. Copidesca a ação dos políticos, exige mais ética, aposta na força dos jovens enquanto forma celebradora da democracia, lembra que em momento algum pensou em pendurar as chuteiras e aproveita para fazer mea-culpa ao pouco tempo dedicado à família. Como político, não deixa de ressalvar aqueles que tiram férias em cargos executivos.
Na entrevista que se segue, onde responde perguntas dos jornalistas Batista Custódio, editor-geral do DM; João Bosco Bittencourt, diretor de Redação, e dos editores-executivos Deusmar Barreto, Ulisses Aesse e Reale Palazzo, Iris revela os verdadeiros motivos que levaram à venda da Usina de Cachoeira Dourada e afina seu discurso com o PMDB, seu partido desde o início de sua vitoriosa carreira política.
Diário da Manhã - Qual a diferença que o senhor encontrou na Prefeitura 40 anos depois?
Iris Rezende - Hoje está mais fácil, porque naquela época Goiânia ainda se ajustava como cidade que adquiria sua autonomia administrativa. E naquela época o município não recebia ajuda, nem contribuição de qualquer poder. Hoje, o município conta com 25% do ICMS, embora Goiânia tenha sido muito prejudicada nessa área, o município tem participação em alguns impostos federais, que integram o Fundo Nacional dos Municípios. Achei mais fácil. Naquela época não tínhamos nada disso. Ainda não existia o Imposto Sobre Serviços como fonte de renda a se considerar na cidade. Era tudo muito pequeno. Então naquela época, eu cobrava a taxa de asfalto, hoje dispensamos isso, dispensamos porque? Naquele tempo os setores ricos não eram asfaltados: Setor Oeste, Aeroporto, Setor Sul, parte do Bairro Popular, Vila Nova, Campinas eram bairros relativamente ricos, mas não tinham asfalto, não tinham nada, mas o povo era independente ali. A gente ainda podia cobrar. Hoje posso cobrar. A lei me permite a taxa de contribuição de melhorias, pavimentação, mas só estou asfaltando setores pobres e mais carentes. Então tive até a petulância de encaminhar à Câmara Municipal projeto isentando da taxa de contribuição de melhorias de asfalto às famílias que tem só tem um imóvel. Não sei se pela minha experiência administrativa, mas hoje estou achando tudo muito mais fácil.
DM - O senhor julga que vai cumprir todas as promessas que fez durante sua campanha ou acha que precisará de mais quatro anos?
Iris - As promessas feitas serão todas cumpridas. É claro que determinadas áreas não têm fim. Acho que para a educação municipal que a população está a merecer, ainda demanda algum tempo. Melhoramos muito a educação, estamos melhorando, porque hoje tenho uma visão às vezes até diferente. Entendo que se o governo estivesse dando ao filho do povo, dos trabalhadores, uma educação de alta qualidade, semelhante aquela que o filho do rico recebe nas escolas particulares, teria, em termos de futuro, muito mais valor do que essa quantidade de cheques que se distribui hoje para uma família, principalmente nos grandes centros. Porque esses cheques resolvem um problema do dia de hoje, mas não está criando aquela perspectiva de uma justiça social à altura. Hoje entendo: não se deve falar em justiça social sem se falar na educação. É o único caminho para promover a justiça social no Brasil, criando igualdades de oportunidade é investindo no filho do trabalhador, justamente na educação. E estamos dando exemplo disto. Encontrei um programa que me apaixonou: foi o Centro Municipal de Educação Infantil. O que é esse programa? É um misto de creche e jardim de infância. Porque ele é importante? Porque o filho do pobre nunca tinha oportunidade na creche, de se adaptar à escola, e o jardim de infância é isso. Além de guardar criança rica durante o dia, ela adapta aquela criança à escola. Quando chega no ensino fundamental, o filho do rico vai depressa, o filho do pobre fica porque não teve tempo de adaptação. Encontrei esse programa e, dos 62 centros, já implantamos 32. Já ultrapassamos em 50%.
DM - A tendência é priorizá-los?
Iris - Eram 4 mil criancinhas de zero a sete anos. Hoje estamos com 7 mil. Estou dando ao filho do casal trabalhador ou ao filho da mãe solteira ou da mãe viúva, aquilo que o filho do rico tem nos sofisticados Jardins de Infância e o ensino fundamental também: um ensino à altura. Amanhã, ela vai competir em pé de igualdade, queira nos vestibulares, nos concursos públicos. Quer dizer, vai tirar de letra no futuro. Então isso não se muda, não se completa durante um mandato. Acho que é uma cultura educacional que se cria em torno de quem sabe três, quatro ou mais mandatos, porque não adianta começar. Amanhã entra um outro que até entender aquilo o mandato já passou. Por exemplo, não condeno aqueles que implantaram no município de Goiânia o sistema de Ciclo. Mas implantaram açodadamente, porque o sistema de ciclo só se torna realmente aquilo que seus idealizadores conseguiram dando à criança tempo integral nas escolas. E agora que estamos estabelecendo em torno de quatro ou cinco escolas municipais que vão manter a criança ali em tempo integral, ela vai chegar de manhã e sair no final do dia.
DM - O senhor acha que está existindo uma mudança real no ensino?
Iris - Em Goiânia, a criança ia para o estabelecimento estadual já no segundo grau até que o pai descobria que a criança não sabia ler. Bem, mas vamos corrigindo isso e queremos também que o ensino fundamental em Goiânia dentro de pouco tempo -- e acho que vamos conseguir -- seja referência nacional. Por quê? Por que Goiânia tem o maior e melhor potencial na área de mestres. É uma coisa que vocês não sabem. Temos aí mais de 12 mil educadores municipais, 98% deles tem curso de graduação. Não sabia. Fiquei sabendo depois que entrei na prefeitura. 50% têm curso de pós-graduação e 20% têm doutorado. Quer dizer, um potencial extraordinário que temos que utilizar. Então esses Cimeis tem lá um professor para cada 10, 12 crianças, alguns brinquedos, tudo já se relaciona com educação.
DM - E a questão do asfalto?
Iris - O asfalto é possível que completemos até antes dos quatro anos. Estou animado, mas depende muito da arrecadação. Goiânia sofreu alguns golpes na área de arrecadação. Por exemplo, em Goiânia se arrecada 41% do ICMS do Estado. De cada 100 milhões que se arrecada no Estado 41 milhões são em Goiânia. A capital já chegou com essa liberdade que se deu ao co-índice e estabelecendo alguns parâmetros. Goiânia teve sérios prejuízos. Já participou com 33% dos 25% destacados para os municípios. Hoje tem 18%, do ano passado para esse ano reduziu mais de R$ 1 milhão por mês. Quer dizer, ela contribui com 41%, deveria ter pelo menos 41% dos 25, mas possui apenas 18%. É um desastre. Agora, a renda per-capita, nós vamos melhorando o nível de vida do goianiense. Mesmo assim estamos fazendo, estamos asfaltando. E olhe que já urbanizamos 100 praças.
DM - Cem praças?
Iris - Cem praças. Goiânia tinha 411 praças quando assumimos a prefeitura. Nós já urbanizamos 100. E são praças grandes. Chega lá no Parque Atheneu, é uma praça de um quarteirão. Do Marilizia para cá o primeiro é mais um quarteirão. Agora, nesse primeiro mutirão, fizemos lá em 72 horas uma praça de 80 mil metros quadrados, com iluminação, com tudo.
DM - O governo fez a ETE, mas temos 79 nascentes dentro de Goiânia que estão poluídas. Uma sugestão seria instituir mutirões e escolher um empresário para ficar como patrono daquela nascente, com a prefeitura fornecendo máquinas e essa pessoa mobilizaria a população para fazer a limpeza geral em todas as nascentes, lacrando esgotos clandestinos até que ficassem potáveis numa obra que mudaria Goiânia. O que o senhor pensa?
Iris - Nós estipulamos um projeto de preservar todas essas nascentes e áreas verdes ainda existentes e vamos implantar 52 parques. Quando você passa a preservar, a dar oportunidade dos moradores da região aproveitar e freqüentar, a população responde. Temos várias experiências que indicam que vai evoluindo a cultura conservasionista da população. Vamos aproveitar esse embalo e vamos já deixar todas essas áreas verdes devidamente urbanizadas, com passeio, com possibilidade da família passar bons momentos ali.
DM - E sobre a Moreira da Rua 24? Pedro Ludovico fez o acampamento dele e governou Goiás dali. Agora querem se apropriar disto. Não acha que a prefeitura deveria desapropriar o terreno, trocar por outro? E tem também o monumento a Pedro Ludovico que a escultora goiana Neuza Morais trabalhava quando morreu. O senhor não acha que a prefeitura deveria tomar as providências para erguer o monumento na Praça Cívica?
Iris - Eu vi no jornal a reportagem da Moreira e a prefeitura está verificando o que deve ser feito no sentido de preservar. Quanto a Neuza Morais, sempre fui um entusiasta do trabalho dela. Vamos viabilizar os dois projetos.
DM - Como está a retomada do projeto Macambira-Anicuns?
Iris - Na campanha passava-se a impressão de que o projeto já estivesse em execução, mas até hoje não foi concluído, mas estamos em cima. Vieram duas missões aqui do Banco Mundial. Agora tem esse rito no Brasil, precisa passar pelo Ministério da Fazenda, Senado Federal. Eu acredito que aí dentro de uns seis meses a gente começa as obras. E quando as obras começam eu sou violento, é 200 km por hora.
DM - Circulou a informação de que a prefeitura não estava conseguindo honrar com seus compromissos de asfalto. Foi por isso que o senhor determinou que os secretários cortassem gastos?
Iris - Não. Isso não existe. Eu determinei economia interna desde o primeiro dia que assumi a prefeitura. A minha função como coordenador é reunir a equipe de vez em quando e dar uma balançada. Falei: olha, vem cá, vamos gastar 30% a menos com combustível nos caminhões e máquinas, e por aí afora. Vou contar para vocês como é que eu administro: todos os dias, às 10 horas da manhã, chega para mim que foi arrecadado no dia anterior e o que se pagou, quem recebeu, quanto recebeu, aquela coisa toda. Por quê? Porque eu tenho minhas ordens. Eu entrei e congelei os débitos de 2004. Então, para pagar um processo de 2004, tem que ter minha autorização. Eu quero ver se está sendo obedecido. Eu recebi a Prefeitura com R$ 250 milhões de dívidas contraídas nos últimos oito meses de administração. Então, quando autorizo uma obra, eu sei porque estou autorizando. Se a situação está apertada, eu puxo a rédea. Se está bem, começo a acelerar. Agora estamos retomando as obras de asfalto. Terminaram as chuvas e vamos entrar de novo aí no serviço de pavimentação.
DM - Como está o relacionamento da prefeitura com a câmara? Do lado de fora, a impressão é que é péssimo.
Iris - Comecei minha vida pública na câmara. Então, compreendo. Lá são 34 vereadores, cada um reage de forma diferente. Isso é próprio do parlamento. Quando comecei como vereador achei que iria resolver os problemas de Campinas em um mês. Então, fui notando que minha ação como vereador era limitada. Assim, essas contrariedades na câmara quando se inicia uma legislatura são naturais. Eu trato a Câmara com muito respeito e quero que a prefeitura também seja respeitada.
DM- Mas essa turbulência não atrapalha a administração? A reforma administrativa, por exemplo, teve que ser recolhida.
Iris - Não. Eu retirei a reforma porque o governo estadual meteu o bedelho lá, e eu não queria abrir briga com governo.
DM - Como avalia os mais de 40 dias do governo de Alcides Rodrigues?
Iris - Ninguém pode avaliar uma administração com 40 dias. Não tenho como avaliar.
DM - E como é seu relacionamento com o novo governador? Com Marconi Perillo, por exemplo, o senhor tinha um bom diálogo.
Iris - Quando assumi a prefeitura eu tinha consciência de que nem o Lula e nem o Marconi iriam administrar a prefeitura para mim. Então o que nós criamos, eu e o Marconi, um relacionamento institucional de respeito. Pedi ao governador Marconi à época que determinasse à Saneago para não deixar faltar água e esgoto nos bairros porque tinha um programa de asfaltar tudo. Eu não posso reclamar, eles têm se esforçado. O que tenho reclamado é para eles pagarem a prefeitura o que o Estado deve. A Saneago acabou de pagar, agora a Celg temos ainda um acerto para fazer. A SMT deve energia, mas a Celg deve repasse para a prefeitura da taxa de iluminação pública. Na questão do transporte urbano, eu não fiquei perdendo tempo aí. Assumi, convoquei os empresários, cooperativas, discuti com eles e e se empolgaram tanto que já colocaram 416 ônibus novos. Acho que uma pessoa da minha idade não pode ficar perdendo tempo com questiúnculas e nem ficar à espera de ajudas. O mérito do administrador é conseguir fazer muito com pouco dinheiro.
DM - O pré-candidato do PMDB ao governo, Maguito Vilela, vai enfrentar na campanha principalmente a acusação de que vendeu Cachoeira Dourada quando devia preservá-la. O que acha?
Iris - Eles imputam a Maguito a venda de Cachoeira Dourada e ao PMDB a venda do BEG, quando na verdade, foi determinação do governo federal. Primeiro investiram contra as instituições de crédito estaduais, fecharam estupidamente a Caixego, privatizaram, obrigaram a privatização do BEG, para que ele não fosse liquidado. Veja bem, me lembro daquilo, 90 milhões de títulos vencidos no BEG não cobrados, deram aí não sei quantas horas ou o estado punha o dinheiro no caixa ou iriam liqüidar. Quer dizer, tinham aquela tara pela privatização. Da forma como as privatizações foram feitas, podem cometer erros. Foi uma privatização exagerada, rápida, podíamos ter privatizado, mas com resultados muito maior para o País. Veja a Vale do Rio Doce por Exemplo. Ela foi vendida por dois, três bilhões de dólares, inclusive com dinheiro do próprio governo financiando a compra. O ano passado ela deu 10 bilhões de dólares de lucro num ano. Era uma empresa que podia pagar todas nossas dívidas externas, um patrimônio imenso. Quer dizer, tudo isso foi dado de graça.
DM - Hoje as palavras que estão na cabeça do brasileiro é medo e desesperança. Medo por causa da violência e desesperança em face das denúncias de corrupção. O que o Brasil precisa para que o brasileiro possa recuperar a auto-estima?
Iris - Olha, o País não pode continuar como está. Tem que se rever tudo, sobretudo na área política. O País está passando por uma corrosão inaceitável. O comportamento de quem assume função pública neste País tem que mudar, bem como comportamento na vida particular e privada. A impunidade no Brasil é o maior mal, é o que tem proporcionado esse desmoronamento de nossas instituições, do próprio caráter humano. O Brasil perdeu um momento importante na sua história: foi quando da convocação da Assembléia Nacional Constituinte.
DM - A nova constituição nasceu torta?
Iris - Naquele momento o Brasil tinha que ser passado a limpo. Ali teria que se começar um novo dia na vida nacional, mas, o que virou aquela constituição? Virou um amontoado de pleitos. Todos os segmentos se sentiram no direito de ir à constituinte, em comissão, pedir. E a comissão não negou nada. De repente, acordamos para uma realidade: se colocou ali o possível e o impossível. O exagero até. Foram tantos direitos mas e os deveres? A constituição ficou tão defeituosa, que o que mais existe no Congresso Nacional são propostas de emenda constitucional.
DM - De que forma o País pode ser revisto?
Iris - Pode ser um sonho, mas acho que pode ser um caminho: convocando-se uma Assembléia Nacional Constituinte e já determinando na própria convocação que quem integrá-la não pode se candidatar nos próximos 10 anos seguintes.
DM - Seria exclusiva?
Iris - Sim, porque? Todo mundo que foi eleito constituinte, procurava atender às reivindicações para receber o voto daí a dois anos, quando se candidatasse à reeleição. Não há possibilidade de conseguir uma boa constituição se quem vota não tem a consciência de que ali é um pacto.
DM - Ou seja, seria eleito o Congresso Nacional e uma constituinte paralela.
Iris - É claro. Comecei a desenvolver essa idéia ainda senador. Eu pensava em ser reeleito. Então reeleito eu poderia desenvolver mais aquele trabalho. Agora, a questão é para você convocar hoje uma Assembléia Nacional Constituinte. Isso teria que ocorrer pelo próprio congresso, e com esse congresso que está aí é muito difícil mudar as coisas.
DM - Não há cenário para mudanças?
Iris - Hoje vivo até momentos de angústia. Eu não enxergo possibilidades de uma mudança radical de comportamento do mundo político com esse quadro que está aí. Eu estou preocupado por que eu não sei até quando a opinião pública vai tolerar tanto escândalo. Quando a gente pensa que acabou uma coisa, vem essa história de ambulâncias e daqui a alguns dias irão surgir outras questões. Quer dizer, onde estamos? Digo aqui com muita ênfase, não é esse o comportamento que o País está a esperar das câmaras municipais e das assembléias. É esse o comportamento que o País está a sonhar com o congresso nacional? Não é também, e aí vamos incluir prefeituras, governos estaduais e governo federal. Está quase tudo errado. O problema é sério, não pode continuar. Olha o imposto que o brasileiro está pagando hoje, olha a política de juros. Está custando tudo muito caro para o povo. Afinal, quem é que paga imposto nesse país? É o povão. É o povão que consome, que passa fome, que está aí sofrendo nos ônibus, filas de hospital, postos de saúde. É esse povo que paga imposto, por que quando ele compra o chinelo ali foi embora uma parte do salário dele no imposto, quando compra, por mais humilde que seja, a calça, a camisa o vestido, quando ele compra o caderno para o menino dele, está pagando imposto. E pesado. Aí pergunto: com tanto imposto o povo está recebendo todo esse esforço em benefício? Não está. Isso vai para as mãos de poucos.
DM - O senhor não acha que há corporativismo? Por exemplo, o MST quer tudo para os sem-terra e os fazendeiros querem perdão para as dívidas. A sociedade não deveria reagir contra isso?
Iris - Tem que reagir contra tudo. Está quase tudo errado. É justo que num país com a dimensão territorial do nosso, o governo ainda se torne insensível a essas pessoas que querem um pedaço de terra e não conseguem? Ora, isso é coisa de resolver de um ano para o outro. Quando o governo quer resolver, ele consegue. Mas existe um pouco de política. Desta forma, no momento em que destinar terra para todo mundo, a política nessa área desaparece, porque não tem mais motivação. Quanto aos agricultores, estou sofrendo na carne. porque está desesperado aí, fechando rodovia? É por que o governo não conseguiu uma política agrícola que dê segurança a essas criaturas. Todo agricultor comprou adubo, insumos, que não são baratos, com o dólar a R$ 3,80. O dólar hoje esta a R$ 2 e pouco. O preço do produto caiu. culpa de quem? Da política econômica. Que política é essa que deixa o dólar lá, ontem estava a quase R$ 4 e, de repente, vem para R$ 2? A agricultura tem que ser tratada de maneira diferente.
DM - O senhor colocou suas máquinas na estrada também?
Iris - Não (risos). Mas eu disse isso na abertura da Pecuária: o governo tinha que ter criado uma política de preço mínimo enquanto garantia. Por que vem um veranico e o agricultor quebra. Vem uma supersafra, uma intempérie aí e o agricultor quebra. O próprio governo não consertou a estrada para transportar. Passa da hora de colher e se perde tudo. Seria o caso de o governo estabelecer um seguro firme e sério para acudir o agricultor numa dessas intempéries, estabelecer um preço mínimo que corresponda simplesmente ao custo de produção. Não é para ele ter lucro, não. É para ele não quebrar. Nós fizemos isso quando eu era ministro da Agricultura (governo Sarney) e a produção do País estourou. Agora, tratar a agricultura como um item qualquer da economia num regime capitalista, onde toda ação é de risco, amanhã pode acontecer um grande fiasco de faltar arroz e feijão na mesa do povo. É muito séria a situação. O agricultor tem razão, os sem-terra têm razão.
DM - É difícil para um homem de bem vencer no País?
Iris - O povo é sábio. O grande mal desse País, é que chega em época de eleição, muitos aproveitam das dificuldades do povo, dificuldades fortes, e levam vantagem.
DM - Como é que o senhor explica o fato de o presidente Lula continuar favorito para a reeleição mesmo depois de tantas denúncias e acusações?
Iris - Quem sabe se dentro desse conceito o povo está achando que no meio de tudo ele ainda é o melhorzinho?
DM - O senhor também pensa desta forma?
Iris - Estou angustiado com esse quadro e não tem paixão. Eu sou frio, vivido, calejado. A coisa não vai bem, está mal conduzida em todos os aspectos.
DM - Há o perigo de o povo achar que a democracia não resolve?
Iris - Este é o grande perigo de qualquer país. Quando o povo perde a crença, a confiança nas suas instituições democráticas, ele se torna como aquela criatura que, afogando no rio, se agarra em qualquer raiz para se salvar. Esse é o perigo.
DM - Esse perigo poderia chegar ao retrocesso institucional, a volta da ditadura?
Iris - Não chegaria a tanto. Perigo nós corremos, sob muitos aspectos, até para a desordem. Por que o cidadão, o chefe de família, tem limite também de paciência, de tolerância, e num determinado momento isso pode redundar até em perda de juízo, de senso. Nós temos que rever tudo.
DM - Teria sido essa angústia do senhor que levou o apóstolo César a anunciar que o senhor pensa em pendurar a chuteira, em se aposentar?
Iris - Isso foi um equívoco, eu não tenho direito de falar que vou pendurar a chuteira. O dia que pensei e fiz isso, fui lá mexer com soja daí a quatro meses estava aqui sacudindo o partido.
DM - O senhor concorda com as opiniões do governador de São Paulo, Cláudio Lembo, segundo as quais a elite branca deveria enfiar a mão no bolso e dividir com os pobres para que a violência do Brasil não fosse tão intensa?
Iris - A questão da segurança pública no Brasil é a impunidade. Falta dinheiro para São Paulo? Não. São Paulo tem tudo, nada no dinheiro. A violência acontece por que nossos códigos penal e de processo penal favorecem a impunidade. A pessoa de má indole não se preocupa com a prática de um crime, ela sabe que não será punida. É claro que existe a injustiça social. As favelas, por exemplo, representam ambientes que induzem as pessoas ao crime, por que ali a pessoa perde a auto-estima, os filhos crescem na promiscuidade, isso sem falar no desemprego que é um passo para o crime. Temos que rever muita coisa, mas culpar uma elite também é uma forma fácil de justificar aquilo que aconteceu em São Paulo, um estado que se considerava o supra-sumo e, de repente, se viu vítima de um grande sobressalto.
DM - E esta absolvição em massa de parlamentares acusados de irregularidades? Como vê a pizza servida no congresso?
Iris - Isso foi um erro imperdoável do congresso, tanto é que isso vai repercutir nessas próximas eleições.
DM - O senhor acha que haverá uma renovação acentuada no congresso?
Iris - Eu entendo que haverá uma grande renovação se surgirem candidatos suficientes para tal, por que o povo está ficando tão descrente que não quer nem se candidatar.
DM - O senhor acha que também pode haver um grande número de votos nulos e brancos?
Iris - Eu acho que o povo tem conhecimento suficiente para entender que não é por aí né? Por que o voto em branco e o voto nulo é a oportunidade que os indesejáveis têm para se reeleger.
DM - O senhor vai apoiar a chapa com o senador Pedro Simon (RS) e Anthony Garotinho (RJ) que tenta disputar a Presidência pelo PMDB?
Iris - O que o partido decidir eu acato.
DM - O que pensa sobre esse processo de disputa interna do PMDB?
Iris - Horrível essa dubiedade do partido. Eu fico com pena por que o PMDB é um grande patrimônio político.
DM - O que achou da mini reforma eleitoral?
Iris - Insignificante. Não é proibindo o uso de camisetas que vamos consertar isso aí.
DM - Proibir showmicio foi correto?
Iris - Foi, mas foi pouco.
DM - O povo não vai lá para ver político, mas para ver o cantor...
Iris - Mas vai corrigir muito pouco diante da dimensão de abusos que nós temos na área poítica. Hoje a influência do poder econômico é paupável, a influência de quem está no poder ganhar uma eleição é paupável. Nós precisamos de uma reforma muito profunda na área eleitoral.
DM - Os programas eleitorais na TV também deveriam sofrer mudanças?
Iris - No momento que em que o programa na televisão se resumir em palestras, na fala pessoal de cada candidato, que não poderia ler, não poderia se produzir, iria só mesmo com sua cara e suas idéias, teríamos uma eleição realista. Quem tem dinheiro contrata os Dudas Mendonças da vida, produz um programa extraordinário. O outro não tem, já começa o dinheiro a influenciar, por que fica cara a produção de um programa. O correto é o candidato falar o que pensa, pronto e acabou.
DM - A política ambientalista precisa ser revista?
Iris - Nós temos que defender a natureza, a fauna e flora, com racionalidade. Quando Deus fez o mundo, o fez em função do homem. Mas se ele não interferisse na natureza, viveria apenas de frutos e de peixes. Então temos que tocar a terra, mas tocar com respeito à natureza, estabelecer as regiões que podem ser cultivadas e as que não podem. Hoje temos o grande rebanho bovino mundial, com a pastagem natural de nossos campos, mas nós não temos o direito de estragar. Temos que reflorestar.
DM - Está na hora de o Brasil assumir de vez uma política ferroviária?
Iris - Eu vou além, entendo que o grande erro do Brasil nessa área foi quando fez opção pelas rodovias em prejuízo das ferrovias. O Centro-Oeste teria alcançado uma dimensão na área econômica muito grande se há 50 anos a ferrovia tivesse prosseguido e avançado, porque o transporte pelas rodovias é muito mais caro que pelas ferrovias.
DM - Não acha que alguém tem que ter coragem de corrigir esse erro?
Iris - É preciso. Isso tem sido o pecado de muitos governantes: não estabelecer prioridades, e não ter coragem de fazer as coisas.
DM - O político Iris tem obtido voto da juventude?
Iris Rezende - Essa geração que hoje já participa das decisões políticas, essa geração nova, ela não me conheceu como político porque foi a fase de cassação que vivi. Fiquei 11 anos fora da ação política e ela está me conhecendo agora. Esses meninos que votaram com 16, 18, 19 20 anos, essa geração tinha seis anos quando deixei o governo de Goiás e agora que ela voltou a tomar conhecimento da presença do Iris na vida política administrativa do EStado.
DM - Essa juventude conversa com o senhor, o procura para fazer reinvidicações?
Iris - Entendo que a minha presença na disputa municipal despertou a atenção desse segmento porque de qualquer maneira foi um fato e observo que os jovens estão a cada dia acompanhando as nossas ações nosso comportamento, nossas reações, tanto é que me vem aqueles convites para formaturas, sem pedido nenhum. Tenho paraninfado dezenas de turmas, dezenas e dezenas. Quer dizer, não tenho como ajudá-los com dinheiro, com nada porque realmente eles estão nos conhecendo hoje como políticos. Vejo, quando vou a essas solenidades. Quando vou aí me infiltrando no meio do povo, nos dias de mutirão, nas inaugurações ou no início das obras. A juventude tem-se voltado para mim com muito carinho.
DM - O senhor dedicou grande parte da vida às atividades burocráticas, executivas. E o moço Iris ainda continua no senhor, mesmo com a idade e a experiência acumulada?
Iris - Integralmente. É um fenômeno que acontece no meu ser. Sobre o aspecto espiritual vibro com as coisas como vibrava a 30, 40 anos e encaro meus projetos políticos, administrativos com o mesmo entusiasmo, com a mesma determinação de antes.
DM - Então, o senhor continua o mesmo moço?
Iris - Bem, sempre provido de muito entusiasmo e muita fé no futuro. A minha vida tem sido tão atribulada desde a fase estudantil que a vida passa e eu não vejo.
DM - E o Iris família? O senhor tem tido tempo para se dedicar à família?
Iris - Não, foi uma falha na minha vida. Não vi meus meninos crescendo. Não tive tempo de curtir a família e quando fui cassado, veio aquela preocupação de não poder fracassar na vida privada. Então, de novo eu vivia dia e noite, quase todos os dias, em audiências no interior, audiências que muitas vezes iam longe sobretudo na área criminal e quando ia até a noite, chegava de madrugada no dia seguinte e saia de novo. Sempre foi uma vida de muita agitação. E eu então advogando no terceiro ano de advocacia, no segundo ano comprei uma gleba de terra em Britânia. Fim de semana corria para lá para a fim de formar fazenda. Quer dizer, sempre tive uma vida muito agitada e aí ocorreu essa falha. Hoje fico querendo tirar diferença em cima dos dois netinhos que tenho. A minha família talvez não entenda. O Cristiano quando nasceu, eu era prefeito e telefonava para lá dizendo para não deixá-lo dormir, porque queria vê-lo, mas chegava em casa 22 horas, 23 horas. Então passou, ele cresceu dormindo pouco (risos), mas tudo valeu a pena. Meus filhos entendem a minha ausência naquela fase importante na vida de cada um. Se não me dediquei a eles, me dediquei a milhares e milhares de filhos por esse Estado afora.
DM - O senhor acha que o politico que exerce o cargo executivo tem o direito de tirar férias?
Iris - Bem isso depende da formação de cada pessoa, porque tem aquele ditado: "Cada cabeça, uma sentença". Sempre entendi que ao assumir uma função executiva, já que o tempo, o período é tão pequeno para a quantidade de problemas que devem ser resolvidos, não se deve tirar férias. Então você tem que desdobrar, para cumprir aquele lema que sempre adotei "Quarenta anos de trabalho e quatro anos de governo". Então você não tem tempo de tirar férias e essa é a única exigência que sempre fiz desde quando fui prefeito pela primeira vez, governador. Até hoje prefeito, ao convidar uma pessoa para integrar minha equipe, faço isso. Se alguém atender meu chamamento tenho algumas exigência à pessoa pública, por exemplo, não tirar férias, não descansar sábados e domingos e se entregar de corpo e alma a missão.
DM - Qual a sua agenda aos sábados e domingos? O senhor tira algumas horas de descanso?
Iris - Não, não paro. Estou sempre conhecendo, contactando pessoas com as quais entendo que preciso conversar, até para conhecer a realidade local.
DM - O Brasil vai ganhar a Copa?
Iris - Eu nunca tive tempo para ser desportista, porque a política não me deixou. Desde rapazinho eu era presidente de dois grêmios estudantis. Muito jovem fui candidato a vereador, presidente da câmara. Na prefeitura, quando fui cassado tinha aquele medo de fracassar na vida privada, de não dar conta. Estava casado com dois filhos. Nunca tive tempo de dedicar aos esportes mas a cada quatro anos, quando vem a copa do Mundo, então eu reflito sobre o quanto eu amo essa pátria. E eu sofro.
DM - Por quê?
Iris - Medo de perder, fico lá sofrendo.
DM - O Senhor acha que o Brasil ganha o hexa?
Iris - Ah, vai ganhar.
DM - Ronaldinho gaúcho é igual ou melhor do que Pelé?
Iris - O Ronaldinho faz coisas que o Pelé não dava conta, mas até hoje o Pelé é insuperável. Pelé é o maior dos gênios. Agora, o Ronaldinho vai melhorar muito mais ainda e pode até superar o Pelé.
DM - Como mantém a boa forma física?
Iris - Faço esteira todos os dias. Começo às cinco da matina, a única hora que tenho disponível. Nas terças e sextas-feias vem o personal.
Iris - Qual o segredo da boa saúde?
Iris - Eu acho que você tem que se preservar na proporção que os anos passam justamente movimentando o organismo, porque a tendência da pessoa humana é, com o passar dos anos, ir se acomodando. Então a partir dos 60, o próprio organismo pede mais tranqüilidade e passa a definhar. Então, se você obriga o organismo a se movimentar, ele requer mais alimentação.
DM - O senhor faz dieta?
Iris - Eu como muita fruta. Eu como bem.
DM - Come frituras? Torresmo, banana frita?
Iris - Não. Nada de frituras. cortei tudo.
DM - Mas isso foi depois do acidente automobilístico durante a campanha de 1990?
Iris - A cerca de sete anos minha taxa de glicose passou a subir um pouco e eu fui no doutor Nelson Rassi, que é um médico extraordinário e ele ficou comigo umas duas horas. Ao final ele disse: olha, se você se adaptar a umas restrições que vou fazer na hora da alimentação, você nunca será diabético. Eu era louco com leite e ele: não, você tem que tirar por que não justifica leite para pessoa idosa. E eu cortei o leite. Bebida, só uma dose por dia. Frituras, acabou. Óleo em casa só de canola. Tudo que ele receitou eu segui.
DM - Então é disciplinado?
Iris - Ah, eu sou muito.
DM - O senhor não fica sofrendo?
Iris - Não. Eu como muita fruta. O médico pediu que eu só evitasse quatro frutas: uva, caqui, ata e banana. Só não obedeci em relação à banana(risos).
DM - O senhor é estressado, explode de vez em quando?
Iris - Não. Eu durmo bem. Durmo pouco, mas bem. Às 23 horas tenho que me acomodar. Então me isolo. Tenho facilidade de bloquear o cérebro para não ficar sofrendo com as coisas, com pessoas. Nunca fiquei apegado a poder, nunca. Eu saia do palácio, no outro dia passava na porta e nem olhava para lá.
e saia de novo. Sempre foi uma vida de muita agitação.
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Carlos Honorato
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30/05/2006 22:29:25
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Abadia convoca coletiva
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A governadora do DF, Maria de Lourdes Abadia, conversou agora à noite com o candidato do PFL ao Buriti, José Roberto Arruda, e com o vice Paulo Octávio. Depois da conversa, ela convocou uma entrevista coletiva para dentro de instantes no Palácio do Buriti.
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Carlos Honorato
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30/05/2006 22:26:10
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MP mantém embargo a fazendas da Avestruz Master
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Do Diário da Manhã
O Ministério Público (MP) manteve hoje (30) o embargo e interdição das fazendas Master em Goiás. Está proibido por tempo indeterminado o abate de aves e liberado apenas atividades de trato para a sobrevivência do plantel.
Na terceira reunião entre o defensor jurídico da Avestruz Master, Neilton Cruvinel Filho, o presidente da Agência Ambiental, Zacarias Calil, a promotora Sandra Mara Garbelini e o coordenador do Centro de Apoio Operacional (CAO) de Defesa do Meio Ambiente, Ricardo Rangel, houve determinação para que a empresa apresente plano de conclusão das obras de reparo ambiental e responda questionário de cerca de 30 perguntas sobre o seu funcionamento.
De acordo com Ricardo Rangel o embargo e a interdição serão mantidos até que haja adequação das fazendas. A Avestruz Master continua impedida de abater aves mas, segundo Ricardo, houve liberação das atividades de manutenção porque a empresa é depositária fiel dos animais o que a obriga a zelar pelo patrimônio vivo.
A terceira reunião do grupo serviu apenas para esclarecer pontos divergentes. Até ontem havia um entendimento informal entre Sandra, Zacarias e Neilton de que a interdição não tinha efeito prático.
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Carlos Honorato
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30/05/2006 22:23:00
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Seleção faz oito gols
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A Seleção Brasileira goleou hoje o Lucerna F. C., por 8 x 0, no penúltimo amistoso antes do início da Copa do Mundo. O próximo compromisso do Brasil será no dia 4 de junho, quando enfrenta a Nova Zelândia. A estréia da equipe de Parreira no Mundial da Alemanha será em 13 de junho, contra a Croácia.
Aos 8min, Lucerna levou perigo ao Brasil. Righetti fez jogada pela direita e cruzou. Émerson cortou mal e a bola sobrou novamente para o lateral. Ele chutou no canto de Dida, que espalmou para escanteio.
A resposta brasileira veio aos 13min. Roberto Carlos arriscou chute da esquerda e a bola passou perto do gol. Aos 15min, Cafú fez boa jogada pela direita e cruzou na área. Kaká subiu, sozinho e cabeceou na trave esquerda de Zibung.
A pressão do Brasil deu resultado aos 19min. Adriano tocou para Káká, pela direita. O meia avançou, invadiu a área e chutou cruzado para abrir o placar.
Aos 23min, a Seleção Brasileira tabelou desde a defesa. Cafú recebeu e cruzou rasteiro. Adriano, de chaleira, desviou e a bola passou rente à trave direita de Zibung. Aos 27, Lúcio saiu da defesa, tocou para Ronaldo e recebe dentro da área. O zagueiro chutou rasteiro e Zibung espalmou para escanteio.
Aos 36min, Ronaldo recebeu passe de Ronaldinho e chutou na trave de Zibung. No lance seguinte, Kaká cruzou da direita e a defesa de Lucerna cortou mal. Adriano, sozinho na pequena área, pegou a sobra e cabeceou para o fundo das redes.
A Seleção Brasileira ampliou aos 42min. Kaká lançou Ronaldo, pelo meio. O atacante invadiu a área e chutou cruzado para fazer o terceiro da partida.
O segundo tempo começou com pressão brasileira. Logo aos 13min, Adriano roubou a bola do zagueiro de Lucerna. A sobra ficou para Zé Roberto, que cruzou rasteiro. Ronaldo, sozinho na pequena área, só teve o trabalho de chutar para o gol e fazer 4 x 0.
A goleada se concretizou aos 15min. Émerson fez belo lançamento para Lúcio, dentro da área. O zagueiro, recebeu pela esquerda, e chutou cruzado, sem chances para Grego: 5 x 0.
Após realizar sete substituições, o passeio brasileiro continuou. Aos 25min, Juninho cobrou falta com perfeição, no ângulo esquerdo de Grego, e faz o sexto gol da Seleção. Aos 32, Robinho, da entrada da área, chutou forte e colocou a bola dessa vez na ângulo direito, ampliando o placar. Aos 40, Adriano encerrou a goleada. O atacante recebeu lindo passe de Robinho dentro da área, driblou um zagueiro e tocou no canto.
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Carlos Honorato
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30/05/2006 22:20:42
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PFL nacional pede a Alckmin aliança no DF
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Marcelo Vieira, do jornal Coletivo
O presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), vai pedir, hoje, durante reunião do Conselho Político da candidatura de Geraldo Alckmin o apoio do PSDB à chapa pefelista encabeçada pelo deputado José Roberto Arruda. Para que isso aconteça, será preciso uma aliança entre os dois partidos e que a governadora Maria de Lourdes Abadia desista de disputar o GDF.
Antes da reunião, que teve início às 16 horas e tem previsão para entrar pela noite, Bornhausen adiantou ao Coletivo que o DF, assim como na Bahia, em Sergipe, no Maranhão e em Santa Catarina “é prioridade para o PFL”.
A decisão da cúpula pefelista foi comunicada a Geraldo Alckmin, no início do encontro, que contou com a partipação do candidato à vice-presidente pelo PFL, o senador José Jorge, e os líderes do PSDB e do PFL na Câmara e no Senado.
O presidente do PFL justificou a necessidade da retirada da candidatura de Abadia ao afirmar que “o partido avançou significativamente nos demais estados” e que “no DF, a legenda tem excelentes chances de vencer as eleições provavelmente no primeiro turno”.
Com sua candidatura invibililizada, Abadia deixa de ser a principal opção do ex-governador Joaquim Roriz. Abre-se, assim, o leque de negociações para uma conciliação dentro de sua base aliada, formada por PMDB, PSDB, PFL e PTB.
No domingo, Roriz pediu mais tempo aos seus aliados para conversar com as lideranças partidárias, prazo que pode se estender até o dia 29 de junho, penúltimo dia permitido pela legislação eleitoral para a realização de convenções partidárias.
Roriz ainda depende da decisão se o seu partido, o PMDB, terá candidato próprio ao Palácio do Planalto, o que poderá levar o ex-governador a decidir por uma chapa pura para o GDF. Os nomes seriam de Maurício Corrêa e Tadeu Filippelli.
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Carlos Honorato
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30/05/2006 22:18:44
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PFL irredutível
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Lenilton Costa, do Jornal de Brasília
O presidente regional do PFL, senador Paulo Octávio, ao que parece, está comprometido com a decisão da cúpula nacional do partido, que elegeu o deputado José Roberto Arruda como candidato da legenda ao GDF. Ontem, na hora do almoço, ele se reuniu com o presidente nacional da legenda, senador Jorge Bornhausen (SC), a quem relatou as últimas conversas com os partidos aliados e reafirmou a sua candidatura a vice-governador.
Pela manhã, Paulo Octávio esteve com correligionários que defenderam a sua candidatura, em reunião fechada, em um prédio do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). No encontro, o senador teria dito ao grupo político que comanda que o nome de Arruda está consumado e que não há mais instrumentos para reverter os destinos do partido, definidos pelo senador Jorge Bornhausen, no dia 2. À tarde, os dois participaram, juntos, de uma entrevista coletiva.
Bornhausen disse aos jornalistas que só há uma possibilidade de o PFL abrir a chapa majoritária, como quer o ex-governador Joaquim Roriz: um acordo entre Paulo Octávio e Arruda, no qual o deputado abrisse mão, por iniciativa própria, da sua candidatura. "No dia seguinte à definição da chapa, eu mesmo mostrei ao ex-governador Roriz que estávamos costurando a união partidária e deixei claro que nós o apoiaríamos na corrida ao Senado", disse Bornhausen.
Risco menor
O presidente nacional do PFL relembrou o encontro que teve, na sexta-feira passada, no saguão do Aeroporto Internacional de Brasília, com os presidentes regionais do PMDB, deputado federal Tadeu Filippelli, do PTB, deputado distrital Gim Argello, do PSDB, Geraldo Campos e com o senador Paulo Octávio. "Fui muito claro e disse que a executiva nacional do PFL não tem poderes ou condições para alterar o acordo, a não ser que haja uma proposta de consenso entre Paulo Octávio e Arruda", completou Bornhausen.
O senador catarinense afirmou que a decisão sobre o can didato do PFL havia sido delegada ao ex-governador do DF e que Roriz teria prometido uma decisão para fevereiro. "Mas demorou e fomos obrigados a tomar posição", disse. Perguntado sobre a possibilidade de enfrentamento com uma chapa apoiado por Roriz, ele foi categórico. "É um risco muito menor do que ter o PFL rachado. Isso seria fatal e nos levaria à derrota. Agora, unidos, a harmonia e a chapa forte que montamos superará as demais adversidades", sentenciou Bornhausen.
Ele também demonstrou não se preocupar com as pesquisas que indicam o empate entre Arruda e Abadia, no caso da governadora ser a escolhida de Roriz. "Todas as pesquisas sempre demonstraram que os candidatos de maior densidade eram os do PFL. Estou confiante e os últimos números que vi, após a união do partido, mostra que temos 57% das intenções de voto", afirmou Bornhausen. "A possibilidade do PFL abrir a chapa está descartada", emendou.
Reunião com Alckimin
O senador Paulo Octávio também reafirmou a chapa pura do seu partido, mas revelou que procurou Arruda para tentar um entendimento que possibilitasse ampliar o espectro das alianças do partido. "Expliquei o que foi conversado com Bornhausen e os demais partidos que fazem parte do nosso grupo político. Disse que caberia a ele a decisão. Arruda colocou as suas posições e manteve firme a sua postulação. Seria ideal que o ex-governador Roriz pudesse indicar o candidato. Agora, temos de estar preparados para todos os desafios", destacou Paulo Octávio.
Hoje, às 16h, Bornhausen se encontra com o candidato do PSDB à presidência da República, Geraldo Alckimin, para quem deve reafirmar que o DF, assim como a Bahia, Sergipe, Maranhão e Santa Catarina são prioridades para o PFL. "São prioridades e não exigências", ressaltou. "São estados onde temos candidatos a governador com condições de vitória. Tivemos avanços nos demais estados e precisamos avançar aqui no DF também", disse.
"Vamos preparar Brasília para os seus 50 anos", completou Paulo Octávio, referindo-se a um possível governo do PFL no DF.
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Carlos Honorato
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30/05/2006 17:13:38
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Buscando entendimento
Alguns dirigentes partidários garantem que não tentaram dar uma rasteira no candidato do PFL ao Buriti, deputado federal José Roberto Arruda. Isto porque, na semana passada, os dirigentes foram até o aeroporto tentar conversar com o presidente nacional do PFL, Jorge Bornhausen, para dar apoio ao senador Paulo Octávio, que teria prometido renunciar à candidatura e até mesmo sair do partido, caso não tivesse êxito na sua gestão de passar a ser o cabeça de chapa no lugar de Arruda. Só que o senador nega tal coisa. Ele explica que estava e está conversando com os partidos na busca de um entendimento. "Essa proposta apareceu como uma solução possível e a levei ao presidente do PFL, Jorge Bornhausen. Mas a decisão do partido só pode ser revertida em um acordo com o deputado federal José Roberto Arruda", diz o senador pefelista. Só que pelo visto a tese da mudança da cabeça de chapa acabou com a conversa de ontem com a direção nacional do PFL.
Assumindo a culpa
O ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, mudou a versão de seu depoimento e assumiu, em novo depoimento à Polícia Federal, toda a culpa pela quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa, que derrubou o ex-ministro da Fazenda Antônio Pallocci.
Mais ligações
O delegado Luiz Flávio Zampronha, que comanda as investigações sobre irregularidades em Furnas, solicitou a colegas do Paraná informações sobre a "Operação Castores", que apura fraudes a licitações de empresas do setor elétrico. Acredita ser possível encontrar ligações importantes entre os dois casos.
Semelhanças
Conforme as apurações, Furnas teria servido ao seu então diretor Dimas Toledo como fonte de recursos para o abastecimento do chamado "Caixa Dois Tucano", que teria distribuído dinheiro para aliados do então presidente Fernando Henrique Cardoso. Já na Castores são investigadas compras de equipamentos para usinas termoelétricas adquiridas durante a "Crise do Apagão", também no governo FHC.
Programa de governo
O PT-DF realizará no sábado, às 14h, no Teatro Dulcina de Moraes, seminário para discussão e apresentação de propostas para o programa de governo na área de educação.
Discurso forte
O pré-candidato ao GDF pelo PMDB, deputado Tadeu Filippelli, engrossou o discurso e está aproveitando o início dos festejos de São João para levar seu recado a cada uma das pessoas que tem contato nas ruas e quadras do Distrito Federal. Ele relembra que deixou a Agência de Infra-Estrutura para ser pré-candidato ao Buriti, mas sempre defendeu o consenso entre partidos que apóiam o ex-governador Joaquim Roriz para fechar uma chapa vitoriosa no primeiro turno.
E a conciliação...
Filippelli lamenta que o PFL tenha fechado questão por uma chapa puro-sangue, formada pelo deputado José Roberto Arruda e pelo senador Paulo Octávio. "Sendo assim, então vamos para as ruas, explicar à população o que está acontecendo e, no momento adequado, pedir votos", afirmou o parlamentar, que vinha mantendo uma postura conciliatória até meados desta semana.
Maior prazo
O ex-governador Joaquim Roriz pediu um prazo para ter clareza quanto ao quadro nacional e, só depois tomar uma decisão em nível local. Ficou decidido que os entendimentos para obter a união da base de governo vão continuar. Apesar de o PFL não ter sido convidado para as últimas reuniões do grupo rorizista, o partido que fez uma chapa pura para disputar o Palácio do Buriti será considerado. "O PFL não participou da reunião. Mesmo assim, está incluído já que do arco de alianças construído pelo governador, também faz parte o PFL", explica o vice-presidente do PSDB-DF, Gustavo Ribeiro.
Em cima do muro
A indefinição fez o PTB adiar uma declaração de apoio a um dos pré-candidatos. A executiva regional chegou a se reunir esperando os interlocutores do partido voltarem da casa de Roriz. Eles só conseguiram marcar a data da convenção: 11 de junho. Uma nova reunião foi marcada para a próxima quinta-feira, para tirar um indicativo de apoio: Arruda ou Abadia. Um ponto já é definitivo: quem o PTB deve indicar para ser candidato a vice. "Nosso nome é o senador Valmir Amaral, que já é nosso candidato majoritário", afirmou o presidente do PTB-DF, deputado Gim Argello.
MST cresce
Quando o presidente Lula foi eleito em 2002, a contabilidade oficial apontava 60 mil famílias sem-terras acampadas. Hoje está em 230.813 famílias, o equivalente a 1 milhão de homens, mulheres e crianças. A alimentação de grande parte dos acampamentos vem de convênios com o governo Lula ou de saques promovidos em fazendas.
Novas pesquisas
O Ibope e o Instituto Vox Populi devem divulgar nesta semana mais duas novas pesquisas de intenção de voto para as eleições presidenciais de outubro. Os registros das pesquisas foram protocolados no TSE. De acordo com a legislação, os resultados dos levantamentos poderão ser divulgados a partir de quarta-feira. A pesquisa do Ibope foi encomendada pela TV Globo e vem sendo realizada desde o sábado e se encerra hoje. O levantamento do Vox Populi é o primeiro de 2006. O instituto fez a pesquisa entre
sábado e domingo a pedido da Editora Confiança, que publica a revista Carta Capital.
Licitações
As investigações não param sobre irregularidades envolvendo processos licitatórios de diversas áreas do governo federal. Teremos novidades em breve.
CPI dos Bingos
Mesmo com todo o trabalho contrário do presidente do Senado, Renan Calheiros, a CPI dos Bingos foi instalada e conclui seus trabalhos até o dia 7. Por conta dela, podem ser indiciadas 50 pessoas. O senador Garibaldi Alves prepara os últimos detalhes do relatório que deve comprometer muita gente importante da República.
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Carlos Honorato
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30/05/2006 17:10:27
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Roriz quer mais tempo
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Anna Karolina Bezerra, do Jornal de Brasília
Depois de duas horas de reunião com lideranças do PMDB e PSDB, o ex-governador Joaquim Roriz pediu mais tempo para esperar as decisões nacionais do PMDB e voltou a defender a tese da "grande aliança" entre PMDB, PFL e PSDB, na composição de uma chapa única para a disputa ao Palácio do Buriti, conforme antecipou ontem o Jornal de Brasília.
Participaram do encontro o deputado federal e presidente do PMDB, Tadeu Filippelli, a governadora Maria de Lourdes Abadia, os petebistas Gim Argello e Jofran Frejat e os tucanos Antonio Barbosa e Gustavo Ribeiro. Também estavam presentes o presidente da CEB, Rogério Villas Boas, a esposa de Filippelli, Célia, e Marcos de Almeida, articulador político de Roriz em Goiás, que veio de Goiânia só para participar do encontro.
No final do encontro, o vice-presidente do PSDB, Gustavo Ribeiro, acompanhado do secretário-geral do partido, Antonio Barbosa, leu uma nota com o resumo das discussões com as lideranças. "Reunidos com o ex-governador Roriz e a governadora Abadia, os interlocutores do PMDB, PSDB e PTB deliberaram continuar os entendimentos no sentido de manter unidos os partidos que compõem o arco de alianças construído pelo ex-governador Roriz há oito anos e vitorioso nas eleições do DF", dizia um trecho do documento.
Apesar de nenhum integrante do PFL ter sido convidado para o encontro, o primeiro cenário apresentado pelo ex-governador aos interlocutores foi em torno da manutenção da base aliada e a nota oficial anunciada, depois da reunião, inclui o PFL no arco de alianças de Roriz. "É importante manter a união dos três partidos, porque há risco para todos caso tenhamos que sair rachados", disse um dos interlocutores, que preferiu não se identificar.
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Carlos Honorato
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29/05/2006 15:12:57
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Propaganda pessoal implica em multa
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Importante aliada na estratégia de comunicação de uma campanha eleitoral, a internet ganhou algumas novas normas para as eleições 2006. A resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) número 22.158, de março deste ano, proíbe a propaganda eleitoral pessoal na rede. Quem descumprir a determinação está sujeito a multa que varia de R$ 21.282 a R$ 106.410.
O pré-candidato pode ter uma página própria na internet, isso não caracterizará propaganda extemporânea, mas deve tomar certos cuidados.
Na lei está prevista a possibilidade dos candidatos manterem uma página sob domínio “can.br”, constando o nome do candidato e também o número. Neste caso o pedido de registro deve ser feito após o registro da candidatura.
As despesas relacionadas à criação do site, hospedagem e manutenção da página ficam por conta do candidato. Está previsto o cancelamento dos sites após o primeiro turno.
Alguns pontos ainda estão em aberto e não têm uma definição clara, como no caso de chats (salas de bate-papo) e spams (envio de propaganda eletrônica não solicitada, como as malas-diretas). Para o advogado, apesar destas lacunas houve um avanço nesta área.
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Carlos Honorato
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28/05/2006 07:53:31
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Se reeleito, Lula quer buscar acordo político com tucanos
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KENNEDY ALENCAR, DA FOLHA DE S.PAULO
Em conversas reservadas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já faz planos para um segundo mandato. Além da oferta de governo de coalizão com o PMDB, Lula diz que tentará fazer um acordo político com o que ele chama de prováveis "vencedores" do PSDB após as eleições de outubro.
Lula avalia que os "vencedores" serão Aécio Neves, que deverá ser eleito governador de Minas, e José Serra, favorito na disputa pelo governo paulista. Segundo pesquisa Datafolha divulgada na sexta, Aécio e Serra seriam eleitos no primeiro turno com expressiva vantagem sobre o segundo colocado.
O acordo imaginado por Lula passa por agenda comum e pela interrupção da guerra que PT e PSDB travam desde o início do escândalo do "mensalão".
O presidente, como declarou na sexta, pretende reeditar nesta campanha a versão "Lulinha Paz e Amor" de 2002. Ele conta com o interesse de Aécio e Serra em disputar a Presidência em 2010, quando não poderá concorrer, se reeleito. Lula tem canal direto com Aécio. E vice-versa. Em Minas, é comum a intenção de voto Lula-Aécio.
A relação com Serra é complicada do ponto de vista político devido à candidatura ao Palácio dos Bandeirantes de Aloizio Mercadante, ex-líder do PT no Senado. Pessoalmente, ambos dizem gostar um do outro.
Lula deixará claro seu apoio a Mercadante, mas não pretende atuar como em 2004, quando respondeu a processo na Justiça Eleitoral ao participar de ato de campanha da então prefeita Marta Suplicy, vencida justamente por Serra.
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Carlos Honorato
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28/05/2006 07:44:18
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PFL cobra caro por apoio a tucano
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De O Globo
Unidos no esforço para impedir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, PSDB e PFL brigam como gato e rato por causa das eleições nos estados. O duelo para ver quem elege mais governadores, senadores e deputados federais é um dos principais motivos da crise vivida semana passada pelos dois partidos e respinga fortemente na candidatura à Presidência da República de Geraldo Alckmin. Diante da dificuldade do PSDB de fazer seu candidato deslanchar, o PFL cobra um preço mais alto.
Mais pragmáticos, os pefelistas querem garantir espaços importantes nos estados e fazer bancadas fortes no Congresso num eventual segundo mandato de Lula. Como precisam do apoio do PFL, os tucanos estão cedendo e perdendo posições também importantes nos estados. Quando isso não ocorre, como é o caso da candidatura do secretário-geral do PSDB, deputado Eduardo Paes, ao governo do Rio, o prefeito Cesar Maia (PFL) dá o troco com críticas públicas ao comando da campanha de Alckmin e ao PSDB.
Depois de uma semana tensa na parceira com o PFL, o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), e o coordenador da campanha de Alckmin, senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), tentam pôr panos quentes.
Mas a briga corre solta. Na quinta-feira o ex-governador Albano Franco (PSDB-SE) foi forçado a abrir mão de sua candidatura ao Senado e concorrer à Câmara dos Deputados. Os tucanos terão de apoiar a reeleição do governador João Alves (PFL) e a de sua mulher, Maria do Carmo, para o Senado. Albano foi a Brasília conversar com Alckmin, mas não obteve seu apoio.
— O PFL está botando para arrombar o PSDB. O João Alves será candidato a governador, a mulher dele ao Senado e dois genros concorrem a deputado federal — reclamou Albano.
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Carlos Honorato
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28/05/2006 07:40:52
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Ronaldo marca dois no primeiro coletivo da Seleção Brasileira
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Do Diário OnLine
O atacante Ronaldo 'Fenômeno' foi o destaque do primeiro treino coletivo da Seleção realizado neste sábado, em Weggis, na Suíça, onde o Brasil se prepara para a Copa do Mundo da Alemanha/2006. Com dois gols, ele foi o principal responsável pela vitória do time titular sobre os reservas por 4 a 1.
Depois de um 'bobinho' no centro do gramado e um rápido aquecimento, o técnico Carlos Alberto Parreira reduziu as medidas do gramado e iniciou o coletivo. O time titular não trouxe novidades (Dida; Cafu, Juan, Lúcio e Roberto Carlos; Emerson, Zé Roberto, Kaká e Ronaldinho Gaúcho; Ronaldo e Adriano).
Nos primeiros minutos, Parreira voltou a destacar a posse de bola. Com uma saída de bola lenta, que passava pelos pés dos quatro jogadores de defesa, o Brasil não levava perigo à meta do goleiro reserva, Rogério Ceni. Nesta parte do treino, o destaque ficou para o volante Edmílson, que organizava o time reserva e descia ao ataque com perigo. Os três primeiros chutes a gol foram do jogador do Barcelona.
Depois, com uma marcação pressão na saída de bola adversária, os titulares começaram a se encontrar em campo. A primeira chance saiu de uma rápida jogada pela direita, que terminou com o bom arremate de Kaká e a defesa de Rogério Ceni.
Mais solto em campo, os titulares abriram o placar. Após uma rápida jogada entre Kaká e Ronaldinho Gaúcho, a bola sobrou para Ronaldo, que de perna esquerda soltou a bomba no canto direito de Rogério. Seis minutos depois, o 'Fenômeno' fez o segundo. Ele recebeu belo passe e, com o biquinho da chuteira, tocou na saída do arqueiro são-paulino.
Antes do fim da primeira parte do coletivo, os reservas diminuíram com um gol de cabeça do zagueiro Cris.
No segundo tempo do treino, Parreira normalizou as dimensões do gramado. E, logo no início, os titulares ampliaram o placar. Em rápida investida pela direita, o lateral e capitão Cafu cruzou na área e Adriano aproveitou para só empurrar para o fundo das redes. Por fim, quando o ritmo do treino caiu, Zé Roberto recebeu bola de Roberto Carlos e tocou para o fundo das redes, que era defendido, desta vez, por Júlio César.
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Carlos Honorato
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28/05/2006 07:22:40
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Esquerda busca consenso
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Do Jornal de Brasília
A estréia do presidente do PRTB, Abdon Henrique, como mediador de uma possível aliança entre o PT e o PCdoB começou bem. Em café da manhã realizado ontem, ele e o segundo vice-presidente do partido, Ademar de Barros, se encontraram com o presidente regional do partido comunista, Apolinário Rebelo, e o pré-candidato ao Governo do DF, Agnelo Queiroz, que se mostraram interessados em se aliar ao PT, para vencer os fortes concorrentes dos partidos da base do governo.
O PT e o PCdoB buscam um consenso há algum tempo para que a esquerda esteja unida na disputa pelo Palácio do Buriti. Mas os pré-candidatos Arlete Sampaio (PT) e Agnelo Queiroz (PCdoB) não querem abrir mão de serem cabeças de chapa. Mas como a união da esquerda é importante, o presidente regional do PT, Chico Vigilante, pediu a Abdon que fizesse o papel de interlocutor, para tentar unir os candidatos na mesma chapa. "Nosso objetivo é a construção dessa ampla unidade. Tomaremos iniciativas para essa união", disse Agnelo Queiroz, ex-ministro dos Esportes.
O clima era de descontração, com muitas risadas. A reunião durou das 8h às 10h, na sede do PCdoB. "Consegui ver a boa vontade tanto do PT como do PCdoB. Agora temos que encontrar a fórmula para equacionar esse problema", adiantou Abdon.
Além das alianças com outras legendas, o PCdoB acredita ser importante contar com o apoio do PT. "Trabalhamos para reeleger o Lula, apoiamos o partido em alguns estados e queremos o PT nos apoiando aqui. Nosso esforço é para ter PT e PCdoB lutando pelos direitos do Distrito Federal, com Agnelo na cabeça de chapa", observou Rebelo.
A preferência por Agnelo na cabeça de chapa existe, mas não foi excluída a negociação com o PT, caso Arlete Sampaio não abra mão da sua candidatura ao governo do DF.
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Carlos Honorato
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28/05/2006 07:20:39
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Roriz pode anunciar apoio hoje
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Do Jornal de Brasília
Hoje, a partir das 15h, todas as atenções estarão voltadas para a residência do ex-governador Joaquim Roriz, no Park Way. De lá, rodeado de diversos articuladores políticos, Roriz faz uma reunião que pode ser decisiva na composição de uma segunda chapa para concorrer ao Palácio do Buriti ou na última tentativa de concretizar a grande aliança entre PMDB, PSDB e PFL.
Contrariando a expectativa de seus aliados, que aguardavam para ontem um posicionamento do líder, o ex-governador Joaquim Roriz preferiu passar o sábado fora do cenário político do DF. Durante todo o dia esteve recolhido na sua fazenda, em Luziânia, de onde retorna no final da manhã de hoje para, depois do almoço, receber presidentes de partidos e lideranças de seu grupo político em volta de mais uma rodada de negociações.
Roriz resolveu não participar da agenda pública da governadora Maria Abadia, como estava previsto. Vários aliados têm visto sinais de que Roriz possa se posicionar logo após a reunião, mas a tendência é que ele deixe a decisão para amanhã. "O encontro não é restrito a partidos, mas a pessoas que são interlocutores, o grupo político que estará em volta do ex-governador", disse o deputado federal Tadeu Filippelli. Presidente regional do PMDB e pré-candidato ao Buriti, Filippelli ficou incumbido de convocar todas as lideranças para o encontro com Roriz.
Estarão presentes a governadora Maria de Lourdes Abadia, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Maurício Corrêa, Filippelli, o presidente do PTB, Gim Argello, Jofran Frejat, também do PTB, além de Rogério Vilas Boas, presidente da CEB, e Marcos de Almeida, articulador político de Roriz em Goiás, entre outros. Nenhum integrante do PFL foi convidado para participar do encontro.
Cenários
O petebista Gim Argello vai com a missão de ser o interlocutor do PFL junto ao ex-governador. Além disso, leva a Roriz a posição de que nem ele nem Frejat têm interesse em ocupar a vaga de vice na chapa, seja qual for o cenário. "Nossa prioridade é para o senador Valmir Amaral, que inclusive já manifestou esse desejo. Há um problema entre a manifestação da vontade de Roriz entre um de nós dois e a realidade. Temos que ajudar nosso partido a eleger uma base forte de deputados distritais e federais", explicou.
Para o ex-deputado federal Jofran Frejat, o momento é de ouvir as ponderações do ex-governador, mas a possibilidade de indicação dele ou de Gim para vice desfalcaria o partido, já que os dois são os nomes responsáveis por puxar as bancadas. "Como sou soldado do partido, vou ouvir, mas por que querem me mandar para o sacrifício?", questionou.
Durante a reunião, o ex-governador vai apresentar às lideranças dois cenários para a composição da base aliada. Segundo fontes próximas de Roriz, o primeiro será em torno da composição da "grande aliança". Essa hipótese está sendo trabalhada sob o argumento de que se a base sair dividida há um risco maior e todos os pré-candidatos seriam prejudicados. "Todos os passos que demos até agora foram e permanecem na busca do entendimento", avaliou Tadeu Filippelli. A outra tece opções de composição para a efetivação da segunda chapa.
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Carlos Honorato
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28/05/2006 07:19:11
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Ninguém quer
A sucessão no DF tem uma coisa curiosa: ninguém quer ser vice. Há quem diga que não faz a menor diferença. Afinal, os possíveis candidatos a vice têm um problema sério: não têm voto. O mais cotado, o deputado federal Tadeu Filippelli, diz que prefere abandonar a vida pública a ser vice. Só que, segundo as pesquisas, não tem potencial para encarar uma candidatura majoritária, pois não conseguiu ultrapassar a barreira dos 5% da preferência dos eleitores. O ex-presidente do STF, Maurício Corrêa, também enfrenta dificuldades nas pesquisas em função de ter ficado muito tempo longe da política local. Dentro do PFL, o senador Paulo Octávio, vice na chapa de José Roberto Arruda, chegou a ser envolvido numa estratégia para ser cabeça de chapa, mas mudou de postura depois de algumas investidas fracassadas. Além do mais, o presidente nacional do PFL, Jorge Bornhausen, já avisou que a chapa do PFL está definida. Tanto que ignorou a tentativa de uma rasteira em Arruda, cujos personagens foram o presidente do PSDB, Geraldo Campos, o presidente do PMDB, Tadeu Filippelli, o presidente do PTB, Gim Argello, e o senador Paulo Octávio, presidente do PFL, que foi envolvido na estratégia. O mais interessante é que todos que buscam um lugar ao sol, precisam do ex-governador Joaquim Roriz para qualquer vôo. Alguns políticos comentam que Roriz tem uma tarefa difícil: além de apoiar, precisa usar 100% de sua força política – transferência de votos – para tentar eleger os pretensos candidatos. Com os índices das pesquisas, Roriz irá encarar uma tarefa que só Hércules toparia. Afinal de contas, transferir votos para quem não tem é um risco que um ex-governador com 84% de aprovação não precisa correr. Na oposição, o cenário não é diferente. O ex-ministro dos Esportes, Agnelo Queiroz (PCdoB) tenta passar uma rasteira na candidata petista Arlete Sampaio, mas não tem conseguido convencer seus pares. Por sua vez, Arlete também não admite ser vice e conta com o apoio do partido.
Esperando Roriz
Grande parte do PMDB está propensa a apoiar a chapa do PFL ao Buriti nas eleições do próximo mês de outubro. O que está faltando é saber quem o ex-governador Joaquim Roriz vai apoiar.
Alto custo
O cálculo é de assustar. De acordo com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), o brasileiro paga, por ano, para sustentar cada um presidiário, cerca de R$ 18 mil. É muito mais do que recebe, no mesmo período, a maioria dos trabalhadores brasileiros. Cada presidiário custa em média, de R$ 1 mil a R$ 2 mil por mês, o equivalente a mais de quatro salários mínimos. E o mais intrigante é que, segundo cálculos do Tribunal de Contas da União, um estudante universitário custa em torno de R$ 790 por mês e R$ 9.488,00 por ano aos cofres públicos. Atualmente o país tem 361,4 mil presos gerando um custo mensal R$ 542,1 milhões por mês e R$ 6,5 bilhões por ano.
Forte apoio
O senador Paulo Octávio, candidato a vice na chapa de José Roberto Arruda, acaba de receber um apoio de peso à campanha: a sua mulher Ana Cristina Kubitschek . Neta de JK e tendo a política nas veias, ela acompanhou todos os movimentos de PO durante a semana e participou ativamente das conversas. Quem priva da intimidade de Ana Cristina garante que ela chegou para dar força e garantir que as promessas sejam cumpridas.
Com Abadia
A dificuldade de acordo entre PSDB e PFL, por enquanto, não tem provocado baixas em postos dos primeiro, segundo e terceiro escalões do governo. Tinha-se como certa a entrega de cargos que o PFL detém no governo à governadora Maria de Lourdes Abadia, por conta das turbulências dos últimos dias entre Roriz, que apóia extra-oficialmente o nome de Maria de Lourdes ao Buriti, e a chapa pura do PFL. O deputado pefelista-arrudista Izalci Lucas garante que a bancada do partido continuará a apoiar o governo Maria de Lourdes na Câmara Legislativa. "Reconhecemos que estamos enfrentando uma certa dificuldade para tocarmos as votações em plenário, por contar das movimentações dos partidos e dos candidatos, mas os projetos do Executivo continuarão a obter o nosso apoio. Ainda somos um governo eleito em 2002, com uma aliança sólida, pois temos mais da metade dos votos necessários para se aprovar um projeto, seja de parlamentar ou do governo", explica Izalci.
Cláusula de barreira
Quatro partidos com representação na Câmara encaminharam ofício ao Supremo Tribunal Federal para solicitar o direito de participarem como terceiros interessados, "amicus curiae", na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 1354-8, que pretende derruba-la. PV, PSOL, PPS e PSB reforçaram a ação movida originalmente pelo Partido Social Cristão (PSC). O objetivo é acabar com a exigência dos 5% de votos na eleição de outubro para que os partidos políticos continuem existindo plenamente.
Sonorizando faixas
Projeto do deputado distrital Chico Floresta (PT), que determina a instalação de sonorizadores antecedendo as faixas de pedestres, pardais e lombadas eletrônicas, foi aprovado na Câmara Legislativa e vai à sanção da governadora Maria Abadia. Os sonorizadores são estreitas ondulações paralelas no asfalto e têm por objetivo alertar ao motorista sobre algo logo à frente. O sistema será instalado, no mínimo, a 30 metros da faixa de pedestre e a 100 metros das lombadas e pardais, no intuito de diminuir a velocidade dos veículos e contribuir para redução de acidentes.
Pura burocracia
Para abrir uma firma, o empresário brasileiro gasta, em média, 39,57 dias. O Brasil está na distante 83ª posição no ranking mundial, mas, mesmo assim aparece melhor que países como Espanha (47 dias), China (48 dias), Portugal (54 dias) e México (58 dias).
Sem barulho
Acabar com a bagunça do som no DF é o que propõe projeto do deputado distrital Chico Vigilante (PT), que estabelece os limites máximos de intensidade da emissão de sons e de sinais acústicos, ruídos e vibrações resultantes de atividades urbanas. O objetivo é controlar a poluição sonora, alvo permanente de reclamações da comunidade aos órgãos de proteção do indivíduo, principalmente em igrejas. "Moro em cidade satélite e sei que de manhã, a partir das 8h, já começa o barulho infernal de carro de som na rua, vendedor de pamonha, ovo, cachorro-quente e todo o tipo de barulho perturbando", explica Vigilante.
Ocupando espaço
O PDT marcou para o dia 19 de junho, no Rio de Janeiro, a convenção que deve confirmar o senador brasiliense Cristovam Buarque como candidato a presidente da República. Pela cabeça do presidente do PDT, Carlos Lupi, não passa outra hipótese: "Teremos três ou quatro minutos, três dias por semana, para expor nossas idéias e reforçar o número 12. O PDT só tem a crescer com isso", afirma.
Eleição no Previ
Encerra-se amanhã a eleição para a diretoria do maior fundo de pensão da América Latina, o Previ, do Banco do Brasil. Sete chapas disputam esse poderoso espaço de poder, a maioria delas com vinculações com os partidos de esquerda: PT, PSOL, PSTU e PPS. A chapa da situação representa o PT e o PPS. Só duas chapas não têm vinculação partidária direta. A atual diretoria editou uma revista especial sobre o processo eleitoral, com espaço igual para todas as chapas na mais disputada eleição da história da instituição.
Ano dos museus
Quem passa diariamente na Esplanada dos Ministérios, se depara com um banner gigantesco, dependurado na fachada do Ministério da Cultura, anunciando 2006 como o Ano Nacional dos Museus. O Masp, principal museu do país, teve a energia elétrica cortada por falta de pagamento. São 7 anos sem pagar a conta e uma dívida de quase 3 milhões de reais com a Eletropaulo.
Valerioduto
Um novo valerioduto está sendo denunciado pelo senador Antônio Carlos Magalhães. Segundo ele, a liberação de R$ 890 milhões como crédito extraordinário ao Ministério das Cidades é o "novo valerioduto do governo". E diz que antes da aprovação da MP destinando o dinheiro para o FNH, no dia 17 de maio, 99,7% dos recursos já estavam empenhados pela Caixa. Para ACM, isso vai ser uma nova dor de cabeça para o governo.
Multas
Configurando que a indústria das multas representa hoje no País um considerável incremento às receitas públicas, o deputado federal Heleno Silva (PL-SE), apresentou proposta que repassa 5% da arrecadação com multas de trânsito para ações de assistência social. Embora reconheça que faltam ações na área de trânsito, Silva argumenta que o setor dispõe de recursos suficientes para cumprir suas funções.
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Carlos Honorato
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28/05/2006 07:16:11
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