|
 |
Brasília, de Outubro de 2006. Ano: 2
|
 |
|
 |
| |
|
|
 |
|
PMDB faz caça às bruxas em Goiás
|
 |
|
Bruno Rocha Lima - Diário da Manhã
Após a derrota do candidato a governador Maguito Vilela, a nova batalha do PMDB passa a ser o reestabelecimento de sua unidade interna. Ainda na divulgação do resultado do 1° turno das eleições, o partido se dividiu em acusações sobre eventuais culpados pelo infortúnio eleitoral. Situação que se agravou com a consumação da derrota de Maguito no último domingo. Na atual caça às bruxas peemedebista, o alvo preferencial tem sido o maior cacique do partido, o prefeito de Goiânia, Iris Rezende, acusado de ter atrapalhado a campanha de Maguito e dos candidatos proporcionais do partido em Goiânia, priorizando apenas as candidaturas de Iris Araújo à Câmara Federal e Thiago Peixoto à Assembléia Legislativa.
Ontem, o coordenador da campanha maguitista, Frederico Jayme, voltou a atacar a atuação de Iris durante a disputa, desta vez de forma mais explícita. “Iris foi deselegante com Maguito, não teve um comportamento de estadista, de líder. Usou a máquina da prefeitura e o prestígio que tem apenas em benefício próprio”, disse, citando a candidatura de Iris Araújo.
No último domingo, após a divulgação do resultado das eleições, o ex-conselheiro do TCE marcou entrevista coletiva à imprensa para falar sobre a derrota, mas acabou restringindo suas declarações nas críticas a Iris. Segundo assessores do prefeito, ele não irá responder às acusações para não polemizar com Frederico. “Já estou acostumado com isso. Os sucessos do PMDB sempre são compartilhados por todos, mas as derrotas sempre caem sobre meus ombros”, desabafou ontem o prefeito a aliados.
Ao tomar conhecimento da afirmação de Iris, Frederico voltou à carga: “Mas é sempre culpa dele mesmo.” O ex-conselheiro do TCE prega uma “reciclagem de comportamento” no partido, e diz que não teme que suas declarações causem fissuras na legenda. “Essa desculpa de manter a unidade interna não passa de um pretexto para que Iris continue tratando o PMDB como propriedade particular dele. Em nome da unidade, nós perdemos a eleição”, protestou.
Parte do PMDB segue a linha de Frederico e joga nas costas do prefeito a derrota de Maguito, mas poucos são os que se arriscam a declarar abertamente. “A pressão que o prefeito exerceu para tirar os candidatos a deputado de Goiânia deixou muita gente chateada. Até os vereadores foram coagidos a apoiar só quem Iris indicasse”, afirma um parlamentar peemedebista. “Essa atitude do Iris desagregou o partido e fez com que cada um fosse cuidar da sua candidatura, deixando Maguito sozinho na campanha”, diz a mesma fonte.
O deputado federal Luiz Bittencourt também falou ontem sobre renovação no partido, alegando que o PMDB ainda mantém estruturas oligárquicas de divisão de poder. “Temos que promover uma reestruturação do PMDB. O partido tem que adquirir um perfil mais orgânico, valorizar as bases, dar espaço para novas lideranças”, disse, negando que sua afirmação era direcionada a Iris.
Questionado sobre o posicionamento de Frederico Jayme, o deputado Romilton Moraes, líder do partido na Assembléia, disse que a discussão é salutar, e que, através dela, o partido poderia se reerguer. “Não entro nessa briga, mas não é de todo ruim que aconteça esse debate, o partido não vai rachar só por causa disso”, afirmou, acrescentando entretanto que não era apenas de uma só pessoa a culpa pela derrota. “Perdemos no dia que vetamos o vice do PT. Depois disso, o resto foi varejo.”
Iristas – Ontem, uma ala do PMDB torceu o nariz para as declarações de Frederico, pregando que este não é o momento adequado para lavar a roupa suja. “Agora é hora de nos unirmos e estabelecermos objetivos para o futuro. E o Iris continua sendo um líder e terá que tomar frente do partido, pois só ele tem força para manter a unidade no PMDB”, acredita o presidente regional da legenda, Nailton Oliveira. O presidente da Fundação Ulisses Guimarães, Sodino Vieira, diz que Frederico Jayme não fala em nome do PMDB, mas dele próprio, e pede uma trégua. “No calor da derrota, é normal que surjam conflitos, mas acho que todo mundo tem que dar um tempo para esfriar a cabeça. O partido é maior que a candidatura”, afirma.
Sintoma da atual falta de unidade do PMDB, o diretório estadual do partido tenta junto à direção nacional adiar as eleições para escolha dos representantes dos diretórios municipais da legenda, marcada para o dia 2 de dezembro. “Temos que refletir muita coisa ainda, as eleições e seus efeitos ainda estão muito recentes”, afirma Nailton. O PMDB goiano também tenta adiar as eleições para escolha da direção estadual do partido, que estão marcadas para o final dezembro.
Maguito faz questão de se manter afastado da briga interna provocada por sua derrota. Até ontem, o peemedebista ainda não havia se pronunciado oficialmente sobre seu insucesso nas urnas. Ele passou o dia em Jataí, sua cidade, e viajou ontem para Brasília.
|
| |
|
Carlos Honorato
Blog
em
31/10/2006 20:33:59
|
|
(10) comentários | Topo
|
|
|
|
|
 |
|
'Veja' acusa PF de 'abuso' em depoimentos de jornalistas
|
 |
|
Da Agência Estado
O site da revista Veja na internet informa que três de seus jornalistas sofreram "abusos, constrangimentos e ameaças em um claro e inaceitável ataque à liberdade de expressão garantida na Constituição" durante depoimento hoje, na Polícia Federal de São Paulo.
Segundo a revista, "a pretexto de obter informações para uma investigação interna da corregedoria sobre delitos funcionais de seus agentes e delegados", a PF intimou cinco jornalistas a prestar depoimentos. Todos eram responsáveis pela apuração de reportagens que relataram o envolvimento de policiais em uma "operação abafa" destinada a afastar Freud Godoy, assessor da presidência da República, da tentativa de compra do dossiê Vedoin.
Desses jornalistas intimados, o delegado Moysés Eduardo Ferreira ouviu hoje Júlia Duailibi, Camila Pereira e Marcelo Carneiro. Segundo os jornalistas, a inquirição se deu não na qualidade de testemunhas, mas de suspeitos. "As perguntas giraram em torno da própria revista que, por sua vez, pareceu aos repórteres ser ela, sim, o objeto da investigação policial", diz o texto. Segundo a Veja, não houve violência física, mas o relato dos repórteres deixa claro que foram cometidos abusos, constrangimentos e ameaças.
A revista cita vários momentos de constrangimento enfrentados pela jornalista Julia Duailibi durante o depoimento, como perguntas sobre os motivos pelos quais ela escrevera "essa falácia" e acusações da revista para "fabricar" notícias contra a Polícia Federal.
Testemunhas
Embora os repórteres da Veja tenham sido convocados como testemunhas, eles não puderam se consultar com a advogada que os acompanhava, Ana Dutra. Segundo a revista, "todo e qualquer aparte de Ana Dutra era considerado pelo delegado Ferreira como uma intervenção indevida" e, em determinado momento, Ferreira ameaçou transformar a advogada em depoente.
Também foi negado aos jornalistas o direito a cópias de suas próprias declarações. O delegado teria alegado que tais depoimentos eram sigilosos. A repórter Júlia Duailibi também teria sido impedida de conversar com o repórter Marcelo Carneiro.
Segundo a nota da, "a estranheza dos fatos é potencializada pela crescente hostilidade ideológica aos meios de comunicação independentes, pelas agressões de militantes pagos pelo governo contra jornalistas em exercício de suas funções e, em especial, pela leniência com que esses fatos foram tratados pelas autoridades".
|
| |
|
Carlos Honorato
Blog
em
31/10/2006 20:31:47
|
|
Sem comentários | Topo
|
|
|
|
|
 |
|
PFL anuncia que não fará aliança com PSDB em 2010
|
 |
|
Da AE
O secretário-executivo do PFL, Paulo Queiroz, informou hoje que a Executiva Nacional do partido, em reunião hoje, decidiu que não repetirá a aliança com o PSDB nas eleições de 2010. "O PFL está consciente de que, se quiser sobreviver como partido, terá que correr com sua própria equipe e seu próprio carro. Não dá mais para fazer o papel de mecânico no box de outra escuderia", afirmou.
Na mesma linha, o deputado eleito Alceni Guerra (PR) citou sua condição de médico para dizer que "não se pode errar o diagnóstico, sob risco de perder o paciente". Guerra propôs que o partido lance não apenas candidato a presidente da República em 2010, mas também obrigue todos os diretórios municipais a disputarem as prefeituras com candidatos próprios. "Depois de perder uma eleição, o único remédio à altura é perder o medo da derrota. O PT se construiu assim", disse Alceni Guerra.
|
| |
|
Carlos Honorato
Blog
em
31/10/2006 20:29:43
|
|
Sem comentários | Topo
|
|
|
|
|
 |
|
Governo anuncia medidas contra crise aérea
|
 |
|
da Folha Online, em São Paulo e em Brasília
O governo federal anunciou nesta terça-feira medidas para conter a crise no tráfego aéreo e reduzir os atrasos nos vôos, mas admitiu não ter garantias de que a situação se normalize para o feriado prolongado de Finados (2 de novembro).
"Estamos trabalhando para uma solução mais rápida possível", disse o ministro da Defesa, Waldir Pires, após reunião no Palácio do Planalto, que contou, também, com o presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Milton Zuanazzi, o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Luiz Carlos Bueno, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Entre as medidas previstas para minimizar os transtornos estão o remanejamento de rotas --com o objetivo de evitar o espaço aéreo de Brasília-- e a restrição de vôos de aeronaves pequenas durante os horários de pico. O ministro da Defesa "convidou" controladores aposentados a auxiliar nos radares e, na próxima segunda-feira (6), será lançado um edital de concurso público para a contratação de controladores civis, com previsão de 64 vagas.
Segundo Pires, as medidas devem "repor, gradativamente, a eficiência da aviação civil no país". O ministro confirma que o quadro está "difícil", mas diz esperar "redução dos atrasos" nos próximos dias.
Os passageiros enfrentam atrasos de duas horas, em média, nos principais aeroportos do país desde a última sexta-feira (27), quando controladores de tráfego aéreo colocaram em prática a chamada operação-padrão.
A Aeronáutica, que nega a operação, diz que os problemas são conseqüência do controle de fluxo aéreo e admite que a região controlada pelo Cindacta 1 (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo), com sede em Brasília, está desfalcada após o afastamento de oito controladores que estavam de plantão no dia 29 de setembro, quando caiu o Boeing da Gol.
|
| |
|
Carlos Honorato
Blog
em
31/10/2006 20:28:16
|
|
Sem comentários | Topo
|
|
|
|
|
 |
|
PT e PFL divergem sobre futuro da influência da família Sarney
|
 |
|
Com Agência Brasil
O presidente do PT no Maranhão, deputado Domingos Dutra, considera que a derrota de Roseana Sarney (PFL) na disputa pelo governo do estado significou “o começo do fim da última oligarquia do país”. Já o líder da oposição na Assembléia Legislativa do Maranhão, deputado César Pires (PFL), acha que o resultado “não marca o fim de uma situação, mas apenas a vitória de Jackson Lago”.
Lago, do PDT, foi eleito no segundo turno com 51,82% dos votos válidos, contra 48,18% de Roseana, do PFL. Filha do senador e ex-presidente José Sarney, Roseana foi governadora de 1994 a 2002 e desde então é senadora. O atual governador é José Reinaldo Tavares (PSB), antigo aliado da família Sarney que apoiou a campanha de Jackson Lago.
“Seria um grande contra-senso do Maranhão não dar cabo de um passado retrógrado. Houve mudanças no perfil político de estados vizinhos, como Piauí, Ceará, Tocantins e Pará. Ainda bem que acompanhamos essa tendência”, assinalou Dutra, que trocou a cadeira de deputado estadual por uma de federal.
O parlamentar, no entanto, acha prematuro decretar o fim do domínio dos Sarney no Maranhão. “Eles estão feridos, mas ainda vivos”. Ele acredita que José Sarney tentará tirar proveito junto ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuja reeleição ele apoiou, para “manter um poder paralelo, de conchavos federais”.
Dutra completou: “Essa família tem nas mãos a maioria dos cargos federais aqui no Estado. E ainda costuma jogar contra o Maranhão, quando impede que autoridades federais nos visitem e boicota recursos para o governo estadual”.
De acordo com o deputado César Pires, a família Sarney manterá suas fortes bases de apoio no Maranhão, por ser “detentora de um poder nacional”. “Temos 19 deputados estaduais, nove federais e três senadores. Isso mostra que os Sarney têm peso político. Ou seja, uma derrota não pode significar um desprestígio para a família”.
|
| |
|
Carlos Honorato
Blog
em
31/10/2006 20:26:09
|
|
Sem comentários | Topo
|
|
|
|
|
 |
|
Bornhausen diz que PFL não tem intenção de dialogar com Lula
|
 |
|
Do Diário OnLine
O presidente do PFL, Jorge Bornhausen, afirmou nesta terça-feira que seu partido não tem intenção dialogar diretamente com o presidente da República reeleito pelo PT no último domingo com mais de 58 milhões de votos, Luiz Inácio Lula da Silva.
Perguntado pelos jornalistas, Bornhausen procurou deixar claro que o PFL continuará fazendo dura oposição ao governo Lula. “Nós não atravessaremos a rua para falar com o presidente, nossa trincheira é o congresso nacional. Lula poderá conversar com o PFL através dos seus líderes no Congresso Nacional”, assinalou.
De acordo com o líder pefelista, o resultado do pleito, que colocou a legenda na oposição, deve ser encarado de forma democrática. Para tranqüilizar o povo brasileiro, ele afirmou que não irá criar empecilhos para que bons projetos sejam aprovados.
|
| |
|
Carlos Honorato
Blog
em
31/10/2006 20:24:30
|
|
Sem comentários | Topo
|
|
|
|
|
 |
|
Justiça concede habeas corpus e Vedoin deixará a prisão
|
 |
|
O TRF (Tribunal Regional Federal) concedeu habeas corpus nesta terça-feira ao empresário Luiz Antônio Vedoin, dono da planam, empresa acusada de liderar o esquema de venda e compra superfaturada de ambulâncias com recursos do Orçamento Geral da União.
Vedoin foi detido pela PF (Polícia Federal) no dia 15 de setembro, em Cuiabá (MT), quando tentava negociar com petistas um dossiê que ligaria políticos do PSDB com a ‘máfia das ambulâncias’.
Na época, a PF apreendeu com ele um DVD, vídeo e fotos que mostravam o ex-ministro da Saúde e governador eleito de São Paulo, José Serra (PSDB), numa solenidade em 2001 de entrega de ambulâncias da máfia.
A intenção dele era entregar o material para os ex-petistas Gedimar Passos e Valdebran Padilha, que foram detidos no mesmo dia em um hotel de São Paulo com R$ 1,7 milhão, dinheiro que seria utilizado para comprar os documentos anti-tucanos.
A decisão do desembargador Cândido Ribeiro foi acatada pelos outros juízes. A Justiça alega que houve excesso na manutenção de sua prisão, já que ele tinha prisão preventiva, de no máximo 30 dias. Assim que a ordem chegar em Cuiabá, Vedoim deve ser solto.
|
| |
|
Carlos Honorato
Blog
em
31/10/2006 20:23:17
|
|
Sem comentários | Topo
|
|
|
|
|
 |
|
Quarenta anos do Código Tributário Nacional
|
 |
|
O Código Tributário Nacional (CTN) completa 40 anos. Editado sob a égide de um regime de exceção, traz, em vários de seus dispositivos, marcantes traços daquele período. Embora elaborado por especialistas consagrados – fato que proporcionou uma elevada qualidade técnico-legislativa, para os fins a que se propunha o texto – seu conteúdo, frente à exigência de um Estado moderno, eficiente, justo e democrático, tornou-se de tal forma ultrapassado, que a beleza da forma não contrabalança o peso de sua obsolescência.
Mas há de se ter cautela. O risco de se precipitar na substituição de uma lei que está em vigor há relativamente bastante tempo é o de trocá-la por algo pior. Quando o ranço ideológico rouba a cena e toma o lugar do espírito público e da precisão técnica, há grandes chances de que o que poderia ser um grande avanço tornar-se um triste retrocesso. Os poderes constituídos ainda não produziram um texto que pudesse substituir à altura o atual CTN, de tal modo a atender as exigências dos tempos atuais – possibilitando um nível de arrecadação razoável, logo não excessivo, para custear os serviços públicos, além de alargamento da base contribuinte, eliminação dos problemas que levam à informalidade e promoção da consciência geral de cooperação entre a sociedade e o Estado.
Há de se mudar certas idéias, que se tornaram paradigmáticas. O próprio conceito de tributo consagrado no CTN tem-no como uma prestação compulsória, pura e simplesmente, sem dispor sobre sua destinação ou sobre qualquer contraprestação do Estado para com o cidadão. Ainda mais principesca é a regra de que qualquer situação, desde que definida em lei, e atendidos certos requisitos, pode gerar a obrigação de pagar imposto, mesmo quando o ente federativo não demonstre sua viabilidade ou racionalidade econômica nem ofereça ao contribuinte a justa retribuição.
A instituição de um tributo deve ser orientada por uma motivação bem conhecida do público e a ela inexoravelmente atrelada. Devemos pensar o país como um grande condomínio, onde todos têm a obrigação fundamental de colaborar com o custeio e manutenção do patrimônio comum e dos serviços de interesse da coletividade, de acordo com sua capacidade econômica. Por outro lado, os recursos devem ser administrados e empregados de acordo com sua razão de estar nos cofres públicos, de maneira republicana e por meio de instrumentos democráticos.
Embora o conceito de sujeição tributária esteja sedimentado, é preciso também sobre ele tecer uma reflexão filosófica. Atualmente, na nomenclatura legal, o sujeito ativo da relação tributária é o ente público – e o sujeito passivo é o contribuinte. Ora, sendo (ou devendo ser) esta uma relação bilateral, é preciso que sejam explicitadas, também, as obrigações, na prática, dos entes tributantes, que se referem a uma justa contraprestação, na forma de bens e serviços públicos, pelo pagamento dos tributos que exigem em virtude de lei aprovada através de processos constitucionais.
Em síntese, o sistema tributário, como um todo, e em particular, o CTN deve voltar seu foco não somente no tributo, mas, também, e, sobretudo, nos direitos do contribuinte e na harmonia e equilíbrio da relação entre este e os diversos órgãos em que se subdivide o Estado brasileiro. Nem mesmo com um sentido estritamente técnico pode-se admitir tal precedência do Estado sobre o cidadão-contribuinte, como hoje vigora, num tempo em que, cada vez mais, a economia brasileira é afetada pela maneira como são aplicados os recursos que o fisco retira da sociedade.
*Roberto Carlos dos Santos e Leandro Tripodi são técnicos da Receita Federal filiados ao Sindireceita – Sindicato Nacional dos Técnicos da Receita Federal.
|
| |
|
Carlos Honorato
Blog
em
31/10/2006 16:25:17
|
|
(1) comentários | Topo
|
|
|
|
|
 |
|
Renan será o interlocutor de Lula no PMDB
|
 |
|
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), deixou claro nesta segunda-feira, ao comentar o desempenho do seu partido nas eleições de 2006, que vai trabalhar internamente para conseguir trazer para o lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) as mais diversas alas peemedebistas. Atualmente, o PMDB é uma legenda dividida entre os que declaram apoio incondicional ao governo federal, caso de Calheiros, e os que são favoráveis a uma independência, como presidente da sigla, deputado federal reeleito Michel Temer (SP).
“Agora, o partido quer aproximar suas correntes para que continue cumprindo seu importante papel na governabilidade, cuja participação não deve ser medida pela mera ocupação de espaços em ministérios, mas na efetiva formulação de políticas públicas para o país”, disse o parlamentar, que exaltou os resultados peemedebista nas urnas, com a eleição de sete governadores. “O PMDB viveu seu melhor momento em eleições, fez o maior número de governadores, deputados federais e de senadores”, disse.
|
| |
|
Carlos Honorato
Blog
em
31/10/2006 16:17:58
|
|
Sem comentários | Topo
|
|
|
|
|
 |
|
PFL discute eleições e expulsão de Roseana Sarney
|
 |
|
A Comissão Executiva Nacional do PFL se reúne nesta terça-feira para discutir os resultados das eleições 2006 e analisar o caso que deve resultar na expulsão da senadora Roseana Sarney, candidata derrotada nas urnas ao governo do Maranhão e que declarou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O PFL sofreu alguns golpes duros nos pleitos de outubro. Além da não eleição de Geraldo Alckmin (PSDB), o partido conseguiu eleger apenas um governador – José Roberto Arruda, no DF (Distrito Federal). Na Câmara, os pefelistas formam a terceira maior bancada, juntamente com o PSDB, cada um com 65 deputados eleitos (PMDB elegeu 89 e PT, 83). No Senado as coisas foram diferentes e o PFL deve ter a maior bancada, juntamente com o PMDB.
|
| |
|
Carlos Honorato
Blog
em
31/10/2006 16:15:23
|
|
Sem comentários | Topo
|
|
|
|
|
 |
|
D. Cláudio Hummes é eleito pelo papa para cargo no Vaticano
|
 |
|
Do Diário OnLine
Com AFP
O cardeal Dom Cláudio Hummes, arcebispo de São Paulo, foi nomeado pelo papa Bento XVI para supervisionar a atividade dos padres pelo mundo. Ele sucederá o colombiano Dario Castrillón Hoyos como prefeito da Congregação do Clero.
Hoyos, 77 anos, irá se aposentar por causa da idade. D. Cláudio, 72, também cuidará de aspectos da educação religiosa, assim como as finanças das paróquias.
Hummes, que foi bispo diocesano de Santo André antes de assumir a maior arquidiocese católica do país, chegou a ser cotado no ano passado com um dos sucessores de João Paulo II. Ele é o segundo brasileiro a ser nomeado para dirigir uma congregação. O primeiro foi Dom Agnello Rossi, indicado em 1970 pelo papa Paulo VI, para prefeito da Congregação para Evangelização dos Povos.
Nascido em 8 de agosto de 1934, em Montenegro, a 100 quilômetros de Porto Alegre, Hummes é arcebispo de São Paulo desde 1998. Considerado "de centro", a meio caminho da ala conservadora da Igreja brasileira e dos defensores da Teologia da Libertação, ele dirige uma das principais arquidioceses do mundo, composta de 261 paróquias que agrupam algo em torno de nove milhões de fiéis.
Hummes foi ordenado padre da Ordem dos Franciscanos em 1958, em Divinópolis, Minas Gerais, e então nomeado bispo de Porto Alegre, em 1975. Alguns meses depois, foi designado bispo diocesano de Santo André, onde ficaria até 1996, data em que foi promovido arcebispo de Fortaleza, processo que culminou com sua nomeação em São Paulo, em abril de 1998. Cláudio Hummes é cardeal desde 21 de fevereiro de 2001.
Durante seus 21 anos de trabalho em Santo André, ele construiu 80 paróquias, organizou 50 centros comunitários, fundou dois seminários e uma faculdade de teologia. Autor de vários livros, Hummes preconiza "um diálogo com as religiões cristãs, com o Islã, com a ciência e a biotecnologia".
|
| |
|
Carlos Honorato
Blog
em
31/10/2006 16:12:16
|
|
Sem comentários | Topo
|
|
|
|
|
 |
|
Arruda quer parceria com o MP
|
 |
|
Do Jornal de Brasília
O governador eleito José Roberto Arruda (PFL) e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) serão parceiros na busca de soluções para os problemas do DF. Pelo menos é o que Arruda e o procurador-geral do MPDFT, Leonardo Bandarra, garantiram ontem pela manhã, após reunião de mais de uma hora na sede do órgão judiciário. "Queremos manter boas relações institucionais para o benefício da sociedade. O Ministério Público vai participar com orientações jurídicas para a formulação de políticas públicas. Seremos parceiros da legalidade", assegurou Bandarra.
Arruda revelou que o encontro de ontem é o primeiro de uma série de reuniões que acontecerão entre o governo eleito e o MP. "Essa é uma primeira visita, um gesto de apreço e respeito. Começamos a trabalhar hoje pela harmonia, respeitando a independência de cada poder e construindo um estado de legalidade", disse. "Hoje, colhemos informações sobre os relatórios, ações e investigações do MP e, com isso, já podemos começar o governo sem errar. Os dados que nos deram servirão para pautar nossas decisões para os primeiros dias do nosso governo", avaliou Arruda.
A idéia é que os técnicos das equipes de transição, sob o comando do vice-governador eleito, senador Paulo Octávio, se reúnam com os promotores de diversas áreas temáticas para buscar soluções para os desafios que o novo governo enfrentará a a partir do ano que vem. "O MP, eu e Paulo Octávio queremos, por exemplo, resolver em definitivo as questões sobre o uso indiscriminado do solo", garantiu o governador eleito, que ontem recebeu do procurador-geral um relatório sobre a questão do transporte público, a exemplo dos ônibus que circulam sem licitação.
"Vamos repassar todas informações para os coordenadores das áreas temáticas das equipes de transição. Estamos nos colocando à disposição do MP e devemos nos reunir com os procuradores setoriais que têm informações mais aprofundadas", explicou Paulo Octávio, que também participou do encontro e que no próximo dia 12 se reúne com representantes da Organização das Nações Unidas (ONU), em Washington.
Lula
Hoje, no começo da tarde, Arruda se encontra com a direção nacional do PFL para ouvir qual será a posição política do partido em relação ao governo federal, que será comandado por mais quatro anos pelo presidente reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Essa é a única unidade da Federação em que o PFL saiu vitorioso. Vamos ouvir do partido para saber a posição política em relação ao quadro nacional", afirmou Arruda.
O pefelista, no entanto, fez questão de frisar que há diferenças entre as posições políticas que assumir e o seu comportamento enquanto gestor público. "São duas coisas distintas: as minhas posições políticas e o meu posicionamento enquanto governador do DF. Como hospedeiro dos poderes da República, posso dizer que a minha relação com o Planalto será a mais cordial possível", esclareceu.
|
| |
|
Carlos Honorato
Blog
em
31/10/2006 08:18:34
|
|
Sem comentários | Topo
|
|
|
|
|
 |
|
|
 |
|
Bom relacionamento
Como único governador eleito pelo PFL, José Roberto Arruda está muito cauteloso em explicitar como pretende conduzir a relação do GDF com o governo reeleito do presidente Lula. Arruda vai primeiro ouvir a Executiva Nacional do PFL para definir os novos rumos. "Até a posse vamos ouvir o partido nacionalmente para saber qual á a posição política no plano nacional. Esse é o único estado que será governado pelo PFL, portanto a nossa palavra tem que passar por uma discussão com o PFL nacional", diz Arruda. Mesmo assim, o governador eleito do DF aposta num bom relacionamento entre o Palácio do Buriti e o Palácio do Planalto, graças a sua experiência parlamentar de ter posições antagônicas no plano político e convergentes em torno do interesse publico. "Fui eleito governador de Brasília e o GDF é hospedeiro dos poderes da República. Eu terei com ele uma relação de respeito, de cordialidade, uma relação que tem que ser positiva", explica. As negociações institucionais entre Arruda e Lula devem ter dois articuladores: o presidente regional do PT, Chico Vigilante, e o deputado federal Sigmaringa Seixas (PT-DF). As conversas já começaram e os dois lados acreditam num bom relacionamento.
Festa petista
O Distrito Federal foi a primeira unidade da Federação a concluir a apuração dos votos. Ao contrário do primeiro turno, o presidente Lula venceu em Brasília com 56,96%. Logo após a divulgação dos primeiro números, militantes petistas iniciaram a comemoração em frente ao Comitê Nacional do partido, no Setor Comercial Sul. A diferença de Lula para o candidato Geraldo Alckmin no Distrito Federal foi de 186 mil votos. O tucano teve 43,04%.
Herdando votos
O diretório regional do PSDB atribuiu a derrota no DF a dois fatores: os votos dados aos senadores Cristovam Buarque (PDT-DF) e Heloísa Helena (PSOL-AL) no primeiro turno migraram para o presidente Lula. A fraca resposta de Alckmin, diante das acusações de que empresas estatais seriam privatizadas, também contribuíram para a virada do candidato petista, segundo comando de campanha.
Articulação pefelista
O senador Jorge Bornhausen e o prefeito do Rio, César Maia, costuram para que o líder na Câmara, Rodrigo Maia (RJ), seja o próximo presidente nacional do PFL. Mudando de geração, a briga de poder interna passará a ser entre Rodrigo e o deputado ACM Neto (BA).
Reeleição
Mendonça Filho (PFL) não conseguiu ser reeleito governador de Pernambuco. Perdeu para o ex-ministro Eduardo Campos (PSB). Há 10 anos, quando era deputado federal, Mendonça foi o parlamentar que criou a reeleição no País. Mais uma vez, para quem dizia o contrário, vem o registro: caneta na mão não significa mandato extra assegurado.
Contratos
A corregedora-geral do DF, Anadyr de Mendonça Rodrigues (foto), determinou à sua Controladoria estender os trabalhos de inspeção dos contratos de gestão firmados entre o GDF e o Instituto Candango de Solidariedade (ICS), para que também verifiquem "se os valores pagos estão baseados em documentos contendo o atestado, firmado por quem de direito, de que os serviços contratados foram executados por aquela
organização social".
Reprovação na OAB
A polêmica sobre o alto índice de reprovação no último exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no DF volta à tona com as críticas do presidente do Instituto dos Magistrados do Distrito Federal (Imag-DF), desembargador Valter Xavier, contrário à iniciativa. Para ele, o número inexpressivo de aprovados não tem a ver com a má qualidade do ensino. "A OAB não contrata ninguém. Quem contrata é o mercado de trabalho. Dizer que o índice foi de 22% é censurar o trabalho do MEC, o que está errado", afirma Valter Xavier. Ele acredita que o exame é desnecessário.
Baixo índice
O índice de aprovação no Exame da OAB-DF, este ano, foi o mais baixo dos últimos tempos. Ficou em 22%. Apenas 442 bacharéis de Direito dos 2,1 mil inscritos de dez faculdades do DF vão receber a carteira da OAB. A UnB foi a faculdade com o maior número de aprovação, com 62,22% dos 46 bacharéis inscritos. Para o presidente da Comissão de Exames da OAB, Paulo Thompson, o índice foi baixo devido à falta de qualidade de ensino em algumas faculdades.
Educação
Profissionais da área de educação se reúnem em Brasília, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, de 5 a 8 de novembro, para participar da Primeira Conferência Nacional de Educação Profissional e Tecnológica (Confetec). O objetivo é a definição de diretrizes para uma política nacional para o setor. Os participantes vão discutir temas como o papel da educação profissional e tecnológica no desenvolvimento nacional e nas políticas de inclusão social.
PPS debate fusão
A Executiva Nacional do PPS se reúne hoje, às 10 horas, em Brasília, para discutir detalhes sobre a fusão da legenda com o PHS e o PMN. Do encontro deve sair a formação da Mobilização Democrática (MD). A junção garante a superação da cláusula de barreira já que, unidos, os partidos conseguiram 5,5% dos votos nacionais para a Câmara dos Deputados. Contarão com 27 deputados federais e um senador. Na última eleição, o PPS fez 4,01% dos votos nacionais, o PMN 0,91% e o PHS 0,47%.
Oposição forte
A deputada distrital Érika Kokay (PT), integrante da base oposicionista ao novo governo, diz que não se intimida com a diminuição da bancada petista na Câmara Legislativa e reforça uma oposição forte, mas responsável ao governo de José Roberto Arruda (PFL).
"O governo que foi eleito é um governo que nós divergimos. Nós tivemos uma mudança e precisamos discutir, mas não me intimida nem um pouco a quantidade de parlamentares até porque também fomos minoritários nessa gestão e eu acho que a gente conseguiu fazer um bom diálogo com a sociedade. O governador eleito parece ser mais aberto ao diálogo", diz.
Frango
Na contramão dos resultados nacionais, o DF tem apresentado números bem positivos quanto às exportações de frango. Pra se ter uma idéia, as vendas brasileiras de aves para o exterior caíram 9,3% de janeiro a setembro, enquanto na capital federal houve crescimento de 7,39%. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, analisados pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fibra, a Balança Comercial do DF atingiu US$ 45,9 milhões no acumulado do ano, alta de 6,70% frente o mesmo período do ano passado.
|
| |
|
Carlos Honorato
Blog
em
31/10/2006 08:15:59
|
|
(1) comentários | Topo
|
|
|
|
|
 |
|
Os novos governadores eleitos
|
 |
|
Da Reuters e O Globo Online
Numa virada sensacional, o governador Roberto Requião (PMDB) foi reeleito no Paraná, derrotando Osmar Dias (PDT) com uma vantagem de apenas 0,2% no segundo turno (cerca de 10 mil votos). Requião esteve atrás durante quase toda a apuração, mas a diferença, que chegou a 11% no início da computação dos votos, foi caindo até a virada, na reta final. ( Confira aqui imagens dos governadores eleitos neste domingo )
A virada se consolidou com 99,05% das urnas apuradas. Requião assumiu a liderança com 50,01% (2.668.611 votos) dos votos válidos, deixando Dias com 49,99% (2.658.132 votos). A reeleição só foi garantida com 99,87% das urnas apuradas. A diferença entre Requião e Dias foi de 10.479 votos. O índice de votos em branco foi de 1,51% (88.774 votos). Já o de votos nulos foi de 7,75% (455.079 votos).
Primeiro resultado veio do Rio de Janeiro
O candidato ao governo do Rio pelo PMDB, Sérgio Cabral, foi o primeiro novo governador conhecido neste segundo turno, com 5.129.064 votos (68% dos válidos). Denise Frossard (PPS) ficou com 2.413.546 votos (32%). Foram 1.202.206 votos nulos (13,36%) e 257.100 brancos (2,86%). Votaram neste segundo turno no Rio 10.891.293 eleitores.
Na primeira declaração como governador eleito, Cabral prometeu um governo de diálogo, tanto com o governo federal como com a prefeitura.
No Maranhão, uma derrota para a família Sarney
O candidato do PDT ao governo do Maranhão, Jackson Lago, foi eleito, vencendo a senadora Rosena Sarney (PFL) . Lago teve 51,82% dos votos válidos, contra 48,18% da candidata, filha do ex-presidente José Sarney. Foram 1.393.754 votos para o pedetista contra 1.295.880 votos para Roseana.
A disputa foi dura e só ficou definida na reta final. No primeiro turno, Roseana, que liderava as pesquisas com 66% - o que lhe garantia a vitória sem segundo turno -, saiu das urnas com 47,21% e se viu obrigada a uma nova eleição com o ex-prefeito de São Luís, que teve 34,62% dos votos. Ela, que está com os dias contados no PFL por apoiar a campanha de Lula à presidência, liderava as pesquisas no primeiro turno, mas Lago acabou vencendo de virada.
Pela primeira vez, uma mulher à frente do RS
A candidata do PSDB, Yeda Crusius , será a primeira mulher a assumir o governo do Rio Grande do Sul. Yeda foi a grande surpresa das eleições no primeiro turno. Ela teve 53,94% dos votos válidos, contra 46,06% do petista Olivio Dutra.
Na semana que antecedia a eleição do dia 1º de outubro, Yeda estava em terceiro lugar nas pesquisas, mas terminou liderando com 32,90% dos votos válidos.
Desde o início das sondagens, o atual governador do estado, Germano Rigotto (PMDB), aparecia na frente, mas amargou a terceira colocação com 27,12% do total de votos no dia 1º. O ex-governador do Rio Grande do Sul Olívio Dutra, do PT, foi o segundo colocado, com 27,39% dos votos e carimbou sua vaga para o segundo turno.
Senadora Ana Júlia se recupera no segundo turno e conquista o Pará
A senadora do PT Ana Júlia conseguiu se recuperar no segundo turno das eleições para o governo do Pará e conquistou o governo do estado. Com 100% dos votos apurados, Ana Júlia alcançou 54,93% dos votos válidos (1.673.602) e Almir Gabriel, do PSDB, 45,07% (1.373.435). Ela chegou ao dia da eleição tecnicamente empatada com o tucando Almir Gabriel.
A senadora vence depois de 12 anos de domínio do PSDB no estado. Para o PT, a vitória de Ana Júlia neste segundo turno foi a mais simbólica por ter reproduzido a disputa nacional com o PSDB.
— Eu vou governar para 100% do Pará. Vou estar junto do presidente Lula, o que vai dar condições para fazer um governo no Pará. Foi fundamental a nossa aliança _ disse Ana Júlia.
A senadora petista, eleita em 2002, teve 37,45% dos votos no primeiro turno. Há seis anos, elegeu-se como a vereadora mais votada no estado, com mais de 26 mil votos.
Reeleição na Paraíba
O tucano Cássio Cunha Lima venceu a disputa pelo governo da Paraíba. O estado reelegeu seu governador com 51,35% dos votos válidos (1.003.102 votos), enquanto seu adversário, José Maranhão (PMDB), teve 950.269, equivalentes a 48,65%.
Em 1986, Cássio filiou-se ao PMDB, partido do atual adversário. Foi deputado federal por duas vezes (1987-1991 e 1995-1999). Aos 23 anos, foi considerado o parlamentar mais jovem da Constituinte. Na época, chegou a vice-líder do PMDB, por indicação de Mário Covas. Foi também prefeito de Campina Grande (1997-2000 e 1995-1999). É filho do ex-governador e atual deputado federal Ronaldo Cunha Lima. Declarou patrimônio no valor de R$ 499.036,03 para a Justiça Federal.
Reeleição também em Santa Catarina
O atual governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira (PMDB), permanece no cargo. O peemedebista foi reeleito com 52,71% dos votos válidos (1.685.184 votos). Esperidião Amin (PP) teve 47,29% dos votos válidos, um total de 1.511.916 de votos.
Como em 2002, Luiz Henrique chegou ao segundo turno com Esperidião Amin, do PP. Quatro anos depois, em busca da reeleição como governador, obteve 48,9% dos votos. Foi filiado ao extinto MDB e, pelo partido, elegeu-se deputado federal por Santa Catarina (1975-1977).
Já no PMDB, no qual ingressou em 1980, foi deputado federal por quatro vezes consecutivas, de 1983 a 1996. Ocupou também o Ministério da Ciência e Tecnologia no governo Sarney (1987-1988), foi prefeito de Joinville (2003-2006) e governador de Santa Catarina (2002-2006).
Ex-ministro Eduardo Campos vence eleição em Pernambuco
O ex-ministro da Ciência e Tecnologia Eduardo Campos (PSB) venceu neste domingo a disputa pelo governo de Pernambuco, com 65,36% dos votos válidos. Campos obteve 2.623.297 votos. Mendonça Filho (PFL) encerrou a eleição com 34,64% dos votos válidos e um total de 1.390.273 votos. O índice de votos em branco foi de 2,39% (111.805). Já o de nulos foi de 11,68% (545.749).
Eduardo Campos entrou na disputa para o governo de Pernambuco em terceiro lugar nas pesquisas, bem atrás do governador Mendonça Filho (PFL) e do ex-ministro da Saúde Humberto Costa (PT). O jovem socialista conseguiu, no entanto, chegar ao Palácio das Princesas graças à tradição política de sua família e ao apoio do presidente Lula.
Eduardo Henrique Accioly Campos é neto de Miguel Arraes, uma das maiores figuras políticas de Pernambuco e governador do Estado por três vezes. Campos teve o primeiro cargo público em 1987, quando foi chefe de gabinete do avô. Quatro anos depois, tornou-se deputado estadual (1991-1995) e foi deputado federal três vezes (1995-1999, 1999-2003 e 2003-2007).
Em Goiás, Alcides Rodrigues (PP) leva o segundo turno
O candidato do PP ao governo de Goiás, Alcides Rodrigues, venceu a eleição com 1.508.024 (57,14%) votos. Maguito Vilela, do PMDB, teve 42,86% dos votos válidos, o que correspondem a 1.131.106 votos. Rodrigues foi considerado matematicamente eleito quando a apuração no estado alcançou 90,85% das urnas apuradas. Ele tinha 57,28% dos votos válidos, à frente do candidato do PMDB, com 42,72% dos votos válidos.
O candidato do PP substituiu Marconi Perillo no governo estadual, em abril deste ano, quando o tucano deixou o cargo para disputar o Senado. Rodrigues terminou o primeiro turno na liderança com 48,22% dos votos. O médico de 55 anos já foi deputado estadual (1991-1993) e interrompeu seu mandato depois de ter sido eleito para a prefeitura de Santa Helena de Goiás.
Em 1998, foi vice na chapa de Marconi Perillo ao governo do estado. Os dois foram reeleitos em 2002. No ano seguinte, ocupou o cargo de prefeito de Anápolis, em Goiás, por conta de uma intervenção determinada pelo então governador Marconi Perillo, a quem sucedeu no governo em 2006. Declarou ter R$ 309.919,27 em bens para a Justiça Eleitoral.
Vilma já é a governadora eleita do Rio Grande do Norte
Após a totalidade das urnas apuradas no Rio Grande do Norte, a governadora Vilma Faria (PSB) foi reeleita com 52,38% dos votos válidos e 824.101 votos. Garibaldi Alves (PMDB) teve 47,62% dos votos válidos e 749.172 votos totais.
Vilma foi apoiada pelo presidente-candidato Luiz Inácio Lula da Silva. Um empate técnico foi o resultado do primeiro turno, com ligeiro favoritismo de Vilma.
Garibaldi teve o suporte do PFL, que estava coligado com o PSDB em torno da candidatura de Geraldo Alckmin, mas no segundo turno tentou descolar sua imagem da do tucano. Na última pesquisa do Ibope divulgada no dia 28 de outubro, Vilma Faria tinha 55% dos votos válidos contra 45% de de Garibaldi Alves.
Das 27 unidades da federação, 17 escolheram seus novos governadores no primeiro turno . Foram eles:
Acre - Binho Marques (PT); Alagoas - Teotonio Vilela Filho (PSDB); Amazonas - Eduardo Braga (PMDB); Amapá - Wáldez Góes (PDT); Bahia - Jaques Wagner (PT); Ceará - Cid Gomes (PSB); Distrito Federal - José Roberto Arruda (PFL); Espírito Santo - Paulo Hartung (PMDB); Minas Gerais - Aécio Neves (PSDB); Mato Grosso do Sul - Andre Puccinelli (PMDB); Mato Grosso - Blairo Maggi (PPS); Piauí - Wellington Dias (PT); Rondônia - Ivo Cassol (PPS); Roraima - Ottomar Pinto (PSDB); Sergipe - Déda (PT); São Paulo - José Serra (PSDB); Tocantins - Marcelo Miranda (PMDB)
|
| |
|
Carlos Honorato
Blog
em
31/10/2006 08:10:41
|
|
Sem comentários | Topo
|
|
|
|
|
 |
|
Cientistas decifram genes do câncer de mama e do cólon
|
 |
|
Da BBC Brasil
Os cientistas do Johns Hopkins Kimmel Cancer Center, dos Estados Unidos, anunciaram ter decifrado o código genético completo do câncer de mama e de cólon, o que pode abrir caminho para novos tratamentos.
O mapeamento genético mostra que quase 200 genes que sofreram mutação - a maioria deles desconhecida até o presente - contribuem para o surgimento, crescimento e propagação dos tumores.
Em artigo publicado na revista Science, os pesquisadores afirmam que a descoberta pode levar a maneiras mais eficazes para se diagnosticar o câncer em um estágio inicial, o que geralmente dá mais perspectivas de sucesso no tratamento. Além disso, ela possibilita tratamentos personalizados.
'Projeto genético'
Os cientistas dizem ainda que a descoberta sugere que o câncer é mais complexo do que a comunidade científica acreditava. Os genes dos dois tipos de câncer estudados são praticamente distintos, o que sugere que cada um segue um caminho de desenvolvimento bastante diferente do outro.
Segundo os pesquisadores, cada tumor parece ter um "projeto" genético específico, o que poderia explicar por que cada câncer varia de pessoa para pessoa. "Nenhum paciente é idêntico", disse Victor Velculescu, um dos
autores do estudo. Agora, a equipe vai estudar como as mutações ocorrem, tanto no câncer de mama quanto no de cólon.
Descobertas anteriores a respeito da genética do câncer já haviam levado a estratégias de diagnóstico e tratamento precoces. Um exemplo é a droga trastuzumabe, cujo nome comercial é Herceptin, que atinge um receptor em células do câncer de mama formado pelo gene HER2.
Personalização
Para Ed Yong, do Cancer Research UK, entidade britânica de pesquisa do câncer, disse que o estudo americano é "muito importante". "A maioria dos genes identificados nesta pesquisa nunca havia sido relacionado ao câncer antes", afirmou. "Esses genes podem oferecer uma base de investigação para
cientistas que estão buscando novas maneiras de detectar e tratar a doença." "No futuro, espera-se que seja possível planejar métodos personalizados de prevenção ou tratamento, que atendam ao perfil genético de cada paciente", disse Yong. "Estudos como este podem nos ajudar a atingir este objetivo."
|
| |
|
Carlos Honorato
Blog
em
30/10/2006 20:33:25
|
|
Sem comentários | Topo
|
|
|
|
|
 |
|
Coleção de Garcia Marquez
|
 |
|
A estratégia é digna de lançamentos de pesos pesados, como bem merece o autor. A partir desta semana, a editora Record começa a distribuição de aproximadamente 3,7 mil páginas, divididas em cinco volumes. Trata-se da obra jornalística de Gabriel García Márquez, que, além dos romances responsáveis pelo Nobel de Literatura de 1982, construiu uma bem nutrida trajetória na imprensa, escrevendo sobre temas áridos, como política e economia, além de críticas cinematográficas e comentários sobre o trabalho de colegas ilustres. Nem todo o material é inédito, mas o conjunto permite mapear seu crescimento artístico.
O primeiro volume, “Textos Caribenhos”, compreende escritos publicados entre 1948 e 1952 e ilustra a primeira fase da carreira jornalística de Gabo. A estréia aconteceu justamente a 21 de maio de 1948, quando iniciou a coluna “Punto y Aparte”, no jornal “El Universal”, de Cartagena. Já nessas linhas, o autor colombiano ensaia o formato de escrita que o tornaria famoso como romancista.
Foi em 1950, aliás, que ele se conscientizou de qual caminho deveria seguir para se consagrar como um grande escritor. Não houve visões repentinas nem mudanças súbitas de estado de espírito – Márquez apenas voltou à terra de infância, onde, em meio às fortes lembranças, descobriu a força de sua escrita. Colaborou, ainda, o contato com seus mestres de ofício no jornal “El Heraldo”, para o qual se transferiu, e também seu grupo intelectual em Barranquilla.
O volume seguinte, “Textos Andinos”, com sua produção entre 1954 e 1955, reúne os artigos que marcaram a segunda fase da carreira jornalística de García Márquez. Publicados no jornal “El Espectador”, de Bogotá, os textos revelam vestígios de temas caros ao escritor, como críticas de cinema e o efeito de suas paixões literárias, especialmente Hemingway e Camus. Aqui também está presente um de seus primeiros grandes trabalhos investigativos, o aclamado “Relato de um Náufrago”, logo transformado em romance. Para Gabo, sempre foi muito tênue a linha divisória entre ficção e realidade.
Geração brilhante
No final dos anos 1950, enquanto uma brilhante geração de repórteres americanos (Guy Talese, Tom Wolfe, Jimmy Breslin, Hunter S. Thompson) ensaiava escrever uma não-ficção apurada, com técnicas em geral associadas ao romance e ao conto, o colombiano Gabriel García Márquez utilizava as mesmas ferramentas para escrever, na imprensa diária de seu país, o que logo se convencionou chamar de jornalismo literário.
Entre agosto de 1954 e março de 1955, Gabo acompanhou incidentes locais para escrever reportagens investigativas – não meramente informativas, mas com uma estrutura que vai além de apenas enumerar fatos. Os textos, publicados em “Textos Andinos”, tratam de um deslizamento (“Balanço e Reconstituição da Catástrofe de Antióquia”), de uma marcha de protesto (“O Chocó Que a Colômbia Desconhece”) e da sobrevivência de um náufrago (“O Náufrago Sobrevivente Passou 11 Dias em uma Frágil Balsa”).
Um traço marcante dessas reportagens é o sutil desvio de interpretação oferecido pelo escritor – se é rigoroso com os dados, apresentando milimetricamente todos os detalhes da história, ou se, por outro lado, lança mão de metáforas, García Márquez apresenta uma leitura variada dos fatos. Cada informação, comprovada ou não, conquista uma parcela de verdade.
Ao retratar a catástrofe de Antióquia, por exemplo, o repórter Gabo descobre o detalhe revelador, aquele com o qual critica a ineficiência das autoridades, mais interessadas em se autopromover do que atender aos aflitos: somente dois dias depois de ocorrida a tragédia, que vitimou 67 pessoas, o secretário de Obras Públicas finalmente aparece em público para o ridículo ato de resgate do cadáver de um coelho entre os escombros.
|
| |
|
Carlos Honorato
Blog
em
30/10/2006 11:23:29
|
|
Sem comentários | Topo
|
|
|
|
|
 |
|
Em Goiás, a vitória da humildade
|
 |
|
Warlem Sabino - Diário da Manhã
Com mais de 377 mil votos de frente, o governador Alcides Rodrigues (PP), da Coligação do Tempo Novo, foi reeleito ontem para mais quatro anos à frente do Palácio das Esmeraldas. O pepista teve 57,14% dos votos válidos (1.508.024) contra 42,86% (1.131.106) do senador Maguito Vilela (PMDB), da coligação Goiás Melhor para Todos.
A vitória confirmou todos os institutos de pesquisa de Goiás, que deram vantagem confortável a Alcides desde o final do primeiro turno (dia 1º de outubro) – chegou a ter 22 pontos percentuais de frente e venceu com 14 pontos de vantagem. A tendência de crescimento do peemedebista, registrada no início desta semana, perdeu fôlego.
Maguito praticamente não conseguiu crescer no segundo turno. Teve quase o mesmo número de votos do primeiro turno (1.123.139). Pouco adiantou a interferência do presidente Lula na campanha goiana e a vinda do marqueteiro Augusto Fonseca (indicado pelo PT nacional).
A conquista de Alcides fortalece o senador eleito Marconi Perillo (PSDB), que se cacifa como a maior liderança política do Estado. É a terceira vitória seguida do Tempo Novo ao governo do Estado, que tirou o grupo de Iris Rezende (PMDB) do poder em 1998 – os peemedebistas detinham a administração estadual havia 16 anos. A situação só não é pior à sigla porque Iris é prefeito de Goiânia e Maguito pode ser indicado a ocupar um ministério (especula-se o do Esporte).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também foi reeleito com folga sobre o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) – 60,81% a 39,19%, com 99,78% das urnas apuradas. As duas vitórias foram derrotas do denuncismo. Tanto Lula quanto Alcides sofreram calúnias no primeiro e segundo turno. Entretanto, os candidatos responderam à altura, com uma campanha limpa e tiveram a bênção das urnas. “A verdade venceu a mentira”, resumiu Marconi.
Humildade – A trajetória de vitória de Alcides é no mínimo surpreendente. O início desfavorável nas pesquisas dificultou o lançamento de sua candidatura. O PSDB, partido de Marconi Perillo, estava rachado – não se entendia sobre quem seria o candidato. Mas o então vice-governador apostou que, com humildade, dedicação e trabalho, poderia vencer a disputa contra o rival, disparado na liderança.
O pepista tinha duas missões difíceis no início do ano: unir a base aliada em torno de seu nome e bater Maguito Vilela, senador da República durante oito anos, ex-governador de Goiás que deixou o poder muito bem avaliado pela população e já bastante conhecido no Estado.
Alcides acreditou que, na medida em que se tornasse conhecido e tivesse sua imagem colada à de Marconi, poderia ganhar a eleição ao governo. Uniu o dividido PSDB e demais siglas da base aliada. Não subiu no salto alto. Trabalhou por cada voto como se fosse o único.
Quando saiu vencedor do primeiro turno, procurou apoio em todas as vertentes políticas. Não dispensou ninguém. Trouxe para o seu lado o deputado federal Barbosa Neto (PSB), derrotado na campanha majoritária. Recebeu ajuda até mesmo de prefeitos e vereadores do PMDB e PFL.
Pesquisas – Na primeira pesquisa Serpes de intenção de votos, em outubro de 2005, Alcides tinha 4,90% (estimulada) dos votos – Maguito já liderava com 29,1%. Na segunda rodada, em fevereiro deste ano, chegou a 9,4% – o rival peemedebista alcançou 52,7%. De lá para cá, cresceu de levantamento a levantamento, de forma gradativa, enquanto Maguito descia a ladeira.
Na reta final do primeiro turno, Alcides conseguiu uma virada sobre Maguito. Faltando três dias para a eleição, os levantamentos se dividiam entre vitória maguitista já em 1º de outubro ou segundo turno entre os dois postulantes. O governador atropelou o chamado “tempo velho” e por pouco não venceu no primeiro turno – 48,22% (1.315.718) a 41,17% (1.123.139).
No segundo turno, só ampliou a frente. Conseguiu vitória em todas as regiões do Estado. Em cidades como Anápolis, município de Onaide Santillo (PMDB), candidata a vice da coligação Melhor para Todos, a vitória pepista foi acachapante: 77,41% (114.660) a 22,59% (33.461). Maior do que no primeiro turno: 66,75% a 19,96%.
Em Aparecida de Goiânia, cidade que tradicionalmente o PMDB leva vantagem, o trabalho do candidato a vice da Coligação do Tempo Novo, Ademir Menezes (PL), deu resultado e Alcides encostou no rival: 50,57% a 49,43% para Maguito.
|
| |
|
Carlos Honorato
Blog
em
30/10/2006 11:17:53
|
|
Sem comentários | Topo
|
|
|
|
|
 |
|
Telefônica sela compra da TVA com Abril
|
 |
Da Folha de S.Paulo
O grupo Abril, dono da TVA, e a Telefônica firmaram ontem acordo para a venda da TV por assinatura. A transação depende da aprovação da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), que aguarda o pedido de análise que pode ser feito a partir de hoje.
Em notas distribuídas ontem pela Abril e pela Telefônica, as empresas informam que o negócio envolve 100% das ações preferenciais e parte das ordinárias referentes às operações de TV a cabo, "nos limites de participação permitidos pela legislação".
Segundo a Lei Geral de Telecomunicações, uma empresa estrangeira só pode controlar até 49% de uma empresa do segmento de cabo.
O pacote inclui ainda a totalidade das ações de operações por microondas (MMDS), que não têm esse obstáculo.
Um segundo entrave pode impedir o negócio. A lei de telecomunicações proíbe concessionárias, como a Telefônica, de ingressarem em outros segmentos que não são o alvo de sua concessão na mesma região em que atuam.
No entendimento de algumas operadoras, isso ocorre no acordo entre a Telefônica e a TVA, já que as duas operam no setor de internet banda larga. Ações desse setor e do de telefonia IP, no entanto, não foram incluídas no acordo.
A Anatel aguardará que o grupo Abril e a Telefônica entrem com um pedido oficial de análise da operação junto à agência para se manifestar.
Clique aqui para ler mais - só para assinantes da Folha
|
| |
|
Carlos Honorato
Blog
em
30/10/2006 11:14:20
|
|
Sem comentários | Topo
|
|
|
|
|
 |
|
Lula reeleito
|
 |
|
Editorial da Folha de S.Paulo
Reconduzido ao cargo com mais de 60% dos votos válidos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vê abrir-se diante de si um horizonte político singularmente diverso daquele com que se deparava em 2002.
Legitimamente referendado por mais de 58 milhões de eleitores, Lula está longe de corresponder, entretanto, à aura de renovação social e ética de que era cercado no imaginário de seus adeptos em 2002; tampouco sua eleição se associa, agora, às ameaças de irresponsabilidade econômica e turbulência política projetadas pelo discurso de seus adversários naquela época.
O jogo da sustentação parlamentar, que levou o governo a tantos desastres e vergonhas nos últimos quatro anos, terá de ser jogado mais uma vez. A estratégia de alianças agora em curso acrescenta às imoralidades do varejo partidário vigentes no primeiro mandato a oficialização de um pacto com a macrofisiologia peemedebista.
Qualquer discurso em torno de reformas políticas abrangentes, capazes de dar maior transparência e funcionalidade às instituições republicanas, choca-se amargamente com o predomínio do arcaísmo e da ausência de compromissos ideológicos dos detentores do poder real.
Das incertas negociações com esses setores, assim como de sua própria "vontade política" -cuja intensidade e consistência têm deixado muito a desejar- é que depende o presidente reeleito para responder aos desafios de seu próximo mandato.
A aceleração do ritmo do crescimento econômico, ao contrário do que tanto lulistas quanto oposicionistas afirmaram no decorrer desta campanha, não dispensa um equacionamento da questão das contas públicas; a diminuição continuada da taxa de juros e o desafogo da carga tributária não dispensam a realização de reformas para controlar as despesas federais -reformas cujo teor e cujas chances de respaldo legislativo são, a esta altura, absolutamente nebulosos.
Terão paralelamente de prosseguir com rigor as investigações em torno do chamado dossiegate. Democraticamente eleito, o presidente da República não está acima da lei e das instituições do país. Tende a arrefecer, sem dúvida, o furor inconformista dos que, supondo-se já derrotados nas urnas, por vezes incorreram numa retórica açodada de contestação do futuro mandato presidencial. Somente fatos e evidências, fundamentados numa investigação minuciosa, poderão dar resposta às questões que até hoje ficaram sem esclarecimento em todo o escândalo.
Enquanto isso, e já amainado o período das exaltações eleitorais, não faltam entretanto outras incertezas, de ordem econômica, política e administrativa imediata, a que o próximo mandato de Lula terá de dar firme resposta. O desafio de passar da "realpolitik" dos acordos parlamentares à adoção de medidas objetivas para a aceleração do desenvolvimento econômico está colocado; resta saber se Lula e as forças que o apóiam estão prontos a enfrentá-lo desta vez.
|
| |
|
Carlos Honorato
Blog
em
30/10/2006 11:11:39
|
|
Sem comentários | Topo
|
|
|
|
|
 |
|
Cabral fala em "arrumar a casa" e defende pacto para País
|
 |
|
Da AE
"Arrumar a casa". Assim o governador eleito do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, definiu hoje a sua tarefa a partir do dia 1º de janeiro. Apesar de ser o candidato da governadora Rosinha Garotinho, Cabral disse que tem muitas mudanças para fazer, e a principal delas é a redução da estrutura de governo e o corte de secretarias. Ele também disse que simpatiza com a idéia de um entendimento nacional em torno de propostas para o Brasil.
Ao ser perguntado se sua vitória poderia ser traduzida como o triunfo da continuidade, como definira pela manhã o ex-governador Anthony Garotinho, o novo governador do Rio contestou: "Será o governo do Sérgio Cabral", avisou. Cabral chegou ao comitê central de sua campanha, em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio, às 19h30, sob o aplauso de correligionários. Uma festa para 4 mil pessoas foi organizada com direito a bateria de escola de samba, chope e salgadinhos.
O governador eleito discursou para o grupo em cima de um trio elétrico, agradecendo em primeiro lugar a Deus pela eleição. Em seguida, agradeceu à população do Rio pela confiança e à família, especialmente à mulher, Adriana, que estava ao seu lado. Ele também fez agradecimentos ao presidente Lula (PT), seu aliado no segundo turno.
Pacto
Cabral contou que recebeu telefonemas de Lula e do governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), no início da noite. O governador eleito disse que, como governador do Rio, pretende unir-se a Aécio no movimento de superar a crise política ajudando a criar uma agenda propositiva para o País. "Acho que é a hora de o Brasil encontrar um caminho. Estabelecer um pacto. Estarei ao lado do governador Aécio Neves nessa direção, que é a de uma agenda propositiva. O Brasil sai das urnas com o desejo claro desse entendimento".
|
| |
|
Carlos Honorato
Blog
em
30/10/2006 01:17:02
|
|
Sem comentários | Topo
|
|
|
|
Exibindo 1 a 20 de 192 registros em 10 página(s)
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 |
|
|
|
|
|
 |
 |
 |
|
| |
|
|
|