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Brasília, de Janeiro de 2006. Ano: 2
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Iris se decide em 15 dias
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Por Paola Franco, do Diário da Manhã
Não foi desta vez que o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), anunciou se fará ou não sua inscrição às prévias a serem realizadas no dia 19 de março para definir o candidato a governador do partido. Após uma conversa de aproximadamente duas horas com o senador Maguito Vilela (PMDB), pré-candidato ao governo, Iris declarou que precisará de mais “10 ou 15 dias para decidir”. “Não é uma decisão que possa ser tomada em 24 horas”, disse. Desde o início do ano o prefeito mantém o impasse sobre uma eventual formalização de pré-candidatura.
Iris voltou a lembrar que foi candidato à Prefeitura em 2004 porque o PMDB não dispunha de candidatos competitivos. “Mas agora nós temos dois, o Adib e o Maguito, que estão fazendo um bom trabalho.” Segundo Maguito, Iris afirmou ao longo da conversa que só colocará seu nome se perceber que isso é necessário para salvar o partido e ganhar as eleições.
O DM questionou Maguito se ele considera que o PMDB precisa de salvação e o senador respondeu que a legenda está bem colocada. “Nós discutimos sobre o contexto estadual e consideramos que o cenário é favorável ao PMDB. O partido não pode errar. Temos que decidir pelo melhor caminho”. Maguito e Iris buscaram ressaltar que não existe racha na legenda. “A palavra de ordem é união. Não haverá cisão dentro do PMDB”, reforçou Maguito. O senador passou a tarde reunido a portas fechadas com o presidente regional do partido, Nailton de Oliveira.
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Carlos Honorato
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31/01/2006 21:32:28
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CPI aprova relatório parcial e exclui Palocci
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A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Bingos aprovou nesta terça-feira o relatório parcial do senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) relativo ao caso Gtech. O texto trata da renovação do contrato entre a Caixa Econômica Federal e a empresa multinacional para o processamento das loterias.
O texto foi aprovado da forma como elaborado pelo relator, sem as emendas oferecidas pelos senadores, que serão discutidas numa próxima reunião. Entre elas, estava a emenda do senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) que incluiria o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, na lista de pedidos de indiciamento feitos ao Ministério Público Federal.
Segundo Paes de Barros, após o depoimento do ministro à CPI, na semana passada, "ficou claro seu crime de responsabilidade, por saber que a Gtech estava oferecendo propina e não haver comunicado à Polícia e ao Ministério Público".
O relatório parcial da CPI dos Bingos solicita ao Ministério Público o indiciamento de 34 pessoas por diversos crimes, como improbidade administrativa. O relatório propõe que o Congresso Nacional, por decreto legislativo, torne nulo o contrato entre a CEF (Caixa Econômica Federal) e a empresa Gtech do Brasil Ltda. a partir de 14 de maio de 2006, vedando sua prorrogação.
Outras emendas também deverão ser avaliadas, como a do senador Valdir Raupp (PMDB-RO), que sugere a retirada do pedido de indiciamento de Jorge Mattoso, presidente da Caixa.
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Carlos Honorato
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31/01/2006 21:27:33
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PFL ainda deseja apoio de Roriz
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Luciana Navarro - Caderno Brasília, do Jornal do Brasil
A possibilidade do governador Joaquim Roriz (PMDB) apoiar o pré-candidato do seu partido Maurício Corrêa esquentará a disputa pelo Palácio do Buriti. Sem o apoio de Roriz, os pré-candidatos do PFL, deputado José Roberto Arruda e senador Paulo Octávio, teriam de se esforçar para conseguir arrebanhar votos que seriam mais facilmente atraídos com a benção do governador.
O provável apoio de Roriz a seu próprio partido não agradou o PFL. A legenda ainda não definiu quem será o candidato ao GDF, mas lidera as pesquisas com qualquer um dos pré-candidados (Arruda ou Paulo Octávio). Defensor da candidatura de Arruda, o deputado Alberto Fraga (PFL - DF) acha que se Roriz realmente decidiu a quem apoiar a definição foi precitada:
- Ele vai deixar de apoiar um candidato que tem 40% nas pesquisas para apoiar um com 1%? Além disso, as pesquisas mostram que ele não transfere tanto voto assim.
O deputado acredita que o atraso do PFL em definir o candidato ao Buriti pode atrapalhar a costura por apoio político.
- Se não houvesse essa indecisão e disputa interna no partido seria mais fácil. Um partido que tem, somados os candidatos, aceitação de 60% do eleitorado não depende do apoio de Roriz. Com ou sem ele vamos à luta - garante Fraga.
O deputado cita como exemplo do fracasso de Roriz na transferência de votos durantes as eleições de 1994, quando Valmir Campelo (PTB), mesmo apoiado pelo atual governador, perdeu para Cristovam Buarque (PDT) - à época filiado ao PT.
- Acho que o governador já teve uma lição. O apoio dele é importante, mas não é decisivo. Ele não está acima do povo - diz Fraga.
Cautela - Como o governador ainda não declarou explicitamente apoio a Maurício Corrêa, o PFL ainda aposta que receberá a ajuda de Roriz na campanha eleitoral deste ano.
- Nunca ouvi isso do Roriz. Tive conversas com ele e aposto num apoio do governador Roriz a minha candidatura - afirma o senador Paulo Octávio.
O senador lembra que, em 2002, ele e Roriz fizeram campanha juntos.
- Se ele quer sair ao Senado vai querer caminhar ao lado de quem conhece e já fez campanha vitoriosa com ele - diz.
Aglutinação - O senador acredita que PFL, PSDB e PMDB poderão montar uma chapa única.
- O importante é achar uma fórmula para aglutinar os partidos. O PFL afirmou que pode abrir mão da candidatura à vice-presidência da República para garantir o apoio em alguns estados. E, seguramente, o DF estará entre eles - afirma Paulo Octávio, presidente partido no DF.
O senador defende que o partido aja com cautela. Ele acredita que nenhuma decisão pode ser tomada antes da desincompatibilização do governador e da definição do cargo ao qual Roriz deseja concorrer - presidente, vice ou senador.
- Nada vai e nem pode ser definido com rapidez. Vamos viver ainda momentos de muita emoção. Na política é importante ter sabedoria e paciência - afirma Paulo Octávio.
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Carlos Honorato
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30/01/2006 16:56:28
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FHC diz em livro que Lula "decepcionou" e elogia Serra
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Se ainda há dúvidas sobre a admiração que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tem pelo prefeito de São Paulo, José Serra, elas são dirimidas nas páginas do livro de memórias que o líder supremo dos tucanos publicará provavelmente em março nos Estados Unidos sob o título The Accidental President of Brazil - A memoir (Presidente do Brasil por Acaso - Memória).
A predileção pessoal do ex-presidente por seu ex-ministro do Planejamento e da Saúde salta à vista no relato que ele faz sobre a origem de sua amizade com Serra. Eles se conheceram numa sala de aula em Santiago do Chile, em 1965, ambos na condição de exilados: Fernando Henrique como funcionário da CEPAL e professor, Serra como ex- presidente da União Nacional dos Estudantes e ex-aluno de engenharia que, no Chile, resolvera reinventar-se como economista.
"Olhos de coruja"
"Ele causou um impacto em mim no segundo em que o vi", escreve o ex-presidente. "Sempre me lembrarei da imagem dele, sentado no fundo da classe com seus enormes olhos de coruja, absorvendo cada palavra. Logo descobriria que, quando José Serra quer alguma coisa, ele consegue", prossegue Fernando Henrique. "Quatro décadas depois, continuo a admirar sua ambição."
The Accidental President está longe de ser um manifesto eleitoral. Tampouco é mera obra de reminiscências. Escrito em colaboração com o jornalista Brian Winter, o livro foi pensado para explicar ao público americano e aos estrangeiros em geral as transformações que o Brasil vive desde a redemocratização, em 1985, e a conquista da estabilidade econômica, obtida pelo programa econômico que Fernando Henrique iniciou como ministro da Fazenda, em 1994, e cujo êxito garantiu sua eleição e reeleição à Presidência da República.
Debate sucessório
Mas o momento escolhido para a publicação do livro nos EUA - assim como do volume bem maior e mais ambicioso de memórias políticas que Fernando Henrique lançará pouco depois no Brasil, ou seja, no início da campanha presidencial - fará com que ambos sejam lidos à luz do debate sucessório. O ex-presidente renova os elogios ao descrever o papel central que Serra teve, como ministro da Saúde, em 2001, na briga com os Estados Unidos a respeito de uma cláusula na lei brasileira sobre propriedade intelectual que regula a suspensão de patentes farmacêuticas em casos de interesse público.
Estava em jogo a preservação do programa nacional de combate à aids. Sob pressão da opinião americana e internacional, mobilizada por uma campanha do Ministério da Saúde, a administração Bush acabou retirando a ação que iniciara contra o Brasil na Organização Mundial de Comércio. Fernando Henrique reconhece também as contribuições, no vitorioso episódio, de seu então chanceler, Celso Lafer, e do atual chanceler, Celso Amorim, que era na época o chefe da missão brasileira na OMC.
A apenas três outras pessoas ele dedica elogios tão rasgados quanto os que faz a Serra nas quase trezentas páginas do livro. Uma delas é sua mulher, Ruth, por suas "boas ações" à frente da ONG Comunidade Solidária. Outro herói que ele exalta é o sul-africano Nelson Mandela. "O líder que eu mais admiro no nível pessoal", diz. Ao americano Bill Clinton, Fernando Henrique rende homenagens. "O mais impressionante político que já conheci, sem nenhuma dúvida", anota o ex-presidente, que o convidou para escrever o prefácio do livro.
Fonte: Agencia Estado - Paulo Sotero
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Carlos Honorato
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30/01/2006 14:12:25
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Alckmin: Reunião de tucanos foi mal interpretada
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O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou hoje que a reunião entre caciques tucanos realizada na semana passada para discutir a escolha do candidato do PSDB à presidência da República foi mal interpretada. O governador paulista, que vem se esforçando para emplacar como candidato do PSDB na corrida presidencial, ressaltou que a reunião foi, na verdade, uma iniciativa de avaliação e conversa para iniciar as discussões dentro da legenda. "Houve interpretação errada daquela reunião", disse Alckmin à Agência Estado. "Foi uma reunião de avaliação, uma coisa boa, de conversa", acrescentou.
Alckmin evitou falar diretamente sobre o fato de o nome do prefeito de São Paulo, José Serra, ter ocupado fortemente o debate em torno da questão presidencial desde que a reunião ocorreu. No entanto, foi exatamente nesse encontro que o presidente do PSDB, Tasso Jereissati, lançou oficialmente a pré-candidatura de Serra. Foi também a ocasião em que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que Serra será o candidato do PSDB se o povo quiser. A reunião, realizada na residência de FHC, contou também com a presença do governador de Minas Gerais, Aécio Neves.
As afirmações de Alckmin foram feitas alguns minutos após o governador ter dado entrevista coletiva para divulgar dados da segurança pública no Estado, numa lanchonete próxima ao local do evento. Durante a coletiva, o governador evitou falar mais abertamente sobre a possível predileção de FHC pelo nome de Serra, ressaltando que não há abalo em sua pré-candidatura e que "este é um assunto interno da direção partidária". Assim como tem feito nas últimas semanas, Alckmin aproveitou para andar nas ruas e cumprimentar eleitores, dando continuidade à sua pré-campanha.
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30/01/2006 14:10:17
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CPI: Lula é o limite
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Bernardo de la Peña e Gerson Camarotti- O Globo
Preocupados com o impacto do relatório final da CPI dos Correios na campanha eleitoral deste ano, os parlamentares petistas e aliados do governo já começam a negociar no Congresso para evitar que o texto apresentado pelo deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) danifique ainda mais a já arranhada imagem do PT e do governo. A palavra de ordem veio do Palácio do Planalto e já é repetida por petistas no Senado e na própria CPI: o limite é Lula.
Se o PT ditou até onde o relatório pode ir, a negociação deu à oposição a garantia de que a CPI não deve insistir na apuração da suposta lista de tucanos e aliados do governo Fernando Henrique Cardoso que teriam sido beneficiados por um esquema de financiamento organizado pelo ex-diretor de Furnas Dimas Toledo.
Os tucanos, porém, de acordo com os integrantes das negociações, já aceitaram que será incluído no relatório final da comissão a conclusão de que o valerioduto também abasteceu a campanha ao governo do estado, em 1998, do senador Eduardo Azeredo (MG), ex-presidente do partido.
— Nada do que existe vai estar fora do relatório — explicou um dirigente do PSDB.
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29/01/2006 11:50:11
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Pendenga da Cidade Digital
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Caderno Brasília - Jornal do Brasil
O primeiro passo para a criação da Cidade Digital foi dado na quarta-feira, mas o próximo ninguém se arrisca a dizer quando virá. Para que a área comece a ser dividida entre as duas mil empresas que pretendem se instalar lá é preciso que o projeto de lei de ampliação do Parque Nacional de Brasília seja aprovado no Senado e sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Além disso, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) precisa conceder o licenciamento ambiental para que a área do pólo de tecnologia possa ser utilizada. Sem isso, nada se construirá.
Segundo o diretor de Ecossistemas do Ibama, Valmir Ortega, o licenciamento será liberado apenas após a sanção presidencial do projeto em tramitação. Durante o processo de discussões que precederam a votação na Câmara a bancada do DF pediu o adiantamento do licenciamento. Ortega coloca o Ibama está à disposição do GDF para que o licenciamento seja agilizado.
O Ibama admite analisar os estudos de Impacto Ambiental (EIA) do terreno de dos 123 hectares da Cidade Digital feito pelo GDF. Entretanto, segundo Francisco Palhares, gerente executivo do órgão no DF, os documentos ainda não foram entregues pelo governo.
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29/01/2006 11:45:04
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PFL vai para o tudo-ou-nada em Goiás
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Carlos Eduardo Reche - O Popular
Voto vencido nas discussões da base aliada à sucessão do governador Marconi Perillo (PSDB), o PFL retomou do zero, na semana passada, a articulação da candidatura do senador Demóstenes Torres ao Palácio das Esmeraldas. Apesar do tom de confiança do pefelista, a legenda tem pela frente o desafio de costurar uma aliança cuja viabilidade eleitoral convença a direção nacional e garanta a eleição, pelo menos, da atual bancada de deputados.
Os pefelistas deram início no fim da semana a uma série de reuniões para avaliar estratégias à corrida ao Palácio das Esmeraldas. A princípio, a saída será manter conversações com os pequenos partidos. Ontem, o senador Demóstenes esteve com líderes do PTC e com o prefeito cassado de Anápolis, Ernani de Paula (sem partido), marido da primeira suplente do mandato do pefelista, Sandra Melon. Em contato com a redação, Ernani disse estar envolvido com suas atividades empresariais e não participará da sucessão estadual este ano, descartando, assim, apoio a Demóstenes.
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Carlos Honorato
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29/01/2006 11:38:31
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PL de Gestão de Florestas deve ser votado na terça
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Do site Amazônia(www.amazonia.por.br
Deve ser finalmente votado no plenário do Senado na próxima terça-feira o Projeto de Lei de Gestão de Florestas Públicas. Representantes da sociedade civil se reuniram com Jacques Wagner, ministro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, na última quarta-feira para discutir a aprovação do projeto. Os representantes das organizações ambientalistas também foram ao gabinete do relator do PL no Senado, Agripino Maia (PFL-RN).
Atrasos e emendas - Maia tem sido criticado pelos defensores do projeto por obstruir o andamento do mesmo, pois quebrou o acordo com o Governo ao incluir emendas que, caso aprovadas, obrigarão o retorno da pauta à Câmara. O acordo consistia em deixar as emendas serem objeto de um outro projeto a ser apresentado posteriormente, para que o PL pudesse entrar em vigor ainda em 2006.
Além disso, surgiram acusações de que o senador condicionou a aprovação do projeto (e o futuro das florestas brasileiras) a concessões políticas de seu interesse - como a liberação de verbas para uma ponte em Aracaju e para os Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro.
As emendas propostas agora por Agripino Maia consistem em: obrigatoriedade de sabatina no Senado para os diretores do Serviço Florestal Brasileiro; aprovação na mesma casa das concessões que ultrapassem os 2500 hectares; e aprovação das concessões em regiões fronteiriças pelo Conselho de Segurança Nacional.
Longo caminho - O PL de Gestão de Florestas já foi aprovado na Câmara dos Deputados e em três comissões do Senado. A despeito do esforço do Ministério do Meio Ambiente, que contou com o inédito apoio conjunto de representantes do setor madeireiro e ONGs ambientalistas e indigenistas e movimento sociais, o projeto não foi aprovado no final do ano passado e sua implementação ficará para o ano de 2007.
Estiveram presentes na reunião com o ministro Jacques Wagner representantes das organizações SOS Mata Atlântica, Greenpeace, WWF e Amigos da Terra - Amazônia Brasileira.
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29/01/2006 11:34:57
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Grilagem no sul do Amazonas
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Kátia Gomes, do jornal Amazonas em Tempo
No sul da floresta amazônica, exatamente na fronteira entre o Amazonas e Mato Grosso, um distrito criado para apoiar um assentamento do INCRA avança aceleradamente para se tornar município. Santo Antonio do Matupi tem oito mil habitantes espalhados numa extensa área de terras no quilômetro 180 da Transamazônica. A floresta cedeu lugar a campos de criação de gado e enriqueceu muitos madeireiros. Lá a grilagem é oficial, praticada inclusive com o apoio de prefeituras.
Hugo Silvério Rodrigues é acusado pelo IBAMA e INCRA de ser o maior grileiro do país. Como defesa, Hugo apresentou à reportagem do Em Tempo um documento, da prefeitura de Manicoré, atestando que seus serviços como topógrafo são contratados para a Transamazônica no quilômetro 180 e rodovia do Estanho em Bodocó e Manicoré no período de um ano. “Esse contrato foi renovado até 2003. Há dois anos não faço mais serviço de topografia”, afirma Hugo, que durante cinco anos intermediou e evitou conflitos na região.
O contrato apresentado por Hugo diz que os lotes deveriam ser de 200 hectares e que mediante venda, o topógrafo receberia 20% da negociação. Só não explica quem vendia e recebia o dinheiro, se o próprio Hugo ou o município de Manicoré.
Na prática, todos que querem terras procuram pelo topógrafo que se orgulha de ter aberto a última fronteira agrícola do país. “Não é fácil conciliar interesses. Por mais que queiram me transformar em um carrasco da natureza, vim para cá com permissão das autoridades. Fui contratado para isso”, afirma.
Hugo só esqueceu de dizer que desmatou de uma só vez 2 mil e 500 hectares para criação de gado. “Estou sendo multado pelo IBAMA por ter desmatado essas terras, mas estou dentro da lei. Tenho oito mil hectares de mata intocada”, reclama.
“Várias famílias desmataram demais e agora, como eu, sofrem por não terem a regularização fundiária”, lamenta o topógrafo, ao afirmar que o tempo de grilagem acabou. “Com o georreferenciamento é possível verificar rapidamente quem está desmatando via satélite. O IBAMA tem esse serviço”, explica.
Hugo Silvério é um homem rico. Conhece como ninguém a região e age com um benfeitor em Matupi, ajudando os doentes e levando para Humaitá os mais graves, ou mandando peças para os que ficam no prego na estrada. “Estamos todos no mesmo barco, precisamos nos ajudar. Aqui todos dão carona e cooperam na hora da doença”, conta.
Segundo Hugo, o INCRA está quebrado e não tem como pagar profissionais e nem equipamentos para fazer esse trabalho. “Agora existe o gel referenciador, um aparelho de 70 mil dólares que já fica no satélite o tamanho das terras e o nome do proprietário. Com isso não haverá mais invasão, nem crimes ambientais. A EMBRAPA já indica através do INCRA onde se pode plantar e o que se tem para preservar na região”, esclarece.
Kátia Gomes
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Carlos Honorato
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29/01/2006 11:31:38
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Senador tem contas investigadas
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Por Hélmiton Prateado, do jornal Opção
O senador Paulo Octávio, do PFL do Distrito Federal, está com um problema para resolver junto ao Ministério Público Federal de Brasília e à Polícia Federal. A origem do problema é um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), elaborado após investigação, em que o senador é acusado de movimentar aproximadamente 7,81 milhões de reais sem provar a origem do dinheiro. O Coaf é o órgão do governo federal encarregado de combater a lavagem de dinheiro e manter as autoridades informadas sobre as movimentações financeiras acima de 100 mil reais.
As movimentações foram feitas no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal no período de 2004 a maio de 2005 — período em que a empresa Paulo Octávio Investimentos Imobiliários Ltda, de propriedade do senador, administrava um empreendimento fabuloso em Brasília chamado Superquadra 311 Norte. Um ex-funcionário do senador recebeu, segundo o Coaf, depósitos em sua conta na CEF da ordem de 5,68 milhões de reais. Esse ex-auxiliar de Paulo Octávio, chamado Sebastião Luís Ferreira, é engenheiro e figurou como tesoureiro da empresa Principal Construções Ltda. Sebastião Ferreira foi o sacador em diversas retiradas de dinheiro em espécie da conta da empresa. “As retiradas somaram 1,86 milhão de reais entre outubro de 2004 e janeiro de 2005, assim considerados apenas os saques acima de 100 mil reais”, diz o relatório do Coaf. Em outro item dos dados levantados, os técnicos do Coaf explicam que aconteceram ingressos de recursos de 5,69 milhões de reais na conta-corrente pessoal que Sebastião Luís Ferreira mantinha na CEF entre janeiro de 2004 e maio de 2005.
O detalhe mais surpreendente do relatório é quando os técnicos explicaram que “as pesquisas indicam que tais recursos não encontrariam respaldo em sua capacidade financeira presumida”, ou seja, Sebastião não tinha como justificar o recebimento dessas quantias, por absoluta impossibilidade fática. Um policial com muita experiência em investigações sobre o sistema financeiro observa que “movimentar dinheiro de conta jurídica para conta de pessoa física é indicativo de que o dinheiro não tem comprovação de origem e precisa ser legalizado de alguma forma”.
O dinheiro que transitou pelas contas de Sebastião foi parar no interior de Goiás. O Coaf levantou que, após essa movimentação financeira incomum para um assalariado, ele figurou como titular em 60 transações imobiliárias, todas em regiões urbanas de Luziânia (cidade do interior goiano localizada na região do Entorno de Brasília). O mesmo policial consultado pelo Jornal Opção explica que imóveis, gado e motéis são as melhores lavanderias de dinheiro sem comprovação de origem. Uma fonte do Ministério Público Federal de Brasília também afirmou que “esses imóveis são todos de Paulo Octávio, que estaria usando esse ex-funcionário como ‘laranja’ para omitir seus bens do Fisco”.
Sebastião Luís Ferreira era, até o final do ano passado, dono de metade de uma distribuidora de gás em Luziânia. Também aparecia como sócio minoritário (1 por cento) de outra empresa do grupo do senador Paulo Octávio, a Rádio Principal FM. Ele declarou à Receita Federal, no ano passado, um patrimônio de apenas 90 mil reais, e tinha um salário mensal de 4,8 mil reais. Mesmo assim, conseguia comprar imóveis em áreas valorizadas de Luziânia com os recebimentos mensais de mais de 100 mil reais. Aparentemente, o salário de 4,8 mil reais era apenas um passatempo para quem tinha se tornado milionário em pouco mais de um ano.
Bate-volta — No período áureo das transações acima de 100 mil reais, no caso apenas as detectadas pelo Coaf, ele recebia freqüentemente dinheiro de contas no Bradesco e Banco Itaú. Os remetentes eram o Fundo de Investimento Imobiliário Superquadra 311 Norte e o Fundo de Investimento Imobiliário Paulo Octávio. Curiosamente, os valores eram remetidos no mesmo dia ou no dia subseqüente para as contas da Paulo Octávio Investimentos Imobiliários Ltda no Banco do Brasil e no BIC (Banco Industrial e Comercial Ltda), mantendo-se tão-somente a parcela referente à CPMF.
O relatório do Coaf é incisivo ao afirmar que essas movimentações descritas “carecem de justificativa econômica, uma vez que, ao transitar em conta-corrente intermediária, acaba por sofrer encargos tributários (CPMF) aparentemente desnecessários”. O Ministério Público aparentemente desvendou essa ausência de justificativa: o dinheiro saía de uma conta em que a Paulo Octávio Investimentos era apenas participante para uma pessoa física da confiança do senador Paulo Octávio, e voltava para a conta da empresa, que era só do senador. Em apenas quatro meses, Sebastião fez saques de mais de 100 mil reais em nome da empresa Principal Construções Ltda, também de propriedade do senador Paulo Octávio. Os saques totalizaram 1,86 milhão no período de outubro de 2004 e janeiro de 2005.
O Ministério Público Federal moveu ação de improbidade administrativa contra o senador Paulo Octávio e outras 38 pessoas, com base no relatório do Coaf. Na inicial, os procuradores da República acusam o senador de se apropriar indevidamente de 160 milhões de reais do projeto imobiliário Superquadra 311 Norte. Os recursos para esse empreendimento saíram do Funcef, o poderoso Fundo de Pensão dos Funcionários da Caixa Econômica Federal. A construção dos 700 apartamentos era supervisionada pelo fundo imobiliário liderado pela Paulo Octávio Investimentos.
Acordo anula ação - Segundo o atual diretor-presidente da Paulo Octávio Investimentos Imobiliários, Marcelo Carvalho, os pontos levantados no relatório do Coaf e que embasaram a ação do Ministério Público Federal já foram elucidados e serviram para a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta que deverá elidir a ação contra o senador.
“Todas as informações foram prestadas ao Ministério Público e à Receita Federal, e um acordo foi pactuado visando retirar as acusações contra a empresa e contra o senador. Com respeito ao senhor Sebastião Luís Ferreira, não posso dizer sobre possível elisão fiscal”, afirmou.
Questionado sobre quando o engenheiro trabalhou para o senador Paulo Octávio, Marcelo Carvalho disse que foi há cerca de cinco anos. Sobre qual a razão dele continuar recebendo mais de 100 mil reais entre 2004 e 2005, o presidente disse que era referente a quotas do Fundo Imobiliário.
Mesmo tendo por salário apenas 4,8 mil reais, valor relativamente baixo para os padrões de Brasília, ele recebeu somas milionárias em um curto espaço de tempo. Como trabalhou para Paulo Octávio há cinco anos, ele só começou a receber os bônus em forma de quotas do fundo imobiliário.
Por qual razão ele recebeu 5,69 milhões entre os meses de janeiro de 2004 e maio de 2005, dos Fundos Imobiliários Superquadra e Paulo Octávio, e em no máximo dois dias o dinheiro voltava para os cofres da empresa do senador? Marcelo explica: “Era para pagar o empréstimo que a empresa lhe fizera para adquirir as quotas nos fundos. Quando o dinheiro era creditado pelos fundos, e não pela Paulo Octávio nas contas dos cotistas, a parte que cabia ao senhor Sebastião voltava para a Paulo Octávio como pagamento do empréstimo. Isto tudo lançado em balanço e no imposto”, afirmou.
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Carlos Honorato
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29/01/2006 11:20:59
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Um vice na parada
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Por Donizete Arruda e Sônia Filgueiras, da revista IstoÉ
O vice-presidente da República, José Alencar, começou a arrumar as gavetas de seu gabinete no Ministério da Defesa. Magoado com o presidente Lula, que já decidiu excluí-lo da chapa na reeleição, Alencar deve deixar o governo. Não saiu ainda porque Lula está cozinhando a reforma ministerial pré-eleitoral, que só deve acontecer em março. Junto com Alencar, também devem deixar seus cargos Saraiva Felipe (PMDB-MG), da Saúde, que sai para ser vice do governador de Minas Gerais, Aécio Neves; Jacques Wagner (PT-BA), da Articulação Política, que sonha com o governo baiano; Paulo Bernardo, do Planejamento (PT-PA), que tentará se reeleger deputado; entre outros.
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Carlos Honorato
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29/01/2006 01:29:06
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No limite da lei
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Por Florência Costa, da revista IstoÉ
Típica vítima do efeito sanfona, Lula decidiu em novembro, dois meses antes do ano eleitoral, fazer drásticos cortes – na gordura do corpo, é claro. Segundo presidente da história do Brasil a ter o direito de reeleger-se, Lula tem uma penca de rivais em seu encalço. O presidente decidiu enfrentar a árdua batalha da perda de peso ressuscitando a dieta das proteínas há dois meses. Tudo para começar o ano com agilidade para percorrer canteiros de obras País afora, em busca da popularidade perdida. Para azar de seus auxiliares, ele teve a típica reação deste tipo de regime: mau humor. Mas pelo menos esse ajuste valeu a pena: Lula está 12 quilos mais magro, graças também a uma disciplina de exercício físico de manhã bem cedo na Granja do Torto – uma rotina que ele já vinha tendo há muito tempo. Ele corre uma hora, ou cinco quilômetros na esteira ergométrica. Quando seus assessores perguntam, a pedido dos jornalistas, qual o seu peso, invariavelmente a resposta é enfezada: “Você não é minha mulher. Não tem nada a ver com isso.”
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Carlos Honorato
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29/01/2006 01:26:29
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Desafios de um ano eleitoral
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Por Priscila Mesquita, do Jornal de Brasília
Melhorar a imagem do Poder Legislativo e mostrar que podem, ao mesmo tempo, atuar como parlamentares e fazer campanha nas ruas. Esses serão os maiores desafios dos deputados distritais em 2006. Conscientes disso, a maioria deles avalia que haverá dificuldades pela frente. Por isso, os deputados recarregaram as energias em viagens ao longo do mês de janeiro, para voltar ao trabalho dia 1º de fevereiro.
"Teremos uma agenda pesada. Além dos compromissos eleitorais, vamos ter que mostrar atuação parlamentar. Todos os Legislativos vêm de um desgaste muito grande", resume a deputada Eliana Pedrosa, líder do PFL na Casa, que pretende concorrer à reeleição. O deputado Wilson Lima (Prona) concorda. "Teremos muitos abacaxis para descascar. Será um ano difícil", completa Lima, também candidato à reeleição.
Para a líder do governo na Casa, deputada Anilcéia Machado (PMDB), 2006 exigirá muita negociação. "O ano de 2005 foi complicado. Tivemos alguns desencontros na bancada governista em relação a determinadas matérias. Procuraremos intensificar o diálogo", sinalizou a parlamentar, que tentará voltar à Casa na próxima legislatura.
Chico Leite propõe o fim do individualismo. "A Câmara precisa de menos embates pessoais e mais debates pela cidade", sugere ele, pré-candidato do PT ao GDF.
Salários extrasPor isso, a Mesa Diretora se antecipou e aprovou, um dia depois do Congresso Nacional, ato que suspende o pagamento de salários extras aos parlamentares, recebidos durante as convocações extraordinárias. Além disso, começou a tramitar na Casa um Projeto de Emenda à Lei Orgânica para reduzir o recesso parlamentar para 55 dias, também a exemplo do ocorrido na Câmara Federal. A medida irritou alguns parlamentares. "Legislar sobre salários não é prerrogativa de um deputado, e sim de um colegiado. Espero que a gestão da Mesa esse ano seja mais democrática", alfinetou Anilcéia.
Ela reclama também da reforma que está em curso no plenário da Câmara. "Não fui consultada, nem informada sobre as obras. Essa é mais uma prova de que a administração dessa Casa precisa ser compartilhada", concluiu.
A bancada do PT já tem pronta uma outra proposta para melhorar ainda mais a imagem da Câmara: reduzir o recesso para 30 dias, entre 15 de dezembro e 15 de janeiro. A mesma Proposta de Emenda à Lei Orgânica prevê proibição para o pagamento de remuneração adicional aos deputados e servidores durante os períodos de convocação extraordinária. A proposta será apresentada assim que o ano legislativo começar.
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Carlos Honorato
Blog
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29/01/2006 01:23:55
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Governadores podem não emplacar reeleição no NE
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Agência Nordeste*
Dos nove governadores nordestinos, seis devem disputar a reeleição este ano – Bahia, Ceará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Desses, apenas dois - o da Bahia, Paulo Souto (PFL), e o do Ceará, Lúcio Alcântara (PSDB) - estão em situações confortáveis, de acordo com os cenários políticos atuais. E são justamente os que ainda não se declararam candidatos oficialmente. Nos estados onde já houve divulgação de pesquisas de intenção de votos, os chefes dos executivos estaduais não se saíram bem. A governadora potiguar Wilma de Faria (PSB) aparece com 22,98% no levantamento realizado pelo instituto Certus, bem atrás do senador Garibaldi Filho (PMDB), que obteve 41,76%. O paraibano Cássio Cunha Lima (PSDB) também ficou com a segunda colocação (com 31,85%), de acordo com o Instituto Consult, perdendo a dianteira para o senador José Maranhão (PMDB), com 48,45% da preferência popular.
Confira abaixo, estado por estado, a quantas anda as articulações em torno da sucessão estadual deste ano no Nordeste.
ALAGOAS
O xadrez político no Estado de Alagoas deve começar a ter suas peças definidas para o início do jogo somente no final do próximo mês. A disputa pelo cargo de governador só possui, até o momento, um candidato declarado, o deputado federal João Lyra (PTB). O parlamentar já, inclusive, elencou a geração de emprego e renda como prioridade em seu governo, no caso de ser eleito. O mesmo não vem ocorrendo com os demais possíveis candidatos.
No lado oposto da disputa, estão dois nomes fortes da política alagoana: um deles é do atual vice-governador de Alagoas, Luís Abílio (PDT), e o outro, do presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Os dois têm apoio incondicional do atual governador do Estado, Ronaldo Lessa (PDT).
Como Renan Calheiros afirmou que só irá definir se disputa ou não o pleito no próximo mês, todos aguardam um pronunciamento dele para anunciar quem entrará na guerra pelos votos para o cargo majoritário do Estado. O próprio Luís Abílio colocou seu nome à disposição dos dois partidos, o PDT e PMDB, caso Renan decida permanecer como líder do legislativo nacional.
Para o Senado Federal, os que pretendem disputar a única cadeira que ficará vaga na câmara alta do Congresso também são incógnitos ou se encontram impossibilitados de participar do pleito. É justamente o caso do governador, Ronaldo Lessa (PDT). Apesar de ter deixado claro sua vontade de ir para Brasília, só quem irá definir isso serão os juízes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Lessa terá que reverter a decisão da Justiça eleitoral alagoana que o tornou inelegível por três anos. O atual governador é acusado de abuso de poder político por pedir votos para o candidato a prefeito de Maceió, Alberto Sextafeira (PSB-AL), em reunião de servidores públicos e por ter reajustado os salários de servidores estaduais às vésperas do primeiro turno das eleições municipais de 2004.
Uma intenção não revelada até o momento é a do ex-presidente da República, Fernando Collor de Melo (PRTB). Circulam nos bastidores da política alagoana que o ex-presidente será candidato ao Senado Federal, mas o próprio Collor já forneceu declarações se dizendo extremamente decepcionado com a política brasileira. Outros nomes cogitados para o posto são da senadora Heloísa Helena (PSOL-AL), que parece estar mais interessada numa cadeira localizada do outro lado da Praça dos Três Poderes, e o do deputado federal José Thomaz Nono (PFL-AL) que, apesar de revelar um interesse pelo Senado, não deverá dispensar a possibilidade de cumprir seu sétimo mandato na Câmara dos Deputados, numa casa onde, atualmente, exerce o cargo de vice-presidente.
BAHIA
O quadro sucessório da Bahia começa a se definir neste início de ano eleitoral e já existem pelo menos quatro candidatos pré-definidos dentro das principais legendas, embora nenhuma candidatura tenha sido oficialmente confirmada. Nos bastidores do PFL, o nome que prevalece é o do governador Paulo Souto, que se lançaria à reeleição. Ele diz que ainda é cedo e a sua candidatura depende de acordos internos. Souto é tido também como favorito, tendo em vista a sua grande aceitação no Interior do Estado.
No PDT, embora se falasse em ter o prefeito de Salvador João Henrique encabeçando a chapa que representará o partido, a executiva tem alardeado o nome do pai dele, o ex-governador João Durval. Oficialmente, o prefeito descarta qualquer possibilidade em deixar este ano o Palácio Thomé de Souza.
Também é vista como certa a candidatura do ministro da Coordenação Institucional, Jaques Wagner, pelo PT. O ministro já declarou em várias oportunidades que gostaria de ser o candidato do PT, mas depende de uma liberação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “A minha disposição é concorrer ao Governo da Bahia, isso não é segredo, mas integro um projeto nacional, que é prioridade. Se o presidente Lula decidir sair candidato e me convidar para coordenar a sua campanha, não poderei recusar”, disse o ministro.
O nome do ex-prefeito de Salvador Antonio Imbassahy (PSDB) já é tido como certo no ninho tucano. Recém-filiado ao partido, é visto como o grande nome para as próximas eleições, sobretudo por ter deixado a Prefeitura da Capital baiana, pela qual respondeu por oito anos, como o mais bem avaliado prefeito do País.
Ainda não se discute no Estado nomes que concorrerão ao Senado.
CEARÁ
A sucessão do governador Lúcio Alcântara (PSDB) em outubro deste ano até agora está polarizada entre a candidatura à reeleição de Lúcio e a do ex-prefeito de Sobral (a 240 quilômetros de Fortaleza), Cid Gomes (PSB), irmão do ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes. O PFL ensaia o lançamento do deputado federal Moroni Torgan e o PMDB o do deputado federal e ex-ministro das Comunicações, Eunício Oliveira. Lúcio teria o apoio do PSDC, PTB, PL e PPS. Cid contaria com uma aliança formada pelo PCdoB, PCB e PP.
No seu programa de rádio da sexta-feira (27), no entanto, Lúcio declarou que apoiaria o senador Tasso Jereissati (PSDB), “se ele quiser se candidatar a governador este ano”. “O Tasso tem meu apoio incondicional. Se ele tomar esta decisão de se candidatar a governador, conta com meu apoio sim”, garantiu Lúcio. Tasso já foi governador cearense por três vezes (1987-1990, 1991-1994 e 1999-2002).
O PT está dividido. Uma ala apóia Cid e outra quer candidatura própria. Os pré-candidatos petistas são Ilário Marques (prefeito de Quixadá), José Airton Cirilo (candidato derrotado do partido em 2002) e Eduardo Barbosa (superintendente regional do Incra).
PV, PHS, PSTU e PDT pretendem lançar candidatos e os nomes falados são de ambientalista Marcelo Silva (PV), a vereadora Fátima Leite (PHS), o sapateiro Raimundão (PSTU) e o professor Flávio Torres (PDT).
Para o Senado, os pré-candidatos até agora apresentados são Luiz Pontes (PSDB) - candidato à reeleição; ex-deputado estadual Iranildo Pereira (PL) e o deputado federal Inácio Arruda (PCdoB). Ainda não foi divulgada nenhuma pesquisa autorizada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) no Ceará.
MARANHÃO
No Maranhão, dois candidatos estão postos até agora para concorrer às eleições ao Governo do Estado este ano. A senadora Roseana Sarney (PFL) e o ex-prefeito de São Luís, Jackson Lago (PDT), apoiado pelo governador José Reinaldo Tavares (PSB). Ele, que rompeu com o grupo da senadora, de quem foi vice-governador no mandato anterior, integra a Frente de Libertação do Maranhão – de oposição ao grupo Sarney – formada pelo PDT, PSB, PSDB, PT, PMN, PPS, PAN, PCB e PcdoB.
“Estamos unidos para vencer um grupo que está encastelado no poder há muitos anos e que só trouxe prejuízos para o povo do Maranhão”, criticou o governador. “Pela primeira vez no Maranhão se constrói a unidade oposicionista a esse grupo que está há quatro décadas no poder”, acrescentou Jackson Lago.
O vice de Jackson Lago ainda não foi divulgado, mas está sendo cotado o ex-deputado federal Roberto Rocha (PSDB). O governador já anunciou também o deputado federal João Castelo (PSDB) ao Senado, que deverá ter como suplente a primeira-dama de São Luís, Tati Palácio (PSDB).
O presidente Estadual do PFL, deputado federal César Bandeira, afirmou que o partido terá candidatura própria e que o nome indicado é o de Roseana Sarney. O partido deverá fazer aliança com o PMDB e PV. O grupo da senadora já denominou de “frente da traição” a Frente de oposição, por ser formada por um ex-aliado, o governador José Reinado Tavares.
O PSOL e PSTU discutem a proposta de formar um terceiro grupo para concorrer à sucessão estadual. O PSTU até agora não manifestou intenção de lançar candidatura própria ao Governo do Estado. Já o PSOL descartou a possibilidade de compor a Frente de Libertação e irá indicar o professor universitário e economista Saturnino Moreira como pré-candidato a governador.
PARAÍBA
O senador José Maranhão (PMDB) cresceu 2,16% na preferência popular para as eleições deste ano para o Governo da Paraíba. De acordo com pesquisa do Instituto Consult, publicada na última semana pelo Correio da Paraíba, enquanto em dezembro ele aparecia com 46,3% das intenções de voto, esse percentual aumentou para 48,45% na consulta realizada entre os dias 15 e 19 deste mês. Já o governador Cássio Cunha Lima (PSDB), que tinha 32,3% em dezembro, recuou para 31,85% na pesquisa.
Em terceiro lugar permanece o deputado federal Frei Anastácio (PT), que tinha 3% das intenções de voto em dezembro e agora se encontra com 2,55%. De acordo com os dados divulgados ontem, 9,45% dos entrevistados não quiseram opinar e 7,7% disseram que não preferem nenhum dos candidatos.
O PT, no entanto, definiu apenas que terá candidato próprio para as eleições deste ano. O presidente do partido na Paraíba, Frei Anastácio, disse que o nome deverá ser definido em convenção. Os mais fortes pretendentes são o próprio Anastácio, o deputado federal Luís Couto e o presidente da Câmara Municipal de João Pessoa, Severino Paiva. Ainda não há data para a definição.
Também na semana passada, o mesmo instituto divulgou uma pesquisa com preferência para o Senado. Nela, o senador Ney Suassuna (PMDB) aparece com 36,6% das intenções de voto, enquanto que o ex-prefeito Cícero Lucena (PSDB) surge com 24,65%. O mais surpreendente, no entanto, foi o fato dos que não sabem e dos que disseram não votar em nenhum dos candidatos somarem 29,40%, portanto, mais que o segundo colocado na pesquisa.
PERNAMBUCO
O cenário da sucessão estadual em Pernambuco, pelo menos no momento, é favorável ao pré-candidato da situação, o vice-governador Mendonça Filho (PFL), que aparece em primeiro lugar na preferência do eleitor, com 19,2% das intenções de voto, segundo pesquisa publicada no último dia 16 pelo Opine/Folha de Pernambuco. Mendoncinha, como é conhecido, faz parte da aliança liderada pelo atual governador, Jarbas Vasconcelos (PMDB), que disputará o Senado. No entanto, outros dois jarbistas ainda postulam a candidatura pela aliança: o senador Sérgio Guerra (PSDB), com 12,6%, e o deputado federal Inocêncio Oliveira (PL), com 6,5%, e ameaçam a unidade da aliança. Com o intuito de pôr fim às querelas e costurando a coesão na base aliada, Jarbas prometeu anunciar ainda este mês o candidato que será apoiado por ele nas eleições de outubro.
Se a situação ainda vislumbra a possibilidade de candidato único, a oposição deve ter três nomes disputando a sucessão. Líder nas primeiras pesquisas, o secretário nacional de Comunicação do PT, ex-ministro Humberto Costa, caiu para a segunda posição na abordagem feita pelo Instituto Opine. O petista hoje tem 16,8%, e já se vê ameaçado pela candidatura do presidente nacional do PSB, deputado federal e ex-ministro Eduardo Campos, que surge com 16,1% das intenções de voto, o que corresponde a um empate técnico. O terceiro oposicionista é o candidato da Frente Trabalhista, deputado federal Armando Monteiro Neto (PTB), com 7%. Apesar de três postulações independestes, a oposição tenta manter o discurso de unidade política para um possível apoio no segundo turno, o qual já é dado como certo para todos no Estado.
Apesar de brigas e desencontros, o panorama da disputa pelo Palácio do Governo já está mais ou menos desenhado, diferentemente do Senado. Até o momento, apenas o governador de Pernambuco colocou sua candidatura, que representa as forças da aliança. Pela popularidade e o alto índice de aprovação, Jarbas é dado como grande favorito para a vaga de senador. Por essa razão, a oposição ainda não decidiu quem enfrentará o peemedebista nas eleições de outubro. Mesmo com três candidatos distintos à sucessão estadual, a intenção dos oposicionistas é aglutinar em torno de apenas um nome para a disputa do Senado, no intuito de promover uma candidatura competitiva.
PIAUÍ
O cenário da política piauiense para as eleições deste ano começa a se definir agora. Até agora, só há três candidatos anunciados: o governador Wellington Dias (PT), o senador Mão Santa (PMDB), e o ex-prefeito Firmino Filho (PSDB). Mas não há definição oficial sobre nenhuma dessas candidaturas.
O governador Wellington Dias diz que não anda fazendo campanha e só vai tratar de candidaturas no momento adequado: depois de abril. Apesar de estar andando todo o Interior e apertando mão de todo mundo, Wellington nunca afirmou sua candidatura à reeleição. A chapa do PT ainda está se costurando pelas alianças que se buscam. O governador quer o PMDB com ele, e ainda os partidos que compuseram a base do Governo, mas não tem desenho da chapa. Ainda estão em aberto as vagas de vice e de senador para as costuras políticas. O PT deu carta branca para Wellington Dias negociar quaisquer alianças que achar viável. Não vai criar entraves com nenhum partido.
O senador Mão Santa enfrenta um embate no PMDB para ser candidato a governador. Boa parte do PMDB está fazendo parte do Governo, com o qual o senador não se entende. Ele anunciou candidatura própria e arrastou o senador Alberto Silva (PMDB) para a chapa, lhe prometendo o retorno à cadeira no Senado. Mão Santa corre atrás dos convencionais do PMDB para garantir uma vitória da tese de candidatura própria na convenção. Por enquanto, o partido tem somente uma chapa pura, sem aliados. O senador tentar unificar pequenos partidos em torno de sua candidatura. “Eles sabem que comigo vão participar do Governo”, promete.
Já o ex-prefeito de Teresina Firmino Filho anuncia uma candidatura a governador contando com o apoio do PFL para rodar todo o Interior. Mas a chapa está indefinida, já que seu aliado, senador Heráclito Fortes (PFL), é potencial candidato e reivindicado pelas bases como tal. Com isso, Firmino pode figurar na chapa, não como candidato a governador, mas como senador, ou mesmo deputado federal.
Heráclito tenta aproximar o presidente do PTB, João Vicente Claudino, do bloco das oposições, que conta com PFL, PSDB e PP. Para tanto, a promessa para o PTB é a vaga de senador. Por enquanto, as oposições estão unidas em torno de um propósito: derrotar o Governo e vencer o pleito elegendo o maior número de cargos possíveis.
RIO GRANDE DO NORTE
Uma nova pesquisa sobre a disputa majoritária no Rio Grande do Norte traça um quadro do que pode ser o pleito de outubro. A primeira pesquisa eleitoral registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) apontou a liderança do senador Garibaldi Filho (PMDB) na preferência do eleitorado potiguar. Ele aparece com 41,76% da preferência. Em segundo lugar, está a governadora Wilma de Faria (PSB), com 22,98%, e em terceiro o senador José Agripino (PFL), com 20,76%.
A pesquisa foi encomendada pelo jornal Tribuna do Norte e a resposta foi dada na pesquisa estimulada. Outro índice que chama atenção no estudo é a rejeição dos candidatos. A governadora Wilma de Faria é a primeira do “ranking”, com 23,66% que jamais votariam nela. Em seguida, o nome mais citado neste quesito é o de José Agripino, com 16,26%. A resposta “candidato do PT” teve 13,51%. Garibaldi tem a menor rejeição (10,23).
O cenário da pesquisa estimulada ainda poderá ter alteração. O senador José Agripino só deverá ser candidato ao Governo do Rio Grande do Norte caso não consiga viabilizar sua candidatura a vice-presidente na chapa do PSDB.
O instituto Certus também ouviu os eleitores sobre a preferência para o Senado. E, literalmente, o senador Fernando Bezerra (PTB) e Geraldo Melo (PSDB) estão empatados. Bezerra aparece com 23,51% e Melo com 23,28%. Em terceiro está Rosalba Ciarlini (PFL), com 18,55%. O outro candidato do PFL, deputado federal Ney Lopes, aparece com 10,15%.
A governadora Wilma de Faria (PSB) deverá contar com o apoio do PT, do PL, do PMN e do PTB. Na chapa encabeçada por ela, o candidato ao Senado será o atual senador Fernando Bezerra (PTB). A dúvida fica na indicação para vice, que pode vir dos quadros do PT, liderado pela deputada Fátima Bezerra, ou do PMN, presidido pelo deputado estadual Robinson Faria. Neste último caso, o vice poderia ser o próprio Robinson. Já se a indicação ficar com o PT, o mais cotado é o atual secretário estadual de Saúde, Ruy Pereira.
A mesma situação não tem o senador Garibaldi Filho (PMDB). Na Unidade Popular ele tem o apoio do PSDB e trabalha forte para se aliar ao PFL, do senador José Agripino. Há inclusive um compromisso do partido de Garibaldi Filho de indicar o ex-senador Geraldo Melo (PSDB) para a candidatura ao Senado. O que os analistas políticos acreditam é que Geraldo não conseguirá viabilizar sua candidatura.
O PFL está ainda no cenário da indefinição, mas tudo indica que se aliará ao PMDB. Incerto também está o futuro do PV, partido da vice-prefeita de Natal Micarla de Souza. É explícito o desejo dela se candidatar ao Senado, o que é pouco provável no cenário da política local. O PV já conversou com a governadora Wilma de Faria, mas agora está em entendimentos com o senador Garibaldi Filho. Além da própria Micarla, que quer tentar vôos mais altos, o PV quer também tentar fazer seu primeiro deputado federal pelo Rio Grande do Norte. Neste caso, o nome apontado é o do radialista Miguel Weber, marido de Micarla de Souza.
SERGIPE
Em Sergipe, certos estão dois pré-candidatos, com reais chances, que são o governador João Alves Filho (PFL), que tenta a reeleição, e o prefeito da Capital, Marcelo Déda (PT). Os dois se declararam candidatos no fim do ano passado e disseram que consideram o outro o melhor adversário do pleito.
O PFL tem o apoio do PMDB e do PPS. Há setores que defendem a candidatura de João Alves Filho e da senadora Maria do Carmo Alves ao Senado. No entanto, o deputado federal José Carlos Machado (PFL) acredita que o melhor é buscar uma aliança com o ex-governador Albano Franco (PSDB). Neste caso, Franco seria candidato ao Senado pela coligação, no lugar de Maria do Carmo.
No entanto, o deputado estadual Ulices Andrade (PSDB) descarta qualquer aliança de seu partido com o PFL. “A relação do PSDB com o PFL é boa nacionalmente, mas aqui em Sergipe não é, por causa das disputas locais”. Segundo Andrade, os tucanos vão buscar uma candidatura própria, mas se ela ficar inviável, a aliança será com um partido que aceite a participação do PSDB no Governo. Neste caso, ele não descarta nem uma aliança com o PT. “A política é a arte do entendimento. Nada é impossível”, afirma Andrade.
Já Marcelo Déda está buscando entendimentos dentro e fora do seu arco de coligações. Certas estão as alianças com PSB, PTB, PL e PCdoB e o prefeito de Aracaju já visitou os líderes do PMDB em Sergipe e o deputado federal João Fontes (PDT).
Em Sergipe ainda não foi divulgada nenhuma pesquisa eleitoral.
* Com os correspondentes da Agência Nordeste nos estados: Anna Ruth Dantas (RN), Antonio Filho (SE), Lauriberto Braga (CE), Luciano Coelho (PI), Luiz Mazo (AL), Maria Lina (BA), Suetoni Souto Maior (PB), Valquíria Santana (MA) e Wagner Sarmento (PE).
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Carlos Honorato
Blog
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29/01/2006 01:19:39
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Temer: “Prévias forçam ministros a deixarem governo”
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Magno Martins, da Agência Nordeste
Cinco dias após o PMDB marcar as prévias para escolha do seu candidato ao Planalto para o dia 19 de março, o presidente do partido, Michel Temer (SP), volta a defender a tese de que os ministros filiados à legenda entreguem os seus cargos. “No instante em que marcamos as prévias, não há como manter mais ministros no Governo”, prega Temer, em entrevista à Agência Nordeste. No seu entender, se os ministros insistirem em permanecer no poder, o partido pode negar legenda para concorrer às eleições ou até mesmo expulsá-los. “Mas isso – assegura – é uma decisão que cabe à executiva nacional”, ressalta.
Michel Temer admite que o governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, leva, hoje, uma aparente vantagem em relação ao seu concorrente Anthony Garotinho, pelo fato de agregar em torno de si os governadores e estados de grande peso eleitoral, como São Paulo, os três do Sul e boa parte do Nordeste. “Mas Garotinho largou na frente e tem trabalhado as bases”, adverte. Temer também bate em Lula. Para ele, mesmo com o fim da verticalização, o presidente terá enormes dificuldades para se reeleger. “Lula vai penar”, prevê.
Agência Nordeste - Aprovadas as prévias, não seria o caso dos ministros do PMDB entregarem seus cargos?
Michel Temer - O PMDB deu duas demonstrações de que mudou e que quer, mais do que nunca, construir a sua unidade. Se uniu, primeiro, na aprovação das prévias para 19 de março, e depois quando manifestou na totalidade da sua bancada na Câmara preferência pela emenda que acabou a verticalização. No instante em que marcamos as prévias, não há como manter mais ministros no governo. Creio, até por todas as notícias que tenho tido, que os próprios ministros tomarão a iniciativa de deixar o Governo tão logo haja a definição do candidato próprio do PMDB.
AN - Se eles insistirem em ficar no Governo, o PMDB pode negar legenda para as eleições ou expulsá-los?
Temer - Vamos examinar isso no tempo mais adequado, numa reunião da executiva nacional. Primeiro, entretanto, vamos realizar as prévias e escolher o candidato. Escolhido o candidato, certamente este assunto vai ser examinado, o que, naturalmente, vai depender, como já disse, de uma reunião da executiva. Neste processo da candidatura própria, nós temos que caminhar passo a passo. Cada dia terá a sua agonia.
AN - Foi difícil levar o PMDB às prévias?
Temer - Não foi fácil. Isso tudo nasceu em 12 de dezembro de 2004, quando fizemos uma convenção nacional, que por ampla maioria - 68% dos convencionais – decretamos a candidatura própria do PMDB. Houve até, na ocasião, medida judicial para invalidar a convenção, mas sem sucesso, prevalecendo a decisão da maioria. É claro que existem setores no partido que preferem aliança com outros partidos. Quando, entretanto, conduzimos a tese da candidatura própria, isso tomou conta do País. Em todos os Estados que visitamos constatamos o entusiasmo da militância pela tese das prévias e, naturalmente, da candidatura própria, tanto que, tempos depois, estabelecemos as regras das prévias. Vamos fazer as prévias num universo de 20 mil eleitores, o que não deixa de ser algo fantástico para o fortalecimento da democracia interna do partido. Hoje, as prévias, além de bem recebidas, são, no meu entender, irreversíveis.
AN - Quais são as regras das prévias?
Temer - Elas já existem, já aprovamos na executiva e foram determinadas pela convenção nacional. Já regulamentamos e definimos a sua data, que é 19 de março. Temos, também, a definição do colégio eleitoral e estabelecemos fórmulas. Se houver, por exemplo, mais de dois candidatos e necessidade de um segundo turno, este será feito. As regras já estão prontas e foram amplamente discutidas e aceitas pelos candidatos.
AN - O senhor admite que Rigotto leva vantagem sobre Garotinho pelo fato de contar com o apoio de São Paulo, do Sul e da maioria dos estados nordestinos?
Temer - O governador Rigotto deve ganhar o apoio da maioria das lideranças do PMDB nos estados, mas o ex-governador Garotinho está trabalhando muito o colégio eleitoral, porque até saiu na frente e estabeleceu uma estratégia direcionada nesse sentido. Neste momento, diria que é difícil afirmar quem leva vantagem.
AN - O PMDB tem um histórico de divisão. O senhor acha que, qualquer que seja o resultado das prévias, o partido se une na eleição presidencial?
Temer - Acho que sim, por uma razão muito simples: diferentemente de outras ocasiões, quando tínhamos apenas um núcleo do PMDB defendendo a candidatura própria, desta feita estamos diante de um corpo muito representativo. Então, esta campanha dos dois pré-candidatos às prévias vai se alastrar por todo o País e vai somar de vez a convicção da candidatura própria e da necessidade da unidade do partido. Eu tenho a impressão de que chegaremos ao lançamento da candidatura presidencial de maneira unificada.
AN - Governadores, como Jarbas Vasconcelos, admitem que podem abrir uma dissidência no partido, caso saia vitorioso o ex-governador Garotinho. Vencendo Garotinho, será difícil assegurar o apoio dos históricos?
Temer - Isso, no meu entender, depende de conversas no futuro. Vai depender muito da forma como as coisas encaminharem. Ainda é muito cedo para se fazer uma avaliação de uma apreciação desta natureza. Respeito profundamente o governador Jarbas. É um dos mais bem avaliados do País e chegamos a insistir em várias ocasiões para que ele fosse o pré-candidato à Presidência, porque ele representaria o que há de mais sólido e de mais representativo no PMDB em nosso País.
AN - O senhor acredita no surgimento de um terceiro nome para concorrer às prévias?
Temer - É possível. As inscrições foram prorrogadas até o dia 10 de março e temos até lá um mês e meio. Se aparecer, só reforçará a tese das prévias e da candidatura própria.
AN - Especulou-se o nome do presidente do Senado, Renan Calheiros. O senhor acredita nesta hipótese?
Temer - Numa outra ocasião, o presidente do Senado admitiu a possibilidade de disputar as prévias. Eu acharia muito bom. É claro que ele, presidente do Senado, enriqueceria a disputa nas prévias partidárias.
AN - Com o fim da verticalização, parte do PMDB pode apoiar a reeleição de Lula?
Temer - Acho difícil afirmar isso agora. Creio que na área nacional não haverá essa divisão, pelo menos trabalharei para que todo o PMDB se una em torno do candidato que vencer as prévias. Eu não sei, na verdade, o que pode acontecer nos palanques estaduais. Vamos supor que, em determinado Estado um candidato a governador do nosso partido tenha o apoio do PT ou do PSDB. É possível que num caso desse tenhamos dois palanques, um para o nosso candidato a presidente e outro para o qual aquele candidato a governador tenha vinculações. Mas isso é uma mera especulação. A idéia central é a de que os candidatos do PMDB nos estados prestigiem o candidato do partido ao Palácio do Planalto.
AN - Para o PMDB, foi melhor acabar a verticalização?
Temer - Teoricamente, sou a favor da verticalização, mas num cenário em que tenhamos um número menor de partidos. Com 28 agremiações partidárias é humanamente impossível se praticar a verticalização. O PMDB trabalhou pela queda da verticalização porque, com ela, teríamos grandes dificuldades para emplacar a tese da candidatura própria.
AN - O presidente Lula também trabalhou e torceu pelo fim da medida. Até que ponto isso fortalece o projeto dele de disputar a reeleição?
Temer - Não sei dizer, porque, na verdade embora ele tenha pleiteado o fim da verticalização, o seu partido, o PT, trabalhou e votou pela manutenção da medida. Os fatos, no futuro, é que vão indicar se ele foi, verdadeiramente, beneficiado.
AN - No quadro de hoje, o PMDB tem alguma chance de emplacar seu candidato ao Planalto?
Temer - Ainda é muito cedo. Pesquisa eleitoral só fotografa aquele determinado momento. Hoje, as pesquisas mostram que o candidato do PMDB não seria competitivo, sofreria uma derrota. O que nós esperamos no PMDB é que o partido ofereça um candidato como alternativa ao eleitorado brasileiro. A nossa expectativa é de que possamos chegar ao segundo turno. Qualquer avaliação, agora, seria precipitada, mas o que posso dizer é que a candidatura de Lula não será tão fácil como foi na primeira vez, porque ele vai enfrentar as mais variadas acusações dos seus adversários.
AN - Lula não se reelege, como já prevêem diversos líderes da oposição?
Temer - Não vai ser fácil. Não entenda isso como uma declaração de um presidente de partido que quer levar o seu candidato ao segundo turno, mas, sinceramente, Lula vai penar para se reeleger.
AN - Por que o senhor brigou, divergiu da ala governista e levou o partido a ter uma candidatura própria?
Temer - Porque este é o sentimento patriótico do PMDB. O PMDB quer uma candidatura própria. Nós já ficamos sem candidato por duas vezes e um partido do tamanho do PMDB, que tem o maior número de governadores, de prefeitos, senadores, deputados e vereadores, não pode ficar sem candidatura. Isso poderia descaracterizar o partido nacionalmente. O PMDB quer uma identidade nacional própria. A candidatura própria, hoje, é uma tese irreversível.
AN - Por que o senhor divergiu do partido no momento em que ele bandeou para o governo Lula?
Temer - Governabilidade se dá com votação de projetos do Governo no parlamento. Governabilidade não se constrói pela presença de peemedebistas no Governo. Aí, sim, há realmente uma divergência muito grande. Não atrapalharíamos o Governo se déssemos apenas sustentação nos projetos que interessassem ao povo brasileiro no Congresso Nacional.
AN - O senhor é, hoje, um político desapontado com o Governo Lula?
Temer - Quando foi eleito, Lula gerou uma esperança muito grande. Eu mesmo disse que estava na hora, chegando Lula ao poder, de uma formulação diferente de governo, calcada no desenvolvimento e nos investimentos geradores de emprego. Neste particular, Lula me decepcionou e decepcionou também quanto a outros princípios de natureza gerencial, que estão denunciados aí na imprensa.
AN - Vai ser difícil Lula justificar na campanha as corrupções no seu Governo?
Temer - O PT não cuidou da ética e deixou o presidente numa situação bastante desconfortável, porque a oposição vai apontar todos esses fatos negativos ao longo do debate sucessório. Pelo lado do PMDB, nós queremos uma campanha construtiva, não queremos apenas acusações. Queremos mostrar ao País que o PMDB tem um candidato competitivo, capaz de fazer uma administração correta e competente e, mais do que isso, que gere emprego e promova o desenvolvimento.
AN - O senhor vai se envolver na campanha dos candidatos do PMDB?
Temer - De ambos os candidatos. Já na próxima semana, estarei em São Paulo participando do ato organizado pelo ex-governador Orestes Quércia em favor da candidatura de Rigotto, como já estive num ato de Garotinho no Interior de São Paulo. Não posso adotar um candidato na condição de presidente do partido. O que adotei foi uma tese, que é a tese da candidatura própria. Então, onde houver necessidade da minha presença na campanha dos candidatos estarei lá, para levar a nossa mensagem aos nossos militantes.
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Carlos Honorato
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29/01/2006 01:16:39
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Campanha ao ritmo de samba
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Por Regina Bandeira, da Tribuna do Brasil
O Ministério Público Federal (MPF) vai investigar o que está por trás da escolha do enredo da escola de samba Bola Preta, de Sobradinho. Em ano eleitoral, a escola resolveu homenagear o senador e pré-candidato ao governo do DF Paulo Octávio (PFL-DF). O samba-enredo apresenta o empresário como sendo “a ligação direta” entre o governador Roriz e o presidente Juscelino Kubitschek, avô da esposa do empresário.
O presidente do Bola Preta, Rony Pala, confirmou que Paulo Octávio vem patrocinando a escola com material de apoio e camisetas. Até o momento, o gasto já totalizaria R$ 20 mil. O presidente da agremiação espera mais R$ 30 mil do político para a construção dos carros alegóricos. “Também estamos aguardando ajuda financeira dos amigos do parlamentar”, disse Pala, que revelou ter escolhido o tema justamente para obter o patrocínio do senador.
Se após a investigação do MPF ficar configurada propaganda eleitoral antecipada, o senador pode ser multado entre 20 mil e 50 mil ufirs (o equivalente a R$ 50 mil). Já se o MPF julgar o caso como abuso de poder econômico, a candidatura do senador pefelista pode ser impugnada.
Questionado pela reportagem, Paulo Octávio negou ter patrocinado a escola de Sobradinho. “Não dei nenhum centavo, não produzi nenhuma camisa e tenho como provar”, declarou o senador, que não acredita em uma futura condenação pelo Tribunal Eleitoral. “Ainda faltam oito meses para as eleições. Ninguém é candidato ainda”, argumentou. Ele admitiu ter aceito a homenagem da escola por orgulho. “Como senador da República, mereço essa homenagem”, enfatizou.
Na avaliação do procurador eleitoral do MPF Osnir Belice, em princípio, a situação já se configura como propaganda eleitoral antecipada. “Em tese, já temos uma situação incomum e que pode prejudicar outros candidatos”, disse. Nos próximos dias, Belice convocará os envolvidos para depor.
“Depois de ouvi-los, poderemos chegar a uma conclusão. Acho que essa é a primeira vez que, em um ano eleitoral, um enredo defende um dos postulantes ao cargo eletivo”, comentou o procurador.
Os organizadores do carnaval brasiliense estão apreensivos com a possibilidade de a Bola Preta vir a ser impedida, na última hora, pela Justiça Eleitoral, de desfilar no Ceilambódromo. Se isso vier a ocorrer, além de desorganizar o desfile, a escola terá de devolver o subsídio oficial de R$ 87 mil pagos pelo GDF.
“Enredo pobre” - A escolha da história da vida do senador Paulo Octávio para enredo da Bola Preta causou indignação ao carnavalesco Robson Salazar, que desistiu de defender a escola este ano. “Me apresentaram esse enredo na última hora. Achei ele muito pobre. Lamento, mas não vislumbro como produzir alas em cima da vida de Paulo Octávio”, afirmou Salazar.
O carnavalesco revelou que apresentou à escola Bola Preta dois outros temas. Um sobre ‘seu’ Teodoro, personagem folclórico de Sobradinho, e outro sobre a fé dos homens. Segundo Salazar, a possibilidade de reunir mais verbas para a escola teria levado o presidente da agremiação a preterir os temas sugeridos pelo carnavalesco e eleger o enredo político.
“Acho que eles fizeram uma grande besteira. E, pelo que sei, nem conseguiram tanta verba assim. Se venderam barato demais”, alfinetou, Salazar.
Samba-enredo
PO DF Oba, ligação direta de Roriz a JK. Hoje a Bola Preta conta a história desse grande empreendedor. Paulo Octávio, hábil notável senador.
Nascido na cidade de Lavras, lá em Minha Gerais. Casado com Cristina
Kubitschek, adotou Brasília – sua terra, seu cais.
A bola vair rolar (bis)
a linha direta de Roriz a JK.A
Vem de uma linda caminhada.
Fé e esperança no coração.
Advogado, empresário, deputado
e senador da União.
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Carlos Honorato
Blog
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27/01/2006 21:02:58
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Polícia Federal conclui inquérito sobre o grupo
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Giselle Vanessa Carvalho, do Diário da Manhã
A Polícia Federal (PF) prevê para hoje a conclusão de inquérito que apura se a Avestruz Master será enquadrada na Lei 7.492/86 por crime contra o sistema financeiro nacional. O delegado Rodrigo De Lucca, responsável pela elaboração do documento, não adianta qualquer parte do conteúdo porque o inquérito corre em segredo de Justiça. A autorização para divulgação das informações cabe apenas à 11ª Vara Cível de Goiânia, que ainda não teve acesso mesmo que parcial aos dados.
A projeção da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado Federal é que o grupo responderá criminalmente por não reter na fonte os resultados financeiros obtidos por meio de investidores e supervalorização de ativos. Nota técnica realizada pela Comissão a pedido do Ministério Público Federal (MPF) aponta que o crime contra o sistema financeiro nacional também será comprovado. De acordo com De Lucca, se não for finalizado hoje, o inquérito será apresentado no mais tardar na próxima semana.
“Estou me esforçando para terminá-lo quanto antes. Se possível, ainda hoje. Os dados não podem ser divulgados no momento porque a quebra do segredo de justiça só pode ser feita pela 11ª Vara Cível de Goiânia”, explica De Lucca. Depois de encaminhado à Justiça Federal, o documento será entregue à 11ª Vara Cível de Goiânia.
Segundo o consultor de Orçamento e Fiscalização da Comissão, Hipólito Gadelha Remígio, responsável pela nota técnica de 35 páginas que mostra os índicios de crimes, o documento já está em posse do procurador da República em Goiás, Daniel de Resende. O procurador aguarda apenas a conclusão do inquérito por parte da PF para se pronunciar sobre o assunto. O conteúdo da nota técnica – que também corre em segredo de justiça – servirá como base da denúncia do MPF à Justiça Federal contra a Master.
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Carlos Honorato
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27/01/2006 18:58:49
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Novo ‘ouro’ de Goiás
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Márcio Leijoto,do Diário da Manhã
Todo mundo já sabe há muito tempo que existe ouro em Cavalcante, cidade do nordeste goiano. Para ser mais exato, desde 1729, quando foi noticiada oficialmente a descoberta do metal amarelo naquela cidade. Agora, quase três séculos depois, pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) descobriram na região um mineral ainda desconhecido, batizado de kalungaíta. De brilho cinza-chumbo, o novo achado é composto por arsênio, selênio e paládio, mede apenas 0,2 mm e dificilmente é visto a olho nu. Escondido em rochas de uma mina de ouro inativa, existente em Cavalcante (526 km de Goiânia) desde o século 18, o kalungaíta foi encontrado em 1998 durante um mapeamento geológico feito por professores e estudantes do curso de Geologia da UnB. Mas só agora foi comprovado que sua composição é inédita no mundo.
O geólogo da UnB Nilson Francisquini Botelho, coordenador da equipe que encontrou e estudou o mineral, afirmou que ainda são necessários mais estudos para comprovar o potencial econômico da descoberta. O paládio, por exemplo, é duas vezes mais valioso que o ouro e aparece em quantidade suficiente para ser explorado economicamente.
Além disso, é muito usado industrialmente, principalmente no setor de catalizadores automotivos, que responde por 63% da demanda. O Brasil não está entre os países produtores de paládio, lista liderada com folga pela Rússia – onde estão 67% da produção. “Encontramos paládio suficiente para aumentar consideravelmente o poder econômico da mina, mas ainda é cedo para dizer o potencial econômico para a região”, disse Nilson.
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Carlos Honorato
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27/01/2006 18:57:46
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Serraglio: Lula será poupado no relatório da CPI
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Bernardo de La Peñae Adriana Vasconcelos-O Globo
Um dia depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrar do presidente da CPI dos Correios, Delcídio Amaral (PT-MS), que o relatório final da comissão não contenha exageros na citação de seu nome, o relator da CPI, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), disse que não há motivos para preocupação. Embora ressalve que não tomou conhecimento da conversa entre Lula e Delcídio, Serraglio afirmou que o relatório vai se limitar aos fatos conhecidos pela comissão.
O deputado frisou, porém, que pretende fazer referência ao depoimento do ex-deputado Roberto Jefferson no texto. Na ocasião, justificou, Jefferson disse ter informado ao presidente da existência do mensalão e que Lula teria ficado chocado.
— Tenho sido sempre muito moderado e comedido. Não há porque se ter preocupações e não há por que esperar de mim exageros. Vou me limitar aos fatos que são de conhecimento da CPI — disse Serraglio.
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Carlos Honorato
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27/01/2006 15:01:57
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