New Year‘s Day Dia de Ano Novo Tudo está quieto no dia de ano novo Um mundo em branco está em andamento E eu quero estar com você Estar com você noite e dia Nada muda no dia de ano novo No dia de ano novo Eu vou estar com você novamente Eu vou estar com você novamente Sob um céu vermelho sangue Uma multidão se reuniu em preto e branco Braços entrelaçam os poucos escolhidos E o jornal diz, ele diz Diz é verdade, diz é verdade e Nós podemos abrir caminho Partido em dois nós podemos ser um Eu começarei novamente Eu começarei novamente Oh! E talvez o tempo está certo Oh! Talvez essa noite Eu vou estar com você novamente Eu vou estar com você novamente E então nós fomos avisados disso em ano dourado E o ouro é a razão das guerras que nós travamos Ainda que eu quero estar com você Estar com você noite e dia Nada muda no dia de ano novo
Apesar das mortes ocorridas no Rio em razão das fortes chuvas que assolam o estado desde a tarde de quarta-feira, a prefeitura carioca não vai alterar a programação festiva do Réveillon. Foi o que garantiu nesta tarde o prefeito Eduardo Paes.“De maneira nenhuma. É óbvio que a gente está triste e fica sensibilizado, pesaroso com as famílias. Mas o Rio de Janeiro é uma cidade de celebração, vai realizar uma grande festa com chuva, lua, céu aberto. Temos muitos visitantes. O réveillon vai ser um grande sucesso”, declarou.Paes visitou pela manhã a Praça Seca, no bairro de Jacarepaguá, onde um deslizamento de terra matou cinco integrantes da mesma família. “Como prefeito do Rio, fui me solidarizar com as famílias que passaram por esses momentos terríveis na noite de ontem. Infelizmente, o que a gente está verificando são chuvas mais constantes e permanentes. E o acumulado faz com que haja uma série de deslizamentos acontecendo.”No início da tarde, Eduardo Paes se reuniu com órgãos municipais no sistema integrado de gestão de emergências, que funciona no CTA (Centro de Controle de Tráfego da CET-Rio), para um balanço das ações realizadas até o fim da manhã e programar novas ações minimizar danos.O prefeito disse esses deslizamentos de terra não ocorreram em áreas consideradas pela Fundação Instituto de Geotécnica do Rio de Janeiro (Geo-Rio) como de maior risco na cidade. “No próprio caso dessa família em que faleceram cinco pessoas na Praça Seca, era uma área que tinha vegetação”, observou.Paes reiterou que pela primeira vez, este ano, os pontos de alagamento ”são infinitamente menores do que o número de deslizamentos". O prefeito pediu à população em áreas de risco se desloque para a casa de parentes, caso haja sinais de perigo. “Não fiquem em casa porque, obviamente, esse acumulado de chuvas que estamos tendo e com a continuidade das chuvas hoje, sempre tem risco de novos deslizamentos.”Ele destacou, porém, que se tratam de pequenos deslizamentos de terra que não apresentaram, até o momento, soterramento de várias casas. A maior parte deles tem sido registrada na zona norte da cidade. A prefeitura está direcionando os desabrigados para abrigos e alugando quartos em hotéis.A Defesa Civil contabilizou um total de dez vítimas fatais no município do Rio, sendo cinco em Jacarepaguá, duas em Vaz Lobo, duas em Irajá, uma em Cascadura, informou o coronel Marcelo Hess, superintendente da Defesa Civil municipal. A Defesa Civil computou 307 ocorrências de ontem para hoje: 100 deslizamentos de barreiras, 41 infiltrações e 19 inundações e alagamentos na cidade.O prefeito avaliou que o plano de emergência e de contingência do município está funcionando. “A prefeitura está presente nas ruas, tentando minimizar o sofrimento das pessoas que, em alguns casos, infelizmente, é muito difícil diminuir”. Ele admitiu que ainda há risco de novos deslizamentos, “enquanto perdurar essa chuva permanente, constante, chata.” As informações são da Agência Brasil.
Almoço de Ano-Novo com pernil, salpicão de frango, arroz com passas, feijão tropeiro, purê de batatas e, de sobremesa, torta de creme gelada. E tudo isso a R$ 1. Este foi o cardápio servido nesta quinta-feira no Restaurante Comunitário da Estrutural, uma das regiões mais carentes de Brasília, para as pessoas que não terão condições de fazer uma ceia em casa, à noite, ou apenas querem comer algo diferente.Desde que o restaurante da Estrutural começou a funcionar, em março deste ano, o aposentado Benedito Gouvêa almoça lá. Hoje não foi diferente. Ele foi saborear o lombo e o arroz com passas cardápio de sua única ceia nesta virada de ano. Na casa dos parentes onde Benedito está hospedado desde o início do ano, quando veio para Paracatu (MG) par Brasília fazer tratamento médico, todos vão viajar. "Vou ficar sozinho. Hoje a minha ceia é esta", disse o aposentado, sentado à mesa com o prato servido.Solteiro e sem família em Brasília, Roberto Luís almoça todos os dias na Estrutural e também não fará ceia em casa mais tarde. Ele aprova a adoção de um cardápio especial no Natal e no Ano-Novo e faz uma comparação bem de acordo com o clima de fraternidade das festas de fim de ano. "Aqui nesse refeitório é como um templo, uma igreja onde você vai para receber o alimento espiritual e aqui vem para receber o alimento físico." O restaurante serve 4 mil refeições no almoço todos os dias.Hoje, a previsão era de que 4 mil pessoas passassem por lá. O cardápio é elaborado por nutricionistas e, desde 2007, o almoço do Natal e a ceia de Ano-Novo ganharam uma variação especial. "Resolvemos testar um cardápio diferente no almoço de Natal. Deu certo e expandimos para o Ano-Novo", explica o subsecretário de Segurança Alimentar do Distrito Federal, Thales Mendes.Todos os dias são preparados no restaurante da Estrutural 300 quilos de arroz e 80 de feijão. Para que tudo esteja pronto na hora do almoço, o trabalho começa à meia-noite e é feito por 55 pessoas. Hoje, o Distrito Federal tem nove restaurantes populares que, juntos, servem 24 mil refeições por dia, de acordo Thales Mendes. O custo por refeição é de R$ 4,60 e, desse total, R$ 3,60 é pago pelo Governo do Distrito Federal e R$ 1 é pago por quem saboreia o alimento. Cada pessoa ainda pode levar até duas quentinhas para casa. Hoje, elas representam 30% do que é vendido nos restaurantes comunitários. As informações são da Agência Brasil
Martina Cavalcanti - brasil@eband.com.brCrise do Senado, farra das passagens aéreas na Câmara, CPIs inconclusas e suposto mensalão no Distrito Federal. O balanço dos escândalos de 2009 mostra a existência de um déficit de representação na política brasileira, segundo José Álvaro Moisés, professor de Ciências Políticas da USP.“A sociedade não se sente representada pelas instituições de representação. Há um sentimento de que os políticos estão estritamente vinculados aos seus interesses e não aos interesses do país”, afirmou Moisés, em entrevista ao eBand.Para que o próximo ano não acumule tantos escândalos, o professor sugere que a reforma política seja ampliada para consertar regras falhas que facilitam a corrupção. Outra possível medida seria a implementação de um sistema de acompanhamento para aproximar os eleitores de seus representantes.Veja abaixo os principais fatos deste ano analisados pelo professor.Crise do SenadoA crise foi extremamente importante porque colocou em evidência uma situação que é muito relevante do ponto de vista da opinião pública, da representação e do significado que o Senado tem para o país. Mas o Senado não conseguiu resolver a crise.A manutenção do [José] Sarney (PMDB-AP) na presidência e as providências que foram tomadas são estritamente cosméticas. É um exemplo de se tentar adiar um problema sem ir profundamente em suas causas e tentar resolvê-lo.A sociedade não se sente representada pelas instituições. Há um sentimento de que os políticos estão estritamente vinculados aos seus interesses e não aos interesses do país.CPIsAs CPIs desempenham um papel importante, principalmente de localizar os problemas, identificar questões e chamar atenção para necessidade de novas soluções. O problema é que a sequência de decisões das CPIs, algumas vezes, por razões jurídicas, não depende estritamente delas. Depende do Ministério Público, da Polícia Federal, da Justiça, de uma série de desdobramentos que vão além da função das CPIs.No Brasil, estamos demorando muito para montar um sistema de controle, o que, nos países de tradição anglo-saxã, é um sistema de “accountability”, através do qual a sociedade tem transparência, percepção e, ao mesmo tempo, pode identificar os problemas e encontrar soluções.O Executivo no Brasil tem muito poder de interferência sobre a ação do Legislativo. O Executivo tem poder sobre as Medidas Provisórias, de iniciar legislação, de mandar o projeto relativo ao Orçamento. Ele também influencia muito fortemente a escolha das mesas da Câmara e do Senado, o que significa que o poder do Legislativo fica muito mais limitado.20 anos de democraciaAvançamos bastante em relação ao período da Ditadura Militar (1964-1985). Recuperamos a liberdade de expressão, a possibilidade de os partidos poderem se organizar, uma série de aspectos de funcionamento das instituições. Mas a avaliação não pode ser feita em bloco, ela tem que levar em conta elementos do sistema. O problema hoje é a qualidade da nossa democracia que, em alguns aspectos, está comprometida. O mais importante deles são os sistemas de controle da sociedade e dos eleitores sobre o sistema.A democracia é um sistema em que os eleitores não têm apenas o direito de votar, mas de controlar como o governo desempenha seu papel e se o governo está cumprindo aquilo que prometeu durante o período eleitoral. Mas, para que isso funcione, é preciso que mecanismos funcionem adequadamente, ponto em que, no Brasil, estamos tendo dificuldade.Tivemos um processo em que praticamente os partidos perderam significação do ponto de vista de representação e, hoje, são quase todos iguais. Se o PT faz alianças com partidos como PL, do vice-presidente [José Alencar], que, seria a contraposição da ideologia socialista do PT, significa que os partidos são iguais. Se o PMDB participa de todo e qualquer governo, não faz nenhuma diferença para o programa do PMDB se ele está no governo FHC ou Lula. Essa indistinção dos partidos, ao invés de ajudar o eleitor a fazer escolhas para mudanças, para aquilo que ele deseja, torna tudo muito igual, diminuindo o poder que os partidos têm de representação.Censura ao EstadãoA questão da censura é um horror, é um sinal do que chamo de baixa qualidade democrática. Não faz sentido, numa democracia, impedir o órgão de imprensa de publicar fatos relacionados com uma investigação que tem grande interesse público. Isso não quer dizer que a imprensa não tenha responsabilidade sobre as observações, acusações. Tem responsabilidade, e isso tem de ser identificado. Neste sentido, foi um retrocesso.Reforma eleitoralHouve pequenos avanços pontuais, mas precisamos de uma reforma muito mais profunda, que diga respeito não tanto a detalhes – que também são importantes. O principal problema do sistema eleitoral brasileiro é a conexão entre o eleitor e o representante. O eleitor digita na urna eletrônica e seu voto tem de ser traduzido em termos da sua vontade no Parlamento. Isso não está acontecendo. Desse ângulo, temos um déficit de representação que acaba se refletindo na qualidade da democracia.Numa próxima reforma eleitoral, deveria se rediscutir a representação proporcional e a possibilidade da introdução do voto distrital misto. Precisamos de um sistema em que a escolha do representante esteja mais próxima do eleitor e, ele possa, ao longo do tempo, se lembrar de quem ele escolheu e controlar a ação desse representante. Em alguns países, isso se dá mediante do voto distrital. No caso da Alemanha, o voto é distrital misto e, nos Estados Unidos, há inclusive a possibilidade do recall, ou seja, de que, de dois em dois anos, um certo número de eleitores, que estiverem insatisfeitos com seus representantes, possam convocar eleições para escolher um novo representante.Todos esses mecanismos aumentam a capacidade do eleitor de influir sobre a ação do seu representante e aumenta, portanto, a conexão entre representante e representado, tornando o sistema mais próximo, adequado, viável e, ao mesmo tempo, deixando que as pessoas depositem mais legitimidade no sistema, aspecto muito importante para o funcionamento de uma democracia moderna, vigorosa, capaz de responder às necessidades da população.Política AmbientalSão dois aspectos. Primeiro, ter uma meta e transformar em lei, é um avanço. Porém, todas as ONGs ambientais consideraram a meta insuficiente. No que diz respeito ao desmatamento da Amazônia, uma série de aspectos no sentido de reduzir e diminuir a responsabilidade daqueles que desmataram, inclusive, aliviando aspectos de punição que receberam por causa do desmatamento, multas etc. Se nós quisermos realmente avançar no sentido do controle do meio ambiente e, principalmente, do desmatamento da Amazônia, não podemos ter medidas paliativas, mas, sim, efetivas.A política do governo tem um elemento de ambiguidade: por um lado, por causa da pressão, do ano eleitoral e da candidatura [à Presidência] da Marina Silva, o governo definiu uma meta; por outro lado, em aspectos pontuais, que poderiam ser significativos para mostrar que a meta vai ser cumprida, o governo flexibilizou. Não fica claro qual é o objetivo da política do governo.Política externaA política externa segue um rumo errático. Não faz sentido o Brasil defender em todos os organismos internacionais as propostas de efetividade e defesa dos direitos humanos e depois receber o presidente do Irã [Mahmoud Ahmadinejad], que está desrespeitando seguidamente os direitos humanos no país. Essa contradição só pode ser explicada pelo objetivo comercial de o Brasil vender produtos para o Irã. Mas não se pode fazer isso comprometendo princípios fundamentais. A tese do presidente do Irã de que não existiu o Holocausto tem de ser duramente criticada publicamente. O Brasil não fez nada a respeito.O anúncio precoce do presidente da República, de que já estava decidida [a escolha da França para] a compra dos caças para a Força Aérea, de novo, é uma indicação do despreparo do Lula, do Itamaraty e da política externa. Enquanto havia um processo em que, os especialistas das Forças Armadas examinavam os diferentes projetos e as empresas ainda estavam apresentando aspectos que seriam importantes para a escolha, o presidente anunciou como se tivesse sido decidido.O governo gosta de fazer muita coisa que aparece, dá prestígio e, aparentemente, grande popularidade internacional. Mas, no que diz respeito à consistência das decisões e à continuidade no tempo, é preciso criticar. A política externa perdeu, em um certo sentido, o rumo. Não temos clareza para onde exatamente o governo quer conduzir o país nas relações internacionais.Popularidade internacional de LulaEssas coisas são agenciadas, não acontecem espontaneamente sempre. É preciso olhar cada premiação, porque existe, por parte dos países desenvolvidos, que ao longo do tempo desempenharam um papel negativo em relação à deteriorização do meio ambiente e o processo de colonização, um sentimento de culpa em relação aos países da América Latina e do Terceiro Mundo. Quando aparece alguém que, aparentemente, está caminhando numa direção diferente, eles querem celebrar. Essa celebração tem o efeito de absolvê-los dos erros cometidos no passado. Claro que Lula tem méritos pelos quais deve ser reconhecido. Mas a política externa como um todo e o compromisso do país, com o meio ambiente e os direitos humanos, não merece elogios.MensalõesO mensalão tem sido uma prática comum. O que há de novidade é que, no mensalão de 2005, que envolveu o PT e o Lula, nós tomamos conhecimento, de uma maneira mais aberta, da existência desse fenômeno. Depois, se revelou que ele tinha acontecido também no governo de Eduardo Azeredo (PSDB) em Minas e, agora, apareceu também no governo do Distrito Federal.Isso indica que o sistema de controle está muito pouco desenvolvido no Brasil. A corrupção é um elemento permanente da vida política. Ela distorce a representação, desequilibra a relação entre os partidos, retira recursos que deveriam ser investidos em programas voltados para atender necessidades públicas e joga para fins particulares, não só das pessoas, mas para beneficiar forças políticas e partidos, o que torna a competição eleitoral desequilibrada.A continuidade da corrupção é a evidência mais clara de que ainda não desenvolvemos um sistema de accountability.
Com informações do Jornal da BandO MP (Ministério Público) pediu o afastamento do prefeito, do vice-prefeito e de 10 dos 11 vereadores da cidade de Franco da Rocha, na Grande São Paulo. Eles são acusados, juntamente com seis secretários de governo, de participação em um esquema de corrupção.O prefeito Márcio Cecchettini (PSDB), sua equipe, e os parlamentares são acusados de montar um esquema de arrecadação e distribuição de propina na administração municipal. A investigação do MP teve início com uma denúncia feita à Band por um ex-vereador da cidade, que entregou a quadrilha.Em junho, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e a promotoria da cidadania fizeram uma busca nos gabinetes de vereadores, secretários e do prefeito. Lá, encontraram listas de supostos beneficiários do esquema, além de cheques e R$ 65 mil em dinheiro. Em 16 meses, o grupo teria desviado cerca de R$ 2 milhões de reais dos cofres públicos.Outra frente do MP está investigando outros possíveis crimes que teriam sido cometidos pelos suspeitos. Nestes casos, os promotores não querem só o afastamento, mas também a prisão de todos os envolvidos.
A iniciativa do "Miami Herald" de pedir doações em dinheiro a seus leitores on-line está dando resultado, escreveu o editor-executivo do jornal. Desde que o programa começou, segundo Anders Gyllenhaal, pessoas deram de US$ 2 (R$ 3,48) a US$ 55 (R$ 95,70). A assinatura custa hoje US$ 13,75 (R$ 23,93) a cada cinco semanas para a versão em papel e US$ 4,75 (R$ 8,27) para a digital. Desde o dia 15 de dezembro, a versão on-line do principal diário da Flórida traz um link ao fim de cada reportagem própria com a opção de doação e a mensagem: "Se você valoriza as reportagens locais e investigativas do "Miami Herald", mas prefere a comodidade da internet, por favor considere fazer um pagamento voluntário ao site noticioso que importa para você" (leia o texto e veja o formulário em inglês na internet no link https://extra.herald.com/events/CustomerInfo.aspx?EventId=8&ProductId=28).O "Herald" é o primeiro jornal da grande imprensa norte-americana a fazer isso até agora e sofreu críticas de parte da comunidade jornalística. Em artigo publicado no jornal na semana passada, em que faz um primeiro balanço da iniciativa, Anders Gyllenhaal não diz quanto a ideia já rendeu, mas defende sua implantação. "Os primeiros dias dessa experiência renderam um fluxo animador de doações", escreve o editor-executivo. "Também provocaram uma gama de reações, aqui e no resto do país, já que o esforço atraiu a atenção por ser o primeiro do tipo."Ele menciona que a indústria norte-americana vem discutindo maneiras de cobrar pelo conteúdo, uma década depois de começar a naufragar o modelo implantado pela maioria das empresas locais, de oferecer acesso gratuito a conteúdo semelhante ao que é cobrado na versão em papel.O modelo contava com a migração dos anúncios de um meio para o outro, que não aconteceu, ou pelo menos não aconteceu na velocidade esperada, e foi surpreendido pela crise econômica atual, que retraiu o mercado publicitário."No "Herald", nós demos uma boa examinada na questão e decidimos que ainda não é a hora certa de fazer uma mudança" para o modelo pago, diz Gyllenhaal. "Nós achamos que o noticiário on-line obviamente tem valor, mas não está muito claro como conciliar esse enfoque com nossa filosofia digital." Daí a ideia das doações. Informações da Folha de S.Paulo.
Ana Maria Campos, do Correio BrazilienseDurante ato de sanção do projeto de lei orçamentária de 2010, o governador José Roberto Arruda (sem partido) afirmou ontem que não pretende interferir na disputa pela sua sucessão. Para evitar uma expulsão, ele se desligou do DEM há duas semanas e, como consequência, não poderá concorrer à reeleição ou a qualquer outro cargo público nas próximas eleições. No meio político, entretanto, há expectativa de que Arruda poderá ajudar um candidato de sua preferência, principalmente como forma de atrapalhar a eleição do ex-governador Joaquim Roriz (PSC), a quem atribui a crise deflagrada com depoimento do ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que resultou na Operação Caixa de Pandora.(1)No início do ano, a campanha eleitoral já começa a pegar fogo. Pesquisa feita a pedido do próprio PT mostra que, mesmo abatido pelas denúncias de corrupção em seu governo, Arruda mantém patrimônio eleitoral. Por isso, há expectativa de que ele se empenhe nos bastidores para fazer o seu sucessor. O governador, no entanto, negou ontem essa intenção. “Sinceramente, não tenho cabeça para pensar em política”, afirmou Arruda, conhecido por seu perfil de articulador. “Acho que meus adversários me armaram uma cilada para me tirar da disputa de 2010. Agora, eu me recolho neste momento com humildade com meu único objetivo, que é concluir o meu governo e todas as obras com honra e dignidade”, acrescentou.Respeito ao prazoDurante a reunião com o novo núcleo de poder, Arruda anunciou disposição de manter o cronograma de inauguração de obras e se comprometeu com investimentos de R$ 1,8 bilhão em 2010, último ano de sua gestão. “Todas as obras que estão em andamento serão rigorosamente concluídas nos prazos previstos”, garantiu. O governador também prometeu que a nova Rodoviária de Brasília, a Torre de TV Digital, o primeiro trecho da Linha Verde, os novos viadutos da QNL e do Periquito, a duplicação da DF-150 e as duas pistas marginais que ligam o Balão do Torto a Sobradinho ficarão prontos ainda no primeiro semestre de 2010.Arruda avalia que a conclusão do projeto de obras será uma oportunidade para deixar o Executivo com mais condições de se reerguer. Ele tem passado por momentos de entusiasmo e outros de abatimento. Ao responder ontem a jornalistas sobre a possibilidade de influenciar nas próximas eleições, ele embargou a voz. A sanção do orçamento de 2010, que deveria ocorrer em grande solenidade, foi realizada em evento restrito aos novos assessores diretos. Do grupo mais próximo, apenas o secretário de Planejamento, Ricardo Penna, permaneceu no cargo. Abatidos por denúncias ou por pressão de seus partidos políticos, Fábio Simão (chefe de gabinete), José Humberto Pires (secretário de Governo), Valdivino Oliveira (secretário de Fazenda), José Geraldo Maciel (chefe da Casa Civil) e Márcio Machado (secretário de Obras) foram substituídos por nomes sem representação política.Outros cotadosEntre os aliados de Arruda, três políticos são cotados para disputar o Executivo: o vice-governador Paulo Octávio (DEM), o secretário de Transportes, Alberto Fraga (DEM), e o presidente regional do PMDB, deputado Tadeu Filippelli. Um problema para Paulo Octávio é a citação de seu nome por Durval Barbosa no inquérito da Operação Caixa de Pandora. Além disso, Marcelo Carvalho, o principal executivo do grupo Paulo Octávio, aparece em vídeos recebendo dinheiro de Durval.Carvalho afirma que o encontro se tratou de questões empresariais lícitas. O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro (Kakay) argumenta que não há provas de envolvimento do vice-governador em qualquer ato de corrupção denunciado por Durval e o desafiou a mostrar fitas que comprovem ter entregado R$ 200 mil a Paulo Octávio, como está registrado em depoimento do ex-secretário de Relações Institucionais do DF à subprocuradora-geral da República Raquel Dodge e a dois promotores de Justiça do MPDFT.
Da Ansa A morte do ex-presidente João Goulart, vítima de um suposto envenenamento, "tem profunda relação" com o caso do ex-mandatário chileno Eduardo Frei Montalva, assassinado pela ditadura de Augusto Pinochet. É o que afirma secretário do MJDH (Movimento de Justiça e Direitos Humanos) do Brasil, Jair Krischke. - Entendo que os casos de João Goulart e Eduardo Frei Montalva têm uma série de profundas relações e paralelos, que agora começam a aparecer.De acordo com o ativista, "todos aqueles líderes políticos que poderiam representar algum risco para os militares, porque eram capazes de encabeçar processos de transição à democracia com apoio de amplos setores, foram eliminados no Brasil, no Chile e no Uruguai, e isso cabe claramente para Goulart e Frei Montalva".O brasileiro também recorda que "as mortes dos dois ex-mandatários ocorreram em dois países que participaram do Plano Condor [repressão contra opositores aos regimes militares, orquestrada por ditaduras do Cone Sul na década de 1970], uma rede terrorista que coordenou ações regionalmente".Krischke investiga há 30 anos a trama de terrorismo que envolveu os regimes ditatoriais da região. Ele também foi assessor do procurador Giancarlo Capaldo, que acusou na Itália dezenas de militares sul-americanos por envolvimento no desaparecimento de cidadãos italianos, vítimas do Plano Condor.Segundo o ativista, as mortes dos dois governantes latino-americanos são ligadas por diversos "elos", entre os quais estaria o modo como ambos morreram.- As revelações da Justiça chilena sobre a forma como foi assassinado o ex-presidente Frei Montalva, que naquele momento era um importante opositor à ditadura, fortaleceram enormemente nossas suspeitas sobre o envenenamento de Goulart, que também era um referente democrático quando sofreu uma estranha parada cardíaca.Após uma investigação de seis anos, o juiz chileno Alejandro Madrid concluiu que Frei Montalva -- pai do atual candidato às eleições presidenciais chilenas, Eduardo Frei [da coalizão governista] -- foi vítima de envenenamento, em 1982.No Brasil, a hipótese de que Jango tenha sido envenenado ganhou força depois de um agente do serviço secreto uruguaio, Mario Neira Barreiro, preso no Rio Grande do Sul, confessar que adulterou os medicamentos do ex-presidente, deposto pelo golpe de 1964. O efeito das substâncias seria semelhante a um ataque cardíaco.- Outra ligação, de ordem factual, é que o Brasil enviou, através de uma mala diplomática, compostos bacteriológicos para experimentos de guerra química que eram realizados no Chile", reforça o ativista.Krischke esclarece, contudo, que não há provas documentais para afirmar que Frei Montalva foi intoxicado com substâncias enviadas do Brasil, mas a hipótese de uma cooperação "mais intensa" entre os dois países é "plausível".Nesse ponto, ele acredita que as investigações relativas à morte do ex-presidente chileno poderiam aportar elementos às averiguações sobre o funcionamento do regime militar brasileiro que, ainda de acordo com o ativista, participou "muito ativamente" no cenário internacional.Krischke argumenta que "a eliminação de provas para obstruir as investigações sobre as reais causas que mataram Goulart e Frei Montalva constitui outro elemento que demonstra uma macabra semelhança no modus operandi das repressões brasileira e chilena"."O corpo de Goulart foi transladado da Argentina ao Brasil sem que nenhuma autoridade exigisse a realização da autópsia", explica o especialista. Já os exames de Frei Montalva foram mantidos em segredo e continuam sem ser revelados, segundo informação divulgada recentemente no Chile.
Do R7Caixa Econômica Federal vai sortear nesta quinta-feira (31) o maior prêmio na história das loterias em toda a América Latina. A “Mega da Virada”, que será sorteada às 20h, vai pagar mais de R$120 milhões a quem acertar as dezenas sorteadas. O valor, no entanto, pode aumentar mais ainda com as apostas que serão feitas té às 14h de quinta. O valor inicial do prêmio da virada era de R$ 85 milhões, mas aumentou graças ao número de apostas e à parcela do prêmio para quem acerta as seis dezenas, que subiu de 35% para 62% do total arrecadado. Além disso, 5% do valor de todos os concursos realizados durante o ano foram reservados para reforçar a Mega-Sena da Virada.Ontem, o vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias Wellington Moreira Franco disse que já haviam sido contabilizados 42 milhões de apostadores, com média de 3 jogos cada. - De maneira cautelosa, já podemos afirmar que queremos um prêmio acima de R$ 120 milhões. Ainda temos as apostas de amanhã [hoje] e de quinta-feira até às 14hs para contabilizar.O prêmio não será acumulado. Se não houver acertadores dos seis números sorteados, a bolada será dividida entre os acertadores de cinco números.No ano passado, a Mega-Sena da Virada teve prêmio de R$ 45 milhões. O valor máximo que a loteria já pagou na história foi de R$ 64,9 milhões em outubro de 1999, para um único apostador, de Salvador.
Que diferença uma década pode fazer. O site do tabloide britânico Daily Mail selecionou alguns dos rostos mais conhecidos do mundo e projetou, através de alterações digitais, como eles ficarão em 2020.
A pop star Madonna nas previsões do tablóide britânico para a imagem de celebridades em 2020. Foto: Daily Mail / Reprodução. Muitas rugas e cabelos grisalhos podem fazer parte da vida de estrelas como Madonna, Britney Spears, Paris Hilton, David Beckham e até do casal considerado mais bonito de Hollywood, Brad Pitt e Angelina Jolie. A
Muitas rugas e cabelos grisalhos podem fazer parte da vida de estrelas como Madonna, Britney Spears, Paris Hilton, David Beckham e até do casal considerado mais bonito de Hollywood, Brad Pitt e Angelina Jolie. A