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11 de fevereiro de 2018
publicado às 01h12
Galinho de Brasília arrasta 10 mil foliões pelas quadras
Paulo Victor Chagas – Agência Brasil

Foliões de todas as idades se reuniram na zona central de Brasília na tarde deste sábado (10) para prestigiar o Galinho de Brasília, bloquinho que já tem tradição na capital federal pela homenagem que faz ao original Galo da Madrugada, em Recife.

Brasília - Bloco de carnaval de rua, Galinho de Brasília embala foliões brasilienses (Wilson Dias/Agência Brasil).
Bloco de carnaval de rua, o Galinho de Brasília é uma homenagem ao pernambucano Galo da Madrugada.Wilson Dias/Agência Brasil

Atrás dos três trios elétricos, foliões fantasiados de diferentes cores e personagens se animavam com as músicas do frevo. O público jovem, maioria presente ao bloco, era o mais empolgado e que dava tom ao clima da azaração. De acordo com o governo do Distrito Federal, 10 mil pessoas compareceram ao bloco, que percorreu parte do setor bancário da cidade e algumas quadras comerciais da Asa Sul.

Pouco depois que o bloco começou a sair, ainda eram vistas inúmeras crianças brincando próximas de suas famílias, mulheres grávidas e vendedores ambulantes abusando da criatividade do marketing. Ao lado de jovens que, fantasiados de pescadores, buscavam “pescar” as garotas com latinhas de cerveja, uma banquinha oferecia potinhos com glitter, com a propaganda: “Brilhe aqui”.

Nascido em Pernambuco, mas há 40 anos em Brasília, Paulo Estanislau disse que gosta do Galinho, embora reconheça que igual o original, “jamais vai ser”. “Por mais que a gente ame o frevo e o Galinho, não é a mesma coisa que estar em Olinda. Você olha aqui, as pessoas estão andando. Já em Pernambuco, as pessoas estão pulando, dançando”, explicou.

A professora Joanice Medeiros, 40, que está há 16 anos na capital federal e também é pernambucana, concorda com o colega de folia. “Cada lugar tem a sua característica. Os pernambucanos já têm essa energia do frevo e as pessoas aqui em Brasília ainda estão começando a valorizar mais o frevo. É por isso que ainda não há tanta energia quanto lá, mas eu acho que é muito bom, maravilhoso, e deve continuar, mesmo com todas as reclamações do pessoal”, afirmou, referindo-se às críticas de moradores de quadras residenciais sobre o som alto dos dias de carnaval.

“Música não é barulho, é alegria, é animação. Música eleva o espírito. É muito bom, e são só três dias. Se não gosta de carnaval, tudo bem. Mas são três dias, tem mais 362 dias”, argumenta Paulo Estanislau.

A assessora administrativa Liz Oliveira, 37, se surpreendeu com a quantidade de pessoas presentes. Ela e o namorado Rodrigo Salomão, 39, contam que não curtiam o carnaval em Brasília desde 2015 e este ano estão achando mais agitado.

“Já vim algumas vezes, é sempre muito bom, mas esse ano realmente está mais cheio. Dá pra ver que as pessoas que estão aqui estão incorporadas, animadas, está bacana”, disse ela.

A pesquisadora e sanitarista Jacinta Sena, 52, que compareceu ao bloquinho ao lado dos filhos e de um neto, também elogiou a animação do pessoal, conduzido pela Orquestra Popular Marafreboi. “Esse aqui eu levei com um ano”, orgulha-se, apontando para o filho, já adulto. “Estou achando muito animado. Já passei o carnaval em outros lugares, mas gosto muito do carnaval de Brasília, gosto do Galinho e do Pacotão. Amanhã estarei lá”, anuncia, referindo-se a outra tradição da folia brasiliense.

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