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14 de novembro de 2017
publicado às 00h04
Julgamento da tragédia de Mariana volta a andar após cinco meses parado

 

Juiz federal não acatou tese da defesa, que havia pedido a nulidade de provas devido a supostas irregularidades

 

 

 

Este que foi o maior desastre ambiental do país, ocorrido quando uma barragem de rejeitos [água e lama parcialmente contaminados pela mineração] se rompeu e inundou vilas e rios da região. Cerca de 40 cidades em Minas Gerais e Espírito Santo foram atingidas. Os 21 réus respondem pelos crimes de suspeita de homicídio com dolo eventual (quando se assume o risco de matar), inundação, desabamento, lesões corporais graves e crimes ambientais em decorrência da tragédia.

Apesar do revés para os réus, o juiz do caso acatou parcialmente um dos pedidos da defesa, e optou por anular o material produzido a partir de diálogos transcritos de chats e e-mails corporativos. Estas provas haviam sido entregues pela própria Samarco sem edição, abrangendo um período maior do que o solicitado pelas autoridades. Na visão de Queiroz, isso constituiu invasão de privacidade dos réus. Dentre os acusados no processo estão o presidente afastado da Samarco, Ricardo Vescovi de Aragão, e o diretor de Operações e Infraestrutura, Kleber Luiz de Mendonça Terra.

O magistrado também acatou um pedido do MPF para desmembrar a denúncia contra os réus Antonino Ottaviano, John Wilson, Margaret McMahon Beck, Jeffery Mark Zweig e Marcus Philip Randolph. Todos eles residem no exterior.

Queiroz marcou para o dia 27 de novembro uma audiência de organização de processo, o próximo passo do julgamento, que pode se arrastar por alguns anos. A tragédia, que completou dois anos no início do mês, deixou um rastro de destruição e morte que ainda não foi superado. Atualmente a região ainda luta para se recuperar do desastre em meio às águas poluídas do rio Doce.

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