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20 de abril de 2017
publicado às 17h59
Um policial morto e outro ferido em tiroteio na região da Champs-Élysées

 Paris foi, na noite desta quinta-feira, vítima de um novo tiroteio que, ainda por se confirmar se trata-se de um ato terrorista, sacudiu uma cidade — e todo um país — que está há mais de dois anos em estado de emergência pela série de atentados extremistas que deixaram mais de 230 mortos. Um policial morreu e outros dois ficaram feridos gravemente por causa dos disparos de um indivíduo na avenida Champs-Elysées, a mais conhecida da capital francesa. A Reuters informou que um segundo policial tinha morrido, embora as autoridades não o tenham confirmado. Informações do El País.

Segundo um porta-voz do Ministério do Interior, ao menos um homem chegou no início da noite à região em um veículo, saiu do carro e abriu fogo com uma arma automática contra uma patrulha de polícia que estava parada em um dos acostamentos da avenida. O agressor tratou de fugir da cena a pé, mas foi “neutralizado”, segundo confirmou a polícia. Não está claro se havia um segundo agressor.

As forças de segurança estão guardando o veículo do agressor, para o caso de serem encontrados explosivos, de acordo com as informações oficiais.

O porta-voz, Pierre-Henry Brandet, assinalou que o ataque foi deliberado, mas advertiu que ainda é muito cedo para falar de um ato terrorista. Ainda assim, a seção antiterrorista da promotoria de Paris abriu uma investigação, segundo a imprensa francesa. O agressor abatido era “conhecido” pelas forças de segurança, de acordo com os registros da mídia local.

A chefia de policial de Paris alertou pelas redes sociais de que havia uma “intervenção em curso” na região, cheia de comércios e restaurantes, e pediu aos cidadãos que “evitem a zona”. Vários agentes se espalharam pela avenida, que foi evacuada e bloqueada totalmente ao tráfego. Várias pessoas estavam, no momento do ataque, na região, uma das mais populares pelo grande número de lojas e restaurantes que abriga.

O presidente, François Hollande, convocou a uma reunião de emergência no Elíseu, para a qual foram o primeiro-ministro, Bernard Cazeneuve, e o ministro do Interior, Matthias Fekl. Espera-se que Hollande faça uma declaração pública depois do encontro. Cazeneuve enviou uma mensagem de condolências ao agente ferido e a seus familiares.

O tiroteio ocorreu a apenas três dias das eleições presidenciais. Na terça-feira, dois supostos terroristas foram detidos em Marselha, em uma operação que, segundo as autoridades francesas, conseguiu evitar um atentado “iminente” relacionado com a campanha eleitoral. Na residência dos jovens presos, que eram vigiados por sua “radicalização” nos últimos anos, foram achadas armas de fogo e material explosivo pronto para ser utilizado. Desde então, as medidas de segurança foram incrementadas nos atos dos principais candidatos presidenciais. Quem foi ao mais recente comício do candidato socialista, Benoît Hamon, na central Praça da República, teve que se submeter a exaustivas revistas antes de entrar no recinto.

O ministro do Interior, Matthias Fekl, assegurou nesta semana que se está fazendo todo o possível para “assegurar a segurança dos franceses e o desenvolvimento sem incidentes da campanha eleitoral e a segurança dos candidatos e de suas sedes”. Além disso, lembrou que nas jornadas eleitorais, no domingo e no dia 7 de maio, no segundo turno, serão distribuídos 50.000 policiais e militares por todo o país.

Alerta pré-eleição

A França está em estado de emergência permanente desde os atentados de 2015, mas a eleição presidencial deste domingo, 23, aumentou a sensação de insegurança. Na terça-feira, a polícia prendeu dois homens, suspeitos de preparar um ataque “iminente”, em Marselha, no sul do país.

Clément Baur, de 22 anos, e Mahiedine Merabet, de 29 anos, são cidadãos franceses e, de acordo com o procurador-geral de Paris, François Molins, se preparavam para realizar uma “ação violenta em território francês, sem que possamos determinar com precisão o dia e os objetivos”.

Os dois homens eram vigiados pela Polícia por radicalização e já haviam sido presos por outros delitos sem relação com o terrorismo, de acordo com uma fonte próxima às investigações.

No apartamento onde estavam estabelecidos em Marselha, a polícia apreendeu três quilos de explosivo, uma granada artesanal, várias armas de fogo, incluindo uma metralhadora, munição e uma bandeira do grupo Estado Islâmico (EI). Molins revelou que Mahiedine Merabet tentava entrar em contato com o EI para transmitir um “vídeo jurando lealdade ao grupo”.

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