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Brasília-DF, 08 de Janeiro de 2012. Ano 8
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MINAS GERAIS
MG fica de fora na distribuição de verbas federais
Da redação em 08/01/2012 23:36:41

O peso político de Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país – com 14,5 milhões de votantes –, não tem sido colocado na balança como critério para liberação de verbas federais pelo governo federal nos últimos 17 anos, conforme dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi). Assim como nos governos dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no governo de Dilma Rousseff (PT), o estado, com 853 municípios, ocupa o triste quarto lugar no volume total de liberação de verbas, ficando atrás de São Paulo, Rio de Janeiro e até mesmo do Distrito Federal (que geralmente recebe mais recursos devido aos repasses federais), 20º colégio do país, com 1,8 milhão de votantes (veja quadro).

 Além das tragédias provocadas pelas chuvas este ano, em todo o estado, a parte mais visível desse panorama político para a população de Minas está em obras inacabadas e promessas reiteradas como a ampliação do metrô da capital, que já consome mais de 30 anos, a recuperação do Anel Rodoviário, a duplicação das BRs 381 (não à toa é chamada de Rodovia da Morte), 040 e a ampliação do Aeroporto Internacional Tancredo Neves (Confins).

No seu primeiro ano de governo, Dilma Roussef liberou para Minas cerca de R$ 10,4 bilhões dos R$ 12,4 bi previstos, conforme o orçamento de 2011. A diferença, que parece pouca, por si só, já seria suficiente para a conclusão de cinco das sete principais obras, como a revitalização do Anel Rodoviário, a construção do Terminal 2 do aeroporto de Confins, além da duplicação e asfaltamento das BRs 040, 440 e 367. Como a perda foi de R$ 2 bilhões, ainda restariam para investimento R$ 234 milhões.Informações do EM.


DISTRITO FEDERAL
Morre o ex-senador Leonel Paiva
Da redação em 08/01/2012 23:29:20

Faleceu neste domingo (8/1) o ex-senador do Distrito Federal, pelo PFL, Leonel Paiva, aos 67 anos. A morte foi consequência de uma angiopatia cerebral isquêmica com a qual lutava há oito anos. Mineiro de Uberaba, ele era radialista, mas também atuou como jornalista e publicitário. Informações do Correio Braziliense

Por dois anos, durante a década de 1960, foi colaborador do Correio Braziliense, onde escrevia crônicas esportivas. Além disso, foi secretário do Trabalho do Distrito Federal (1989-1990), administrador do Núcleo Bandeirante (1992-1994), secretário de Planejamento (1999-2000) e também conselheiro da Terracap. Leonel deixou três filhos, três netos e a mulher Aparecida Paiva com quem foi casado por 43 anos.

O corpo será velado no Salão Branco do Palácio do Buriti, nesta segunda-feira (9/1), das 12h às 15h, com a presença do governador em exercício, Tadeu Filippelli.


AGRONEGÓCIO
País chamado Mato Grosso
Da redação em 08/01/2012 18:44:04

Mariana Peres, Diário de Cuiabá

“Mato Grosso está para o Brasil, assim como o Brasil está para o mundo”. A avaliação é do economista e sócio proprietário da PR Consultoria, Carlos Vitor Timo Ribeiro. Nesta frase, ele resume bem a dinâmica da economia local, que hoje, contribui para a boa performance de vários importantes indicadores nacionais. “Se Mato Grosso fosse um país, seria um emergente”, sentencia. Dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB), exportações, produção agropecuária e a evolução de segmentos como a agroindústria, o comércio e serviços, ilustram muito bem a ascensão da economia de Mato Grosso. É como se cada novo número consolidasse e ratificasse o anterior. E mais um surgiu recentemente: Se o norte e sudeste mato-grossenses fossem um país, seriam o quinto maior produtor mundial de soja, mesmo com um território equivalente ao do vizinho Uruguai.

No mês passado, a pedido da revista Exame, a consultoria Deloitte realizou um levantamento para identificar os novos polos de desenvolvimento que estão despontando no interior do Brasil. Dentro dos critérios observados – a partir de dados do IBGE – dez regiões foram destacadas, além do norte e sudeste mato-grossense, estão o sudeste paraense, sul goiano, noroeste gaúcho, sul maranhense, norte potiguar, sudeste mineiro, norte fluminense e sul capixaba, litoral norte catarinense e litoral paranaense.

No norte e sudeste mato-grossense, a Deloitte destacou a produção de grãos, a agroindústria e as cidades de Primavera do Leste (239 quilômetros ao sul de Cuiabá) e Sorriso (460 quilômetros ao norte da Capital), esse último município oferta a maior área plantada com soja no mundo, são mais de 600 mil hectares a cada nova safra. Já Primavera, além da soja, também é forte na produção de algodão.

Outras duas cidades são citadas, Lucas do Rio Verde (360 quilômetros ao norte de Cuiabá) – produtor de soja, algodão e milho segunda safra – e Nova Mutum (269 quilômetros ao norte de Cuiabá), que também cultiva as culturas. Além da vocação agrícola, todos os quatro municípios têm em comum o recente impacto da agroindústria, investimentos que estão verticalizando a produção primária. Como se diz por aqui, a verticalização nada mais é do que a agregação de valor à matéria-prima. Ao invés de vender (exportar) a soja e milho em grãos, por exemplo, vendem-se corte de aves, bovinos e suínos que foram alimentados pelos grãos. Sai a proteína vegetal e entra em cena a animal, mais valorizada no mercado e que gerou emprego e renda locais.

Chama à atenção a classificação que a Deloitte empresta à região: “Quinto maior produtor de soja do mundo”, atrás dos Estados Unidos, líder mundial, seguido do Brasil, Argentina, China e norte e sudeste do Mato Grosso.

Conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o norte {que na verdade engloba municípios produtores no noroeste e médio norte} responde sozinho por 45,66% da soja produzida no Estado. O sudeste participa com 22,91%. Juntos, produzem mais de 68% da oleagionosa mato-grossense, que para a safra 2011/12 – que começa a ter os primeiros talhões colhidos – deve atingir 22,16 milhões de toneladas. Considerando a expectativa de produção, as duas regiões sozinhas vão oferta cerca de 15,29 milhões de toneladas. Em outra análise, levando em conta a estimativa de 71,29 milhões de toneladas da safra nacional, as regiões de Mato Grosso – o 5° maior produtor mundial – serão responsáveis por 21,44% do volume nacional de soja. (Veja quadro)

O PESO - O PIB mato-grossense, avaliado em R$ 57,29 bilhões em 2009, tem 60% do seu valor gerado em apenas doze municípios, locais aonde a economia superou a cifra de R$ 1,1 bilhão. Desses doze, nove são essencialmente agropecuários (Sorriso, Campo Verde, Campo Novo do Parecis, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Primavera do Leste, Sapezal, Sinop e Tangará da Serra), um é agroindustrial (Rondonópolis) e dois de economia mais diversificada (Cuiabá e Várzea Grande). Todos eles registraram em 2009 PIB de R$ 32,02 bilhões, cifras que equivalem a 60% dos R$ 57,29 bilhões do Estado.

Como destaca o economista e consultor licenciado da FGV Projetos, Vivaldo Lopes, os municípios com economia gerada a partir da agricultura criam no Estado as chamadas “ilhas de prosperidade”, locais onde o PIB valorizado dividido pela baixa densidade populacional, promove alta renda per capita, com valores extremamente acima da realidade estadual e nacional.

No ranking nacional dos maiores PIBs do agronegócio, composto por 15 municípios, Mato Grosso tem oito representantes: Sorriso, Sapezal, Campo Verde, Diamantino, Primavera do Leste, Campo Novo do Parecis, Nova Mutum e Lucas do Rio Verde.


POLÍTICA
Eduardo Campos, o "coronel" que controla o PSB
Da redação em 08/01/2012 13:39:23

O Estado de S.Paulo

O governador Eduardo Campos, padrinho do ministro Fernando Bezerra (Integração Nacional) é jovem, habilidoso, transita entre forças políticas do governo e da oposição e desfila índices de aprovação popular que superam os 80% em Pernambuco com uns olhos azuis que fazem sucesso entre o eleitorado feminino. Mas vista de perto, a imagem de líder moderno se desfaz diante da movimentação típica de um coronel da política que é dono de partido, nomeia parentes e patrocina mudanças casuísticas da lei para permitir a reeleição ilimitada de aliados.

A operação política montada para eleger sua mãe, deputada Ana Arraes (PSB-PE), ministra do Tribunal de Contas da União (TCU) em 2011 jogou luz sobre os métodos arcaicos deste líder de 46 anos de idade, seis deles comandando com punhos fortes o PSB nacional. "O velho (Miguel) Arraes tinha limites em suas práticas coronelistas, o neto não tem nenhum", ataca o adversário mais ferrenho de Campos no Estado, senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), um dos poucos que falam abertamente o que outros concorrentes e até alguns aliados só comentam em conversas de bastidor.

O empenho do governador pernambucano para eleger a mãe está longe de ser um ineditismo de apego à própria família. Ele já conseguiu emplacar como conselheiros no Tribunal de Contas do Estado seu primo, João Campos, e um primo de Renata, sua mulher - o atual presidente Marcos Loreto.

Coronelismo à parte, as diferenças entre Arraes e Campos vão para além da idade. Amigos do ex-governador dizem que o neto bem-humorado e de conversa agradável tem muito mais ousadia nas operações políticas que patrocina. Defendem a tese de que Arraes tinha "o limite da institucionalidade".

Com o peso do Executivo, a constituição estadual já foi alterada três vezes para permitir seguidas reeleições do presidente e demais cargos da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Pernambuco. Guilherme Uchôa (PDT) assumiu a presidência da Casa em 2007 para um mandato único. Continua no cargo até hoje e, com a força da base aliada de Campos, conseguiu em 2011 uma nova mudança para permitir que concorra novamente.

O resultado na votação mostra a folga de Campos na Assembleia. Foram 38 votos a favor e somente nove contrários. Isso mesmo com uma dissidência na base aliada. O PTB não concordou com a possibilidade de perpetuação de Uchôa. "Nossa constatação foi de que não se pode ficar mudando a constituição a toda hora para atender a alguns interesses", disse o senador Armando Monteiro Neto, presidente do PTB no Estado, ressaltando que a divergência já foi superada.


MÚSICA
Ivete Sangalo abre show para Michel Teló no Guarujá
Da redação em 08/01/2012 10:44:07

 O que acontece quando se reúnem duas estrelas da música em um mesmo palco? Não podia ser outra coisa: o resultado é um mar de gente, feito por 12 mil pessoas pulando e cantando até raiar o dia. Foi isso que aconteceu no Guarujá na madrugada deste domingo (8) com shows de Michel Teló e Ivete Sangalo. O sertanejo se juntou ao axé para se curvar a dois nomes importantes da música brasileira.

Com um corpão de matar de inveja, a cantora baiana subiu ao palco por volta da meia-noite. Com um vestido longo goiaba, Ivete apareceu para a galera com pose de diva, mas aparentando cansaço. Com um hit atrás do outro, aos poucos ela foi buscando mais energia do púlico que não parava de pular um minuto.Ivete está mais magra do que nas últimas aparições na TV. Após passar por uma meningite, a cantora voltou aos palcos no final do ano e parece ter sentido os efeitos de semanas de repouso.
 
No entanto, foi mais ao final de sua apresentação que ela colocou carga total na bateria e pulou com a galera em sucessos como Pensando em Nós Dois.A cantora também chamou ao palco Luciana Mello, que assistia ao show do camarote, e as duas cantaram um sucesso de Melo, Som e Luz.

Depois de uma hora e cinquenta de show, Ivete deixou o palco, voltando em seguida para um bis com Me Abraça, me Beija, Pegue Aí, Aceleraê e um medley com hits da Bahia, como Liga da Justiça, Vou te Comer e Toda Boa. Ficou à musa o papel de segurar a energia do público para a próxima atração, o cantor sucesso do momento, Michel Teló.

Ela explicou ao público que, às 2h, o sertanejo ainda não havia chegado, mas estava a caminho e que a mudança de palco iria demorar um pouco, mas para eles esperarem. Michel chegou ao local do evento no Guarujá às 3h05, vindo de outro show em Caraguatatuba (SP). Intérprete da música fenômeno Ai, Se Eu te Pego, que bateu recorde na internet brasileira ao alcançar 100 milhões de visualizações nesta semana, ele parecia cansado. No entanto, fez questão de parecer simpático com as pessoas que o esperavam. Era mais de 4h quando ele subiu ao palco.Informações do R7.


DISTRITO FEDERAL
Futuro do Condomínio Vivendas Lago Azul ainda é cheio de incertezas
Da redação em 08/01/2012 09:48:03

O futuro do Condomínio Vivendas Lago Azul é indefinido. O parcelamento seria o primeiro em terras da União a ser legalizado. Mas, no ano passado, o Ministério Público do Distrito Federal enviou documento determinando que o 7º Ofício de Registro de Imóveis não libere a escritura da área, que fica no Grande Colorado. O caso agora vai para a Justiça e a Vara de Registros Públicos dará a palavra final.

Em 2009, o Ministério Público expediu uma recomendação a todos os cartórios de registro de imóveis da cidade determinando que eles não emitissem a documentação de nenhum condomínio sem a aprovação prévia dos conselhos de Planejamento Urbano e Territorial (Conplan) e de Meio Ambiente (Conam). Essa foi a primeira reviravolta no processo de legalização de loteamentos no DF. Isso porque todos os projetos urbanísticos que haviam sido aprovados pelo GDF tiveram que ser suspensos, em 2011, e os processos voltaram à estaca zero.

O Vivendas Lago Azul é um exemplo dos parcelamentos afetados pela recomendação de 2009. A área teve os projetos aprovados, mas, quando a União tentou registrar os lotes, não conseguiu porque faltava a ata de aprovação do Conplan. Em julho de 2011, o conselho autorizou o registro do parcelamento. Depois disso, o governo fez um novo decreto regularizando os terrenos. A União mais uma vez apresentou a documentação ao cartório e pediu as escrituras. Como determina a lei, o 7º Ofício abriu prazo de 15 dias para possíveis questionamentos. Após isso, o MP protocolou o pedido de impugnação — o que impediu o cartório de liberar a escritura.

Exigências

Além de pedir o cancelamento do registro, o MP informou que vai notificar o GDF sobre o descumprimento do TAC dos Condomínios. No documento enviado ao cartório, os promotores que assinam a impugnação justificam por que pediram que o tabelião não registrasse o Lago Azul. “A documentação fornecida apontou a inobservância de diversas disposições do TAC nº 02/2007, tais como a ausência de levantamento acerca das formas de impacto do parcelamento e sua abrangência sobre a APA (Área de Proteção Ambiental) da Cafuringa e sobre a Reserva Biológica da Contagem, além da inexistência de um projeto urbanístico global para o Setor Habitacional Grande Colorado, desatendendo a previsão de que a regularização seja feita por setores habitacionais”, cita o documento.

A síndica do parcelamento e presidente da União dos Condomínios Horizontais do DF, Júnia Bittencourt, diz que a maioria das exigências feitas pelo MP é impossível de ser cumprida. “O Grande Colorado tem condomínios em terras públicas, outros estão em áreas particulares. É completamente impossível pensar em uma regularização única para o setor e essa decisão do MP pode atrasar o processo em mais 20 anos.”

A superintendente do Grupar, Lene Santiago, não esconde preocupação em relação às exigências do MP. No fim do ano passado, ela se reuniu com os promotores e explicou que o governo elabora projetos urbanísticos para cada setor, mas alegou que o ideal é regularizar cada parcelamento separadamente.Informações do Correio Braziliense.


VOLTA AO MUNDO
Esloveno inicia volta ao mundo em avião ecológico
Da redação em 08/01/2012 09:41:28

Da France Presse


Matevz Lenarcic iniciou neste domingo volta ao mundo. (Foto: Jure Makovec/AFP)
 
O biólogo esloveno Matevz Lenarcic, de 53 anos, iniciou neste domingo (8) uma volta ao mundo de 100 mil quilômetros a bordo de um avião ultraleve com o objetivo de completar o percurso com o consumo mínimo de combustível possível, dando assim um exemplo de preservação do planeta.  Ele partiu do aeroporto de Liubliana para percorrer 100 mil quilômetros, passando por seis continentes, três oceanos, 120 parques nacionais, pela Antártida e pelo Everest. Tudo isso em aproximadamente dois meses e meio.
 
Seu avião ultraleve, um Pipistrel Virus-SW914, foi construído pela Pipistrel, uma empresa eslovena especializada em aeronaves leves, ganhadora em 2011 do prêmio da Nasa concedido à aviação ecológica por ter conseguido percorrer 200 milhas (321,8 km) em menos de duas horas utilizando menos de um galão (3,79 litros) de combustível por ocupante.


CELEBRIDADES
Beyoncé dá à luz sua primeira filha
Da redação em 08/01/2012 09:36:09

 Da Agência Efe

A cantora Beyoncé e o rapper Jay-Z tiveram sua primeira filha, que se chamará Ivy Blue Carter, informa a imprensa americana neste domingo (8).
 
Segundo as notícias publicadas nos Estados Unidos, a menina teria nascido por cesárea em um hospital de Nova York na noite de sábado, e tanto a mãe como a filha se encontram em perfeito estado de saúde.
 
O nome do bebê foi revelado pelo pai a seus amigos, informa o site do canal de televisão ‘E!‘, embora nenhum dos pais tenha confirmado a notícia oficialmente.
 
A cantora texana foi internada na área privada do hospital Lenox Hill de Nova York sob o codinome Ingrid Jackson na tarde de sábado.
 
Os amigos do casal já começaram a cumprimentá-los pelo Twitter. A cantora Rihanna foi uma das primeiras: ‘Bem-vinda ao mundo, princesa Carter, com amor de tua tia Rih‘. Outro foi o produtor musical Russell Simmons: ‘Parabéns a meus bons amigos Beyoncé e Jay-Z‘.
 
Beyoncé e Jay-Z se casaram em abril de 2008. A cantora anunciou sua gravidez em pleno show que fazia durante a cerimônia de premiação do MTV Awards em agosto passado.


DISTRITO FEDERAL
Chico Leite, uma ilha de retidão no PT
Da redação em 08/01/2012 04:17:57

Andréia Bahia, jornal Opção

O deputado petista Chico Leite tem se mantido afastado das denúncias que envolvem o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). Ele não se alinha aos que fazem a defesa intransigente do governador, a exemplo do deputado Chico Vigilante, e tem tudo para ser alçado à posição de líder de parte do partido que não é conivente com o fisiologismo e partidarismo que marcam a gestão de Agnelo Queiroz.

 Em recente entrevista ao “Correio Braziliense”, Chico Leite fez uma avaliação coerente do Legislativo Distrital, que, segundo ele, se ressente por não ter uma pauta institucional, situação que ocorre pela heterogeneidade das forças políticas representadas — 15 partidos. Chico Leite sente falta de uma relação direta entre os parlamentares e a comunidade. “Isso faz com que so­breviva de atos isolados, de voluntarismos nas fiscalizações do Poder Executivo, nas comissões de inquérito, nas denúncias e nas representações contra aqueles que se desviam do caminho ético”, lamentou.

 Ele admite que a Câmara  depende do Poder Executivo e considera que a falta de oposição não é interessante para o Estado de Direito. “A crítica, a alternativa apontada, a contestação constroem”, alertou. E deu seu recado para o Executivo: “Quando não há oposição aparente, de duas uma: ou ela é pontual, baseada em interesses inconfessáveis, ou acaba surgindo de dentro da própria base do governo, que contesta essa aliança tão ampla.”

 Ele criticou as alianças baseadas meramente na troca fisiológica e chamou a atenção para a fragilidade desse tipo de acordo. “Porque cada voto pode depender de uma troca nova. Cada voto acaba tendo um preço e esse preço tende a aumentar cada vez mais e isso pode até acabar redundando em mensalão. É um perigo.”

Discreto, Chico Leite é quase uma ilha de bom senso e retidão dentro do atual PT. Defende a Ficha Limpa, “um dos maiores avanços da política brasileira”, e que o deputado não tenha remuneração. Para 2012, o deputado espera que o governador Ag­nelo, que “é uma pessoa sensível, como o poeta português, re­colha as pedras do caminho para construir em 2012”.



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Edição:

"Quem entra na política para fazer negócio está cometendo crime contra o direito transindividual, difuso"

Do deputado distrital Chico Leite (PT-DF)

Sem enquetes no momento.

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