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Brasília-DF, 04 de Janeiro de 2012. Ano 8
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SÃO PAULO
Lula começa tratamento de radioterapia
Da redação em 04/01/2012 08:31:05

Após o final da quimioterapia, Lula se prepara para as sessões de radioterapia. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula/Divulgação

Após o final da quimioterapia, Lula se prepara para as sessões de radioterapia
Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula/Divulgação

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva retoma nesta quarta-feira o tratamento contra o câncer diagnosticado em sua laringe. O retorno de Lula ao Hospital Sírio-Libanês para a primeira sessão de radioterapia está programado para a manhã de hoje. O procedimento deverá ser realizado outras vezes ao longo de seis semanas.

De acordo com a assessoria de imprensa de Lula, a equipe médica resolveu manter o cronograma de tratamento que previa as sessões de radioterapia mesmo após constatar uma redução de pelo menos 75% do tumor. Como as sessões, que acontecerão cinco vezes por semana, serão rápidas, Lula não precisará ser internado.

O câncer de Lula
Após queixa de dores de garganta, Lula realizou uma série de exames na noite de 28 de outubro. Na manhã do dia seguinte, foi divulgado boletim médico do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, informando que foi diagnosticado um tumor maligno na laringe, que seria inicialmente tratado por quimioterapia.

O câncer na região da laringe é mais comum entre homens e o de maior incidência na região da cabeça e pescoço. Os principais fatores que potencializam a doença são o tabagismo e o consumo de álcool. Já os sintomas são: dor de garganta, rouquidão, dificuldade de engolir, sensação de "caroço" na garganta e falta de ar. Informações do Terra.


ELEIÇÕES AMERICANAS
Romney sai na frente na corrida republicana pela Casa Branca
Da redação em 04/01/2012 08:08:10

 Numa disputa acirrada, definida voto a voto após uma apuração que invadiu a madrugada, o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney venceu o caucus (entenda) de Iowa e saiu na frente na primeira etapa do complexo processo de escolha do adversário presidente Barack Obama nas eleições de 4 de novembro.

Romney venceu com 25% de apoio, apenas oito votos à frente do ex-senador pela Pensilvânia Rick Santorum, a grande surpresa da corrida eleitoral republicana. O deputado pelo Texas Ron Paul apareceu em terceiro, seguido pelo ex-líder na Câmara Newt Gingrich, em queda nas sondagens, o governador do Texas Rick Perry, e a deputada Michele Bachmann, candidata do movimento conservador Tea Party.

Nem mesmo o frio de 1º C da noite desta terça-feira afastou o eleitorado republicano do caucus de Iowa, a primeira etapa do complexo processo de escolha do candidato que enfrentará o presidente Barack Obama nas urnas.
Estima-se que entre 100 mil e 120 mil simpatizantes republicanos tenham deixado suas casas para debater em grupos em 1.774 recintos, como ginásios e escolas, e designar seu candidato preferido através do voto. Em Meadowview, por exemplo, escola localizada nos arredores de Des Moines, o evento atraiu mais de 260 eleitores - 60 a mais que em 200 compareceram.

A ausência de um claro favorito nas pesquisas e a preocupação com o futuro econômico do país atraíram até mesmo quem não costumava votar com os republicanos. Foi o caso do comerciante Tom Hunter, de 47 anos. Em 2008, ele se considerava democrata e votou em Barack Obama. A decepção com o governo levou-o a apostar nos republicanos desta vez.

— Romney é o melhor porque tem mais chances de vencer Obama. E os demais são muito à direita — resumiu.
Iowa é considerado politicamente um estado "púrpura", partilhado entre democratas (azul) e republicanos (vermelho), com uma importante economia agrícola, uma crescente indústria manufatureira e um índice de desemprego de 5,7%, abaixo da média nacional (que está em 8,6%). O índice de população branca é de 91,3%, contra 72,4% para o total do país.

Analistas políticos apontam que o caucus republicano historicamente tende a eleger um candidato mais ao centro. Foi o caso das vitórias de Mike Huckabee (2008), de George W. Bush (2000), de George H. W. Bush (1980) e Gerald Ford (1976, contra Ronald Reagan), que venceram em Iowa pré-candidatos mais conservadores.
Passada a votação em Iowa, os olhos agora se voltam para New Hampshire, que realiza primárias na próxima terça-feira. Mitt Romney tem ampla vantagem e, segundo as projeções, deve vencer sem dificuldades. Além de New Hampshire, janeiro terá mais meia dúzia de debates e eleições primárias em outros dois Estados - Carolina do Sul no dia 21, e Flórida no dia 31.

Dilema eleitoral

Ao mesmo tempo em que marcam a largada na disputa republicana, um processo longo que só termina com a convenção nacional, em agosto, as prévias de Iowa deixam transparecer um partido dividido entre atrair voto conservador e independente.

Acomodado no meio da audiência no Temple of Performing Arts, à espera da chegada de Romney, em uma das últimas aparições do pré-candidato antes da abertura do caucus, David Van Ahn, de 69 anos, representava parte do comportamento do eleitorado do partido no processo.

— Hesito entre Romney, Rick Perry e Newt Gingrich. Se pudesse, fatiaria os três, para pegar o melhor de cada um e formar o candidato ideal. Mas deverei votar em Romney, também por ser o que possui mais chances de derrotar Obama — disse o republicano, fundador da associação Westside Conservative Club.

Impelido à direita pelo movimento radical Tea Party no rastro da derrota no pleito presidencial de 2008, o Partido Republicano vive hoje um dilema eleitoral: sedimentar seu discurso conservador e garantir o apreço dos eleitores da "América profunda" ou pender para o centro, com um candidato de coloração política mais moderada, capaz de conquistar os votos de independentes descontentes com o governo Obama.
Romney: para muitos, o melhor entre imperfeitos

Romney parece ser aos olhos de muitos republicanos o melhor entre os imperfeitos, embora sem conseguir impor com naturalidade suas virtudes. Junto com seus concorrentes — entre ataques recíprocos no último dia de campanha — empunhou algumas das principais bandeiras do partido, edulcoradas por versos patriotas e a exaltação de valores religiosos e morais.

— Esta campanha vai definir o futuro do país. Obama quer envenenar o espírito americano e transformar os EUA num Estado Providência no estilo europeu. Quer tirar de uns para dar a outros e, assim, provocar desavenças. Eu prefiro um país com todos unidos sob Deus e pretendo preservá-lo assim — afirmou ontem.
Em diferentes matizes, os postulantes da oposição a titular da Casa Branca defenderam ao longo dos debates uma redução de impostos para os contribuintes americanos; um Estado menor e menos influente na vida dos cidadãos; uma maior liberdade para o empreendedorismo e os negócios; um corte de gastos do governo e o reequilíbrio do orçamento federal. Também não faltaram críticas à "ganância comercial da China" e à incapacidade de Obama em lidar com a "arrogância do Irã e seu perigoso programa nuclear".

Estratégia de ser contra tudo beneficiaria Obama

Dianne Bystrom, analista política da Universidade de Iowa, vê Romney, Ron Paul e Rick Santorum como os nomes em evidência neste início da corrida republicana.— Acredito que esses três permanecerão na lista até a primária da Carolina do Sul (no dia 21). Michele Bachmann tentará se manter até lá, mas não tem muito dinheiro. E Rick Perry precisará decidir se continuará candidato ou se endossará outro pré-candidato.

O brasileiro Sérgio Loch, professor na Grand View University de Iowa, residente desde 1987 nos EUA, acredita que, independentemente do resultado do caucus no estado, o candidato dos republicanos contra Obama será Mitt Romney:
— Acho que ele obterá a nomeação nacional do partido.

Mas no embate final, apesar das dificuldades econômicas do país, o catarinense aposta na reeleição de Obama.
— Eu nunca vi a situação política tão ruim como está agora. O Partido Republicano bloqueia qualquer medida do governo, é contra tudo, e a população está vendo isso. Além do mais, o partido está muito dividido — opina Loch.
Ele não tem direito ao voto nos EUA, ao contrário de sua mulher, Barbara, americana, e de seus filhos, Erich e Monika, todos registrados no Partido Democrata. A mulher, no entanto, não pretendia participar ontem do caucus democrata.

— Minha esposa vota no caucus republicano só para criar confusão. Ela escolhe o pior candidato do partido — conta o brasileiro, rindo. Informações de O Globo.


DISTRITO FEDERAL
Metroviários continuam em greve
Da redação em 04/01/2012 00:44:44

Os metroviários do Distrito Federal decidiram em assembleia nesta terça-feira (3) manter a greve iniciada no dia 12 de dezembro. Representantes da categoria chegaram a se reunir com o governo no Palácio da Buriti, mas, segundo o sindicato dos metroviários, a negociação não avançou.
 
“A greve só está acontecendo porque não há uma proposta. Quem conversa com o sindicato não tem poder decisão. Estamos ainda tentando descobrir quem tem esse poder porque o diretor do Metrô diz que não tem, o secretário de Administração diz que não tem, então a gente espera que o governador se manifeste”, afirmou o assessor de comunicação do Sindimetrô, Anderson Oliveira.
 
Uma nova assembleia foi marcada para as 20h de sexta-feira (6), na Praça do Relógio em Taguatinga. De acordo com Oliveira, não há perspectivas de novidades na negociação. “O governo manteve a proposta de descontar os dias parados e iniciar a discussão da data-base caso a greve termine e não há nenhum novo encontro agendado até sexta.” Informações do G1.



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