A atriz Pamela Anderson posou nua novamente. Dessa
vez, para as páginas e a capa da revista "Playboy" italiana, em sua
edição de março. Mesmo descontados os retoques digitais, elç mostra que
ainda está em boa forma. As informações do Ego.
Pamela Anderson é capa da ‘Playboy‘ italiana aos 43 anos
O racha petista iniciado no processo que levou Marco Maia (RS) à presidência da Câmara dos Deputados ganhou um novo capítulo e deverá chegar ao gabinete de Dilma Rousseff.A disputa agora é pela vaga petista no grupo de sete deputados que auxiliarão Cândido Vaccarezza (SP), confirmado por Dilma como líder do governo na Casa, apesar da pressão contrária do grupo de Maia.
Na última quarta, a ala do presidente da Câmara definiu, em reunião presidida pelo próprio Maia, que Odair Cunha (MG) será vice-líder do governo na vaga petista.O problema é que Cunha foi um dos líderes da articulação que tirou Vaccarezza da disputa pela presidência da Casa, ou seja, integra a equipe do adversário interno.
"Acho uma indelicadeza com o líder do governo que chefes de tendências que não representam o conjunto da bancada se reúnam e decidam quem será vice-líder sem incluir nesse processo de discussão o próprio líder do governo. Até hoje ninguém me procurou", afirmou Vaccarezza. Segundo ele, os sete vice-líderes do governo só serão definidos em março, após o Carnaval. O líder disse não ter discutido nomes, mas integrantes de sua ala trabalham para emplacar José Guimarães (CE). DECISÃO DE DILMA Já o grupo de Cunha afirmou que a decisão está tomada em favor do mineiro e que quem decide isso não é Vaccarezza, mas a presidente Dilma. O argumento é utilizado pelo próprio presidente da Câmara."Ele [Vaccarezza] não estava na reunião, mas não significa que ele não estava representado. Então não é uma questão de opiniões pessoais, de posições individuais, é questão de opinião do grupo. Essa decisão é uma decisão da presidente." À Folha Maia completou: "Nós vamos indicar [Cunha] enquanto opinião majoritária da bancada à presidente Dilma e cabe a ela decidir".
Na reunião de quarta-feira, houve a decisão de entregar a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), a mais importante da Casa, para João Paulo Cunha (SP), aliado de Vaccarezza. Em contrapartida, vários integrantes da ala de Marco Maia foram contemplados, como Arlindo Chinaglia (SP) para a relatoria do Orçamento da União, além da indicação de Odair Cunha. Líder do governo na gestão Lula, Vaccarezza era o principal nome do PT para a presidência da Câmara, mas acabou atropelado por um racha na corrente majoritária petista, da qual Maia faz parte.
O atual presidente da Câmara conseguiu apoio das outras correntes minoritárias, insatisfeitas, entre outras coisas, com o controle paulista sobre os principais cargos do partido.Após a eleição de Maia, seu grupo tentou tirar Vaccarezza do posto, mas ele acabou confirmado por Dilma. Informações da Folha
Alguns
dizem que domingo é dia de pescaria – a canção carnavalesca, inclusive.
Para mim, é um dia de recordações. Ao ver e ouvir um vídeo de John Lee
Hooker a memória foi buscar de forma saudosista, mas sem reticências, a
figura do jornalista Hamilton Almeida, do Jornal de Brasília, morto há
alguns anos, vítima de acidente de carro. (Na foto, com sua filha
Larissa, no aniversário do meu filho Ramiro, em 1988).
Bom
músico, cantava bonito e tocava bem o violão. Acima de tudo era um
grande amigo. Não saia lá de casa, quando morávamos na 206 Sul. Como eu,
adorava música. Ficávamos horas ouvindo canções antigas e novas da MPB,
jazz, blues e tantos outros ritmos e tendências.
Hamilton
conheceu John Lee Hooker lá em casa, nos velho vinil, que tinha (e tem)
um som especial. Chegou a dedilhar algumas canções, num inglês mais ou
menos, porém com aquele timbre de voz que é muito comum aos negros.
Ouvir
John Lee Hooker, neste domingo, foi uma viagem maravilhosa ao passado.
Até a alma e o estilo de Hamilton. O blues é essencialmente alma.
Hooker, também. Hamilton não era diferente, apenas com uma alma
brasileira, pouco ou quase nada americanizada.
O
vídeo abaixo, de John Lee Hooker em 1965, ajuda-nos a viajar pelo
tempo. Quem sabe encontrar almas na imensidão do infinito, por onde já
circula tanta gente sensível, talentosa e amiga. Não poderia deixar de
compartilhar esse momento com outras pessoas. Espero que gostem e tenham
boas lembranças.
O deputado distrital Olair Francisco quer alterar a lei sobre o pagamento do auxílio-transporte para os militares da PM e Corpo de bombeiros do Distrito Federal. O projeto de lei foi apresentado ontem na Câmara Legislativa. Hoje os militares têm acesso liberado no Transporte Público quando fardados. Para o parlamentar, muitos militares utilizam meios próprios para locomação de sua residência aos locais de trabalho, o que não justifica os repasses da Secretaria de Segurança para a Secretaria de Transporte.
O deputado acredita que o seu projeto trará de fato a acessibilidade dos militares aos recursos. Caso a proposta seja aprovada, os militares deverão receber os valores do vale-transporte para custeio de despesas com o transporte. Olair Francisco explica que foi procurado por muitos militares que fizeram o pedido. O pleito é muito antigo. “Acredito que iremos aprovar a solicitação da classe”, arremata o parlamentar.
Depois de noventa minutos tensos e muito disputados, Flamengo e
Botafogo empataram em 1 a 1 no tempo normal, gols de Ronaldo Angelim e
Loco Abreu, e decidiram a semifinal da Taça Guanabara na disputa de
pênaltis. E o rubro-negro levou a melhor, vencendo por 3 a 1 e
conseguindo a classificação para a final do primeiro turno, domingo que
vem, contra o Boavista, que eliminou o Fluminense, no Engenhão.
Do lado do Botafogo, apenas Márcio Rosário fez o gol na disputa
de pênalti. Everton, ex-jogador do Flamengo, Somália e Renato Cajá
perderam. Os dois primeiros ficaram em defesas do goleiro Felipe. Pelo
Flamengo, marcaram Leo Moura, Renato e Fernando.
Agora, resta ao Botafogo se concentrar na Copa do Brasil, quarta-feira, contra o River Plate (SE). O primeiro tempo teve domínio do Flamengo, que conseguiu ser mais agressivo no ataque e seguro na defesa. O Botafogo demorou a se encontrar e criou pouco. O gol rubro-negro saiu logo aos 15 minutos, quando Thiago Neves cobrou escanteio e Ronaldo Angelim desviou de cabeça para abrir o placar. 1 a 0. O segundo quase saiu logo depois, em chute forte de Thiago Neves defendido por Jefferson.
A resposta botafoguense veio aos 30, em bicicleta de Márcio Azevedo que Felipe segurou. Mas o Flamengo era mais perigoso e chegou bem de novo aos 43. Ronaldinho lançou Fernando, que cruzou na medida para Thiago Neves cabecear e Jefferson fazer outra grande defesa.
Em desvantagem, Joel Santana voltou para o segundo tempo com Everton na vaga de Márcio Azevedo. E logo no primeiro minuto o Alvinegro conseguiu deixar tudo igual. Alessandro deu linda bola para Loco Abreu, que girou e bateu de pé direito no cantinho para deixar tudo igual. 1 a 1. O gol animou o Botafogo, que partiu para cima e criou outra boa oportunidade aos 11, em cabeçada de Loco que Felipe espalmou.
Perdendo terreno, Vanderlei Luxemburgo tirou Deivid e colocou Negueba, que passou a incomodar a defesa do Botafogo com boas arrancadas. A jovem revelação rubro-negra criou três boas chances em sequência: um chute cruzado aos 16, um cruzamento que Ronaldinho não alcançou aos 18 e uma bola que quase surpreendeu Jefferson no lance seguinte.
O Flamengo teve ótima chance para matar o jogo aos 21, quando Ronaldinho dominou tirando de Somália e batendo cruzado com muito perigo. Joel Santana tentou mais uma cartada pela vitória aos 30, trocando Herrera por Caio. E o gol quase saiu aos 31, em chute perigosíssimo de Everton.
A última tentativa de Luxemburgo para desempatar o jogo foi a entrada de Diego Maurício no lugar de Ronaldo Angelim. Mas quem quase marcou foi o Botafogo, em jogada individual de Loco Abreu que Willians acabou cortando para escanteio. Aos 39 o Alvinegro ameaçou de novo, desta vez em chute forte de Renato Cajá que Felipe espalmou.
O Flamengo respondeu aos 40, em chute cruzado de Negueba que Jefferson espalmou. E, no último lance do jogo, Ronaldinho cobrou falta e Jefferson foi buscar. Na disputa de pênaltis, no entanto, foi outro goleiro que brilhou: Felipe, novo candidato a ídolo rubro-negro. Informações de O Globo.
A ex-senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) disse em seu Twitter, na sexta-feira, que pode ser expulsa do partido. "Agora querem me expulsar do partido que ajudei a construir, que ajudei a tornar um partido importante e respeitado em MT. Já não bastava terem me tirado o direito de ser candidata à reeleição, ter sido apunhalada pelas costas, terem me traído...".
Serys também faz críticas à ação de um "grupelho" e disse estar decepcionada. "Estou decepcionada... Desculpem o desabafo, mas ver um grupelho, uma facção querendo tomar o partido a força, não dá. PT é democrático". A política foi relatora do Orçamento no Congresso e nas eleições de 2010 tentou uma vaga na Câmara dos Deputados, mas, não foi eleita.
A Lazio manteve a quarta colocação do Italiano ao vencer o Bari no
Estádio Olímpico de Roma por 1 a 0. O único gol da partida foi marcado
pelo brasileiro Hernanes, logo aos 5min do primeiro tempo, em um belo
chute da entrada da área.A equipe da capital italiano soma 48 pontos e mantém contato com os
ponteiros da competição. Já o Bari permanece na lanterna com apenas 15
pontos.
Em um jogo espetacular, o Genoa venceu a Roma de virada por 4 a 3, após
estar perdendo por três gols. Mexès, Burdisso e Totti abriram vantagem
para os romanistas no Estádio Luigi Ferraris. Mas Palacio e Paloschi
marcaram duas vezes cada um e deram a importante vitória aos donos da
casa.
Também com um gol no final, o Parma evitou a derrota e empatou no Ennio
Tardini com o Cesena por 2 a 2. Crespo e Palladino marcaram para os
donos da casa. Rosina e Sammarco anotaram os tentos do adversário.
Outros dois jogos, Udinese e Brescia, além de Fiorentina e Sampdoria,
terminaram empatados sem gols. Com informações de Gazeta Esportiva
Pressionado pela vitória da rival Inter de Milão no sábado
sobre o Cagliari, o Milan foi até Verona em busca de manter a distância
de cinco pontos sobre os atuais campeões. A equipe quase foi
surpreendida, mas venceu o Chievo por 2 a 1, em partida válida pela 26ª
rodada do Campeonato Italiano. Os brasileiros Robinho e Alexandre Pato
marcaram os gols do líder da competição. O suíço Gelson Fernandes
descontou para os donos da casa.
O Milan chega aos 55 pontos e está cinco pontos à frente da
Internazionale. A diferença para o segundo colocado pode cair para três
pontos se o Napoli ganhar do Catania no jogo que encerra a rodada. Já o
Chievo mantém a 13ª posição, com 31 pontos.
A equipe de Milão entrou em campo focado na vitória. Encontrando uma
defesa bem postada, os visitantes buscaram outros caminhos para o gol do
Chievo.
Aos 24min do primeiro tempo, o ataque do Milan conseguiu inaugurar o
marcador no Estádio Bentegodi. Após receber uma assistência de cabeça de
Ibrahimovic, Robinho ajeitou a bola (com o braço), girou e chutou para
marcar o primeiro do Milan na partida o seu décimo na temporada do
Italiano.
Na etapa final, o Chievo voltou a campo para buscar o empate diante do
Milan, e conquistou seu objetivo. Após pressionar os milaneses, os donos
da casa viram Constant cruzar para Gelso Fernandes completar de cabeça
para o fundo do gol de Abbiati.
A resposta dos líderes do campeonato veio pouco depois. Aos 36min,
Alexandre Pato se livrou da defesa em uma linda jogada individual e
chutou rasteiro no canto direito de Sorrentino, firmando o placar de 2 a
1. Informações do Terra com informações da Gazeta Esportiva.
O
governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, já começa a se
articular para eleger prefeitos no Entorno. Ele está por trás da
embrionária candidatura de oposição de João Negreiros, um rico
empresário da construção civil e fazendeiro da cidade. Negreiro ainda
não se filiou a nenhuma partido, mas já recebeu convite do PT, PDT e
PHS. Segundo o presidente do PHS, Marivaldo Pires da Silva, o empresário
é o único que consegue unir a oposição no município. “Tem bom trânsito
em todos os segmentos e classes do município.”
O PHS de Novo Gama é aliado do governador Marconi Perillo, mas o
presidente da legenda afirma que, “em hipótese alguma, pode caminhar com
a atual administração tucana”. Segundo ele, o prefeito João de Assis
Pacífico, o Doka (PSDB), deixou a cidade “às moscas”. Crítica endossada
pelo outro grupo de oposição da cidade formado pelos vereadores do PR,
PRB, PMN, PPS e que incluiu até o tucano Everaldo Martins.
João Negreiros não deve enfrentar Doka em 2012, na opinião de
Marivaldo, nem o marido da ex-prefeita e deputada estadual Sônia Chaves
(PSDB), o secretário municipal Marinaldo Chaves, considerado muito fraco
para disputar a Prefeitura. Ele aposta no retorno da ex-prefeita à
cidade para disputar a eleição, uma vez que o PSDB não tem outro nome e a
popularidade de Doka é baixa. O desafio da oposição em Novo Gama é
atrair o PMDB, que não tem candidato. O nome mais forte da legenda é o
do ex-prefeito Belmiro Teixeira, condenado por improbidade
administrativa e, portanto, inelegível. O PT de Agnelo Queiroz caminha
para ocupar o espaço do PMDB na cidade. Informações do jornal Opção, Goiânia
Ao mesmo tempo que se mobiliza por uma reabilitação
política, o ex-chefe da Casa Civil e deputado cassado José Dirceu tenta
usar o partido para voltar a ter influência no governo Dilma Rousseff. E
com isso, retomou nos bastidores um enfrentamento político com o chefe
da Casa Civil, ministro Antonio Palocci. Segundo aliados, Dirceu quer
unir forças no PT para fazer um contraponto.
A articulação de Dirceu nas últimas semanas foi resultado da
insatisfação de setores do PT, que estão contrariados com a influência
de Palocci no governo e com o espaço reduzido que a presidente Dilma tem
dado à chamada "velha guarda petista". Junto com o movimento de
reabilitação depois do escândalo do mensalão, deputados e integrantes do
comando petista tentam se fortalecer no governo.
Expectativa era de maior influência do partido
Durante
a campanha presidencial, a expectativa desse setor do PT era de que o
partido mandaria mais no governo Dilma do que no governo Lula, como
chegou a revelar o próprio Dirceu num encontro com sindicalistas na
Bahia. Mas isso não aconteceu. Dilma escolheu novos interlocutores no
PT, como o atual presidente da legenda, José Eduardo Dutra, o ministro
da Justiça, José Eduardo Cardozo, além do próprio Palocci.
"O Zé Dirceu não é ministro. Então, por que tem que ter espaço no
governo? Mas ao mesmo tempo, ele não vai deixar a política. É do DNA
dele. Dirceu é dirigente do PT. Isso não é ilegítimo. Ele ganhou mandato
da militância do PT", argumentou José Eduardo Dutra.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem dado apoio
público à reabilitação política de Dirceu e de outros citados no
processo do mensalão, fez questão de abafar o movimento precoce pela sua
candidatura presidencial em 2014. E verbalizou claramente que o projeto
tem que ser Dilma. Foi uma forma de evitar uma divisão petista e, com
isso, enfraquecer o governo. Ele resolveu dar esse recado para vários
petistas ao mesmo tempo num jantar em Brasília na noite de comemoração
dos 31 anos de fundação do partido.
Segundo aliados, Dirceu vai usar essa mobilização com militância e
viagens por todo o país para também discutir temas econômicos e
sociais. Com isso, ele se fortalece internamente e passa a fazer o
contraponto interno. Isso já foi feito durante reunião do Diretório
Nacional do PT, no dia 10 de fevereiro, quando fez críticas ao corte
orçamentário de R$ 50 bilhões, tese defendida no governo por Palocci.
Diante da divulgação da notícia, Dirceu chegou a escrever em seu
blog um texto intitulado "Briga minha com os ministros Mantega e Palocci
não existe". No artigo, afirma: "tudo o que eu disse na reunião do
Diretório Nacional do PT está em meu blog. E eu não me retratei. Minha
relação com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, é de respeito e
amizade. Muito menos minha fala no PT pode ser reduzida à simplificação
de críticas aos juros, ou ao corte orçamentário".
Pelo menos nas aparências, o tempo cicatrizou as mágoas
de um embate histórico na época do impeachment do então presidente
Fernando Collor, e o Senado acabou virando palco do reencontro de três
protagonistas desse episódio que levou as massas às ruas no início da
década de 90. Quase 20 anos depois de perder seu mandato e os direitos
políticos, o ex-presidente Collor, hoje senador pelo PTB de Alagoas, se
reencontrou com seu vice Itamar Franco, que na época assumiu seu lugar e
hoje representa Minas no Senado.
E conheceu pessoalmente um de seus algozes: o ex-presidente da
União Nacional dos Estudantes (UNE) - líder dos caras pintadas, que
deflagraram as manifestações pelo afastamento de Collor - e hoje seu
colega de Parlamento, Lindberg Farias (PT-RJ). Temeroso em relação ao
encontro, o senador do Rio confessou que deu voltas no plenário antes de
decidir cumprimentar Collor, que, por sinal, reagiu melhor do que
esperava.
"Melhor satisfazermos logo a ansiedade da imprensa", brincou
Lindberg ao estender a mão na direção de Collor, que reagiu com uma
sonora gargalhada.
Itamar se surpreende com afago de Collor
Já o
encontro entre os ex-presidentes Itamar Franco e Fernando Collor, no
início desta legislatura no Senado, foi menos caloroso. Os dois não se
viam desde o dia em que Collor foi afastado da Presidência. Eles nunca
foram muito próximos. Com duas personalidades difíceis, as divergências
entre o então vice e o presidente começaram a surgir ainda durante a
campanha de 1989, levando Itamar a ameaçar renunciar ao posto de vice
algumas vezes.
Depois da posse, a distância entre os dois só aumentou, já que o
mineiro raramente era consultado sobre decisões do governo. Numa de suas
interinidades, Itamar por pouco não demitiu o então ministro da
Justiça, Jarbas Passarinho, quando este demorou a atender a um chamado
do vice.
Nos primeiros dias no Senado, Itamar chegou a se incomodar com a
curiosidade dos jornalistas em relação ao seu primeiro reencontro com
Collor, que acabou acontecendo de maneira inusitada. Itamar estava
presidindo uma sessão especial do Congresso em homenagem ao ex-senador
Eliseu Rezende (DEM-MG), que morreu no início do ano, quando foi
surpreendido por um abraço, por trás, de Collor. Itamar voltou a reagir
com surpresa quando Collor repetiu o gesto durante um novo encontro, só
que no cafezinho do Senado.
Já a reação de Itamar a um abraço de Lindberg, logo em seguida ao
recebido de Collor, foi bem diferente. Passados quase 20 anos desde que
se conheceram, Itamar ainda se refere ao ex-presidente da UNE como um
menino.
"Esse aqui não precisava nem bater na porta de meu gabinete quando eu era presidente", lembra Itamar, saudoso.