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Brasília-DF, 01 de Janeiro de 2012. Ano 8
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GOIÁS
Casal é detido por fazer sexo oral em cemitério em Goiânia
Da redação em 15/01/2012 17:27:11

Um casal foi detido na manhã deste domingo após ser flagrado praticando sexo no Cemitério Parque, em Goiânia (GO). Segundo a Polícia Civil, o casal estava praticando sexo oral no cemitério e foi denunciado por uma mulher que estava no local visitando o túmulo de um familiar.

Ao chegar ao cemitério, o policial flagrou o casal ainda praticando o ato sexual. O casal foi levado à delegacia, assinou um termo circunstanciado e foi liberado logo depois. Segundo a polícia, o homem e a mulher já haviam sido detidos anteriormente pela mesma infração. A dupla vai responder na Justiça por crime de ato obsceno. Informações do Terra.


BBB12
Monique não sabe se fez sexo. E a Globo não sabe o que fazer com Daniel
Da redação em 15/01/2012 17:21:10



Apesar de todos os esforços para negar a versão de que o modelo paulista Daniel estuprou a administradora gaúcha Monique na madrugada deste domingo, após a festa, a direção do BBB 12 também não tem certeza sobre o que aconteceu debaixo do edredon. E isso ficou claro quando Monique foi chamada ao confessionário, ainda nesta manhã, para esclarecer os fatos.
 
“Me chamaram para perguntar se tínhamos feito alguma coisa. Eu sei que não fiz, mas começo a pirar.. Será que eu fiz? Será que não? Estou muito mal com isso”, disse Monique, atormentada, para a sister Analice. Monique havia bebido bastante durante a festa e nas imagens que geraram a boataria na internet, ela parece estar desacordada enquanto Daniel a toca.
 
Preocupada, Monique foi tentar esclarecer com Daniel o que havia acontecido. “Não teve momento de sacanagem nossa juntos. Nos beijamos no quarto e nos agarramos no edredom com a cabeça pra fora”, disse Daniel. Segundo ele, a única coisa que eles fizeram foi dar dois beijos e passar a mão um no outro. “Será que eu estava tão louca que não lembro de alguma coisa?”, disse Monique.
 
O episódio deixa claro que Monique não sabe se fez sexo com Daniel, embora acredite que não. Isso corrobora a tese dos internautas que enxergaram nas cenas um abuso por parte do modelo. Se estivesse consciente, bastaria a Monique admitir o fato.
 
A Globo, por sua vez, corre para tentar conter os danos enquanto decide que atitude tomar. As cenas já foram retiradas do ar pela direção do programa, tanto no site oficial quanto as que foram postada no YouTube por internautas. Uma acusação formal de estupro dentro da casa colocaria em risco a continuidade do programa. Por outro lado, a simples exclusão de Daniel do reality, sem maiores explicações aos participantes, criaria um clima de insegurança e praticamente acabaria com futuras investidas sexuais – justamente o que traz mais audiência.
 
Aparentemente, o único que sabe o que de fato aconteceu sob o edredon é o modelo Daniel. E esse não parece disposto a revelar nada a ninguém. Nem à própria Monique. Informações da Veja.


DISTRITO FEDERAL
Deputados já articulam discussões de ano estratégico
Da redação em 15/01/2012 13:41:01

Ricardo Daehn, Correio Braziliense

A maioria dos deputados distritais está de férias, viajando, mas nem por isso as articulações políticas estão interrompidas. Com o início do ano legislativo marcado para 1º de fevereiro, os distritais começam a desembarcar em Brasília na próxima semana, mas só vão intensificar as negociações a partir do dia 21, quando começarão a ser realizadas reuniões entre eles. Na pauta, estão as formações dos blocos partidários e das comissões parlamentares. Em jogo, passos importantes com vistas às eleições de 2014. Os deputados encaram este ano como um dos mais estratégicos. Cada mexida agora na divisão de poder significa outras acomodações que podem alterar o cenário e implicar em consequências importantes.

Uma das mudanças imediatas é o retorno de Arlete Sampaio (PT) à Câmara Legislativa. Experiente e com grande força política, ela deixa a Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda para retomar o mandato. Nos bastidores, é afirmado que a deputada retorna à Casa para suceder, em 2012, o correligionário Patrício na presidência. No entanto, a tarefa não será fácil e o nome dela precisará ser bem trabalhado para emplacar. Alguns integrantes da base acreditam que o Partido dos Trabalhadores (PT) já teve o seu espaço ao presidir a Casa nos dois primeiros anos desta legislatura e, nos próximos anos, o comando deverá ser de um aliado de outra legenda.
Apesar do passado conturbado no Senado Federal, Agaciel Maia (PTC) tem ganhado espaço entre os parlamentares da base e da oposição. Articulado e pragmático, é considerado um nome forte para disputar o cargo com Arlete. Contra o ex-diretor-geral do Senado, no entanto, pesa o desgaste por conta do escândalo dos atos secretos.

A eleição da Mesa Diretora, prevista para o próximo ano, passa por diversas etapas. Uma delas será a escolha de pelo menos dois conselheiros para o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) — com as aposentadorias previstas de Marli Vinhadeli e de Ronaldo Costa Couto. Na fila de espera, estão Wasny de Roure (PT), Rôney Nemer (PMDB) e Dr. Michel (PSL). Apesar de negar interesse, o nome de Eliana Pedrosa (PSD) também é considerado na disputa.

O ingresso na carreira de conselheiro significa a aposentadoria política do deputado. Por isso, o vice-governador do DF, Tadeu Filippelli (PMDB), tem tratado com ponderação a indicação de Nemer. Com a cassação e a inelegibilidade por oito anos de Benício Tavares, o distrital passou a ter ainda mais importância para o partido. Se for para o TCDF, a legenda perde um líder importante, capaz inclusive de entrar na disputa para presidente da Casa. Uma das soluções aventadas é de levar o peemedebista para o comando de alguma secretaria.

Primeiros passos
Antes da eleição da Mesa Diretora e das indicações para o Tribunal de Contas, os deputados disputarão as comissões internas. De acordo com o regimento interno da Casa, as escolhas precisariam ter ocorrido no fim do ano passado, mas os deputados resolveram adiá-las. “Foi construído um entendimento para fazer a eleição em fevereiro a fim de verificar os pleitos de cada bloco parlamentar”, afirma Chico Vigilante, líder do bloco PT-PRTB.

Um acordo informal feito entre os distritais prevê a manutenção dos cargos, mas há quem queira rediscutir as posições. A renegociação pode ser ruim para blocos que diminuíram nos últimos meses, como o do PSD. Composto pelas oposicionistas Celina Leão, Liliane Roriz, Eliana Pedrosa e pelo governista Washington Mesquita, o grupo possui o comando de quatro comissões, mas poderia ter de ceder alguma delas. Por isso, os membros do bloco tentam atrair o novato Paulo Roriz (DEM), que assume no lugar de Raad Massouh (PPL) — atual secretário de Micro e Pequenas Empresas.

Paulo Roriz experimenta a mesma situação enfrentada pelo antecessor no ano passado. Apesar da proximidade com o governo, ele é de um partido de oposição ao GDF e, por isso, não pode integrar oficialmente a base governista, sob o risco de expulsão. Outro posto pelo qual o PSD avalia brigar é o de primeiro secretário da Casa. O cargo era de Raad e passa automaticamente para o suplente, Olair Francisco (PTdoB). No entanto, o grupo argumenta que a escolha de Raad se deu quando ele estava no bloco e faz parte da cota.

As disputas não param por aí. O governo também terá de reavaliar os nomes dos próprios interlocutores. Wasny de Roure (PT) terminou o ano dando sinais de que queria deixar o cargo de líder do governo. A função pode cair no colo de Arlete Sampaio, mas isso também depende da escolha para líder do próprio partido. Além disso, mais um petista em função de destaque esbarra na insatisfação dos aliados. “O líder de governo é do PT, o presidente da Câmara é do PT, o coordenador parlamentar é do PT, o secretário de Governo é do PT. Isso não tem sido bom para a relação. É preciso mudar os nomes e colocar pessoas de outros partidos nesses cargos”, afirma um parlamentar da base.

Investigação

Outra vaga pode ser aberta com o julgamento do conselheiro Domingos Lamoglia. Ele foi afastado do cargo, com manutenção do salário, devido às denúncias de envolvimento na Caixa de Pandora. A avaliação do caso no Tribunal de Contas depende, no entanto, do desenvolvimento do Inquérito nº 650, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Lamoglia foi indicado para o cargo pelo ex-governador José Roberto Arruda, de quem foi chefe de gabinete. Segundo o ex-secretário de Relações Institucionais do DF Durval Barbosa, o conselheiro era um dos operadores do suposto esquema de corrupção.


DISTRITO FEDERAL
Bumba-meu-boi de Sobradinho perde Seu Teodoro
Da redação em 15/01/2012 12:25:28

Morreu na madrugada deste domingo o idealizador do Bumba-meu-boi de Sobradinho, Seu Teodoro Freire. Ele tinha 91 anos e foi vítima de parada cardíaca. Seu trabalho de cultura popular foi reconhecido como patrimônio imaterial do Distrito Federal e em 2006 o mestre foi premiado com a Ordem do Mérito Cultural, quando recebeu a láurea de comendador pelo então presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, em cerimônia no Palácio do Planalto.
 
O governador Agnelo Queiroz lamentou essa perda. "A cultura do Distrito Federal fica mais pobre com a perda do mestre Teodoro. Era um entusiasta, um ícone da cultura brasileira que manteve vivo um pedaço da tradição maranhense, da cultura popular no DF. A continuidade de sua obra é de responsabilidade de todos nós. Meus sentimentos à família e a todos que o admiravam e tiveram a honra de conviver com o Mestre Teodoro", destacou Agnelo Queiroz.
 
O governador em exercício, Tadeu Filippelli, comparecerá ainda hoje ao velório, representando o Governo do Distrito Federal. Filippelli lembrou que Seu Teodoro, tão logo Brasília conquistou representação política, era presença constante na Câmara Legislativa na defesa firme e dedicada da cultura popular. “Era uma unanimidade. Sua morte
representa uma perda muito grande para Brasília, por tudo aquilo que ele realizou pelo desenvolvimento da nossa cultura e da arte verdadeiramente popular”, acrescentou o governador em exercício.
 
O velório de Seu Teodoro Freire será realizado no Centro de Tradições Populares, em Sobradinho (Quadra 15, Área Especial nº 2, ao lado do SESI de Sobradinho). A partir das 13h deste domingo e até as 11h de amanhã (16). O velório acontece no mesmo local onde eram realizadas as festas e rezas do Bumba-meu-boi do Mestre Teodoro. Informações da Agência Brasília.


GOIÁS - ENTREVISTA LUIZ CARLOS ATTIÉ
“Acredito em Cristalina e no que estou fazendo pela cidade”
Da redação em 15/01/2012 03:51:42

Do Jornal Opção

Somente quem conhece bem a realidade atual de Goiás entende o que tem se passado no município de Cristalina nos últimos tempos. Na memória da população em geral, o que há é o senso comum, de “terra dos cristais”; na vida real, o município tem o maior PIB agrícola do Estado e o 2º maior do País; é o maior produtor de alho, o 2º maior de batata e o 4º maior de cebola; tem uma das maiores áreas proporcionais do Brasil em termos de terra irrigada. Resumindo, é um fenômeno em termos de números relativos à agricultura.

 Nos últimos anos, mais especificamente desde que Luiz Carlos Attié assumiu a prefeitura, um novo dado tem chamado atenção: o desenvolvimento industrial. Sem inimigos políticos — embora não sem resistência, com a qual sofreu, vinda do Legislativo municipal, durante parte do mandato —, ele tem conseguido conquistar novas fábricas. Com bom trânsito em Brasília, Attié tem também uma capacidade única entre os prefeitos goianos para conseguir aprovação de projetos.

 O resultado é que Cristalina está incluída em uma série de ações do governo federal, como o Pronasci, um programa voltado à segurança pública.

 Liderança entre os corretores de imóveis do Distrito Federal — foi presidente do Creci-DF durante 18 anos —, o prefeito trocou o ambiente da capital do País por Cristalina após uma reviravolta na rotina pessoal, com a perda da mulher, vítima de câncer. A experiência o fez idealizar um hospital de referência para a doença na cidade, uma obra entre vários pontos —30, no total — de seu programa de campanha, que pretende cumprir na íntegra até o fim do ano. Leia a íntegra clicando no ícone "entrevistas".


UFC142
José Aldo nocauteia Chad Mendes, mantém cinturão e se joga na galera
Da redação em 15/01/2012 03:25:41

José Aldo com a bandeira rubro-negra no meio da torcida (Foto: André Durão / Globoesporte.com)


De maneira impressionante, o brasileiro José Aldo nocauteou o americano Chad Mendes na luta principal do UFC 142, no Rio de Janeiro, e manteve o cinturão peso-pena da organização. O campeão acertou uma joelhada incrível no oponente faltando apenas 1s para o fim do primeiro round e fez o público presente na Arena da Barra delirar. Logo após o triunfo, ele saiu correndo do octógono e se jogou na plateia, literalmente, para a alegria dos fãs.

Foi a vitória de número 21 na carreira do manauara. Ele aumentou sua invencibilidade para 14 lutas: a única derrota foi em 26 de novembro de 2005, quando foi finalizado por Luciano Azevedo, no Jungle Fight 5.
 
A luta: nocaute surpreendente
 Os dois lutadores iniciaram o duelo mostrando mútuo respeito. Vez por outra, trocavam chutes nas pernas, mas nada significante. No fim do primeiro round, Mendes passou a tentar levar Aldo para o chão, mas o brasileiro se defendeu bem das tentativas de queda. Porém, quando ninguém esperava, Aldo acertou um poderosa joelhada na cabeça do rival, que já caiu nocauteado. O campeão ainda deu mais dois socos, mas o árbitro interrompeu o combate aos 4m59s, encerrando a invencibilidade de 11 lutas do americano.
 
- Obrigado a todos. Hoje vim com o espírito de dar a vitória para vocês. É sempre um prazer defender o cinturão, e aqui é minha casa, é onde eu me sinto muito bem - disse Aldo no microfone após a vitória.

Depois, como de costume, José Aldo exibiu a bandeira de uma torcida organizada do Flamengo, clube do qual é torcedor e que o patrocina, mas a rivalidade com o Vasco ficou só nisso. Chad Mendes, que havia cogitado levar a bandeira cruz-maltina ao octógono em caso de vitória, por influência de seu treinador, o vascaíno Fábio "Pateta", não teve a oportunidade de cumprir a promessa.Informações do SporTV.com.


ECONOMIA
Salários ameaçam contas de municípios
Da redação em 14/01/2012 18:44:42

Um em cada cinco municípios brasileiros poderá ter dificuldades para fechar suas contas este ano devido aos impactos, sobre as folhas de pagamento do funcionalismo, do reajuste de 14,13% no salário mínimo e do piso nacional dos professores, possivelmente em torno de 22%. O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, estima que os dois aumentos combinados deverão pendurar uma conta extra de quase R$ 8 bilhões em ano de eleições municipais, com possível influência no pleito.

Os maiores problemas, calculou Ziulkoski, deverão ocorrer no Nordeste, Norte, Centro-Oeste e parte de Minas Gerais, em prefeituras de cidades pequenas, onde a maioria dos servidores ganha o mínimo. "O aumento real do salário, desde o início do governo Lula (2003), já impactou as contas dos municípios em R$ 13,651 bilhões", disse ele. "Só no ano passado, foi R$ 1,3 bilhão mais, e em 2010, 1,7 bilhão." A CNM está finalizando os cálculos para determinar com mais precisão o tamanho do rombo.

Por causa do aumento do salário do ano passado, segundo Ziulkoski, 650 cidades estouraram os limites de gastos com pessoal da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Ainda não há cálculos exatos para o que acontecerá este ano, depois que o mínimo, a partir de 1.º de janeiro de 2012, subiu de R$ 545 para R$ 622, mas o impacto não deve ser menor. A lei determina que os gastos do Poder Executivo Municipal com funcionalismo não podem ultrapassar 54% do total.

"Em 2011, no Rio Grande do Sul, de 280 mil servidores nas prefeituras, só 0,9% ganhavam salário mínimo. Afeta pouco. Agora, no Nordeste, a questão é muito grave. No Ceará, a média era de 36% dos funcionários ganhando esse valor. No interior, chega a 60%."

Segundo Ziulkoski, há no País 5,380 milhões de servidores municipais. Só o aumento do salário mínimo expandirá a despesa de pessoal das prefeituras brasileiras em aproximadamente R$ 2,8 bilhões anuais.

Educação. O reajuste do piso nacional dos professores, porém, ampliará para mais de 1 mil o número de cidades em dificuldades com a LRF em 2012, estima inicialmente o presidente da CNM. Atualmente, o valor é R$ 1.187,97 para 40 horas semanais de trabalho, devendo ir para aproximadamente R$ 1.450. O índice exato deve ser anunciado nos próximos dias pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. Informações do Estadão.


SÃO PAULO
Petistas dizem que Kassab prefere apoiar Serra
Da redação em 14/01/2012 18:01:14

O presidente municipal do PT, Antonio Donato, disse neste sábado (14) que o prefeito Gilberto Kassab (PSD) prefere apoiar José Serra (PSDB) a se aliar ao petista Fernando Haddad na eleição para a Prefeitura de São Paulo.  Ele afirmou que Kassab vê o PT como um "plano B" nas articulações do PSD para a disputa de sua sucessão em outubro.
 
Vereadores petistas se reuniram hoje com Haddad para discutir a proposta feita pelo prefeito a Lula, de indicar um vice do PSD para compor a chapa do petista. O ex-presidente pediu que o partido levasse a proposta em consideração.
 
"Estamos estudando com tranquilidade, temos o nosso tempo. Mas o próprio Kassab deixa claro que o PT é um plano B para ele", disse Donato depois do encontro, indicando a preferência do prefeito por Serra.
 
O tucano se diz fora da disputa, mas é visto como o principal nome tucano capaz de impedir uma ruptura entre o PSDB e o novo partido de Kassab na disputa deste ano.
 
A aproximação de Kassab com o PT causa constrangimento à bancada do partido na Câmara dos Vereadores. Os petistas fazem oposição à gestão do prefeito desde 2006, quando ele tomou posse, e temem um prejuízo eleitoral em caso de aliança. Informações da Folha.


SÃO PAULO
Lula sugere que PT discuta proposta de aliança feita por Kassab
Da redação em 14/01/2012 04:20:44

Daiene Cardoso, da Agência Estado

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva transferiu para o diretório municipal do PT paulista a responsabilidade sobre a discussão de um possível acordo com o PSD do prefeito Gilberto Kassab. Nesta sexta-feira, 13, em reunião com vereadores e o presidente do diretório municipal, vereador Antonio Donato, Lula confirmou a proposta feita na última semana por Kassab e sugeriu que o PT discuta o assunto "com tranquilidade". "O Lula disse que é um assunto que temos de discutir com tranquilidade e deixou o PT confortável para tomar uma decisão", contou Donato.

Em meio à indefinição nas negociações com os tucanos, Kassab propôs ao ex-presidente na semana passada, durante visita no Hospital Sírio-Libanês, a indicação de um candidato a vice na chapa do pré-candidato petista Fernando Haddad em uma eventual dobradinha entre PT e PSD. Segundo Donato, Lula falou superficialmente sobre o tema, mas não escondeu a surpresa com a oferta de Kassab. O ex-presidente garantiu aos vereadores que, ao ouvir o prefeito, não se posicionou sobre a proposta.

Antes de receber nesta tarde os vereadores no Instituto Lula, na zona sul da capital paulista, o ex-presidente se submeteu à oitava sessão de radioterapia contra o câncer de laringe. Donato afirmou que Lula está "muito animado" com Haddad, mas que ainda não definiu como será sua participação na campanha de Haddad porque prefere aguardar o fim do tratamento. A expectativa é que ele mergulhe na pré-campanha após o Carnaval, quando será homenageado pela escola Gaviões da Fiel. "Queremos fazer a grande volta dele em março numa plenária com a militância", revelou.

A atual preocupação diretório municipal é com a saída de Haddad do Ministério da Educação. A expectativa era de que ele deixasse a Esplanada dos Ministérios na próxima segunda-feira, 16, mas com a dificuldade da presidente Dilma Rousseff em definir mudanças amplas, Haddad terá de ficar até fevereiro, quando deverá ocorrer a reforma ministerial. "Vamos ter agenda forte em fevereiro. Se passar do começo do mês, aí complica", disse Donato. O dirigente, que também preside o Conselho Político da pré-campanha, lembrou que Haddad precisa concluir seu trabalho antes de passar a pasta para seu substituto, mas que sua cabeça, na realidade, já está na cidade de São Paulo. "Ele está ansioso", contou.


JUDICIÁRIO
TJ-SP identifica novo pagamento milionário
Da redação em 14/01/2012 04:15:44

 Fausto Macedo, de O Estado de S.Paulo

Mais um pagamento milionário a magistrado foi identificado no Tribunal de Justiça de São Paulo, maior corte do País. A informação foi divulgada pela presidência do TJ. Não foi revelado o nome do contemplado, que recebeu cerca de R$ 400 mil. É o quinto caso dessa natureza localizado desde que a corte se viu acuada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

"São cinco casos mais graves", declarou o desembargador Ivan Sartori, presidente do TJ paulista, referindo-se aos expedientes que deram amparo à liberação de dinheiro a título de créditos acumulados.

Em dois outros casos, anunciados há duas semanas, dois desembargadores receberam mais de R$ 1 milhão cada, entre eles o desembargador Roberto Bellocchi, ex-presidente do TJ. "Tivemos alguns créditos anômalos de antecipação de direitos, inclusive férias, que foram pagos parceladamente."

Esses procedimentos relativos a desembolsos de R$ 400 mil a 5 beneficiários foram submetidos na quinta-feira ao Conselho Superior da Magistratura, colegiado que reúne o presidente da corte, o vice, o corregedor-geral e os presidentes de seções.

Na cúpula do tribunal prevaleceu a remessa do assunto ao Órgão Especial - formado por 25 desembargadores, 12 mais antigos, 12 eleitos e o presidente do TJ - para decidir sobre que medidas devem ser adotadas diante de casos excepcionais.

Sartori quer saber minuciosamente como foram autorizados os pagamentos. Ele destacou que, embasado no poder geral de cautela e no estatuto dos funcionários, o Órgão Especial poderá impor a compensação imediata dos valores - na prática, o corte imediato de parcelas a que os magistrados ainda têm a receber.


JUDICIÁRIO
OAB-RJ exige que TRT identifique milionário
Da redação em 14/01/2012 04:12:33

Por Marcos de Vasconcellos, Conjur

A seccional fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) enviou ofício ao Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro exigindo saber quem é o juiz ou servidor que, de acordo com relatório divulgado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), movimentou R$ 262,9 milhões em 2002. A Ordem afirma que "chama a atenção" que a movimentação tenha acontecido em 2002, quando um incêndio criminoso queimou 11 mil processos no tribunal.

Para o presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, é preciso esclarecer o que houve, pois "parece haver" vinculação entre os dois fatos. "Esse cenário levanta todas as especulações e, efetivamente, chama a atenção a quantia movimentada e o ano, mas não quero especular, quero esclarecimento", afirma Damous.

Questionado sobre se o pedido para apresentação do responsável pela movimentação daria início a uma "caça às bruxas", o presidente da OAB-RJ responde que "seria caça às bruxas se não fosse um servidor público ou magistrado, alguém que pela Constituição Federal tem que viver só com os vencimentos que recebe do Estado". Para Damous, o esclarecimento não pode ser configurado como quebra de sigilo. "Para quem recebe dinheiro que sai dos impostos, publicidade é regra, sigilo é exceção."

O pedido é para dar luz sobre o que ele classifica como "cenário sombrio" em todos os tribunais com irregularidades apontadas pelo relatório da Coaf apresentado à Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça. Segundo o advogado, é preciso ver o contracheque (holerite) do servidor ou juiz, de forma que ele explique como movimentou tamanha quantia. "Foi uma herança? Ganhou na loteria? Ainda assim acho improvável, porque o maior prêmio da Mega-Sena foi de R$ 170 milhões, sorteado na virada de 2011 para 2012", especula o presidente da OAB-RJ.


GOVERNO FEDERAL
Governo Marconi aplicou R$ 7,5 milhões em shows no ano passado
Da redação em 14/01/2012 03:35:54

Do blog da Fabiana Pulcineli

O governo de Goiás gastou cerca de R$ 7,5 milhões em contratação de shows no ano passado. O levantamento inclui pagamentos feitos pela Goiás Turismo (R$ 6.564.390,00) e pela Secretaria de Cultura (R$ 922.601,84). Se houver a inclusão de convênios da Goiás Turismo com prefeituras e entidades para patrocínio de eventos, como exposições agropecuárias e comemorações de aniversário da cidade, o valor sobe para quase R$ 8,9 milhões.

O campeão de contratos é o cantor Leonardo, que recebeu quase R$ 1,9 milhão do governo estadual (veja ranking abaixo). O levantamento não inclui shows contratados pela Saneago e por outros órgãos do governo. O presidente da Goiás Turismo, Aparecido Sparapani, diz que a realização de shows movimenta a economia nos municípios e dá visibilidade ao potencial turístico. "Isso agrega valor para as cidades. Tem um peso grande porque movimenta a economia e gera mídia", afirma. Ele considera o valor gasto razoável considerando o retorno.

Segundo ele, os artistas são solicitados pelos próprios municípios ou entidades. A liberação dos recursos ocorre com o aval da junta de programação orçamentária e financeira do Estado. Sparapani adianta que está providenciando uma portaria para disciplinar a realização de shows, com estabelecimento de critérios para as solicitações e prestação de contas. "Vamos tornar o processo ainda mais rigoroso", diz.

Os gastos da antiga Agepel, hoje Secult, foram para a realização de três eventos: Fica, na cidade de Goiás, Canto da Primavera, em Pirenópolis, e Tenpo, em Porangatu.  Veja abaixo o ranking dos artistas que mais receberam do governo no ano passado. Para acessar a relação completa de shows, clique no link abaixo:

Shows_2011


Artista                                      Valor (R$)
Leonardo                                   1.879.090,00
Leo Magalhães                             545.000,00
Jorge e Mateus                             350.000,00
Padre Fábio de Melo                     315.000,00
Zezé di Camargo e Luciano          265.000,00
Daniela Marcury                            250.000,00
Milionário e José Rico                    200.000,00
Bruno e Marrone                           142.300,00
Mayck e Lyan; Marcos e Fernando 140.000,00
Ney Matogrosso                            135.000,00
Gino e Geno                                 130.000,00
Rita Lee                                       103.000,00
Rionegro e Solimões                     100.000,00
Amado Batista                             100.000,00
Racyne e Rafael                           100.000,00


DISTRITO FEDERAL
Procurador do trabalho recomenda fim da greve dos metroviários
Da redação em 13/01/2012 19:34:20

O procurador regional do trabalho Cristiano Paixão afirmou nesta sexta-feira (13) em entrevista ao G1 que já terminou seu parecer sobre a greve dos metroviários do Distrito Federal. No documento, ele defende que a paralisação não é abusiva, mas recomenda o retorno imediato de todos os funcionários ao trabalho.
 
“Não é uma punição, mas por ser uma atividade essencial, que afeta população. Recomendo também que sejam reabertas as negociações para que, num prazo a ser definido pela Justiça, o Metrô apresente uma proposta e o sindicato se manifeste”, afirmou.
 
O parecer será encaminhado ao Tribunal Regional do Trabalho, que agendou para terça-feira (17) o julgamento de uma ação de dissídio coletivo da paralisação. De acordo com o procurador, o movimento grevista é não é abusivo porque respeita todas as determinações estabelecidas pela legislação trabalhista.
 
 “A primeira coisa é saber se o sindicato respeitou exigências legais e constitucionais para deflagrar a greve, como decisão em assembleia e manter um mínimo de funcionários trabalhando. Tudo isso foi cumprido. A segunda questão é que a greve é legítima porque a razão do movimento é exatamente a reivindicação de uma cláusula do acordo coletivo que não está sendo cumprida. Essa é a única hipótese em que a lei prevê que se pode deflagrar greve durante acordo coletivo.”

Nesta quinta-feira (12), a direção do Metrô-DF e o Sindicato dos Metroviários informaram que aguardam o julgamento para solucionar a greve, que já completa 33 dias e é a mais longa da categoria no DF.
 
Os grevistas alegam que o acordo coletivo não foi cumprido e que houve fraude no Plano de Emprego e Salários dos funcionários. Além disso, reivindicam melhorias no sistema de trens, estações e manutenção e igualdade em relação aos benefícios conquistados por funcionários da Companhia de Saneamento do Distrito Federal (Caesb), Companhia Energética de Brasília (CEB) e outras empresas do governo.
 
O diretor do Sindmetrô, Anderson Pena Oliveira, disse que o GDF não apresentou nenhuma proposta, apenas pediu mais prazo para cumprir o que já havia sido acordado em abril do ano passado, com intermediação do Ministério Público do Trabalho.
 
Segundo Oliveira, a categoria está “confiante” no resultado do julgamento. “A empresa está descumprindo 25% das cláusulas [do acordo coletivo firmado em abril de 2011] e basta o descumprimento de uma para tornar o movimento legal. Mas até que o julgamento aconteça, no dia 17, quem sofre é a população”, afirmou.
 
De acordo com o sindicalista, a greve tem entre 80% e 90% de adesão da categoria e apenas nove dos 24 trens do metrô estão funcionando em horário de pico.
 
O Metrô-DF diz que a greve não tem justificativa, uma vez que toda a pauta da categoria está sendo cumprida desde a última negociação. Além disso, afirma que não seria possível equiparação com outros servidores do GDF porque as atividades têm natureza diferente e fontes de pagamento distintas.Informações do G1.


LOTERIAS
Lotofácil terá três sorteios por semana
Da redação em 13/01/2012 19:27:24

A Caixa Econômica Federal (CEF) vai implementar, a partir de 7 de fevereiro deste ano, novas datas  para o sorteio da Lotofácil. Os sorteios serão realizados às segundas, quartas e sextas-feiras. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (13). A alteração começa a partir do concurso 712 da loteria, cujo sorteio será realizado no dia 8 de fevereiro. Atualmente, os sorteios da Lotofácil são feitos duas vezes por semana, às segundas-feiras e quintas-feiras.
 
Outra novidade é a criação de um concurso da loteria, que deve seguir o modelo da Mega da Virada e da Quina de São João. O nome do concurso será Lotofácil da Independência, a ser sorteado no mês de setembro de cada ano, com um prêmio composto por um percentual do valor destinado a prêmios nos concursos regulares da modalidade. O prêmio deste novo concurso não irá acumular.
 
A Caixa informou ainda que os apostadores da Lotofácil terão opções para as apostas “teimosinhas”. Poderão ser feitas apostas para 3, 6, 9 e 12 concursos consecutivos, além da opção de realização das apostas também com 16, 17 ou 18 números em um mesmo volante, pagando o preço proporcional à quantidade de números escolhidos.
 
Os preços das apostas são de R$ 1,25 para 15 números, R$ 20 para 16 marcações, R$ 170 para 17 e R$ 1.020 para 18 números. A decisão diz que serão consideradas vencedoras as apostas que contiverem 11, 12, 13, 14 e 15 prognósticos certos, independentemente da ordem de sorteio dos números.Informações do G1. 


ENTREVISTA TADEU FILIPPELLI
Apostando no otimismo
Da redação em 13/01/2012 18:36:09

Marcone Formiga, revista Brasília Em Dia

Como o governador Agnelo Queiroz, o seu ex-vice Tadeu Filipelli começou na vida pública pela Câmara Legislativa. Agnelo tem formação médica e Filipelli em engenharia. Um integra o PT, o outro o PMDB. Um ano depois de assumirem os gabinetes mais importantes no Palácio do Buriti, ambos estão em sintonia política e administrativa em tempo integral, com Filipelli manifestando a sua satisfação em estar na condição de vice-governador e afirma ter muita alegria em ser tratado com respeito, não vendo dessa forma qualquer motivo para desconforto.

Na terça-feira passada, assumindo o cargo de governador durante as férias de Agnelo Queiroz, Filipelli demonstrou que entre os dois prevalece o empenho em trabalhar em afinidade pelo Distrito Federal, ao contrário da litigância esperada pelos adversários. Naquela oportunidade, o peemedebista, demonstrando que estão afinados, afirmou:
“Tenho certeza que essas palavras trazem desespero a certo grupo de pessoas que apostavam que a gente não conseguiria fazer essa coligação”. Tadeu Filipelli ressaltou e reafirmou claramente a admiração que tem pelo governador. Durante a entrevista, o vice-governador lembrou como o novo governo encontrou o Palácio do Buriti: “Não existia uma obra em execução. As farmácias dos hospitais estavam simplesmente desabastecidas, chegando ao ponto de se registrar o maior número de ações na Justiça contra o governo para assegurar o atendimento médico, acrescentando mais de 70 registros no Cadin, com o governo inadimplente, que passou a ser limpo e pôde voltar a operar. Ele revelou, no decorrer da entrevista, que tem muito entusiasmo com esse momento propício vivido pelo país. Cada vez mais otimista com o Brasil e Brasília.

- Como é ser vice de Agnelo Queiroz?

- Ser vice de Agnelo Queiroz é um grande desafio. Primeiro, eu acho que a gente tem que ter a consciência de estar na condição de vice. Não cabe qualquer disputa de espaço, você estando no papel de vice. Se você perceber bem, essa com certeza é uma das primeiras entrevistas que a população de Brasília irá ler durante o primeiro ano de governo. Eu nunca disputei espaço na imprensa, em solenidades; tenho consciência da minha condição de vice e tenho também muita alegria em ser tratado com respeito nessa condição. Por ser respeitado nessa condição, não há motivo para qualquer tipo de desconforto. Tenho certeza que essas palavras trazem desespero a certo grupo de pessoas que apostavam que a gente não conseguiria fazer essa coligação.

- A coligação foi decisiva?

- Conseguida a coligação, tinham certeza de que nós não conseguiríamos o período eleitoral com trabalho das equipes nas ruas; conseguimos. Que nós perderíamos a eleição; ganhamos a eleição. Também que nós não conseguiríamos, nessa composição, formar o governo; formamos o governo. E que nós romperíamos ao longo do tempo, pela própria briga pelo espaço político, pelo espaço no governo. Estou dando uma demonstração clara e reafirmando a admiração que tenho pelo governador Agnelo.

- Quando existem crises sociais, administrativas, políticas, como os dois reagem?

- Olha, nós temos, sobretudo, um acordo, um compromisso entre nós - de clareza nas interlocuções. Sem isso, poderia provocar ou deixar uma intriga prosperar; esse seria um grande problema. Mas nós temos essa clareza do compromisso. Portanto, é muito comum, de vez em quando, a gente ter um minuto para recolhimento, uma conversa um pouco mais clara, um pouco mais precisa, porque da mesma forma que, às vezes, eu tenho uma angústia, ele também deve ter uma angústia em relação a nossa parceria. O melhor de tudo é sempre buscar, de momentos em momentos, afinar o diálogo. Acho que isso é muito saudável.

- Vocês conversam assim todo dia?

- Não o tanto que eu desejaria, e tenho certeza, também, que não é o tanto que ele desejaria. Mas é dentro da possibilidade, dentro daquilo que nos é permitido, tanto em relação à parte dele comigo, quanto da minha parte em relação a ele. Tenho certeza que os dois gostariam que as conversas fossem um pouco mais constantes.

- O governo chegou ao primeiro ano enfrentado dificuldades em 2011. Qual é a sua avaliação?


- No meu entendimento cada momento teve um grau próprio de dificuldade. No primeiro dia, por exemplo, encontramos documentos que registravam a suspensão daqueles serviços de manutenção da estrutura urbana do Distrito Federal. Todas as empresas de manutenção estavam sem contratos porque foram formalmente suspensos.

- Como assim?

- Foi um susto, sem dúvida! Não dava para entender porque aquilo estava acontecendo... As empresas formalmente afastadas dos contratos, com a desmobilização de suas estruturas, demitindo funcionários, desligando os equipamentos, desmontando a manutenção, ou seja, aquele foi um ponto de partida, um momento de apontar para uma direção de retomada, muito difícil.Existiam situações absurdas como, por exemplo, a de obras que faltavam apenas 10% ou 20% para serem concluídas, mas que estavam com os contratos vencidos porque não fizeram um simples aditivo de prazo. Tivemos que trilhar todo o caminho novamente: reconstruir um projeto, uma licitação, contratação e,finalmente, iniciar uma obra. Perdemos, no mínimo, seis meses só para sanear todos os fatos com o TCDF.

- Que providências foram tomadas? Isso implicou em que tipo de prejuízo?

- Tivemos que refazer licitações, atualizando preços e pagando nova implantação de canteiros de obras. Perdemos tempo e isso gera prejuízos para a população. No caso da EPTG, por exemplo, a cobrança da imprensa e dos usuários foi muito grande. Tínhamos que concluir uma obra, que não tinha sido totalmente executada, mas tinha sido entregue pelo governo anterior. Quatro licitações – grama, sinalização, drenagem e defensas metálicas – estavam paralisadas por determinação do Tribunal de Contas do DF. E são obras importantes, porque a grama garante a manutenção dos taludes e impede que a lama desça para a pista. Sinalizações verticais e horizontais são importantes para a segurança, assim com as defensas. E a drenagem garante a preservação da pista e evita alagamentos. No caso da grama, por exemplo, os jornais noticiaram, na época, que o governo anterior estava fazendo o plantio sem ter licitado a obra. Em todas as quatro, existiam questionamentos sobre a licitação. Diante dessa situação, tivemos que trilhar todo o caminho novamente: reconstruir um projeto, uma licitação, contratação e, finalmente, iniciar uma obra. Perdemos, no mínimo, seis meses só para sanear todos os fatos com o TCDF.

- Diante desses obstáculos, como o povo reagiu?

- Na minha concepção, cada momento do governo teve a sua angústia, com as dificuldades que tivemos de superar em 2011, que foi um ponto de partida. Eu tenho certeza que 2012 será a própria resposta para confirmar um balanço de trabalho daqui a um ano.

- A Copa do Mundo é uma das joias do governo?

Não precisa fazer pirotecnia mágica, embora eu não goste dessa palavra, porque não se trata de ‘achismo’, até porque, como engenheiro por formação, gosto de tudo preciso, efetivo e entendido. Na minha concepção, deve prevalecer sempre a clareza em algumas linhas principais de governo.

- Por exemplo.

- É inquestionável o que está se fazendo na saúde, mas mesmo assim surgem críticas. Fechamos o ano passado com 85 leitos a mais, com farmácias abastecidas e, mesmo assim, falam, “ah, mas tem tido problema”. Pode ser que falte um item ou outro, mas o desabastecimento geral como era antigamente... Da mesma forma o transporte público, que é outra vertente - saúde e transporte público.

- Afinal, a Câmara Distrital é um bem ou um mal para o Distrito Federal?

- Para começar, irei registrar que, pela primeira vez na história do DF, o governador e o vice-governador começaram a sua vida pública em Brasília, iniciando-se na política como deputados distritais. O governador Agnelo Queiroz e eu começamos como deputados, na Câmara Distrital, e agora eu sou seu vice. A nossa origem política, sem dúvida nenhuma, foi na Câmara Distrital.

- Mas foi rejeitada no começo. E agora como está o Legislativo diante da população?

- A Câmara Legislativa ainda provoca uma surpresa na população porque, na origem de Brasília, era comandada por algumas pessoas nomeadas pelo poder central. Falava-se em poder aqui, e se estranhava a chegada ao poder de alguma pessoa que começou o trabalho em alguma cidade-satélite, como, por exemplo, o agora governador Agnelo, no Gama, como outros deputados, que são oriundos das cidades-satélites. Acho, sem dúvida nenhuma, que se deve saudar a existência da Câmara.

- O que deve melhorar no Legislativo?

- Também no Executivo, não só a Câmara deve melhorar, até pelos anos de Brasília. Enquanto as outras cidades têm tradição política de muitas dezenas de anos, centenas, os brasilienses têm uma cultura política de 20 anos no máximo. É claro, lógico, que terá de amadurecer, cultivando, aprimorando esses fatos todos. O que não se deve é negar o exercício dessa democracia, e tenho a certeza que, em nenhuma hipótese, não gostaríamos de voltar ao passado de Brasília.

Não faz muito tempo, a imagem de Brasília era de uma ilha da fantasia, uma cidade de servidores públicos, mas o item ‘corrupção’ é o que mais pesa. O que fazer para acabar com essa versão de que Brasília é uma cidade corrupta?

- A primeira coisa que eu insisto, é que nós, moradores de Brasília, temos a obrigação de repreender esse estigma que querem construir em torno da capital da República. Até porque nós sabemos que aqui existe a Brasília da realidade.Nós que vivemos aqui, na nossa Brasília, somos pais de família, mães de família, empresários, trabalhadores que lutaram muito, deram o melhor de suas vidas para construir essa cidade. Eu nem considero o fato de ser a capital administrativa do país, porque se fosse isso o Rio de Janeiro estaria atendendo até hoje. Mas, eu vejo Brasília como a cidade que proporciona todo o desenvolvimento do centro do país.

- Qual é o potencial de Brasília, além de ser a capital do país?


- Essa nova fronteira de desenvolvimento do Centro-Oeste, esse novo momento da agricultura do país, ajudado pela Embrapa, tudo isso ajudou esse momento propício que nós podemos festejar. Portanto, eu entendo que, nós de Brasília, temos essa consciência de que vivemos a realidade. Agora, Brasília teve a infelicidade de ter essas dificuldades políticas. Dificuldades que eu acho que, em outros momentos, podem ter existido em outras partes do país, até em função da própria evolução do sistema de comunicação, do sistema de informação, etc.

- Brasília até parece ser estigmatizada em ser a capital...

- Hoje é feito de forma extremamente documentada, noticiada, divulgada, e acaba refletindo no país todo. Mas eu acho que as dificuldades que nós temos em Brasília, têm em qualquer unidade da federação. Brasília ecoa mais o noticiário, ecoa mais o que acontece e também é o centro da atenção do país todo por sediar aqui todo o segmento político e todos os poderes políticos. Mas eu tenho convicção de que Brasília não fica a dever a nenhuma unidade da federação e, aqui, existe uma Brasília muito real, que nós vemos há muitos anos e não só por estarmos bem em nosso lugar de origem, nós viemos apostando no momento do país e no momento até de nossas vidas.

- Como o senhor vê a vocação industrial da capital da República?

- Eu entendo que essa vocação industrial tem sido de forma até bem acertada. É simples ver que nessas áreas de incentivo de desenvolvimento econômico, desenvolvimento das indústrias, nós não estamos optando por indústrias que não sejam corretas do ponto de vista do aspecto ambiental. Nós estamos trazendo para Brasília diversas indústrias modernas, limpas. Estamos sediando, aqui em Brasília, do ponto de vista de desenvolvimento econômico, algumas séries de empresas, como o caso de parques de informática, principalmente na parte de software. Somos aqui a origem de várias grandes empresas de software do Brasil. Portanto, eu acho que estamos fazendo um tratamento dessa área de forma muito interessante, conseguindo, de certa forma, não mérito desse governo, mas mérito de sequência de ações ao longo da história. E afirmo o seguinte: a única coisa que lamento é que a cidade talvez pudesse se desenvolver muito mais se a gente explorasse um pouco mais a indústria do turismo.

- De que maneira?

- Por exemplo, se você pegar Washington, você não consegue caminhar uma quadra sem cruzar com uma excursão de algum lugar dos Estados Unidos, fazendo turismo cívico. E aqui em Brasília, nós poderíamos ser esse grande centro do turismo cívico do nosso país, por ser a capital de todos os brasileiros, por sediar aqui um verdadeiro museu a céu aberto, que é a arquitetura da capital do Brasil, desenvolver um pouco mais de turismo de eventos, apesar de a gente estar começando a dar demonstração de que isso a gente tem acertado. Basta olhar a agenda de reserva do centro de convenção e os projetos para a ampliação do centro de convenção e a possibilidade de outros centros particulares, portanto, eu acho que esse fato deveria ter um pouquinho mais de atenção, o turismo cívico, turismo de evento... Mas, essa eu acho que é uma indústria fantástica, cada conversão que é feita aqui, você move uma cadeia de cinquenta e quatro, cinquenta e cinco, cinquenta e oito atividades diferentes.
 
- Com o ano começando, haverá ou não a dança de cadeiras no Palácio do Buriti e nas Secretarias?

- Essa é a única conversa que eu não poderia ser a melhor fonte, até porque falei do cuidado na condição de vice e do respeito, da harmonia que tem nessa convivência com o governador Agnelo Queiroz. Seria extremamente descortês e indelicado, até porque, em alguns atos do governo, sempre defendi, sempre insisti muito com o governador Agnelo que tem ações e funções de Estado. Essas nunca poderiam ser discutidas em termos de uma construção de um entendimento político ou qualquer coisa assim. Construções que são de Estado, como a segurança, como a parte da Fazenda, como a parte da Saúde, etc...essas eu acho que não podem ser frutos ou formas de construir entendimentos políticos. Eu seria indelicado, seria descortês.

- Um ano depois, no Palácio do Buriti, uma nova administração, o que mudou?

-Não existia uma obra em execução. As farmácias dos hospitais estavam simplesmente desabastecidas, chegando ao ponto de se registrar o maior número de ações na Justiça contra o governo para assegurar o atendimento médico. O transporte público passava pelo pior momento da sua história. Hoje, não na velocidade que talvez a gente gostasse, também não na velocidade em que a sociedade gostaria que fosse, mas nós podemos fechar o ano em superávit, uma performance que, nos últimos quatro, cinco, oito anos, não tínhamos conseguido na história do Distrito Federal. Conseguimos limpar o nome do DF, recuperar todas as inadimplências que tinham durante o outro ano...

- Por exemplo.

- Mais de 70 registros no Cadin, com o governo inadimplente, que passou a ser limpo e poder voltar a operar. Podemos ver a cidade com a grama roçada, as árvores podadas, com a operação tapa-buraco, o lixo recolhido, todas as obras retomadas, exceto sete ou oito. A gente agora pode comemorar, com a realização dos encabeçamentos da EPIA e todos aqueles estrangulamentos da EPIA, que foram realizados na nossa gestão, neste governo, abertos ao trânsito sem qualquer tipo de festa. A EF5, aquele entroncamento com a Avenida das Nações, na L4 Sul, um belo acabamento, iluminada, com grama, com defensa, com tudo. A retomada do viaduto do Núcleo Bandeirantes, o início da ponte em Vicente Pires, um grande número de obras, mas, algumas já prontas para serem entregues, como vilas olímpicas e restaurantes comunitários.

- Engenheiro de formação, como o senhor optou pela política, valeu a pena?

- Hoje, nós somos a sexta economia do mundo, uma coisa que a gente não poderia imaginar. Aí você me diz “puxa vida, mas nós temos desigualdades sociais absurdas, uma distância muito grande das condições de vida, se comparadas a um país já consolidado como a Inglaterra, mas eu digo o seguinte: com essa situação que nós estamos, nós estamos conquistando uma condição de poder sentir indignação sobre determinadas situações, ou seja, poder reagir em determinadas condições que antes a gente nem poderia sentir-se indignado. Eu tenho um entusiasmo muito grande com esse momento propício, com esse momento mágico vivido pelo país. Também tenho uma alegria muito grande de estar vivendo esse momento, e tenho certeza de que foi equacionado o problema da inflação, mas não foi um decreto, não foi uma fórmula matemática, um pacto político.



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