À frente do Ministério dos Transportes na maior parte do governo Lula, Alfredo Nascimento não perdeu tempo e foi o número um da fila do primeiro escalão a receber o cargo no novo governo. Durante cerimônia realizada na noite de hoje, Nascimento afirmou que seu novo mandato priorizará investimentos em ferrovias e hidrovias. "Os investimentos mais ousados serão em ferrovias e hidrovias, mas é claro que as rodovias continuarão a ter atenção", disse.
Ele afirmou que a composição logística brasileira não é a mais correta pois, no passado, privilegiou-se investimento em estradas, que hoje representam 70% do escoamento da produção brasileira. Por isso, segundo o ministro, primeiro houve a necessidade de recuperação das rodovias. Hoje, de acordo com ele, 90% das estradas já estão em bom estado.
Nascimento disse que já conversou com a presidente Dilma Rousseff sobre o novo governo e recebeu recomendação especial de continuação das obras do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2). Ele relatou que não recebeu nenhuma orientação especial da nova presidente em relação às obras projetadas ou já iniciadas em Estados cujos municípios serão sede da Copa do Mundo. Mesmo assim, o ministro afirmou que, após tomar conhecimento de todos os projetos, conversará com cada um dos governadores.
O ministro disse que o trem-bala não foi assunto tratado com a presidente e que ele não está a par dos detalhes mais recentes do projeto, mas que a expectativa é de que o leilão da concessão seja realizado em abril.
Entre os presentes à cerimônia estavam o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), e o novo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que dividirá com Nascimento o mesmo prédio.
Presidente nacional do Partido da República (PR), esta é a terceira vez que Nascimento ficará responsável pela Pasta dos Transportes e terá, mais do que nunca, que sanar problemas de infraestrutura do País com a proximidade da Copa do Mundo no Brasil, em 2014, e das Olimpíadas no Rio, em 2016.
Por conta desses eventos, o ministério é uma pasta chave na próxima administração. É uma das que contam com um maior número de recursos e também a que está na dianteira dos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Caberá ao Ministério também monitorar de perto o andamento do projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV) - o trem-bala que ligará São Paulo a Campinas e o Rio de Janeiro. O leilão, que estava marcado para o dia 16 do mês passado foi adiado para 29 de abril pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O objetivo da postergação foi o de aumentar a concorrência, que, por enquanto, já recebeu a sinalização de interesse por quatro grupos empresariais, além dos coreanos.
Nascimento aceitou o convite para ser responsável pelo ministério pela primeira vez em março de 2004, quando renunciou ao mandato de prefeito de Manaus. Ele deixou a pasta dois anos depois para concorrer, pelo Amazonas, ao Senado e voltou aos Transportes entre 2007 e 2010, quando vários ministros abandonaram seus cargos para disputarem vagas eletivas. Nascimento optou pelo governo do Estado do Amazonas. Com a eleição perdida para Omar Aziz (PMN), ele aceitou o convite de Dilma. Informações da Agência Estado.
MARIÂNGELA GALLUCCI E EUGÊNIA LOPES - Agência Estado
Afastada da Casa Civil sob suspeita de envolvimento e montagem de um esquema de lobby dentro do Palácio do Planalto, a ex-ministra Erenice Guerra ressurgiu hoje na cerimônia de posse da presidente Dilma Rousseff. Toda de preto, com uma saia esvoaçante e uma bolsa vermelha, Erenice ficou na ala destinada a convidados especiais - e não a de ex-ministros de Estados - e foi efusivamente cumprimentada pela nova presidente da República.
Acompanhada do marido José Roberto Camargo Campos, Erenice recebeu um longo abraço de Dilma, com direito beijo, mão na cintura e tapinhas no ombro. Ao fim, depois de tirar foto ao lado da presidente e do marido, Erenice acariciou a faixa presidencial. Assim como os filhos da ex-ministra, José Roberto também é suspeito de tráfico de influência na época em que era diretor de uma empresa de comunicações.
Quando deixou a Casa Civil no início de abril de 2010 para disputar a Presidência da República, Dilma indicou Erenice para ocupar sua vaga. As duas trabalharam juntas praticamente durante todos os dois governos de Luiz Inácio Lula da Silva, primeiro no Ministério das Minas e Energia e, mais tarde, na Casa Civil.
Dilma conheceu Erenice durante a formação do primeiro governo Lula. Desde então ficaram amigas. Antes das eleições de outubro, Erenice acabou sendo obrigada a sair do governo diante da suspeita de envolvimento em esquema de lobby. Antes das denúncias, ela era apontada como presença certa no governo de Dilma.
Ao discursar após ser empossado em solenidade na Assembleia Legislativa no final da manhã deste sábado (1), o novo governador do Estado de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), prometeu que seu terceiro mandato vai ser ágil em recuperar a autoestima dos goianos e "os anos perdidos" de desenvolvimento.
"O caminho que escolhemos é o da gestão planejada, com a modernização permanente do aparelho de Estado¿, afirmou o governador, que prometeu governar em cima de metas determinadas, "ser duro" com a corrupção, valorizar os funcionários públicos e adotar a meritocracia na gestão. O tucano ressaltou ainda que vai promover investimentos em infraestrutura, como na ampliação e conservação da malha viária estadual, e também na saúde e educação.
Transmissão Marconi criticou o governo do antecessor Alcides Rodrigues (PP), que não estava presente na cerimônia. "Acabou o tempo da preguiça e da dissimulação no governo", disparou. Na primeira entrevista coletiva concedida no novo cargo, após receber a faixa de governador das mãos do ex-vice governador Ademir Menezes (PR), Marconi deixou claro que ficou decepcionado por não ter recebido o cargo diretamente do ex-governador, que decidiu não participar da cerimônia. Segundo Marconi, com a atitude, Alcides demonstrou "falta de espírito republicano e democrático". Informações do Terra.
O ex-governador e senador eleito Aécio Neves (PSDB) demonstrou neste sábado (1º) confiança em um bom mandato de seu sucessor no governo de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB). Em entrevista após a cerimônia de posse na Assembleia Legislativa do Estado, Aécio disse que Anastasia fará um governo melhor que o seu e que deixa o cargo com a consciência tranquila de que cumpriu seu dever.
"O governador Anastasia fará um governo ainda melhor do que o meu, porque ele já parte de um patamar do ponto de vista organizacional do Estado muito mais elevado e já com crescimento econômico várias vezes acima daquela que tínhamos em 2003", afirmou o ex-governador. Declarando estar emocionado após oito anos à frente do governo estadual, Aécio ainda disse que o apoio a Anastasia foi a forma de agradecer ao povo mineiro.
"Deixo esse meu período de governo com a consciência absolutamente tranquila de que cumpri o meu dever para com todos os mineiros. A forma de agradecer a eles foi essa: apoiar alguém que possa dar continuidade e avançar ainda mais do que eu pude nesses últimos oito anos."
Questionado sobre os rumos do governo Dilma Rousseff, Aécio elogiou a indicação do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT) para a pasta de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, mas alfinetou a escolha ministerial da petista, que não privilegiou os mineiros na composição do governo.
"Vejo que Minas, do ponto de vista político, ficou excluída do atual governo. Eu espero que isso não signifique exclusão dos investimentos que nós precisamos ter em Minas", concluiu. O ex-governador toma posse no Senado no dia 1º de fevereiro e já é apontado como uma das principais lideranças da oposição ao governo Dilma Rousseff no Congresso Nacional. Informações do Terra.
Advogada, ex-candidata a miss e 42 anos mais nova
que o marido. Enquanto a primeira presidenta do Brasil discursava e
participava das solenidades de posse e recebia faixa do agora
ex-presidente Lula, outra mulher chamou atenção. A bela Marcela Tedeschi
Temer, esposa do vice-presidente Michel Temer, atraiu os olhares e
despertou a curiosidade dos que assistiam à cerimônia.
Temer se casou com Marcela em 26 de julho de 2003 em cerimônia discreta,
para apenas 12 convidados, após menos de um ano de namoro. A jovem,
então com 20 anos, prestaria vestibular para Direito e conheceu o novo vice-presidente da República em uma convenção em Paulínia.
Na época, Michel Temer contou que o tio e a mãe de Marcela, que a
acompanhavam na ocasião, pediram para tirar fotos com o político. Temer
pediu então o telefone da jovem. Após diversos encontros, jantares e
viagens, pediu a mão da moça em casamento. Juntos há sete anos, o casal tem um filho, Michelzinho, de dois anos.
Marcela e Michel Temer durante a posse de Dilma: a esposa do vice atraiu todos os olhares | Foto: Divulgação
Jovem de classe média do interior paulista, Marcela Tedeschi sempre gostou do mundo do glamour, da moda e das misses. Filha de um microempresário e de uma
dona de casa, começou a trabalhar em 2002 como recepcionista de um
jornal da cidade de Paulínia, a 126 km de São Paulo. Alta, magra e
bonita, a jovem alimentava o sonho de ser modelo. Convidada pelo dono do
jornal e organizador de concursos de beleza, Marcela disputou naquele
ano o título de miss Paulínia e terminou com o segundo lugar. Pouco
tempo depois, tentou o miss Campinas, do qual saiu vitoriosa, com uma
das 32 vagas para disputar o Miss São Paulo. Foi vice-campeã, mais uma
vez.
Pouco tempo depois, conheceu Temer, na época com 61 anos, deputado
federal e presidente do PMDB. Por causa da relação com o peemedebista,
que já dura sete anos, Marcela deixou o sonho de ser modelo de lado.
Desde então, sua marca tem sido a discrição. Registros da agora
vice-primeira-dama só são feitos em eventos aos quais comparece
acompanhando o marido.
Parte dos registros que existem de Marcela em sua época de miss o casal quer adquirir. A assessoria de Temer tenta comprar em Paulínia 17 fotos dela. Em uma das imagens, ela aparece num maiô comportado, traje típico das misses.
A presidente da República, Dilma Rousseff, afirmou em seu discurso de
posse, neste sábado (1º), no Congresso Nacional, que "a luta mais
obstinada" do novo governo será "a erradicação da pobreza extrema e a
criação de oportunidades para todos". "Não vou descansar enquanto houver
brasileiros sem alimentos à mesa", declarou.
Antes, no início da fala de cerca de 40 minutos pontuada por alguns
momentos de emoção, a presidente disse que terá como "compromisso
supremo" durante o mandato "honrar as mulheres, proteger os mais frágeis
e governar para todos".
Ela reafirmou a defesa da liberdade de culto e de imprensa, disse que a
corrupção "será combatida permanentemente" e que estende a mão aos
partidos de oposição. "A partir deste momento, sou a presidente de
todos os brasileiros", declarou. Ao pronunciar essa frase, com a voz
embargada, Dilma se emocionou, sem chegar a chorar, e recebeu aplausos.
Dilma também fez menção aos companheiros de militância de esquerda nos
anos de regime militar: "Divido com companheiros de luta que tombaram no
caminho essa conquista e rendo a eles minha homenagem."
Mulheres, Lula e Alencar Dilma abriu o discurso saudando as autoridades presentes e em seguida
destacando a condição de mulher. "Pela primeira vez, a faixa
presidencial cingirá o ombro de uma mulher", afirmou, interrompida por
aplausos.
A presidente disse que a eleição dela significou "abrir portas para que
muitas outras mulheres, no futuro, possam ser presidentas".
Em seguida, agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem
sucede, e prestou uma homenagem "ao nosso querido vice-presidente José
Alencar", que, internado em um hospital de São Paulo, não compareceu à
posse.
Sobre Lula, disse que é o "presidente que mudou a forma de governar e
levou o povo brasileiro a confiar no futuro". Sobre Alencar, afirmou que
é um "exemplo de coragem e amor à vida".
Economia Dilma abordou o momento econômico pelo qual passa o país, afirmando que
"vivemos um dos melhores períodos da vida nacional", destacando o fim
de "um longo período de dependência do FMI [Fundo Monetário
Internacional]".
"Reduzimos a nossa dívida social, resgatando milhares de brasileiros da
tragédia da miséria e ajudando outros a alcançar a classe média, mas
sempre é preciso buscar mais", declarou. "Só assim poderemos provar aos
que lutam para sair da miséria, que, com a ajuda do governo, eles podem
deixar a miséria."
A presidente destacou a necessidade de reformas "para fazer avançar
nossa jovem democracia, fortalecer o sentido programático dos partidos e
fortalecer as instituições".
Segundo ela, "para dar longevidade" ao crescimento, será necessário
manter a estabilidade de preços. Para a presidente, é "inadiável" um
conjunto de medidas que modernize o sistema tributário, orientado pelo
princípio da simplificação e da racionalidade. "O uso intensivo da
tecnologia da informação deve estar a serviço de um sistema de
progressiva eficiência e elevado respeito ao contribuinte", disse.
Ela defendeu a valorização do parque industrial brasileiro e o estímulo
à exportação. "O apoio aos grandes exportadores não é incompatível com a
agricultura familiar e as pequena empresas", afirmou.
Sobre as disputas comerciais com outros países, afirmou que o governo
dela não tolerará o protecionismo. "Não faremos a menor concessão ao
protecionismo dos países ricos", declarou. As informações são do G1.
Copa e Olimpíada De acordo com a presidente eleita, os investimentos previstos para a
Copa do Mundo de 2014 e para as Olimpíadas de 2016 serão feitos com o
objetivo de gerar "ganhos permanentes". "É preciso melhorar o transporte
aéreo para a Copa e os Jogos Olímpicos", exemplificou.
Educação Ao falar de educação, Dilma procurou valorizar a figura do professor.
Disse que só existirá ensino de qualidade "se professores forem tratados
como as verdadeiras autoridades da educação, com formação continuada,
remuneração adequada e sólidos compromissos com a educação dos jovens".
Ela também destacou que pretende acelerar a criação de "milhares" de
vagas e estender a experiência do ProUni para o ensino médio e
profissionalizante.
"Nas últimas décadas o Brasil universalizou o ensino fundamental, mas é preciso melhorar a qualidade", afirmou.
Saúde Dilma afirmou que acompanhará "pessoalmente" as ações do governo na área de saúde.
"Vou usar a força do governo federal para acompanhar a qualidade do
serviço prestado", declarou a presidente, que anunciou que fará
parcerias com o setor privado.
Segurança Dilma destacou no discurso o exemplo das ações nas favelas do Rio de
Janeiro ao falar sobre segurança. "O estado do Rio mostrou o quanto é
importante a ação coordenada das forças de segurança", afirmou.
Ela afirmou que buscará maior capacitação em inteligência e controle
das fronteiras e reiterou o compromisso de campanha do combate às
drogas, principalmente o crack, "que aflige muitas famílias
brasileiras".
Pré-sal Sobre as descobertas das jazidas de petróleo na camada pré-sal, afirmou
que terá "a responsabilidade de transformar a riqueza de pré-sal em
poupança de longo prazo".
"Estamos vivendo apenas o início de uma nova era. Pela primeira vez o
Brasil vê a chance de se tornar uma nação desenvolvida", disse.
Cultura "Vamos investir em cultura, ampliando a produção e o consumo em todas
as regiões, expandindo a exportação de nossa música e literatura."
Meio ambiente "Considero uma missão sagrada do Brasil mostrar ao mundo que é possível
crescer aceleradamente sem destruir o meio ambiente. Seremos os
campeões mundiais de energia limpa, o etanol e as energias alternativas
terão grande estímulo."
Política externa "Nossa política externa estará baseada nos valores clássicos da
diplomacia brasileira, entre eles a defesa dos direitos humanos e do
multilateralismo."
Guimarães Rosa A presidente encerrou o discurso fazendo referência a trecho de um poema do - como ela - mineiro Guimarães Rosa:
"O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem."
Renato Alves e Naira Trindade, Correio Braziliense
O novo governador do Distrito Federal (GDF), Agnelo Queiroz (PT), acaba de assinar seus cinco primeiros decretos. Os mais importantes são o que decreta situação de emergência na saúde pública e outro que exonera os mais de 15 mil ocupantes de cargos comissionados (sem concurso). O recém-empossado secretário de Saúde do DF, Rafael Barbosa, anunciou as medida no meio da tarde deste sábado (1/1). Com a situação de emergência, haverá recursos materiais e humanos à disposição da Secretaria de Saúde para que a burocracia não atrapalhe as ações prioritárias.
Com isso, será possível fazer, por exemplo, remanejamento de servidores, contratos emergenciais e reposição de recursos orçamentários. O GDF também poderá comprar medicamentos e equipamentos sem licitação. Horas antes, na solenidade, Agnelo Queiroz afirmou "estabelecer a ordem no atendimento médico" na capital da República nos 100 primeiros dias de sua administração. Ele anunciou que colocará em funcionamento as quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), já construídas.
Elas ficam em Samambaia, São Sebastião, Recanto das Emas e Núcleo Bandeirante. "Vamos equipar os espaços e iniciar o atendimento à população. Com isso, pretendemos desafogar os hospitais", afirmou Agnelo, sem precisar data.
O novo governador acrescentou que serão construídas outras 10 UPAs neste ano, além da criação de leitos intermediários de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). "A situação da saúde em nossas cidades, maior exemplo do estado lamentável dos nossos serviços públicos, adverte-me duramente para uma verdade inescapável: não temos o direito de desperdiçar sequer um centavo do orçamento", ressaltou.
Demissão em massa A demissão em massa dos comissionados já havia sido antecipado pelo Correio Braziliense na edição impressa de 27 de janeiro último. Ao todo, por meio do decreto, Agnelo exonera 95% dos 18,5 mil servidores comissionados de uma tacada só.
As exceções ficarão por conta de quem tem função vital, de chefia ou atendimento direto ao público, que não possa ficar acéfala por alguns dias. Caso, por exemplo, de cargos em hospitais. Mas, com as demissões em bloco, Agnelo ficará livre para escolher quem permanece a serviço do novo governo.
É uma espécie de pente-fino para tirar da máquina funcionários fantasmas, improdutivos ou muito ligados às gestões anteriores, de Joaquim Roriz (PSC), José Roberto Arruda (sem partido) e Rogério Rosso (PMDB).
Estrutura administrativa Dois dos outros três decretos assinados por Agnelo nesta tarde tratam da sua equipe de governo. Um deles traz a nomeação de todos os secretários de Estado empossados hoje. Outro cria a estrutura das secretarias, com a quantidade e nomenclatura das funções comissionadas.
O quinto decreto diz respeito à licitações já em andamento. Agnelo deu um prazo de mais cinco dias úteis para conclusão das concorrências públicas iniciadas no governo tampão de Rogério Rosso.
Em entrevista coletiva realizada após a solenidade de transmissão de cargos, no Palácio do Buriti, Agnelo Queiroz anunciou ações de limpeza em diversas áreas da cidade, e garantiu que a saúde será reforçada, emergencialmente, nos próximos 100 dias.
Segundo Agnelo, as quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPA) do Distrito Federal devem entrar logo em funcionamento, em Samambaia, São Sebastião, Recanto das Emas e Núcleo Bandeirante. “Vamos equipar os espaços e iniciar o atendimento à população. Com isso, pretendemos desafogar os hospitais”, observou. O novo governador ainda acrescentou que serão construídas outras 10 UPAs durante este ano, além da criação de leitos intermediários de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Quanto à limpeza da capital, os trabalhos começam a partir deste domingo (2). O Buraco do Tatu, que liga o Eixão Sul ao Eixão Norte, na região central de Brasília, será o primeiro local a receber o mutirão da limpeza. Logo depois, os trabalhos seguem para Rodoviária do Plano Piloto e vias e avenidas da cidade.
Para finalizar, Agnelo ressaltou a importância da transparência em sua gestão. “Será à base da nossa administração. Vamos ser transparentes e radicais. Não vamos admitir irregularidades”, finalizou.Informações da Agência Brasília
A cerimônia de posse do governador Siqueira Campos (PSDB), no Tocantins, foi marcada por uma desavença entre o tucano e o ex-governador Carlos Gaguim (PMDB), de quem foi adversário nas eleições deste ano. Gaguim deixou de transmitir a faixa de governador ao sucessor e a largou com um cinegrafista de uma TV local, abandonando a cerimônia.
Segundo a assessoria de Siqueira Campos, o ex-governador não cumpriu o combinado e se recusou a entregar a faixa no parlatório em frente ao Palácio do Governo, onde Campos o aguardava. Já Gaguim, em entrevista ao Portal CT, afirmou que foi orientado a permanecer em frente à porta do palácio e não subir ao parlatório.
O ex-governador disse ainda que ficou quase duas horas esperando por nova orientação do cerimonial, mas cansou de esperar e deixou a faixa com um cinegrafista, saindo da cerimônia para embarcar para Brasília e acompanhar a posse de Dilma Rousseff.
Na falta da faixa oficial, Siqueira Campos vestiu uma faixa entregue por alunos de um programa de contraturno escolar mantido pelo governo do Estado. A Folha ligou para o celular de Gaguim, mas a ligação caiu na caixa postal. Siqueira Campos foi eleito governador no primeiro turno, com uma votação apertada: teve 50,52% dos votos válidos, contra 49,48% de Gaguim. Informações da Folha.com
O governador eleito de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), tomou posse na manhã deste sábado (1º) na Assembleia Legislativa do estado, em Recife. A cerimônia durou perto de uma hora. O governador seguirá para Brasília, onde participará da posse da presidente eleita, Dilma Rousseff.
Campos é presidente nacional do PSB, partido que, nestas eleições, abriu mão de lançar a candidatura do ex-ministro e deputado federal Ciro Gomes à Presidência da República. Com a decisão, o PSB aderiu à campanha da petista Dilma Rousseff ao Palácio do Planalto.
Com o resultado da eleição em Pernambuco, o grupo político de Vasconcelos sofreu a segunda derrota no estado. Em 2006, Eduardo Campos concorreu com Mendonça Filho (DEM), que havia sido vice-governador de Jarbas entre 2003 a 2006.
Trajetória Aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem foi ministro da Ciência e Tecnologia, Campos é neto de Miguel Arraes, três vezes governador de Pernambuco. Ele nasceu em 10 de agosto de 1965, em Recife. É casado e tem quatro filhos.
O governador iniciou a vida política na universidade, como presidente do diretório acadêmico do curso de Economia, em 1985. No ano seguinte, ingressou na campanha do avô ao governo do estado e, com a vitória de Arraes, assumiu a chefia de gabinete do governador. Foi eleito para o primeiro cargo público – deputado estadual - em 1990, quando ingressou no PSB. Em 1994, elegeu-se deputado federal, reeleito em 1998 e 2002.Em 2003, quando Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a Presidência da República pela primeira vez, Campos foi nomeado ministro da Ciência e Tecnologia. Em 2005, assumiu a presidência do PSB.Informações do G1.
O governador reeleito de Sergipe, Marcelo Déda (PT), tomou posse na manhã deste sábado (1º) na Assembleia Legislativa do estado, em Aracaju. Durante o discurso, ele prometeu aprofundar o processo de inclusão social no estado. "Continuarei a orientar o meu governo para as diretrizes estratégicas da inclusão social, da redução das desigualdades, da erradicação da miséria, da defesa do meio ambiente, da socialização do conhecimento e da universalização dos direitos e da cidadania", disse.
No discurso de posse, Déda afirmou que "a ética pública é um imperativo irrenunciável; que as ações governamentais devem priorizar os mais pobres; que não há crescimento legítimo sem justiça social; que o estado de Sergipe é viável e que o seu povo tem o direito de construir uma vida melhor". Após a cerimônia, Marcelo Déda e o vice-governador, Jackson Barreto, saudaram, da sacada do Palácio-Museu Olímpio Campos, os cidadãos que acompanhavam a posse na área externa do prédio.
O petista Marcelo Déda é formado em direito. Começou a militância no movimento estudantil e tinha 21 anos quando se filiou ao PT. Já foi deputado estadual, deputado federal por dois mandatos e prefeito de Aracaju. Foi eleito governador de Sergipe em 2006. Após a cerimônia, Marcelo Déda embarca para Brasília para participar da posse da presidente eleita, Dilma Rousseff. Informações do G1.
Foi empossado no fim da manhã deste sábado o
governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). Em discurso na
Câmara Legislativa, ele prometeu virar a página dos escândalos de
corrupção que atingiram Brasília no último ano e tirar o DF do que
chamou de "caos" administrativo.
- Não é aceitável que a capital federal seja percebida como
sinônimo de corrupção, falcatruas e negociatas. Não é aceitável que uma
cidade que nasceu para ser modelo seja hoje motivo de achincalhe e piada
nacional - afirmou.
-Meu compromisso é com a ética, a transparência a seriedade nos gastos públicos - completou.
Agnelo procurou sinalizar aos adversários que seu governo não
será de revanche e que a partir de hoje é o governador "de todo o DF".
- Saber conviver com adversários é da natureza da política
" Não é aceitável que uma cidade que nasceu para ser modelo seja hoje motivo de achincalhe e piada nacional "
O governador prometeu restabelecer a normalidade no atendimento de saúde no DF, que enfrenta uma crise.
Agnelo segue agora para o Palácio Buriti, onde ocorre a transmissão de cargo.
Agnelo Queiroz (PT) foi empossado pelo deputado distrital
Patrício (PT), o único componente da mesa diretora que se reelegeu nas
eleições de 2010. O novo governador segue agora para o Palácio do Buriti
onde o atual governador, Rogério Rosso, transmite o cargo.
Na véspera da posse, em entrevista ao DFTV, Agnelo Queiroz, disse
que é preciso fazer um enxugamento nas contas do GDF e prometeu reduzir
em 50% o número de cargos comissionados, além de privilegiar o servidor
concursado.
- Nós estamos com a economia extremamente desequilibrada. Estamos
no limite máximo da Lei de Responsabilidade Fiscal. Portanto, não
podemos dar aumentos. Para honrar os compromissos e fazer os
investimentos que a cidade precisa, é necessário cortar gastos e
aumentar a receita - afirmou.
" Saber conviver com adversários é da natureza da política "
Segundo o novo governador, o primeiro ato de seu governo será cuidar
do sistema de saúde do Distrito Federal. Será anunciada a contratação
de pessoal para as equipes do programa Saúde na Família.
- A situação da saúde é dramática. Vamos tomar medidas
emergenciais, como recomposição de equipamentos, pequenas obras,
liberação de centros cirúrgicos, melhoraria da estrutura dos
prontos-socorros - disse.
Ainda segundo Agnelo, serão construídas dez UPAs. E as quatro que já estão prontas serão restauradas.
- Nossa intenção é colocar essas 14 UPAs em funcionamento antes
de completar seis messes de governo. Atendendo a saúde básica e
diminuindo o fluxo dos hospitais.
Para a Administração do Núcleo Bandeirante, foi anunciado o nome
do publicitário Bruno Bierrenbach. No Lago Norte, o cientista político
Marcos Woortman, do PDT. No Itapoã, foi nomeado o líder comunitário
Gesiel Miguel da Silva. No Varjão, José Maria dos Santos, também líder
comunitário.
Para o Jardim Botânico, César Lacerda, do PMDB. Na Administração
do Recanto das Emas, a professora Izaudete Abrantes. Para o Riacho Fundo
I, Arthur da Cunha Nogueira, do PTB. Riacho Fundo II, Geralda Godinho,
ex-presidente do Sindicato dos Comerciários. No SIA, foi nomeado Saulo
de Oliveira Duarte, do PR. Em Sobradinho II, o administrador será o
policial civil Hamilton da Cunha. E para o Sudoeste e a Octogonal, foi
anunciado o nome de Marcelo Siciliano.
A presidente eleita Dima Rousseff teve uma manhã movimentada neste sábado (1º), horas antes de receber a faixa presidencial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela passou a manhã na Granja do Torto, residência oficial da presidente eleita durante o período de transição. Recebeu assessores, maquiadora e ganhou buquês de flores.
A maquiadora de Dilma foi uma das primeiras a chegar no local, por volta das 8h30. Antes dela, somente Anderson Dorneles, assessor pessoal da presidente eleita, havia chegado à residência.Dilma também recebeu um buquê de flores brancas entregue por duas mulheres na Granja do Torto, residência oficial da presidente eleita durante o período de transição.
Segundo as mulheres, a homenagem foi feita pelo predente de uma empresa de telefonia. O nome do remetente não foi divulgado.No final da manhã, 12 policiais - seis homens e seis mulheres - que vão escoltar Dilma durante a posse chegaram à Granja do Torto.Uma delas, Angélica Borges, de Catalão (GO), aproveitou o tempo livre antes do início da cerimônia para passar batom.
"Embaixo do capacete, todo mundo é igual. O batom é a nossa segunda arma", disse.Ela contou que as batedoras costumam subir a viseira do capacete para mostrar ao público que estão com batom.
Família Dilma permaneceu na Granja acompanhada da filha Paula, do neto Gabriel, do genro Rafael, da mãe Dilma Jane e da tia Arilda. A saída da presidente eleita para a cerimônia de posse está prevista para as 14h.
Os motoristas e os policiais federais que vão fazer a segurança da presidente eleita também já estão na residência. Cães farejadores foram usados por eles para fazer uma espécie de varredura no carro que será utilizado para o deslocamento da presidente eleita.
Os animais chegaram em um carro da Polícia Federal. Seguranças da filha de Dilma, que vai desfilar com a presidente eleita em carro aberto na Esplanada dos Ministério, também entraram no local. A presidente eleita passou a noite de Réveillon com a família na Granja do Torto, apenas na companhia de familiares.
Antes da festa, Dilma recebeu a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para a noite deste sábado, a equipe de limpeza da Granja recebeu orientações para limpar a churrasqueira. Após o coquetel que será oferecido aos chefes de estado no Palácio do Itamaraty, Dilma deve receber os familiares e amigos mais próximos com um churrasco na Granja.iInformações do G1.
A governadora reeleita do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), tomou posse
na madrugada deste sábado (1º) na Assembleia Legislativa do estado, em
São Luís.
Roseana Sarney é empossada governadora do Maranhão (Foto: Artur dos Reis/Divulgação)
A cerimônia foi realizada na madrugada para que Roseana pudesse
participar da posse de Dilma Rousseff como presidente da República em
Brasília. O evento começou por volta de 0h30 (1h30 no horãrio de
Brasília).
Após ser empossada, Roseana nomeou os secretários de estado em ato coletivo.
“Eu entrego a todos os maranhenses e aos brasileiros que escolheram a
nossa terra para viver e trabalhar, o estado do Maranhão. Confiança no
futuro, credibilidade, honestidade e muito trabalho são marcas da minha
administração. Farei o melhor governo da minha vida”, afirmou a
governadora durante o pronunciamento, de acordo com a agência oficial de
notícias de estado.
Trajetória Formada em sociologia na Universidade de Brasília, Roseana foi eleita
duas vezes governadora, em 1994 e em 1998. Em 2002, foi eleita senadora
pelo PMDB e escolhida líder do governo no Congresso Nacional.
No final de 2009, Roseana foi condenada pela Justiça Eleitoral por
desvirtuar publicidade institucional para fazer campanha antecipada. Com
base na Lei da Ficha Limpa, o candidato a deputado estadual Anderson
Lago (PSDB-MA) pediu ao Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão a
impugnação da candidatura de Roseana. O tribunal negou o pedido e a
decisão foi mantida pelo ministro do TSE Hamilton Carvalhido.
Com a posse de Roseana no Maranhão, a família Sarney volta ao governo
pelo voto popular, depois de perder as eleições em 2006. Aliada do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a governadora nasceu em 1º de
junho de 1953, na capital do Maranhão, São Luís. Ela é casada e não tem
filhos. Informações do G1