
Crise europeia leva Bovespa a cair 3,21%, a maior baixa em 8 meses
Da redação em 15/05/2012 01:05:44
Na onda de pânico provocada pelo impasse político na Grécia, os mercados financeiros perderam na segunda-feira US$ 703 bilhões em valor de mercado pelo mundo. E a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrou a maior queda entre as principais bolsas, influenciada pelos preços menores das commodities. O Ibovespa, seu principal índice, caiu 3,21%, aos 57.604 pontos, a maior queda em quase oito meses. No ano, o Ibovespa registra agora uma alta de apenas 1,38%, apagando quase todos os ganhos dos investidores do começo do ano, quando chegou a acumular avanço de 20%.
— O mercado acredita cada vez mais na saída da Grécia da zona do euro. Quem comprou ações em janeiro e fevereiro, portanto, está se desfazendo da aplicação. Isso não apenas aqui, mas nos emergentes em geral — disse Hersz Ferman, gestor da Yield Capital.
Em Wall Street, o Dow Jones recuou 0,98% e o Nasdaq, 1,06%. Na Europa, as perdas foram intensas em Londres (1,97%), Paris (2,29%), Frankfurt (1,94%) e Madri (2,66%).
Ontem, somente dois dos 68 papéis que compõem o Ibovespa fecharam em alta. O destaque de perdas ficou para a Brookfield ON (ordinária, com direito a voto), que derreteu 14,87%, a R$ 4,18, após divulgar balanço com uma queda de 94% no lucro líquido no primeiro trimestre, para R$ 4 milhões. Com a queda das commodities nos mercados externos, também recuaram os papéis preferenciais (PN, sem voto) da Petrobras (2,22%, aos R$ 18,90) e PNA da Vale (1,68%, a R$ 37,36).
Segundo operadores, os estrangeiros lideraram novamente as vendas de ações na Bolsa. Os clientes da corretora JPMorgan fizeram vendas líquidas de R$ 140 milhões.
Para José Francisco Cataldo, da Ágora Corretora, a percepção da crise aumentou e os mercados devem entrar num período de maior volatilidade.Informações de O Globo.
ECONOMIA
Dólar cruza a barreira dos R$ 2 e ameaça a inflação
Da redação em 15/05/2012 01:01:55
Bruno Villas Bôas, Gabriela Valente e Martha Beck, O Globo
Sob o clima de pânico que tomou conta dos mercados financeiros internacionais, o dólar comercial cruzou ontem a importante barreira de R$ 2 pela primeira vez em quase três anos. O temor da saída da Grécia da zona do euro, além da derrota do partido da chanceler Angela Merkel nas eleições regionais alemães, levou o câmbio a ser negociado a R$ 2,003 no meio da tarde de ontem, antes de fechar a R$ 1,990, numa alta de 1,74%, o maior valor desde 10 de julho de 2009. Com a rápida escalada, o câmbio passou a acumular uma valorização de 6,47% frente ao real neste ano, o maior avanço entre as 16 principais moedas do mundo. Economistas manifestam uma preocupação crescente com o câmbio, o que pode ter impactos sobre a inflação e a política de corte de juros. E questionam se o governo brasileiro e o Banco Central (BC) não podem ter ido longe demais em suas intervenções na cotação da moeda em março e abril.
Ontem, o dólar comercial valorizou-se no mundo inteiro. A moeda americana avançou frente à coroa sueca (1,41%), ao rand sul-africano (1,37%) e ao peso mexicano (1,18%). Mas o avanço foi maior em relação ao real. Segundo Nathan Blanche, especialista de câmbio da Tendências Consultoria, isso seria resultado da “muralha” criada contra a entrada de dólares no país, por meio de medidas como o aumento o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
— Quando o governo parou de intervir no câmbio, a moeda estava em R$ 1,90. O mercado entendeu que esse era o patamar que o governo queria a moeda. O dólar está agora a R$ 2. A impressão é, portanto, de um barco sem leme — diz Blanche.
Sinal de alerta entre técnicos do governo
Já Sidnei Nehme, analista da NGO Corretora, avalia que o governo alardeou uma “guerra cambial” que pode não se confirmar e levar o dólar a R$ 2,20 nos próximos meses.
— Para conter o dólar, o governo precisaria agora rever suas intervenções, o que significaria desmentir a “guerra cambial”, a “enxurrada” e o “tsunami”. Isso teria um preço politico desgastante perante a comunidade financeira mundial.
Segundo Eduardo Velho, economista-chefe da Prosper Corretora, mesmo com esse eventual desgaste, o governo precisa intervir no dólar para impedir os impactos sobre inflação. Ele cita operações como swap cambial (equivalente a uma venda de dólares no mercado futuro), venda de divisas à vista e via leilões no mercado a termo.
— Para mim, a surpresa não chega a ser a valorização rápida do dólar frente ao real, mas a surpreendente ausência da autoridade monetária vendendo moeda para conter essa rápida alta — avalia Velho.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reafirmou ontem que a alta do dólar não preocupa o governo, pois torna a indústria brasileira mais competitiva. No entanto, nos bastidores da equipe econômica, técnicos admitem que a disparada da moeda americana decorrente da recente turbulência na Europa já provoca alguma ansiedade pelo impacto na inflação, que deu sinais de alta em abril. Esse impacto não seria imediato, pois existem fatores que têm contribuído para a queda dos preços, como a redução das cotações de commodities (matérias-primas) no mercado internacional e redução do ritmo de expansão da economia brasileira. Por isso, a ideia no momento é acompanhar com lupa as oscilações no câmbio e avaliar se seria preciso reverter alguma das medidas de controle de capitais adotada no início do ano.
— Ainda existe um processo de desinflação na economia. Se o IPCA ficou acima do esperado em abril, também ficou abaixo do esperado em março. Por isso, o momento é de observar a oscilação cambial. Se o dólar continuar disparando, isso pode vir a assustar em algum momento — disse uma fonte da área econômica.
O BC também tem acompanhado as variações de perto e continuará a agir para evitar sobressaltos na cotação. Desde fevereiro, a atuação da autarquia foi para elevar a cotação do dólar: enxugou R$ 18,2 bilhões do mercado financeiro em compras de dólares tanto à vista quanto no mercado futuro, segundo os dados mais recentes do BC. Esse mesmo tipo de instrumento pode ser usado agora num movimento contrário.
Os técnicos admitem que, no limite, uma disparada do dólar poderia até mesmo afetar os planos do governo de continuar reduzindo as taxas de juros no país. Essa medida, no entanto, não está sendo estudada no momento.
— O que está ocorrendo no momento é um movimento mundial de aversão a risco que precisa ser acompanhado — disse uma fonte.
Aposta em Selic a 8% no fim do ano
Pelas estimativas do economista Fábio Kanczuk, da Universidade de São Paulo (USP), cada 10% de alta do dólar sobre o real, distribuída em reajustes de produtos importados ou influenciados pelo mercado internacional, contribuem em pelo menos 1 ponto percentual para a inflação do ano.
Por enquanto, os analistas do mercado financeiro continuam a apostar que o BC aproveitará o espaço aberto pelas mudanças na rentabilidade da poupança e cortará ainda mais os juros. A previsão para a taxa básica (Selic) no fim de 2012 caiu de 8,5% ao ano para 8% ao ano. Já a aposta para o IPCA subiu de 5,12% para 5,22% neste ano.
O ministro Mantega, por sua vez, continua ressaltando os efeitos positivos sobre a indústria:
— O dólar alto beneficia a economia porque dá mais competitividade aos produtos brasileiros. Isso significa que a indústria brasileira pode competir melhor com os importados, que ficam mais caros, e exportar mais barato. Portanto, o dólar não preocupa.
Sobre o risco de a moeda ficar excessivamente valorizada, reafirmou que o dólar é flutuante.
Para o presidente em exercício da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, o dólar a R$ 2 é um alento, mas ainda não é possível comemorar porque não se sabe a trajetória da moeda daqui por diante. Ao participar do XXIV Fórum Nacional, Castro disse que seu desempenho dependerá do cenário externo.
— É um dólar virtual, não se sabe se vai se transformar numa taxa real — disse Castro, para quem o câmbio de equilíbrio seria de R$ 2,20. Colaboraram Bruno Rosa, Lucianne Carneiro e Daniel Haidar
POLÍTICA
Ministro do STF suspende depoimento de Cachoeira em CPI
Da redação em 14/05/2012 20:34:33
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Celso de Mello autorizou pedido da defesa do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e suspendeu o seu depoimento na CPI, que estava marcado para esta terça-feira.A ida de Cachoeira à comissão está suspensa até que o tribunal analise o mérito do habeas corpus, instrumento utilizado pelos advogados do empresário para requisitar o adiamento. Esse julgamento não tem prazo para acontecer. As informações são da Folha.com
A defesa também requisitava autorização para ter acesso às informações que estão sob a posse da CPI, criada para investigar suposto esquema criminoso em que Cachoeira é apontado como o chefe. Celso de Mello não tratou desta questão em sua decisão.
O advogado de Cachoeira, Márcio Thomaz Bastos, argumentou que o presidente da CPI, deputado Vital do Rego (PMDB-PB), não permitiu o acesso ao material colhido pela comissão e que não poderia prestar esclarecimentos sem saber sobre o que ele é investigado.
"É imperativo que Carlos Augusto e seus advogados conheçam previamente todas as provas que poderão servir de substrato aos questionamentos que decerto lhe serão dirigidos pelos parlamentares", dizia o habeas corpus impetrado pelo advogado de Cachoeira, Márcio Thomaz Bastos.
DISTRITO FEDERAL
Paulo Tadeu assina acordo de cooperação técnica com a Codeplan
Enviado por Da redação (61) 9384-2015 em 14/05/2012 19:29:20

Foi assinado, na tarde de hoje, no Gabinete da Secretaria de Governo, o Termo de Cooperação Técnica entre Secretaria de Governo e a Companhia de Planejamento do Distrito Federal – Codeplan O acordo firmado irá proporcionar a realização de estudos, pesquisas e promoção de atividades que deem subsídios aos trabalhos realizados pelo CDES-DF, na produção de diagnósticos que auxiliem no fomento de estratégias para o desenvolvimento econômico e social do Distrito Federal.
O acordo foi firmado em uma reunião com e Ivelise Longhi, Presidente da Codeplan e Paulo Tadeu (foto), Secretário de Governo e Secretário Executivo do CDES-DF.
O Observatório de Equidade é a unidade responsável por coletar dados e informações junto a instituições de pesquisa governamentais e não governamentais e sistematiza-los repassando aos conselheiros como subsídio aos debates do CDES-DF. A Codeplan é integrante do Comitê técnico do Observatório de Equidade do CDES-DF.
O convênio terá a duração de três anos, a partir da publicação no Diário Oficial prevista para amanhã, e não implicará transferência de recursos financeiros ou orçamentários para a execução das pesquisas entre as duas entidades. De acordo com o Secretário Paulo Tadeu, “a parceria de duas entidades públicas, como a Secretaria de Governo e a Codeplan, garantem celeridade, economia e foco em um processo com interesse comum, o desenvolvimento do Distrito Federal”.
Histórico
O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Distrito Federal foi lançado em novembro de 2011. O propósito de sua criação é convidar a sociedade civil por meio de representantes dos movimentos sociais, do empresariado, de intelectuais a colaborar com o Governo do Distrito Federal na elaboração de propostas que aprimorem a gestão pública, com base em quatro eixos: saúde, educação, transporte e desenvolvimento econômico e combate das desigualdades sociais, prestando assessoramento direto ao Poder Público, inclusive com a elaboração de estudos e documentos, propondo medidas necessárias ao desenvolvimento socioeconômico e colaborando com a promoção do diálogo permanente entre governo e sociedade. Informações da Agência Brasília.
POLÍTICA
Procuradoria defende perda de mandato de Chalita por infidelidade partidária
Da redação em 14/05/2012 19:25:11
A vice-procuradora-geral Eleitoral, Sandra Cureau, enviou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) um parecer defendendo que o deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP) perca seu mandato na Câmara por infidelidade partidária. Chalita, que é pré-candidato à prefeitura de São Paulo, trocou de partido em maio do ano passado -- do PSB para o PMDB. Uma resolução do TSE, já julgada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal, proibiu o troca-troca partidário, mas abriu algumas exceções, como a criação de novo partido ou perseguição pessoal.
Em sua defesa, Chalita argumentou, entre outras coisas, que foi perseguido pelo PSB.
Segundo ele, o partido teria se comportado da seguinte maneira: prometeu apoiar sua candidatura ao Senado em 2010, mas não cumpriu com o combinado; depois de eleito deputado, não foi escolhido para ocupar a liderança do PSB na Câmara; enão foi indicado para presidir a comissão que cabe ao partido.
Para Cureau, no entanto, tais fatos não configuram perseguição. "O fato de o recorrido não ter sido agraciado com posições que considera de destaque decorre da existência de disputas políticas normais no ambiente partidário, principalmente considerando que o partido em questão possui uma bancada de 29 deputados federais em exercício".
A vice-procuradora-geral também rebate o argumento de Chalita de que ele obteve expressiva votação, "superior ao quociente eleitoral".
"No direito eleitoral brasileiro não existem candidaturas autônomas. Não há possibilidade de que um candidato se eleja, sem estar vinculado a partido e sem que seja nominalmente escolhido em convenção". O pedido contra Chalita foi feito pelo primeiro suplente do PSB na Câmara, Marco Aurélio Ubiali, e o relator do caso é o ministro Gilson Dipp. Não há definição sobre a data do julgamento.Informações da Folha.com
DISTRITO FEDERAL
Uma boa ideia: cesta básica do livro no DF
Enviado por Da redação (61) 9384-2015 em 14/05/2012 18:29:38
Uma boa ideia na Câmara Legislativa do DF. O deputado Professor Israel apresentou projeto de lei que pretende criar o Programa Cesta Básica do Livro. O objetivo é que os estudantes da educação básica da rede pública de ensino recebam, a cada bimestre letivo, duas obras com conteúdo literário, artístico ou científico. “Precisamos elevar o nível educacional dos nossos alunos e a leitura é fundamental para esta ascensão”, considera o parlamentar.
A pesquisa Retrato da Leitura no Brasil, divulgada recentemente pelo Instituto Pró-Livro em parceria com o Ibope Inteligência, demonstrou que o brasileiro está lendo menos. De acordo com o levantamento, em 2007, 55% da população afirmava ter lido ao menos uma obra a cada três meses. Já em 2011, o índice caiu para 50%. Entre os pré-adolescentes de 11 a 13 anos, a quantidade de livros lidos no mesmo período caiu de 8,5 para 6,9. Já os adolescentes de 14 a 17 anos houve uma queda de 6,6 para 5,9.
Nota-se que o brasileiro ainda não adquiriu o importante hábito da leitura e a intenção é de tornar essa prática comum entre as crianças e jovens. O texto foi inspirado no projeto do senador Cristovam Buarque e conta com algumas regras: o valor máximo de cada livro será de R$ 50,00 e, a cada dois anos, o catálogo de títulos deverá ser atualizado.
ECONOMIA
Zona do euro caminha para recessão
Da redação em 14/05/2012 09:49:44
A produção industrial da zona do euro recuou inesperadamente em março, no mais recente de uma série de dados decepcionantes que sinalizam que a recessão no bloco pode não ser tão branda como se espera. A produção industrial nos 17 países que usam o euro recuou 0,3% em março na comparação com fevereiro, mostrou a agência de estatísticas Eurostat nesta segunda-feira. Economistas consultados pela Reuters esperavam um aumento de 0,4% no mês.
Os dados contrastam com os números sobre a Alemanha divulgados na semana passada, que mostraram uma alta de 2,8% na produção da maior economia da zona do euro para o mês, destacando as diferenças dentro do bloco. Muitos economistas esperam que a Eurostat mostre na terça-feira que a zona do euro entrou em sua segunda recessão em apenas três anos no final de março, com as famílias sofrendo os efeitos de programas de austeridade cujo objetivo é reduzir a dívida e os déficits.
"A produção industrial é uma lembrança de que o PIB do primeiro trimestre provavelmente mostrará uma contração", disse o economista do ING Martin van Vliet. "Como o aperto fiscal não deve aliviar em breve e com a crise da dívida ressurgindo, qualquer alta na atividade industrial mais tarde neste ano provavelmente será modesta." Informações da Reuters.
DISTRITO FEDERAL
Faixa exclusiva da W3 Norte começa na terça-feira
Da redação em 14/05/2012 08:35:37
ECONOMIA
Soares da Costa concorre a projeto no Mato Grosso
Da redação em 14/05/2012 08:32:52
A construtora portuguesa Soares da Costa conhecerá amanhã os primeiros resultados do concurso para as infra-estruturas do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que serão construídas em Cuiabá, no Estado de Mato Grosso. A Soares da Costa participa em um consórcio liderado pela empresa Mendes Júnior Trading e Engenharia, que conta ainda com a francesa Alstom, segundo o jornal "Diário de Cuiabá".
A sessão de abertura das propostas para o VLT de Cuiabá foi marcada para esta terça-feira, 15 de maio, depois de ter estado prevista para o mês de abril. O adiamento resultou de solicitações de várias empresas interessadas no projeto, para que, com mais tempo, pudessem preparar melhor as suas propostas.
O "Diário de Cuiabá" indica que a Soares da Costa é a única empresa estrangeira sem representação no Brasil que participa do concurso, mas segundo as autoridades promotoras do concurso isso não significa que a empresa portuguesa seja o único concorrente internacional, uma vez que poderão participar outras multinacionais já presentes no Brasil.
Coincidência ou não, a Soares da Costa tem a sua sede no Porto, cidade do Norte de Portugal que foi visitada em abril do ano passado por uma comitiva oficial do Governo do Mato Grosso. Conforme o Portugal Digital então noticiou, o governador do Mato Grosso, Silval Barbosa, chegou à cidade do Porto a 28 de abril de 2011, acompanhado do presidente da Agência Executora de Projetos da Copa do Pantanal (Agecopa), Eder Moraes, e de outros responsáveis.
Desde a abertura do processo do VLT de Cuiabá, 28 empresas ou consórcios compraram o edital do VLT, um projeto que contempla a construção de 22,5 quilômetros de linhas e que está orçado em R$ 1,2 bilhão.
A Soares da Costa já demonstrou várias vezes o seu interesse pelo Brasil. "O Brasil é um mercado muito atrativo, fruto dos eventos internacionais, mas também porque há tudo por fazer no mercado. Naturalmente, vamos continuar a crescer nesse mercado", afirmava em setembro o administrador operacional da Soares da Costa, Jorge Grade Mendes, em entrevista ao semanário português "Sol".
O grupo luso já em agosto de 2011 anunciara os seus primeiros contratos no Brasil, para a construção de novas fábricas da cimenteira brasileira Votorantim, em parceria com a empresa Serpal. Em 2011 a Soares da Costa retirou do Brasil um volume de faturamento de 4,2 milhões de euros, de acordo com o relatório anual do grupo.Informações do Portugal Digital.
DISTRITO FEDERAL
Bons e velhos tempos
Enviado por Da redação (61) 9384-2015 em 14/05/2012 08:26:38

O jornalista Lívio di Araújo (AlO Brasília) informa que o ex-governador Rogério Rosso (PSD) costuma reunir seus principais ex-secretários para discutir e avaliar a situação política do DF. Faz isso constantemente. Na semana passada, em um famoso restaurante da cidade, estava com alguns deles em mais um desses encontros. Entre os ex-secretários, Leonardo Teshima (atual diretor de uma agência de publicidade), Luiz Fernando Costa Couto e Anna Karolina Bezerra (atual chefe da comunicação da Câmara Legislativa), entre outros. A reunião foi regada a muita bebida e muita, muita risada.
Pimenta: Aliás, pela alegria na mesa, acho que, de repente, este encontro nem deveria estar avaliando a situação política do DF, né? Não estamos em momentos de risadas, gente...
Comentário - Apesar de ter sido eleito para um mandato tampão no GDF, o ex-governador Rogério Rosso não agradou os brasilienses. Uma pesquisa da Datafolha divulgada no final do seu mandato mostrou que ele teve a pior avaliação entre os chefes Executivo de oito estados e do DF. Rosso recebeu a menor nota entre os avaliados, com média de 4,9, em uma escala de zero a dez. O índice de aprovação do então governador também foi baixo: apenas 29% dos entrevistados pelo instituto de pesquisas considerou a gestão boa ou ótima.
Para quem não se lembra, Rogério Rosso chegou ao Palácio do Buriti após a crise política instalada pelo escândalo da Caixa de Pandora. Na época Rosso era do PMDB e teve total apoio do presidente regional do partido, o hoje vice-governador Tadeu Filippelli. Só que rompeu com Filippelli por defender uma candidatura própria ao GDF e não a aliança com o PT. Resultado: Filippelli levou a melhor.
ECONOMIA
Queda dos juros ainda não refletiu no crédito para automóveis
Enviado por Da redação (61) 9384-2015 em 14/05/2012 08:08:29
A queda dos juros bancários para o financiamento de carros não trouxe nenhum reflexo às vendas do setor , pelo menos até o final de abril, de acordo com comunicado da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), tanto que as vendas de automóveis caíram 13,82% no mês passado, em relação a março, e 12,27% comparado a abril de 2011. A queda de juros também não refletiu em uma maior flexibilidade na concessão de crédito bancário para o financiamento de veículos. De janeiro a abril houve retração de 3,4% nas vendas e os pátios das montadoras e das revendas contavam 366,5 mil carros no último dia de abril. Reflexo da rigidez bancária na concessão de crédito, o que deprime o nível de compras, segundo a Anfavea. Principalmente quando se considera que aproximadamente 60% das vendas de automóveis são realizadas mediante financiamento, acrescenta o comunicado. Parte da redução de crédito pode ser atribuída ao aumento da inadimplência, o que deixa os bancos mais cautelosos, segundo o presidente da Serasa Experian, Ricardo Loureiro. Ele diz que muita gente se empolgou com a oferta recente de crédito e perdeu o controle dos gastos e grande quantidade de consumidores já atingiu o limite. Pelos seus cálculos, os brasileiros apresentam hoje um comprometimento de renda de 22% – bem acima, por exemplo, dos 16% dos americanos, o que significa que o crédito está mais barato, mas quem gastou mais do que devia não pode agora se beneficiar. Estatística da Serasa revela que 90 milhões de brasileiros foram consultados, em 2011, para a realização de 350 milhões de negócios e 22,4 milhões de pessoas entraram na base de inadimplentes. Isso explica em parte a constatação do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, de que o crédito no país tem crescido em ritmo mais lento do que o esperado. Em seminário esta semana, no Rio de Janeiro, sobre metas de inflação, ele manifestou que as instituições estão “excessivamente severas” no processo de concessão de crédito, mas confia em que a melhoria do cenário econômico, a partir de agora, possibilite uma evolução do crédito, neste ano, em torno de 15%. Sobre as preocupações do setor automobilístico, especificamente, Tombini enfatizou que a concessão de crédito para financiamento de veículos deve voltar a crescer no futuro, uma vez que a inadimplência, que tem limitado o crédito para vendas do setor, tende a se estabilizar com o maior crescimento da economia, no meio do ano, e recuar nos meses seguintes. Ele até usou um jargão do setor ao dizer que a economia vai “pegar tração” ao longo do ano. Informações da Agência Brasil.
MÚSICA
Marisa Monte - Depois
Da redação em 14/05/2012 03:19:20
OPERAÇÃO MONTE CARLO
STF decide dispensa de Cachoeira de depoimento na CPI
Da redação em 14/05/2012 02:57:09
O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve decidir nesta segunda-feira, 14, um pedido da defesa do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, para que ele seja dispensado de prestar o depoimento marcado para a terça-feira na CPI do Cachoeira. Na ação protocolada no STF na semana passada, os advogados alegam que Cachoeira não deve comparecer à CPI antes de conhecer os documentos que servirão de base para as indagações dos parlamentares.
Para tentar convencer o Supremo, a defesa citou decisões anteriores do tribunal que dispensaram pessoas de prestar depoimentos a CPIs. Os advogados afirmam que Cachoeira será ouvido na condição de investigado e que, portanto, é necessário que conheça todas as provas que servirão de base para as perguntas dos integrantes da CPI.
Antes de protocolar o pedido de habeas corpus no STF, a defesa de Cachoeira, que está a cargo do ex-ministro da Justiça Márcio Thomas Bastos, tinha solicitado ao presidente da CPI, senador Vital do Rego (PMDB-PB), que fornecesse as informações. No entanto, o requerimento foi negado. Segundo os advogados, Cachoeira está "impedido de conhecer com inteireza o que pesa contra ele".
A defesa sustenta que para decidir se vai falar ou se vai silenciar na CPI o bicheiro precisa conhecer o material. "De toda sorte, para decidir se fala ou se cala, ele precisa antes saber o que há a seu respeito", afirmam. Os advogados pedem que o STF conceda uma liminar para adiar o depoimento para que Cachoeira "não seja compelido, antes de ter ciência das provas a ele vinculadas, a permanecer em silêncio contra seus legítimos interesses, ou a apresentar versão sobre fatos e provas que não conhece apropriadamente". Informações do Estadão.
OPERAÇÃO MONTE CARLO
O pior não passou
Da redação em 14/05/2012 02:52:00
Fabiana Pulcineli, O Popular
Até o início da semana passada, o grupo responsável pelo gerenciamento da crise provocada pelo caso Cachoeira no governo estadual vinha repetindo: “O pior já passou”. Julgavam que, nas gravações a que tiveram acesso, nada mais havia de indícios que pesassem contra o governador Marconi Perillo (PSDB) e que era hora de investir nas estratégias para mostrar serviço e superar o mau momento.
A semana, porém, foi de sucessivos reveses para o governo. Não só apareceram fatos novos sobre a relação de Marconi com Cachoeira – no caso da negociação da casa no Alphaville –, como ganharam força os efeitos políticos do desgaste gerado pela Operação Monte Carlo no governo. Distanciamento e falta de apoio de aliados de peso, cobranças, ameaças e dificuldades na troca de secretários servem de alerta para o risco de isolamento político de Marconi, que pode ser intensificado nas próximas semanas, a depender das reações do governo e dos desdobramentos do caso no Congresso.
A começar por Brasília, onde o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), declarou que o comparecimento de Marconi à CPI é necessário e inevitável – “ele mesmo pediu para ser ouvido”, alegou –, o governador tem visto poucas vozes em sua defesa. Na quinta-feira, quando foi um dos principais alvos de parlamentares durante o depoimento do delegado da Polícia Federal Matheus Mella à CPI, o governador ligou para um deputado do PTB do Pernambuco para agradecê-lo pelo pedido de cautela em relação à cobrança pela convocação urgente do tucano. Do seu partido, ninguém ousou bater boca com os parlamentares mais enfáticos contra o tucano.
Em Goiás, Marconi estaria tranquilo com uma CPI formada por maioria governista. Estaria, não fosse o “minimovimento” deflagrado semana passada pelo presidente da Assembleia Legislativa, Jardel Sebba, e pelo líder do Governo, Helder Valin, ambos tucanos, em ataques a parte do secretariado do governo. Ambos prometem apresentar projeto de lei que impõe que, para assumir alguns cargos de primeiro e segundo escalões, auxiliares do governo tenham no currículo uma disputa eleitoral.
Por mais que Jardel diga que Marconi atende bem os aliados e não é alvo de chantagem, o levante contra os auxiliares desgasta apenas o governador. Reforça a ideia de que não há comando e de que o governo está inerte, paralisado, com a crise.
Essa imagem se fortalece também nas discussões internas sobre mudanças no secretariado. Marconi parece engessado. Preso a compromissos políticos e ao delicado momento, em que busca manter firme sua base de sustentação, mostra-se vacilante nas definições. Passa a impressão de não ter forças para alterar o que não funciona bem nem para colocar fim a divergências internas. Por outro lado, alguns auxiliares manifestam desejo de deixar o governo diante do horizonte de dificuldades políticas e de gestão.
Os reflexos das denúncias também atingem em cheio o processo eleitoral deste ano. O governador sofreu grande queda da popularidade em Goiânia, como mostrou a pesquisa Serpes/O POPULAR na terça-feira, e os efeitos já se alastram, ainda que em menor velocidade, para o interior, segundo relatos de aliados.
Fragilizado pelos desgastes e ainda travado nos investimentos e realizações, o governo começa a sofrer perdas de aliados no interior. Candidaturas estão sendo abortadas e há mudanças no quadro eleitoral.
E as cobranças não surgem apenas no meio político. Há queixas entre empresários, sindicalistas e servidores públicos, diminuídas no caso destes últimos com reposições salariais. É como um organismo em período de baixa imunidade: ou é medicado e se recupera logo ou torna-se porta aberta para outras doenças. Sinal de que o pior ainda pode estar por vir.
Não bate
Marconi disse ao Jornal Nacional na sexta-feira que não leu o emitente dos cheques em valor total de R$ 1,4 milhão, mas que não haveria problemas em vender a casa no Condomínio Alphaville para Cachoeira. Completou que a negociação foi legal, declarada à Receita. Está certo. Ele tem mesmo o direito de vender bens particulares para quem quiser. O problema no caso são as informações desencontradas, mal explicadas e as evidências (apresentadas na semana passada pelo delegado da Polícia Federal) de que a venda foi de fato para Cachoeira. Se confirmado, o governador teria escondido a informação. A troco de quê?
CINEMA
Diretor pediu para Jennifer Lopez parar de agarrar Rodrigo Santoro
Da redação em 14/05/2012 02:42:40

O diretor Kirk Jones precisou repreender diversas vezes Jennifer Lopez, 42 anos, durante as filmagens do filme "O Que Esperar Quando Você Está Esperando". De acordo com o site "Wenn", a atriz não parava de agarrar o brasileiro Rodrigo Santoro, 36.
"Todo o elenco estava com inveja de mim", afirmou Jennifer. "Nós éramos um casal afetuoso e nosso diretor muito britânico ficava mandando a gente parar”.
Acho que ele ficou desconfortável com as demonstrações públicas de afeto", comentou. "Ele dizia: ‘Acho que vocês não precisam se abraçar e beijar tanto!‘. A gente falava: ‘Não, somos latinos e muito afetuosos”.
Segundo o site F5, da Folha de S. Paulo, Jennifer disse ainda que o diretor pediu para eles baixarem o tom. "A instrução dele para a gente era parar de nos agarrarmos!", brincou. A comédia romântica deve estrear em 3 de agosto no Brasil.
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