Um articulador de fino trato
Da redação em 07/02/2012 07:31:37

Walberto Maciel, Brasília Agora
Líder do governo Agnelo na Câmara Legislativa, o deputado Wasny de Roure está pronto para sedimentar nesse seu quinto mandato o papel de articulador e negociador político. De fino trato, o parlamentar garante que tem a paciência necessária para ouvir a todos, principalmente a oposição, mas também tem a autoridade de falar não para qualquer um dos parlamentares quando o assunto fugir da pauta ou do acordado dentro da Casa. Com o PDOT e mais outro dois projetos que tratam sobre urbanismo se avizinhando dos parlamentares, a Copa das Confederações, a Copa do Mundo e o arrocho fiscal do GDF que é inevitável, Wasny sabe que 2012 será um ano de muito trabalho e garante que fica na Câmara para todos os debates que tenham por objetivo melhorar a vida do brasiliense.
Brasília Agora – Deputado quais são suas expectativas para esse ano legislativo?
Wasny de Roure – Será um ano de muito trabalho. Vamos nos concentrar principalmente na temática do parcelamento urbano. Temos o Plano Diretor protocolado na Câmara e com audiências públicas marcadas, vamos seguir a orientação do governador no Plano Urbanístico de Ocupação de Brasília e o Plano de uso e exploração do solo do Distrito Federal. Estas três matérias vão estar na pauta, vamos avaliar a proposta do Governo e ouvir a comunidade em todas elas.
Além desses projetos estruturais, o governo irá trabalhar em outras frentes no Legislativo?
Existem outros dois projetos que também vão fazer parte da pauta do governo. O da Cultura que já teve um início de discussão na Casa e o outro é o de Desenvolvimento Econômico que ainda não está muito esclarecido, mas que fará parte das ações do governo no Legislativo.
E a oposição deputado, como o senhor pretende tratar com a oposição?
Quando o debate é de interesse público, quando é feito para esclarecer cada situação dos setores do Distrito Federal , já que ninguém conhece tudo, isso principalmente na questão de ocupação do solo, estaremos abertos ao debate. Teremos discussões que envolvem programas como o Minha Casa Minha Vida, e tudo isso tem que ser feito até a exaustão para que não fiquem dúvidas e não sejam cometidas injustiças. Enquanto o debate estiver em torno desses temas eu acho que devem ser respeitadas as opiniões, agora quando o debate passa a atender interesses pessoais, eu não admito, pois em uma vida republicana social, o interesse privado tem que ceder ao interesse público.
Qual é o caminho que o senhor acha que o governo deve tomar nesse momento?
Tenho uma leitura que temos que fortalecer o nosso processo arrecadador. O Distrito Federal tem sido muito negligente na arrecadação e na incorporação do setor informal na formalidade, mas não posso desconhecer que a contratação de um grande número de servidores tanto em governos anteriores e no nosso governo que comprometeu o orçamento do GDF, e isso tudo paralelo a uma disputa interna dentro da Secretaria de Fazenda que acabou com resultados não muito positivos.
Deputado, qual é a melhor estratégia para tentar resolver este problema?
Nesta matéria temos que trabalhar com cuidado envolvendo os servidores, as entidades civis constituídas, a comunidade e as lideranças da cidade para negociarmos a melhor forma de tirar o Distrito Federal desta situação em relação à Lei de Responsabilidade Fiscal.
O senhor se recorda de quanto era a dívida que o governador Agnelo chamou de herança maldita de seus antecessores?
Não estou bem certo do valor, mas acho que girava em torno de 1,2 ou 1,3 bilhão que pode ser o fator gerador desse problema, pois tivemos que operar rupturas com sistemas que estavam ligados à Caixa de Pandora e isso com certeza tem reflexos nos dias de hoje para o governo e para a população.
O senhor tem algum interesse em deixar o legislativo e ocupar uma secretaria no GDF?
Fui eleito para cuidar da população do Distrito Federal. Pretendo ser executor desse debate. Estou no meu quinto mandato e as exigências são cada vez maiores, o que é normal. O meu desejo e a minha definição é ficar no parlamento debatendo os problemas da cidade.
Mesmo com todas as dificuldades o senhor acredita que faremos uma boa Copa das Confederações e do Mundo?
Estou convicto. Tivemos uma grande vitória em trazer a Copa do Mundo para o Brasil e para Brasília. Nosso povo é muito lutador. Eu confio na força de trabalho e dedicação de todos nós brasileiros e tenho certeza que teremos um evento irretocável em todos os sentidos.
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