Alunas da UnB propõem intervenção radical na área central de Brasília
Da redação em 10/01/2012 08:17:18
Inspiradas por um simples croqui assinado por Lucio Costa, três alunas do curso de arquitetura e urbanismo da Universidade de Brasília (UnB) propuseram uma intervenção radical no coração de Brasília: a construção de um edifício-ponte que ligasse os setores comerciais Sul e Norte da cidade. A estrutura, de seis andares e 8.045 metros quadrados, contaria com uma feira popular, um posto de saúde e uma escola de artes, e também daria acessibilidade aos pedestres que circulam no Eixo Monumental. O prédio fictício venceu outros 91 projetos de todo o mundo no Concurso Internacional de Ideias para Estudantes de Arquitetura e Urbanismo da 9ª Bienal de Arquitetura de São Paulo (9ª Bia).
A mudança no cenário da capital federal foi projetada pelas alunas Gabriela Curado, Carolina Ramos e Gabriela Bandeira, todas no 8º semestre de faculdade. O centro urbano idealizado por elas seria construído entre o Conjunto Nacional de Brasília e o Conic, além de ter uma ligação para a plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto. O edifício foi planejado em um modelo suspenso sobre colunas, para não influenciar no trânsito do Eixo Monumental, e teria até mesmo um espaço destinado a uma feira, para os camelôs, que foram retirados da área.
A proposta estudantil segue o plano original de Lucio Costa, que era criar um grande centro de diversões ao longo da pista que cruza o Eixo Monumental. Mas alguns elementos são mais contemporâneos que os usados na arquitetura dos anos 1960 de Brasília: o prédio contaria com brises que diminuiriam o impacto do sol e ainda serviriam como área de exposição de trabalhos artísticos. A ideia substituiria a fachada idealizada por Lucio Costa com anúncios semelhantes aos do Conjunto Nacional.
O edifício também contaria com dezenas de residências estudantis no modelo de contêiner, penduradas na estrutura principal. Algumas dessas alterações foram motivadas pelas regras do concurso da 9ª Bia. Com o tema “Arquitetura para todos: construindo cidadania”, a competição exigia que os trabalhos inscritos tivessem habitações permanentes e temporárias, serviços de comércio e de saúde.
Para uma das autoras do projeto, a ideia seria dificilmente colocada em prática em uma cidade tombada como Patrimônio Cultural da Humanidade. “Acho que se encaixaria na arquitetura de Brasília, tivemos bastante cuidado com isso. Mas a coisa mais polêmica seria a moradia ao lado da Rodoviária”, apontou Gabriela Bandeira, 21 anos. Mesmo assim, a estudante acredita que a criação de residências na área central da cidade poderia trazer benefícios para Brasília. “Colocamos voltadas para o público de estudantes, que são mais receptivos a esse tipo de lugar. E quando você coloca moradia num local, consegue mais segurança, porque eles se tornam vigilantes”, explicou.Informações do Correio Braziliense.
DEIXE SEU COMENTÁRIO









