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Brasília-DF, 20 de Maio de 2012. Ano 8
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Caro, arcaico e ineficiente. Eis o retrato fiel do Metrô do DF
DISTRITO FEDERAL
Caro, arcaico e ineficiente. Eis o retrato fiel do Metrô do DF
Da redação em 31/07/2011 09:43:37

O tempo de uso do sistema de controle e da maioria dos trens da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô -DF) tem colaborado para os constantes problemas operacionais, como as reduções de velocidade em horário de pico ocorridas nas duas últimas semanas (veja memória). Além de contar com uma tecnologia ultrapassada que atrasa as viagens, os usuários reclamam da falta segurança nas estações e de conforto para quem disputa um lugar nos vagões. Especialistas ouvidos pelo Correio ainda alertam que a falta de integração com os ônibus faz do metrô apenas mais uma parte capenga do transporte público da capital federal.

O diretor de Operação e Manutenção do Metrô, Fernando Sollero, admite que 20 dos 32 trens da frota são antigos e faltam peças no mercado para atender a algumas necessidades de manutenção. Entretanto, Sollero garante que todos os reparos são feitos e os requisitos de segurança, respeitados. “Eles só andam quando estão funcionando perfeitamente. Todas as noites também são feitas manutenções nos trilhos e nos trens”, afirmou.

Segundo o diretor de Operação e Manutenção, o projeto de construção do Metrô é de 1991 e os equipamentos foram comprados em 1994. Ele também explicou que um novo sistema de controle para operação foi adquirido em 2009 para modernizar a tecnologia usada na empresa, além de 12 novos trens. “A regulagem do intervalo entre um trem e outro é feita por um técnico. Por meio do painel de controle, ele pode solicitar ao piloto o aumento ou a redução das velocidades para que as distâncias sejam adequadas. Com o novo software, todo processo será feito eletronicamente”, explicou.

De acordo com Sollero, três trens antigos já estão adaptados para o novo sistema e a expectativa é de que tudo esteja em funcionamento no segundo semestre de 2012. “Existe um grupo de trabalho fazendo todas as adequações, mas isso leva tempo. Fazemos vários testes para garantir a segurança do usuário”, detalhou. O Metrô também publicou edital de licitação a fim de desenvolver o projeto básico da modernização do sistema de sinalização eletrônica dos trilhos com a central de controle e para expandir o número de estações existentes. A previsão é de uma na Asa Norte, além de outras duas em Samambaia e mais duas em Ceilândia.

Na avaliação Artur Morais, pesquisador de transportes da Universidade de Brasília, o Metrô precisa passar por uma renovação tecnológica. Além disso, Morais destaca que a falta de integração com os ônibus é um problema para o transporte público do DF. “O desenho do Metrô não privilegia os locais com grande concentração de pessoas. Fora da integração, é apenas uma ferrovia. A mentalidade de quem pensou no projeto foi de pegar as pessoas de outras regiões administrativas e jogar no Plano Piloto. Faltam estações, por exemplo, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) e na W3”, opinou.Informações do Correio Braziliense.



COMENTÁRIOS

Carlos costa
02/08/2011 11:05:49

Esse metro de Brasília é uma vergonha. Por isso que eu digo que o GDF tem que investir é em ônibus de qualidade e também em mais subsídios para as empresas. 


Alberto
02/08/2011 11:18:18

Risos e pensar que a companhia do metro recebe três vezes mais subsídios do GDF do que as empresas de ônibus. Fala sério, é hora do GDF rever os conceitos dele. 



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