Unilever é heptacampeã da Superliga
Da redação em 30/04/2011 12:50:49
A Unilever confirmou a superioridade demonstrada durante a fase
regular da Superliga Feminina de Vôlei da temporada 2010/2011. Na manhã deste
sábado, mais uma vez a equipe enfrentou o Sollys/Osasco, e após duas parciais
muito disputadas, as comandadas do técnico Bernardinho dominaram o terceiro set e fizeram 3 a 0, em parciais de 25/23,
30/28 e 25/19, faturando o sétimo título consecutivo do time
carioca.
Um grande público presente no ginásio Mineirinho
viu a disputa entre as duas opostas da seleção, Sheilla e Natália. Mais
experiente, a atleta da Unilever chamou a responsabilidade e conduziu o time nos
momentos mais importantes do jogo. Ao Osasco, coube lamentar mais uma derrota
para a equipe do Rio de Janeiro após um campeonato bastante regular feito pelo time da Grande São Paulo.
Se o
Osasco tinha Jaqueline, Thaísa e Natália em quadra, estrelas selecionáveis do
técnico José Roberto Guimarães, a Unilever conseguiu se valer das presenças de
Dani Lins, Mari, Sheilla, Fabi e Waleskinha. Melhor para o time com mais
jogadoras da seleção, que conquista o quinto título consecutivo sobre a equipe paulista.
O jogo - Carol Albuquerque,
levantadora, começou a partida sacando para o Osasco e, após um rali de 38
segundos, a Unilever marcou o primeiro ponto do jogo em um ataque de Sheilla,
dando uma mostra do quão disputado seria a grande final da Superliga Feminina.
Após um começo muito forte de ambas equipes, o time carioca foi para o primeiro
tempo técnico com 8 a 7 no placar após bloqueio de Regiane.
O Osasco voltou melhor e conseguiu virar, principalmente contando com os erros de recepção da Unilever. O bloqueio armado pelo técnico Bernardinho, conseguiu quatro dos 11 primeiros pontos marcados pelo time na partida. No entanto, os erros ofensivos fizeram o Osasco abrir dois pontos pela primeira vez no marcador com 14 a 12. Com um erro de saque, a equipe paulista foi vencendo para o segundo tempo técnico, em 16 a 14.
Na volta á quadra, a Unilever voltou melhor e passou a acertar os pontos de ataque, e o Osasco não conseguiu segurar a ofensiva do time hexacampeão da Superliga. O resultado foi a virada para 19 a 18, e o pedido de tempo técnico de Luizomar de Moura, que em seguida realizou as duas primeiras alterações do jogo, colocando Samara e Thaís nos lugares de Adenízia e Sassá. Depois, o time da Grande São Paulo reagiu e empatou o jogo em 22 a 22. Com uma mudança estratégica de Bernardinho no saque, o time do Rio de Janeiro fechou o set em 25 a 23 e fez 1 a 0 no placar.
No começo do segundo set, Jaqueline começou pontuando após saque da Unilever. Os dois destaques das equipes, Natália (Osasco) e Sheilla (Unilever) erraram bastante, e fizeram o jogo seguir disputado. Quando o placar apontava 7 a 6 para as paulistas, a oposto do time carioca atacou e acertou a rede com a mão, convertendo o ponto. O árbitro não viu a infração, e confirmou o ponto de Sheilla, e com um novo erro de Natália, o primeiro tempo técnico marcava 8 a 7 para as cariocas no placar.
Luizomar acertou o time na volta à quadra, e o bloqueio do Osasco começou a funcionar. Em um erro de Sheilla, que ficou no muro feito por Thaísa (1,96m), as atletas de branco viraram para 13 a 11, e desta vez foi Bernardinho quem pediu tempo. Depois de mais oscilações, o Osasco chegou a ficar na frente em 16 a 14, mas a Unilever virou mais uma vez e teve a maior vantagem da partida, em 20 a 17.
Depois de uma melhor fase da Unilever, o Osasco virou novamente e chegou a ter 24 a 23 no placar. O time carioca empatou, virou, mas não conseguiu fechar o jogo ao parar nos erros de bloqueio. Com um ponto de saque de Sheilla, as comandadas de Bernardo Rezende fizeram 30 a 28 e fecharam mais um set a seu favor, após 37 minutos de bola rolando, com 2 a 0 no placar do jogo.
No terceiro set, o jogo teve uma queda de ritmo após duas parciais incessantes, mas o nível seguiu alto de ambos lados. No início, melhor para a Unilever, que foi para o primeiro tempo técnico com 8 a 6 em um ponto de Sheilla, que, mais experiente em relação à Natália (27 anos, contra 22 da oposto do Osasco), passou a acertar os pontos do time e o fez deslanchar para a maior vantagem do jogo, em 11 a 6.
A diferença se manteve em cinco pontos a partir dali, inclusive com a ida ao segundo tempo técnico em 16 a 11, e Natália sentiu a pressão do mau momento do time, errando ainda mais e sendo menos acionada com o passar do tempo. O Osasco desistiu claramente do jogo, e em ponto de ataque de meio de rede, a Unilever marcou o 25º ponto e fez 3 a 0 no placar, conquistando o sétimo título da equipe carioca. Gazeta Press.
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